quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

E MAIS CHUVA...

Fechamos 2009 com um total de chuvas em Ilha Solteira de 1.667 milímetros. Só em dezembro foram 221,2 milímetros. Ontem 31,5 milimetros.

E novamente começa a chover...

Marinópolis também na nossa região não ficou atrás, com chuvas totalizando 294,4 milímetros em dezembro.

Com isso e depois de um ano de 2009 com muitas conquistas e resultados favoráveis, desejamos a todos muita saúde e disposição para enfrentar os desafios que se seguirão em 2.010!

FELIZ ANO NOVO!

FINAL DE ANO COM CHUVA NO NOROESTE PAULISTA

No Noroeste Paulista muita nuvens com curto períodos de sol e pancadas de chuva podem ocorrer.

Em Ilha Solteira, no dia 30 choveu 31,5 mm, somando um total de precipitação para o mês de 221,2 mm. Esse valor é superior ao ano de 2008 que foi de 220,5 mm de chuva.

Em Marinópolis choveu 36,6 mm no dia 30 e o total de chuva no mês, até o momento é de 294,4 mm.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

TEMPO INSTÁVEL EM TODA REGIÃO SUDESTE DO BRASIL

O calor e alta umidade deixam o tempo instável em toda Região Sudeste do Brasil, resultando muita nuvens e pancadas de chuva. Principalmente nas regiões oeste, noroeste, central e norte do Estado de São Paulo ((IPMET - UNESP).

Os sensores de clima da Estação Agroclimatológica da UNESP Ilha Solteira, mantida pela Área de Hidráulica e Irrigação registraram no dia 29 de dezembro as seguintes informações:

- temperatura máxima 32, 3 ºC, mínima de 23,1 ºC e média de 25,6 ºC ;
- velocidade do vento máxima de 11,7 m/s e
- 6,9 mm de chuva.


O total de chuva no mês de dezembro em Ilha Solteira, já somam 189,7 mm. Na madrugada do dia 30 de dezembro choveu 24 mm, até o momento.

Em Marinópolis, no dia 25 de dezembro choveu 46,5 mm , o total de chuva do mês já somam 257,8 mm.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Proprietários de terras recebem até R$ 7 mil por mês para evitar desmatamento

Por meio de ONGs e fundações, empresas 'adotam' áreas de matas. Ambientalistas cobram definição de diretrizes oficiais para os projetos.

Evitar o desmatamento já dá dinheiro no Brasil. Programas de organizações não-governamentais garantem renda a proprietários de terras com floresta nativa em bom estado manterem suas áreas, garantindo a conservação da biodiversidade. Nas áreas de Mata Atlântica, há proprietários recebendo até R$ 7 mil para deixar a floresta intocada.

O debate sobre a conservação das florestas já existentes ganhou força nesta semana na Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, em Copenhague, na Dinamarca. Um levantamento do Serviço Florestal Brasileiro, ligado ao Ministério do Meio Ambiente, mostra que existe uma série de projetos no país dentro deste conceito, em várias fases de implantação.

De acordo com o doutor em ecologia Paulo Moutinho, do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), o problema é que, no Brasil, as iniciativas existentes ainda seguem uma "lógica própria", uma vez que ainda não existem regras nacionais ou locais para este tipo de projeto. "Não há padronização."

Desmatamento Evitado
O projeto "Desmatamento Evitado", da Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem (SPVS), tem parceiros como HSBC Seguros, O Boticário, Grupo Positivo e Rigesa Indústria de Papel. Essas empresas adotam propriedades que recebem, em média, R$ 2,4 mil por mês para garantir a preservação da biodiversidade na Mata Atlântica com presença de araucárias. A maior das áreas incluídas no projeto, porém, recebe R$ 7,1 mil mensais.

O valor é pago por hectare e, de acordo com o biólogo Denílson Cardoso, coordenador do projeto, o cálculo do pagamento é feito com base na capacidade de absorção de carbono da vegetação. Em média, de acordo com Cardoso, os proprietários recebem R$ 300 por ano para cada hectare de mata preservada. No caso da SPVS, são preservados 2,4 mil hectares, com um investimento total de R$ 540 mil ao ano.

Segundo a organização, o bioma de Mata Atlântica com presença de araucárias tem menos de 1% de sua área original preservada em bom estado. O "Desmatamento Evitado" prioriza manter em pé o que ainda existe, em vez de focar em replantio de mudas ou reflorestamento. Desta forma, explica Cardoso, garante-se a manutenção da biodiversidade dessas áreas.

O diretor-executivo da SPVS, Clóvis Borges, admite que o valor repassado aos agricultores ainda é "simbólico". Por isso, ele acaba por atrair aqueles que já tinham a intenção de preservar a floresta. Com os valores atuais, a ajuda de custo serve para os proprietários paguem impostos, façam melhorias na área, construindo cercas e infra-estrutura para a propriedade, e também arquem com o custo de funcionários, caso necessário.

Sonhador
José Orlando Crema, 60 anos, foi chamado de “louco” e “sonhador” pelos vizinhos de propriedade, que ganham dinheiro com áreas de reflorestamento. Crema, que mantém 30 mil pés de araucária em 155 hectares, diz que a parceria com a SPVS validou sua aposta em manter a floresta em pé. O proprietário recebe pouco mais de R$ 2 mil por mês da HSBC Seguros.

Desde 2007, quando entrou no programa, já realizou melhorias na propriedade: mudou as cercas, contratou um guardião e também melhorou a infra-estrutura para receber melhor os estudantes de universidades que visitam a floresta para pesquisar biodiversidade. Além disso, reduziu a criação de carneiros que mantinha – hoje os animais são mantidos cercados e longe das árvores.

Engenheiro florestal de formação, Crema foi professor e hoje complementa a aposentadoria com a renda da pequena construtora da família. Ele mora em Curitiba e costuma passar os fins de semana na mata que mantém em Bocaiúva do Sul, a 70 quilômetros da capital. Lá, até a criação de abelhas que mantém está prestes a se adequar ao ideal da biodiversidade: ele substituirá as colméias de abelhas comuns pelas de abelhas nativas da floresta com araucárias.

Outro exemplo de propriedade beneficiada pelo programa é do aposentado Pedro Opuchkevich, de 56 anos, da cidade paranaense de Prudentópolis. Ele recebe cerca de R$ 1,1 mil por mês para preservar a área de floresta comprada por seu pai há 45 anos. Com o dinheiro que recebe, pretende fazer melhorias, como a instalação de energia elétrica na propriedade, o que custará cerca de R$ 7 mil.

Ganho de escala
Como não existe regra para projetos de desmatamento evitado no país, Clóvis Borges diz que cada instituição trabalha com seu próprio método para garantir a preservação. Ele admite que a ação da SPVS “tem algo de desespero”. “Nós atuamos como bombeiros. O nosso desafio é ganhar escala, pois ainda não fechamos um modelo que seja aplicável para o Brasil inteiro”, ressalta.

Enquanto a SPVS remunera seus produtores a partir de uma metodologia de absorção de carbono, um projeto da Fundação O Boticário nas margens da represa do Guarapiranga, que abastece 4 milhões de pessoas no estado de São Paulo, usa um método completamente diferente: remunera as propriedades com base em colaboração para a manutenção do fluxo e da qualidade da água.

As propriedades incluídas no projeto da Fundação O Boticário recebem, em média, R$ 15,5 mil ao ano, ou pouco menos de R$ 1,3 mil por mês. A maior área, porém, tem 270 hectares de mata preservada e recebe R$ 93,7 mil ao ano, ou R$ 7,8 mil mensais.

Segundo a diretora-executiva da fundação, Malu Nunes, os contratos de pagamento pela preservação das áreas foram firmados por cinco anos. Ao fim deste prazo, ela espera que o mercado de pagamento por serviços ambientais no Brasil já esteja desenvolvido. “[É preciso] criar um mercado de serviços ambientais, um marco legal”, diz Malu.

Para Borges, da SPVS, é preciso que os serviços ambientais sejam tratados como “ativos passíveis de pagamento”. À medida que o cálculo do que deve ser remunerado ficar mais abrangente, diz o ambientalista, os proprietários das áreas poderão receber mais por um maior número de serviços oferecidos por suas propriedades, como biodiversidade, polinização, contribuição para o equilíbrio climático e conservação do solo, por exemplo.



Metodologia pode ajudar a prevenir cheias em rios urbanos

Enchentes e deslizamentos, que acontecem principalmente em épocas de chuvas, podem ser minimizados se os administradores públicos tiverem em mãos ferramentas que os auxiliem a prever cenários futuros e a tomarem decisões mais precisas. Utilizando um Sistema de Informação Geográfica (SIG) o engenheiro Sidnei Ono desenvolveu uma metodologia que permite ações preventivas em regiões de risco. O Sistema de Suporte a Decisão para Gestão de Água Urbana - URBSSD é um software que permite elaborar estratégias preventivas em bacias urbanas. “A metodologia pode ser um importante suporte à tomada de decisões em tudo que se refere à água urbana superficial”, define Ono.

O estudo do engenheiro está inserido numa outra iniciativa da Poli, o Projeto Cabuçu de Baixo, que foi coordenado pelo professor Mario Thadeu Leme de Barros, do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária da Poli, orientador de Ono em seu mestrado.

A bacia hidrográfica do Rio Cabuçu está localizada na Zona Norte de São Paulo. O rio Cabuçu é afluente do Tietê pela sua margem direita, tendo suas nascentes junto à Serra da Cantareira. A área de drenagem é da ordem de 42 quilômetros quadrados.

A bacia hidrográfica do Rio Cabuçu de Baixo é um exemplo típico do que tem ocorrido em muitas cidades brasileiras. É uma bacia em acelerado processo de urbanização, mas que ainda dispõe de condições de controle, se adequadamente administrada pelos seus gestores. E foi lá que, a partir de 2002, Ono iniciou seus estudos para a elaboração do URBSSD. “Trata-se de uma metodologia que pode ser aplicada em outras regiões. Para tanto, basta que o software seja devidamente ajustado com os dados do local a ser monitorado”, esclarece o engenheiro.

Retrato
Para iniciar o desenvolvimento do projeto, o engenheiro e uma equipe multidisciplinar, envolvendo outros engenheiros, hidrometristas, geólogos e arquitetos, realizaram uma espécie de “retrato” do local, mapeando uma série de características da região, como as áreas ocupadas, topografia, medições de eventos de chuva, medições do rio, etc.

Os dados foram então inseridos no software que permitiu gerar simulações de inundação. Os resultados das simulações hidrológicas e hidrodinâmicas podem ser visualizados e exportados para serem usados em outros softwares SIG. “A medida pode proporcionar ao decisor uma solução rápida para variadas tormentas em bacias urbanas. Além de se constituir num instrumento de gestão, o projeto tem o potencial de minimizar os efeitos deletérios induzidos pelo crescimento humano”, destaca Ono. Ele enfatiza que o projeto é uma metodologia, mas uma ferramenta eficiente para o controle de cheias urbanas.

Outra vantagem do URBSSD é o desenvolvimento de um sistema que integra modelos, podendo gerar cenários para a avaliação e suporte a decisões. “Normalmente os profissionais utilizam um software de cada vez, com o uso de um modelo hidrológico que estuda vazões, um outro modelo para o cálculo de ondas de cheias, outro software para o processamento de imagens e assim por diante”, descreve Ono.

Como recomendação para os modelos de cheias urbanas, o URBSSD deve ser adaptado para as diferentes bacias urbanas, mesmo sendo atualmente um software customizado. O projeto também tem o potencial de ser utilizado como uma ferramenta de análise de qualidade da água e de sedimentos para outras bacias urbanas, mas principalmente uma ferramenta importante na previsão de inundações se for aliado a um sistema de previsão de chuvas.

Prêmio
Em novembro último, o estudo de Ono foi premiado como vencedor do “Prêmio Jovem Pesquisador”, durante o XVIII Simpósio Brasileiro de Recursos Hídricos, da Associação Brasileira de Recursos Hídricos (ABRH), com o apoio da UNESCO e CT-Hidro. A pesquisa de Ono concorreu com outros 438 artigos. A premiação é concedida para pesquisadores que têm abaixo de 35 anos.

Mais informações: (11) 5081-9900, com Sidnei Ono, email sidneiono@gmail.com, ou com o professor Mario Thadeu Leme de Barros, email mtbarros@usp.br. Site http://www.phd.poli.usp.br/cabucu

Disponível mais uma Edição da Revista Brasileira de Agricultura Irrigada

Já está disponível para acesso on line o Volume 3, Número 2 da Revista Brasileira de Agricultura Irrigada. Acesse a Revista para ler os artigos e também conhecer as normas para publicação.

Em junho: III WINOTEC - Workshop sobre Inovações Tecnológicas na Irrigação

O Professor Silvio Carlos Lima confirma no blog Uso Racional da Água na Agricultura, do Instituto de Pesquisa e Inovação na Agricultura Irrigada - INOVAGRI, o III WINOTEC - Workshop sobre Inovações Tecnológicas na Irrigação a ser realizada no início de junho de 2010 em Fortaleza-CE.

No dia 14 de janeiro ocorrerá em Fortaleza-CE, uma reunião com a equipe responsável pela organização do evento, com membros das quatro principais Instituições organizadoras que são: UFCE, INOVAGRI, ESALQ/USP e CENTEC. Segundo o Blog, nomes importantes da irrigação nacional e internacional já confirmaram suas disponibilidades de vir.

Parabenizamos os Organizadores - em especial ao Silvio por encabeçar a iniciativa - por dar continuidade à este evento que se consagrou por levar à Sobral e Fortaleza, nomes de destaque no cenário da pesquisa em agricultura irrigada, agrometeorologia e irrigação!

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Geoprocessamento Livre

Como alternativa para evitar a pirataria e ilegalidade, nós da equipe de informática da Área de Hidráulica e Irrigação estamos incentivando a utilização de Software Livre, tanto para aplicações de escritórios (BrOffice), internet (Firefox e Thunderbird) e também buscando alternativas de geoprocessamento, como o Software Ilwis.

Com o grande interesse na utilização de Sensoriamento Remoto para expandir a qualidade dos trabalhos, deparamos com dificuldades em encontrar softwares livres que atendam perfeitamente nossos trabalhos. Assim como o software proprietário ArcGis vem fazendo.

Foi buscando alternativas livres que encontramos o Blog Processamento Digital, que conta com várias dicas de Geoprocessamento e Software Livre. Quem sabe com dicas assim e compartilhando essas informações migraremos totalmente para plataforma livre.

Veja mais alguns blogs e sites:

http://processamentodigital.blogspot.com/
http://www.opengeo.com.br/
http://www.mma.gov.br/sitio/index.php?ido=conteudo.monta&idEstrutura=41
http://geoluislopes.blogspot.com/2008/10/software-livre-de-geoprocessamento.html

Essas são algumas sugestões, mas com uma rápida pesquisa no Google o número de informações é muito grande.

domingo, 27 de dezembro de 2009

Com 3ºC a mais, o planeta estará à beira da catástrofe

Um planeta que, na segunda metade do século, se encontrará à beira da catástrofe, com uma população próxima dos nove bilhões de seres humanos e com os ecossistemas de joelho, incapaz de fornecer água, alimento e energia suficientes.

É o cenário pós-Copenhague: um mundo sufocado pelos gases do efeito estufa, três graus mais quente.

A reportagem é de Antonio Cianciullo, publicada no jornal La Repubblica, 21-12-2009. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Enquanto as delegações dos 192 países que participaram da conferência sobre o clima sobem aos aviões levando para casa um miniacordo teórico, sem os alvos para os cortes das emissões de gás carbônico, foi preparada uma primeira análise que projeta em nível global as consequências do fracasso da cúpula da ONU.

A análise foi preparada pelo Greenpeace para mostrar as consequências da rendição diante da ameaça climática. Eis o que aconteceria se, continuando a queimar petróleo e carbono e a cortar florestas, permitíssemos que o aquecimento global aumentasse fora do controle.

Chuvas

O ritmo das chuvas mudará, os furacões se tornarão mais intensos e mais frequentes, o nível do mares crescerá destruindo dezenas de cidades costeiras e ilhas (os arquipélagos que se opuseram até o último momento, em Copenhague, ao pacto por baixo entre Estados Unidos e China, rejeitando-se a assinar o entendimento). As áreas áridas e semiáridas na África irão se expandir pelo menos 5% a 8%, se perderá 80% da floresta pluvial amazônica. A taiga chinesa, a tundra siberiana e a tundra canadense serão seriamente atingidas.

Geleiras

O Polo Norte irá se tornar em breve navegável no verão. Uma elevação de três graus da temperatura média destruiria um terço das geleiras tibetanas em 40 anos. A população mundial submetida a um crescente estresse hídrico passaria do um bilhão atual a 3,2 bilhões. E outros 200-600 milhões de pessoas se somariam ao elenco daqueles que não têm comida suficiente para sobreviver.

As espécies em risco

Significativas extinções estão previstas em todo o planeta: um terço das espécies estarão em risco. Desapareceram 15-40% das espécies endêmicas nos "hot spot" da biodiversidade mundial. Na América Latina, 25% das espécies arbóreas da savana correm risco de extinção.

Saúde

A onda de choque sobre a qualidade e a duração da vida seria devastadora. "Com um aumento de três graus, 3,5 bilhões de pessoas no mundo estarão em risco de contrair a dengue, e dois bilhões, em risco de contrair malária, uma doença que hoje já mata um milhão de pessoas por ano", indica Roberto Bertollini, responsável pelo setor de mudanças climáticas da Organização Mundial da Saúde.

"Além disso, por causa da falta de água, aumentarão as vítimas da diarreia, que mata 2,2 milhões de pessoas por ano, e da seca, que multiplicará por seis o seu impacto. Na América do Norte, prevê-se 70% de crescimento dos dias com alto risco de concentração de ozônio. A União Europeia estima que, no continente europeu, haverá 86 mil mortos a mais por ano: serão frequentes as ondas de calor que provocaram 70 mil mortos a mais no verão europeu de 2003".

A Itália

Na Itália, o impacto também se anuncia pesado. "Se o nível do mar subisse um metro até 2100, a Itália teria que proteger boa parte das suas costas", calcula Angelo Bonelli, presidente do Partido Verde. "Um estudo que pedimos a um grupo de pesquisadores informa que na Itália 22,8% das costas está sujeito à erosão: são 1.733 quilômetros".

Em risco também ficarão as costas do alto Adriático, de Veneza até Grado, rumo ao sul, desde Rimini, enquanto para o interior a água poderia chegar até Ferrara. Na Toscana, estariam em perigo as costas próximas de Livorno e, rumo ao norte, aquelas de Tombolo até Arno: o mar chegaria à periferia de Pisa. No Lácio, Latina seria submersa e, para o sul, o Tirreno roubaria grande parte das costas próximas do Golfo de Gaeta. Do lado oposto, a Puglia veria Manfredonia e as costas que se desdobram rumo a Barletta submergirem, enquanto a Sardenha poderia dar tchau às costas do Golpe de Oristano, além da península do Sinis e do Stagno di Cagliari. O aumento do nível do Mediterrâneo provocaria ainda um outro problema: a infiltração salina nas camadas aquíferas, o que comprometeria uma parte importante dos recursos hídricos, principalmente na Puglia e na Sicília.

A esperança

"Os poderosos da Terra fizeram falir o objetivo de impedir mudanças climáticas desastrosas: o único resultado concerto é a prisão de quatro de nossos ativistas, presos por ter protestado contra o despreparo dos governos", acusa Kumi Naidoo, diretor do Greenpeace International.

"Mas não acaba aí. Os cidadãos de todo o mundo pediam um verdadeiro acordo, antes que a cúpula iniciasse, e continuam pedindo. Devemos obter dos governos, em todos os níveis, ações concretas que permitam salvar centenas de milhões de pessoas das devastações produzidas por um planeta sempre mais quente".

Se houver uma forte reação da opinião pública, calcula o Greenpeace, evitaremos o cenário marcado por uma freada muito lenta na emissão dos gases do efeito estufa: é preciso um último esforço que permita fechar até 2010 um acordo baseado em cortes rápidos, consistentes e vinculantes.


Fonter: Revista Envolverde/IHU-OnLine

sábado, 26 de dezembro de 2009

Artigo: MARKETING VIRAL

Cada vez mais se houve falar de marketing viral, a estratégia de multiplicação da informação, como se em pirâmides, utilizando a Internet. Um exemplo de grande êxito foi a estratégia de divulgação do "melhor trabalho do mundo", criada pelo governo australiano, para contratar o "Zelador" da ilha Hamilton, cuja divulgação se espalhou rapidamente pelo mundo todo.
O inglês Bem Southall, conseguiu derrotar os outros 15 finalistas - além de cerca de 35.000 candidatos de quase 200 países. A disputa pela vaga fazia parte de uma campanha de marketing para promover o turismo na ilha de Hamilton, situada em meio a Grande Barreira de Corais australiana.
Pois bem, o artigo de Cesar traz a discussão do conceito deste marketing e o reproduzimos aqui.

Utilizamos a Internet para divulgar a agricultura irrigada e seus efeitos multiplicadores na economia, bem como as inovações da pesquisa e do setor, através do Portal e este Blog da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, além de mantermos e moderarmos o IRRIGA-L (Grupo de Discussão em Agricultura Irrigada) para um só objetivo: contribuir para que dados se transformem em informação e esta proporcione a modernização da nossa agropecuária, onde há ainda uma diferença gritante entre as tecnologias utilizadas para a produção.

Com um potencial de 30 milhões de hectares de terras aptas para irrigação, irrigamos somente 4,5 milhões de hectares. Fica aqui o desafio: como aumentarmos a nossa capacidade de transferência de tecnologia aos nossos agropecuaristas?

MARKETING VIRAL

Entrou na moda o marketing viral. Jovens agências vendem a ideia de que, por meio de ações na internet, pode-se produzir um efeito virótico, promovendo ou desmontando virtudes.

Num artigo recente, Jonah Peretti e Duncan Watts criticam como ingênua essa ideia. E ironizam: "É o almoço grátis perfeito. Pegue um pequeno grupo e semeie sua ideia. Faça-a virótica e a assista se espalhar, sem esforço, alcançando milhões". Para eles, "criar mensagens que contenham propriedades virais é muito difícil".

Peretti e Watts usam uma equação simples, lembrando que, para serem viróticas, a taxa de reprodução -R- terá que ser maior que um para a maioria das pessoas que a recebem: como as "pirâmides".

É fácil entender os problemas dessa solução mágica. A internet, em seus diversos vetores, tem mais audiência que os meios de comunicação. Mas imagine um público qualquer a ser alcançado. Os meios de comunicação são alguns para atingir esse público. Pense num cone com a base para cima. A mídia é o vértice de baixo. Agora pense num paralelepípedo em que a base é igual à parte de cima. Essa é a internet -o número de emissores é igual ao de receptores. Penetrar não é tão simples. Mais que na mídia, aqui a força é dos receptores.

Num artigo sobre as redes complexas de influências sociais, no Mais! (26/7), Alexandre Abdo, doutor pela USP-Universidade Columbia, resenha a história das teorias sobre formação de opinião pública. E mostra que, na internet, os ditos influenciadores são menos importantes que os receptores, pois aqueles não são repassadores como estes. Assim, chegar ao ponto de potencial virótico não é simples.

Abdo cita Jonah Peretti, veterano de campanhas pela internet, que oferece uma alternativa à dualidade mídia-internet. Peretti chama de "big seed marketing", ou marketing de grande semeadura: "foca pessoas comuns, ignorando os influenciadores". Consiste em utilizar a mídia de massa para lançar o processo. E a internet capilariza, o que torna maior o multiplicador, e mais barato.

Essa estratégia, segundo Peretti gerou retornos de duas a quatro vezes maiores que as inserções iniciais, pelas quais se pagou.

Peretti e Duncan dizem que o marketing de grande semeadura gera sinergia entre mídia de massa e internet. Com taxa de reprodução -R- menor que um -por exemplo, 0,5-, um grupo inicial dobra seu alcance. Duplica uma campanha tradicional pela TV.

Não tem a imprevisibilidade do marketing viral. Exemplifica com diversas campanhas que, com R menor que um, produziram enorme impacto pela combinação de mídia de massa e internet. Muito mais eficaz que a viral e muito mais barato que só TV.


quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

NOTAS FINAIS DIVULGADAS

As notas e média final já estão publicadas e enviadas ao sistema!

Foi um semestre diferente, difícil mesmo, com gripe suína, muita chuva, etc... Mas houve muita dedicação dos alunos refletida nas notas. Os seminários também tiveram um bom nível e possibilitou a criação de mais um canal de comunicação, usando o You Tube!
Parabéns pelo empenho!

A todos, aproveitem bem as férias, recarreguem as baterias, tenham BOAS FESTAS e desejamos um 2.010 de muita saúde e realizações! E sucesso a todos!

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Projeto "MODELAGEM DA PRODUTIVIDADE DA ÁGUA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS COM MUDANÇAS DE USO DA TERRA" é aprovado

Recebemos a pouco a excelente notícia de que o nosso projeto "MODELAGEM DA PRODUTIVIDADE DA ÁGUA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS COM MUDANÇAS DE USO DA TERRA", apresentado à FAPESP e FACEPE como projeto de cooperação Institucional entre Embrapa Semi-árido e UNESP Ilha Solteira foi um aprovado.

Apenas duas propostas foram aprovadas no Edital com o Objetivo de selecionar projetos de pesquisa científica e tecnológica com foco em mudanças climáticas globais.

No lado Pernambucano o parceiro é o Pesquisador Antônio Heriberto de Castro Teixeira da EMBRAPA Semi-Árido.

O projeto está orçado em R$ 334.913,92 no lado Pernambucano e R$ 333.913,50 no lado Paulista e prevê a montagem de uma rede agrometeorológica para estudos microclimáticos, modelagem da evapotranspiração e da produtividade de água, baseadas em dados de campo e imagens de satélite, incluindo a banda termal. Temos em operação na região de Ilha Solteira duas estações e estaremos adquirindo mais 7 estações.

A notícia está disponível no Portal da FAPESP em

Sem dúvida, recebemos um estimulante, desafiador e grandioso belo presente de Natal... que proporcionará mais oportunidades de formação de recursos humanos qualificados, intercâmbio de informações e pesquisa cooperativa com a EMBRAPA, além de ampliar o monitoramento agroclimatológico da região! E teremos muito trabalho em 2010!

CARACTERIZAÇÃO DO PROBLEMA
Os resultados da ação do homem sobre os recursos hídricos eram vistos sob a estrita ótica de escala local. Atualmente, com a evolução tecnológica estes recursos podem ser analisados na escala de bacias hidrográficas, nas quais o planejamento de ocupação é uma necessidade em sociedades com usos crescentes de água, tendendo a comprometer o meio ambiente pelo efeito conjunto de mudanças de uso da terra e alterações climáticas. A demanda hídrica já excede o suprimento em muitas partes do mundo, o crescimento da população aliado aos efeitos das mudanças climáticas, uma maior escassez de água é esperada (Smakhtin et al., 2004; Bos et al., 2005; Gousbesville, 2008).

Projeta-se que a população mundial crescerá de seis bilhões em 2000 até nove bilhões em 2050, enquanto que o uso da água vem se multiplicando (Seckler et al., 1998). Paralelamente a esta escassez está à contínua poluição dos rios nos países em desenvolvimento.

Para a exploração dos recursos hídricos de uma forma sustentável e garantia da disponibilidade de água para os grupos competitivos, o gerenciamento hídrico deve reconhecer os diversos habitantes da bacia hidrográfica e os fluxos hídricos em termos de produção e consumos líquidos (Molden, 1997; Cai et al., 2002). Disputas continuam a acontecer em escala local, e mesmo criando tensões internacionais (Gleick, 2000). Os aumentos dos conflitos são esperados na medida em que a população se expande, a economia cresce, e a competição pelos limitados recursos hídricos intensificam. Diálogos entre os diferentes usuários da água de uma bacia hidrográfica são cruciais para os critérios de alocação e o sucesso destes depende do conhecimento básico e da confiança nos dados hidrológicos disponíveis, como o uso da terra; o consumo da água e a produção de cada um dos diferentes ecossistemas da região.

A população brasileira cresceu de 73 milhões em 1960 até 174 milhões em 2000 e continuará aumentando no século 21, sendo projetada para mais de 250 milhões em 2050, representando um aumento de 44%. A população total da bacia do Rio São Francisco teve um incremento de 16% entre 2002 a 2007 (Teixeira, 2008). Por outro lado, nas bacias hidrográficas do noroeste de Estado de São Paulo, o acelerado crescimento populacional das atividades agro-industriais vem acarretando um aumento do consumo de água urbana, industrial e agrícola, e uma sensível perda da qualidade deste recurso natural (Groppo, 2005).

Vários tipos de uso da água podem ser encontrados juntamente com esses aumentos de populações. Por esta razão, as regiões envolvidas por estas bacias hidrográficas necessitam de estudos sobre como aperfeiçoar e harmonizar as várias formas de uso da água para assegurar adequados fluxos dos rios com preservação do meio ambiente.

O Rio São Francisco é responsável por 2/3 da água fresca no Nordeste do Brasil e a maior demanda hídrica na bacia é para a irrigação. Como uma conseqüência o principal impacto é a poluição causada pela agricultura, incluindo as descargas dos cursos de água intermitentes; descargas incontroladas e inadequadas deposições de resíduos sólidos e deficiências hídricas em certos períodos do ano. Na Bacia do Rio São José dos Dourados, noroeste do Estado de São Paulo, onde a maior demanda hídrica é também para a irrigação, têm acontecido impactos ambientais causados pelo uso e ocupação inadequado dos solos refletindo principalmente na perda da qualidade e produtividade da água. Nas duas bacias, ambas influenciadas por grandes barragens de água para a geração de energia (Sobradinho e Ilha Solteira e ainda as barragens de Três Irmãos no Rio Tietê e Jupiá no Rio Paraná, em área limítrofe com a Bacia do São José dos Dourados) são significativos os efeitos da mudança do uso da terra e da variabilidade climática de curto e médio prazo sobre elas e sobre as atividades humanas. A expansão da indústria sucro-alcooleira no noroeste paulista também impõe mudanças no cenário de uso e ocupação das terras e ambiental. O conhecimento sobre estes impactos é ainda limitado. Dessa forma, o gerenciamento integrado praticamente não existe.

Mais de 50% do território da bacia do Rio São Francisco é localizado na região semi-árida do Brasil, caracterizada por sistemas perturbados de circulação atmosférica Sul, Norte, leste e Oeste que influenciam a climatologia, apresentando um déficit no balanço hídrico climático ao longo do ano, com exceção do mês de março, quando as condições são mais úmidas (Teixeira, 2001). O clima da Bacia hidrográfica do Rio São José dos Dourados apresenta inverno seco e ameno e verão quente e úmido.

Inserida na região noroeste paulista, a bacia apresenta as maiores taxas evapotranspiratórias do Estado e sujeita a veranicos que podem limitar as produtividades devido às deficiências hídricas prolongadas por até oito meses durante o ano (Hernandez et al., 1995; Hernandez et al., 2003). Hernandez et al. (2003) concluíram que são altas as probabilidades de ocorrência dos veranicos críticos para as culturas agrícolas, sendo o desenvolvimento da agricultura na região sem o uso da irrigação uma atividade de alto risco.

Com as condições climáticas favoráveis, as áreas agrícolas nas regiões semi-áridas do Submédio São Francisco se expandem principalmente com fazendas comerciais de uva para mesa e para vinho e mangueiras, enquanto que na Bacia Hidrográfica do Rio São José dos Dourados, predominam cana-de-açúcar, café, laranja, pastagem, videiras de mesa e seringueira (DAEE, 2002). Sistemas de irrigação tipo pivô central abrigam as culturas de milho, feijão e soja, preferencialmente, e ultimamente com a expansão da indústria sucro-alcooleira, até mesmo cana tem sido plantada sob estes equipamentos.

Com a realidade de déficit hídrico de grande proporção, à semelhança do Vale do Rio São Francisco, o desenvolvimento da agricultura irrigada no noroeste paulista também leva à competição crescente pelo insumo água. Na Bacia do Rio São José dos Dourados já existem áreas que podem ser consideradas criticas devido à erosão, em quase todo o curso do Rio São José dos Dourados e em seus principais afluentes, possuindo apenas 2% de áreas preservadas por vegetação nativa. A bacia conta ainda com altas demandas para irrigação, de irrigantes que muitas vezes não possuem a outorga do uso da água, conforme DIÁRIO OFICIAL (2003).

A situação atual das culturas comerciais em ambas as bacias revela que a água vem sendo usada produtivamente, proporcionando desenvolvimento rural, entretanto a drenagem e erosão excessivas proveniente da agricultura mal manejada aliadas podem adversamente afetar a qualidade da água; ambos localmente e à jusante dos rios. Com a perda da qualidade em conjunto com a possível escassez provocada por alterações climáticas, todos os usuários (urbanos, industriais, agricultores e ecológicos) estarão competindo pelo suficiente abastecimento de água fresca.

O sensoriamento remoto conjuntamente com dados agrometeorológicos e sistema geográfico de informação pode melhorar o manejo de água nos sistemas de irrigação destas bacias, bem como dos recursos hídricos de uma maneira geral, podendo-se fazer um acompanhamento do impacto causado pelas atividades da agricultura irrigada intensiva sob as condições ambientais. A presente proposta visa, portanto, a utilização destes meios, tendo como base a implantação de uma rede ou malha agrometeorológica para uso em conjunto com imagens de satélites, para a determinação da produtividade da água das principais culturas irrigadas e da vegetação natural em escala regional, subsidiando o manejo racional dos recursos hídricos na região semi-árida da bacia do rio São Francisco e no noroeste paulistano (bacia do rio São José dos Dourados) com ênfase na minimização das deficiências e dos desperdícios na irrigação nos perímetros irrigados nos atuais cenários de mudanças climáticas, reduzindo ainda o impacto ambiental provocado pela lixiviação de produtos químicos para os rios.

As culturas comerciais a serem analisadas em termos de produtividade da água serão as videiras para vinho e para mesa, a bananeira, os citros, a cana de açúcar e o feijão envolvendo a sub-bacia do Submédio São Francisco no semi-árido pernambucano e a bacia do Rio São José dos Dourados no noroeste paulistano. A evapotranspiração incremental nestas regiões será usada para avaliações da depleção líquida do consumo de água dos rios considerando-se o aumento da área irrigada sobre a vegetação natural e as alterações climáticas.

Artigo: Sobre Tripudiar e Escarnecer

Noticiou-se há coisa de dois meses uma declaração do Sr. Paulo Maluf, de que ele apoiaria o PT nas próximas eleições! O Sr. Paulo Maluf tem dito que atualmente encontra-se, ideologicamente falando, à esquerda do Partido dos Trabalhadores. Mais recentemente noticiou-se que o Sr. Paulo Maluf estaria indeciso sobre dar seu apoio ao PT ou ao PSDB.
Pois bem, eu já tenho me manifestado sobre a falta de sentido que vejo, do ponto de vista eleitoral, nessas alianças. Para mim, claro está, que esses apoios, não se traduzem em nada em termos de “transferência de votos” muito menos de garantia de sucesso eleitoral. A Sra. Duma Russef está há dois anos exposta na vitrine do governo como candidata á presidência nas próximas eleições, com todo o apoio do Sr, Luiz lnácio e, em termos de intenção de votos, segundo as pesquisas mais recentes, ainda não conseguiu decolar.

Mas, o que eu quero trazer aqui hoje, e voltando á primeira frase deste artigo, é a insolência, a desfaçatez com que os políticos tratam o cidadão comum, o Sr. Paulo Maluf se dizer apolador do PT é o extremo do escárnio. Os políticos atuais escarnecem de nós com a maior cara de pau. Nada, em termos éticos, os incomoda! E mais, o Sr. Paulo Maluf se diz apoiador do PT (se quiser trocar o PT pelo PSDB, valem os mesmos argumentos), e o PT, porque está de olho nos, a meu ver, duvidosos dividendos que essa aliança trará, como maior tempo no horário eleitoral, aceita esse apoio.

Não há viva alma no PT que se manifeste no sentido de “nós não queremos o apoio do Sr. Paulo Maluf”. O Sr. Maluf está tripudiando com o PT e o PT simplesmente aceita essa gozação porque o que quer é o poder, sem se importar com o que já foi cantado e decantado pelo PT a respeito do Sr. Maluf e como tal tipo de acomodação vai refletir no eleitor.
Que saudade do PT! O PT está morto! Aliás, para provar o quão próximos estão atualmente o PT e o Sr. Maluf, convém lembrar que em termos de tripudiar e escarnecer, o Sr. Paulo Maluf encontra guarida justamente no que há de mais caro ao PT. Senão, o que fez o Sr. Luiz Inácio senão tripudiar e escarnecer, não só do povo desta vez, mas sobretudo do Congresso Nacional e ao Supremo Tribuna! Federal, ao indicar o advogado José Antonio Dias Toffoli para o STF?

E a questão aqui não é contra o Dr. Toffoli, mas sim contra o Sr. Luiz Inácio! E a questão é: considerando-se os pré-requisitos que se entende deve satisfazer um jurista para poder fazer parte do corpo do Supremo, era o Dr Toifoli o jurista brasileiro com melhores credenciais para ocupar a vaga livre no Tribuna? Um advogado com 41 anos, pode-se assim dizer, na flor da idade, tem plenitude de conhecimento que lhe gabarita a ocupar cadeira naquela casa? Ele estava preparado?

O que dizer de outros juristas com mais experiência e, ao que indica o curriculo do Dr. Toifoli, mais cultura? (porque, infelizmente, cultura é algo que demanda tempo para se adquirir). Então, não quero entrar aqui na questão da “reputação ilibada” porque não me interessa esse viés. Mas, o presidente achar que o Dr. Tóffoli representa. Em termos de erudição jurídica, o que há de melhor no país, é gozação! É, como já disse, fazer de capacho o Congresso e o STF.

O Sr. Luiz Ináclo sentiu-se à vontade porque sabe que não havia no Congresso, congressista algum que fosse se opor à indicação do Dr. Toffoli. Quem, no congresso nacional ia questionar o saber jurídico do Dr. Toffoll? E, sobretudo, que congressista iria questionar a reputação ilibada do Dr. Toffoli? Seria de morrer de rir! E com isso o Sr. Luiz Inácio impôs ao Supremo um constrangimento que, uma pessoa decente não imporia.

Mas hoje o Sr. Luiz lnácio é pessoa sem qualquer escrúpulo. A presidência o apequenou! O que, aliás, também ocorreu com o presidente que o antecedeu. O Lula de 20 anos atrás não votaria no Sr. Luiz !nácio de hoje! O díscernimento do Sr. Luiz, muito em função dos elogios que recebe da imprensa internacional e governantes de outros países, é, hoje, pior que o de um pré-escolar.

Atualmente ele acha que pode tudo, ele acha que é realmente "o cara" O Sr. presidente porque sabia, porque sabia uqe não havia no congresso ser algum com autoridade suficiente para afrontá-lo, se deu o direito de desrespeitar o Supremo Tribunal Federal. O Brasil pode vir a se arrepender muito disso. E o Sr. Presidente, no futuro, também.

Por João M. M. Cordeiro, Professor do Departamento de Física e Química da Unesp de Ilha Solteira. E-mau cordeiro@dfq.feis.unesp.br.


segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Oração de São Francisco de Assis

Recebemos dos amigos e colegas Maurício e Carol Leite a Oração de São Francisco de Assis, que acreditamos traduzir o verdadeiro sentido da vida e a compartilhamos com os visitantes do Blog!

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor,
Onde houver ofensa , que eu leve o perdão,
Onde houver discórdia, que eu leve a união,
Onde houver dúvida, que eu leve a fé,
Onde houver erro, que eu leve a verdade,
Onde houver desespero, que eu leve a esperança,
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria,
Onde houver trevas, que eu leve a luz.

Ó Mestre, fazei que eu procure mais
consolar que ser consolado;
compreender que ser compreendido,
amar, que ser amado.
Pois é dando que se recebe
é perdoando que se é perdoado
e é morrendo que se nasce para a vida eterna...

FELIZ NATAL e tenhamos todos um tenhamos todos um grandioso ANO NOVO!

Exame de Qualificação: Michele Cláudia da Silva

Hoje, dia 21 de dezembro, as 14:00 horas, teremos o Exame de Qualificação de Michele Cláudia da Silva intitulado "Diagnóstico dos Recursos Hídricos na Microbacia do Córrego do Coqueiro, Marinópolis, SP".

Será na Sala de Reuniões do DEFERS e na Banca estarão Fernando Braz Tangerino Hernandez (Orientador), Sérgio Luiz de Carvalho e Salatiér Buzetti.

O trabalho faz parte do monitoramento hidroagrícola desta importante bacia hidrográfica do município de Marinópolis, por abrigar a maioria dos irrigantes do município que se dedicam na maioria deles à produção de uvas finas de mesa.

Países dizem que texto final da cúpula é ilegítimo

Conferência do clima acaba com documento frágil, que não chega a ser adotado Declaração de Copenhague será só um anexo do que foi discutido, sem peso legal e sobre o qual as nações apenas "tomarão nota"

por LUCIANA COELHO
CLAUDIO ANGELO

A conferência do clima de Copenhague morreu ontem lentamente, deixando de legado um documento político frágil e de propostas vagas que nem sequer conta com a adesão de todos os 192 países participantes dos 13 dias da reunião.

Sem o consenso, o Acordo de Copenhague não é uma decisão da COP-15, como almejou-se para sua entrada imediata em vigor. Em vez disso, é um anexo às decisões técnicas e regimentais tomadas no evento, de que os países da Convenção do Clima da ONU "tomarão nota".

"Isso é uma carta de intenções, que não define o que fazer em termos legais", declarou Yvo de Boer, o secretário-executivo da convenção, em comunicado que substituiu a prometida entrevista coletiva. "O desafio será transformar aquilo com que concordamos politicamente em algo real."

As metas de corte de gases-estufa estão em branco, para serem listadas (individualmente e sem compromisso) em janeiro. Há apenas uma menção a "reduções significativas".

A demanda para que o texto ganhe peso legal em 2010 caiu, permanecendo só uma genérica menção à "adoção do resultado" -sem definições aqui.

Por ora, não passa de uma declaração vaga forjada na última hora pelos EUA e pelos quatro grandes países emergentes (Brasil, China, Índia e África do Sul) em uma sala fechada, da qual os demais só tomariam conhecimento na hora de votar.

Pior, não cumpre o objetivo central da cúpula que reuniu 119 chefes de Estado e de governo, a maior da história da ONU: limitar o aquecimento global a 2C, valor que cientistas veem como limite avançado para evitar consequências calamitosas.

O próprio comunicado final da convenção diz que os compromissos assumidos são provavelmente insuficientes para tanto, e que será necessária uma revisão em 2015.

Plenária em caos
O resultado é, para quem acompanhou lance a lance a arrastada negociação, o reflexo de uma conferência cheia de entendimentos bilaterais ou restritos a poucos participantes, marcada por divergências e interesses domésticos.

A plenária final, reaberta por volta das 3h de ontem por Lars Rasmussen, foi dramática.

O premiê dinamarquês -que sai do evento como seu maior detrator- apresentou o texto saído da reunião dos emergentes com Obama e interrompeu a sessão para que as outras nações pudessem analisá-lo. Mal bateu o martelo, a plenária foi tomada pelo som de vários delegados dando pancadas na mesa. Pessoas queriam falar.

"Desculpem-me, não notei, deve ter sido o sono", disse o premiê, e abriu o microfone. Tuvalu foi o primeiro da lista.

O negociador Ian Fry, que interrompera a sessão várias vezes ao longo da COP, disse que seu país fora desrespeitado pelo texto, negociado, segundo ele, de forma ilegítima por um grupelho. "Negociações pela mídia podem ser a norma em algumas nações, mas não em um processo democrático."

Ao comentar a provisão de finanças para o acordo, de US$ 30 bilhões até 2012, o negociador de Tuvalu foi áspero: "Devo sugerir em termos bíblicos que nos ofereceram 30 moedas de prata para trairmos o nosso povo. Nosso futuro não está à venda". A plenária irrompeu em aplausos. "Lamento informar que Tuvalu não pode aceitar este acordo." Mais aplausos.

A representante da Venezuela foi a próxima. Disse que seu país levantava a voz "com indignação" contra acordos feitos sem consulta, sem mandato e ilegítimos. Bolívia, Cuba e Nicarágua deram declarações similares -a última interrompendo duas vezes o americano Jonathan Pershing.

Processo implodido
Fora da plenária, delegados lamentavam o desfecho. "É um processo que não permite grandes transformações", resumiu Fernando Tudela, subsecretário do Ambiente do México, na noite de sexta à Folha.

"O que vejo como possibilidade não me deixa nada otimista em nenhum sentido. Se a sociedade civil queria um instrumento ambicioso, este não é juridicamente vinculante e não nos dá nem um mandato."

O México será o próximo anfitrião da COP, em dezembro de 2010. Apesar de o presidente Felipe Calderón ter convocado os países a começarem já a trabalhar por um acordo amplo e a elevarem suas ambições, Tudela foi mais soturno.

"A presidência do México não existe ainda porque não há mandato [no processo]. Se não nos encarregam de nada, o que vamos fazer?". Alguns delegados ouvidos pela Folha nos últimos dias aventaram a hipótese de se adiantar a presidência mexicana para o início do próximo ano, após a desastrada performance da Dinamarca.

Mas o estrago das últimas duas semanas feito no Bella Center, o pavilhão que recebeu mais de 40 mil pessoas apesar de ter lotação de 15 mil, foi tão profundo que até essa possibilidade é questionada.

Ontem, do lado de fora, na neve, nem os manifestantes ambientalistas sobraram.



Folha de São Paulo, 20 de dezembro de 2009, p. A22

Clima indefinido

Acordo pífio obtido em Copenhague lança dúvida sobre sistema da ONU para enfrentar o aquecimento global

COPENHAGUE 2009, a reunião de cúpula que deveria equacionar como a comunidade de nações enfrentará a mudança do clima, encerrou-se com um acordo político que não merece tal nome. A assembleia de 192 países só "tomou nota" do documento final negociado por EUA, China, Índia, Brasil e África do Sul, sem aprová-lo por consenso, como de praxe nas reuniões da ONU.

Havia dois pontos cruciais por decidir. O primeiro eram metas de cortes em emissões de gases do efeito estufa. O outro, financiamento e tecnologia para países pobres e emergentes se prepararem para enfrentar o aquecimento global.

Não se observou progresso significativo em nenhuma das questões. O choque de interesses dos EUA e da China, que juntos lançam na atmosfera cerca de 40% dos gases do aquecimento, paralisou as negociações.

No que respeita a emissões, o máximo que se conseguiu foi reiterar o já acordado: impedir que o aumento da temperatura média mundial ultrapasse 2C neste século. Não se chegou, contudo, a uma meta comum de esforço em favor do clima. Nas sucessivas versões do acordo, anteontem, ainda aparecia o objetivo de reduzir emissões em 50% até 2050, mas a cláusula não sobreviveu. Só consta do documento uma relação de compromissos nacionais previamente divulgados, que segundo estimativas conduziriam a um aquecimento de 3C até 2100.

Nas finanças houve ligeiro avanço. Os países desenvolvidos concordaram com um fundo para apoiar ações sobre o clima que alcançaria US$ 100 bilhões em 2020. Não explicitaram detalhes sobre as fontes do dinheiro. Até nações emergentes como o Brasil concordaram em contribuir para o fundo. O valor considerado, porém, é dado como insuficiente para fazer frente à magnitude do aquecimento em vista.

Na prática, Copenhague escapou por pouco de um colapso total do sistema da ONU para tratar da mudança do clima. Desapareceu do acordo final até a determinação de que um tratado de verdade deveria ficar pronto em um ano. Isso não significa, porém, que esteja desencaminhado de vez o processo para coordenar as ações de cada nação da Terra para prevenir um aquecimento mais ameaçador.

Copenhague assinala, ainda, alguns desenvolvimentos positivos, como a volta dos EUA às tratativas. Já se sabia que Barack Obama chegaria de mãos atadas pelo Congresso de seu país, mas não que se lançaria em um confronto aberto com a China -que também se mostrou pouco flexível em abrir brechas à soberania para aceitar um monitoramento internacional de emissões.
Outra novidade importante foi a perda relativa de importância da União Europeia na negociação, e o crescimento paralelo de um grupo -Índia, Brasil e África do Sul- em situação de tentar intermediar um compromisso entre as potências poluidoras EUA e China.

Se o trio não teve sucesso desta feita, ao menos se credenciou para buscá-lo nas próximas rodadas. Caso o fracasso se repita, será preciso abandonar por completo o foro do clima na ONU e reiniciar tudo do ponto zero. O planeta só perde por esperar.

Folha de São Paulo, 20 de dezembro de 2009, p. A2 - Editorial

Cúpula acaba sem metas de corte de CO2

EUA, China, Brasil, Índia e África do Sul fecham um acordo tímido, que ainda teria de ser aprovado por demais países.

Considerado o principal encontro sobre clima deste século, COP-15 termina, depois de 12 dias, com uma mera declaração política

Casper Christoffersen/France Presse

Ativistas usando máscaras de líderes mundiais protestam contra o pouco progresso da cúpula; cartazes dizem "vergonha climática"

por CLAUDIO ANGELO
LUCIANA COELHO
MARTA SALOMON

Depois de dois anos de negociações, chefes de Estado reunidos em Copenhague deixaram a conferência do clima ontem sem uma decisão sobre metas de redução de emissões para os países desenvolvidos. A COP-15, considerada a reunião internacional mais importante deste século, naufragou numa pífia declaração política, e uma nova reunião foi convocada para o meio do ano que vem.

Após uma série de reuniões que começaram na quarta-feira, adentraram a madrugada ontem e duraram o dia todo, os líderes foram incapazes de resolver a maioria dos impasses no caminho do acordo contra o aquecimento global.

O que era para ser uma apoteose, com a presença de 119 premiês e presidentes -inclusive o homem mais poderoso do mundo, Barack Obama-, terminou em vergonha.

Esta já se insinuava desde a tarde de ontem, quando a "foto de família" dos presidentes que coroaria a salvação do planeta fora cancelada. Consolidou-se à noite, quando os líderes saíram do Bella Center, o centro de convenções de Copenhague, sem dar declarações.

"Estou decepcionado, muito decepcionado", declarou o embaixador extraordinário do Brasil para o clima, Sérgio Serra. Ele assumiu a chefia do grupo negociador brasileiro ontem, depois que o negociador-chefe, Luiz Alberto Figueiredo Machado, voltou ao Brasil antes mesmo do fim da COP-15.

Até o fechamento desta edição, a conferência de Copenhague ainda não havia terminado. Um rascunho do acordo político foi submetido a um grupo de negociadores de 30 países, que o transformaria numa decisão da COP -o resultado oficial da cúpula. Mesmo nessa reunião já havia resistências ao documento na noite de ontem, por parte do G77 (bloco dos países em desenvolvimento).

"Não será o resultado que todos esperamos", disse Serra. "Muita coisa deverá ser deixada para a reunião ou série de reuniões no ano que vem." A ausência mais marcante é justamente das metas de redução de emissões de gases de efeito estufa -o objetivo principal de um acordo que, afinal, deveria proteger o clima.

O chamado "Acordo de Copenhague" não trará menção a uma meta global de corte de CO2 de pelo menos 50% até 2050, nem trará explícitas as metas dos países ricos e os compromissos dos emergentes e dos Estados Unidos.

O objetivo de segurar o aquecimento global em no máximo 2C, porém, está mantido. Um acordo legalmente vinculante, que era a maior esperança para a cúpula, também está fora do horizonte. "Será muito difícil e levará algum tempo", disse Obama.

Os EUA passaram todas as duas semanas da conferência trocando acusações com os chineses. Os dois maiores poluidores do mundo faziam questão de dizer que estavam plenamente engajados na luta contra o aquecimento global, mas que o outro não estava fazendo o bastante.

Obama qualificou as diferenças como um "impasse fundamental em perspectivas". O principal ponto de conflito entre as duas potências, porém, foi resolvido, e graças à mediação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva: a questão da verificação dos compromissos de corte dos emergentes.
Os EUA brigavam para que qualquer compromisso adotado pelos emergentes, tendo ou não verba de países ricos, fossem sujeitos a auditoria externa. Estes insistiam em que isso era violação de soberania -especialmente a China, que teme intromissão americana em outras questões domésticas.

Numa reunião convocada por Wen dos países do chamado Basic (Brasil, África do Sul, Índia e China), à qual Obama se juntou mais tarde, a solução apareceu: haverá verificação, mas esta "não será intrusiva", nas palavras de Serra. Ficou decidido que um grupo internacional será encarregado da verificação. Lula intermediou o conflito entre os gigantes.

Diante do fiasco de Copenhague, o presidente francês, Nicolas Sarkozy, convocou uma nova reunião para Bonn, na Alemanha, em junho. A próxima COP está marcada para dezembro de 2010 no México.


Folha de São Paulo, 19 de dezembro de 2009, p. A18

domingo, 20 de dezembro de 2009

VISITANDO A REGIÃO DE DOURADOS - MS

Esta semana estivemos novamente na região de Dourados, Ponta Porã e Aral Moreira, Mato Grosso do Sul para conhecer um pouco desta região tradicionalmente produtora de soja e que agora divide suas terras com a cana de açúcar. No mês passado, lá estivemos para palestrar sobre a irrigação em fruticultura e desta vez o objetivo foi as culturas anuais, base da economia da região.

Entramos no Estado do Mato Grosso do Sul por Presidente Epitácio e somos brindados com um belíssimo pôr do sol sobre o Rio Paraná como podemos observar nestas fotos.

Este ano, ao contrário do ano passado, que por falta de chuva, muitos agricultores tiveram realmente prejuízo, as chuvas tem sido muito generosas, intercalando chuva e sol, muitas vezes no mesmo dia.

Visitamos fazendas sob temperaturas elevadas e sol intenso, mas também pegamos chuvas, sempre de pancada, fortes e restrita a áreas localizadas. A foto a seguir dá a dica de quanto de água água caiu sobre a região em um fim de tarde da nossa visita. E foi muita água!

Nas terras em Dourados e Ponta Porã as fazendas de soja já convivem com a cana, ambas plantadas com elevado nível tecnológico. A cana é colhida mecanicamente e grandes grupos empresariais se encontram na região, atuando tanto na comercialização da soja como na industrialização da cana.


Soja de um lado e cana do outro lado da estrada e uma coincidência: alta produtividade. Incerteza mesmo somente em relação às chuvas e São Pedro continua sendo o "cara" mais inconfiável que existe. Este ano, até agora, tem sido muito generoso e nas fazendas que visitamos a expectativa é de produtividades média entre 55 a 62 sacos de soja por hectares. Confessamos que produtividade assim, só tínhamos visto debaixo de pivô central.

Aliás, que terras espetaculares para projetarmos e instalarmos pivôs centrais, garantindo a água quando na safra eventualmente faltar e ainda a segurança de uma segunda safra! Dá ou não vontade de colocar as torres dos pivôs nestas terras? E a paisagem vista de cima, se alteraria bastante na estação seca, além da maior movimentação econômica da região.

Abaixo, as águas do Rio Douradilho, com bom potencial para atender as demandas da evapotranspiração quando as chuvas não se fizerem presentes.


Também fazia algum tempo que não víamos uma roda d´água em operação em uma grande fazenda. Neste caso, abastece com água de qualidade durante 24 horas ao dia, o reservatório instalado no ponto mais alto da propriedade, à uma distância de mais de 2 kilômetros e uma diferença de nível de 40 metros. A água é utilizada para abastecer os pulverizadores, mas no passado, quando a fazenda se dedicava à pecuária, do reservatório central, a água era distribuída para toda a propriedade.

Seguindo viagem estivemos em Aral Moreira, divisa com o Paraguai, município com terras originalmente mais férteis e topografia um pouco mais pronunciada que na região de Dourados e Ponta Porã. Também há uma menor oferta de água nos mananciais da região. Visitamos as terras na companhia do Engenheiro Agrônomo Paulo Ferreira, proprietário do Escritório de Planejamento Agropecuário Cultivar MS. Na foto, Paulo Ferreira e um produtor local. Observe o efeito do bom suprimento de água à cultura, crescimento uniforme das plantas e o "telhado" retilíneo. Realmente espetacular.


Para fechar com chave de ouro as visitas às plantações de soja, estivemos no Distrito de Vila Marques, município de Aral Moreira, onde considerando a distância e o fato de estarmos a pouca distância de outro país (fronteira seca), registramos a visita na foto a seguir. Como disse Paulo Ferreira, "é mais fácil você ir a China do que vir a Vila Marques". Pois é Paulo, esperamos voltar em breve!
Um pouco da história desta pequena cidade, mas com o município de grande importância econômica, onde a soja e a pecuária são de grande expressão. O Desbravamento do Município de Ponta Porã começou por Aral Moreira. Em 1.883 Thomas Laranjeira instalava suas ranchadas a margem direita do Rio Verde, nas proximidades da atual Vila Caú e iniciava a exploração da erva mate, iniciava o ciclo da erva-mate, que duraria mais de 60 anos.

Inicialmente o número de brasileiros era muito pouco. A maior parte dos empregados na extração de erva-mate eram paraguaios. No final do século famílias riograndenses, fugindo da Revolução, chegaram ao município e dedicaram-se ao pastoreio. Na década de 40 o município recebeu novamente algumas famílias vindas do Rio Grande do Sul.

Anteriormente tinham vindo os Marques, os Freires, os Maciel e outros. Posteriormente vieram os Cardinal, os Portelas, os Bataglin, etc... Na década de 50 foi criada a Colônia General Dutra, marco da importância do desenvolvimento da região. Depois da 2ª Guerra Mundial, a pecuária sobrepujou a erva-mate em importância econômica, após o corte das importações pela Argentina. A partir de 1.970 começaram a chegar paranaenses e riograndenses ao distrito de Rio Verde do Sul. Para se tornar Aral Moreira, houve o plebiscito em 1974, transformando-se em Município em 1976.

De volta a Dourados estivemos na EMBRAPA para manter contato com o Pesquisador Carlos Ricardo Fietz e conhecer o sistema de aquisição e disponibilização das variáveis agroclimatológicas da região, mensuradas por sensores digitais e armazenadas em dataloggers e posteriormente em banco de dados e após cálculos disponibilizadas na Internet. A Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira disponibiliza diariamente as variáveis agroclimatológicas, enquanto que a EMBRAPA vai um pouco mais longe, permitindo que o Internauta tenha acesso aos cálculos de balanço hídrico e banco de dados de maneira customizada, ou seja, de acordo com as suas necessidade de dados e datas de plantio, etc, para as culturas de algodão, feijão, milho, milho 2ª Safra, soja e trigo. Valores extremos e médios são disponibilizados em uma plataforma que pode e deve servir de modelo para a oferta pública das variáveis.

Parabéns Fietz e equipe pelo excelente trabalho!

Toda a base de dados climática da região pode ser acessada no Portal da EMBRAPA Agropecuária Oeste em http://www.cpao.embrapa.br/clima

Também ficamos conhecendo os trabalhos importantes do ponto de vista do planejamento agropecuário e publicações relativas probabilidade de chuvas na região e mantivemos contato para eventuais parcerias em pesquisas ligadas à agroclimatologia e irrigação, especialmente em trabalhos de cooperação para automatização dos sistemas de aquisição de dados agroclimáticos e interface com a Web.

Em resumo, a satisfação foi imensa em conhecer uma região com elevado padrão tecnológico de produção e manter contato com Pesquisadores, Engenheiros Agrônomos e Agropecuaristas, em uma realidade de produção muito diferente da que encontramos no oeste paulista. Também tivemos a acolhida do Engenheiro Agrônomo Sérgio Miranda da empresa Assistenza, uma das líderes na região na oferta de defensivos agrícolas e assistência técnica e grande conhecedor da região.

Alegria também ao verificar o sucesso profissional da nossa Orientada no Curso de Mestrado Daniele Rondina Gomes, atualmente responsável pela Área Comercial (compra de soja) da empresa Bunge. Parabéns e obrigado a todos que nos acolheram nesta visita!

Não espere mais por Copenhague

É nítido a todos que a reunião de Copenhague, realizada nestes últimos dias na dinamarca foi simplesmente vergonhosa. Os lideres das maiores nações do mundo não só não conseguiram entrar em um consenso, como demonstraram como o mundo todo ainda está na mão de alguns países que como EUA e China que não se envergonham em ser responsáveis por grande parte da poluição mundial.
Mas e agora, o que será do mundo? Será que cabe a nós, pobres mortais, o simples direito de reclamarmos e continuarmos sendo confortaveis poluidores em nossos lares? Cabe a cada um de nós, realizarmos hoje uma reunião de Copenhague dentro de nossas casas e de nossos costumes. Tome decisões concretas, não muitas, apenas uma, mas faça, decida por reciclar o lixo, por não jogar mais lixo na rua, por usar menos o carro, por plantar uma árvore, economize água, faça o que quiser, mas faça.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Estudante brasileiro cria substituto gratuito para software pago usado em estatística

Pesquisadores de todo o mundo ganharam uma ferramenta importante para o desenvolvimento de estudos que exigem análises estatísticas: o PSPP, software livre desenvolvido para auxiliar a elaboração de análises estatísticas de matrizes de dados. O programa é um substituto gratuito para o SPSS (software pago) capaz de realizar análises rápidas, independente do número de dados utilizados pelo pesquisador.




O SPSS é muito utilizado por iniciantes nos estudos em Estatística e alunos de Ciências Sociais, mas tem recebido diversas críticas em relação ao alto custo da licença – cerca de R$ 7 mil.

Ao observar a importância do programa e o elevado preço, o estudante do curso de Ciência da Computação da UFMG, Michel Almada de Castro Boaventura, desenvolveu o software livre compatível com o Windows.

Ele explica que o PSPP foi desenvolvido por um americano inicialmente para o Linux, que também é um software livre. No entanto, como no Brasil a grande maioria dos usuários de computador prefere o Windows, Michel decidiu adaptar o software para esse sistema operacional.

A vantagem de um software livre para análises estatísticas é a possibilidade de conferir como o cálculo foi feito. Programas que possuem o código-fonte fechado, como o SPSS, não permitem a visualização do desenvolvimento do cálculo. Eles apenas fornecem o resultado final. Além disso, o software é gratuito e não requer nenhum pacote de expansão: todas as atualizações podem ser baixadas na versão nacional no blog do PSPP , também desenvolvido por Michel.

Desde a sua criação, dia 24 de março de 2009, cerca de 9.600 usuários já acessaram o blog para baixar o software gratuito. Em primeiro lugar no ranking de downloads está o Brasil, seguido por Alemanha e Estados Unidos. Segundo Boaventura, todos os países da Europa e Américas já acessaram o blog, além de interessados da Mongólia, Zimbábue, África do Sul e China.

Por meio do blog também é possível fazer o download do PSPP em seis idiomas diferentes. É o único no mundo a fornecer versões Windows do software e divulgar informações sobre o programa. De acordo com o estudante, o PSPP “é um programa extremamente confiável não só pela qualidade dos resultados que produz, mas também por sua estabilidade em qualquer ambiente".

Fonte: África 21 Digital em 12/11/2009

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

ILHA SOLTEIRA E SEUS PROBLEMAS AMBIENTAIS

A Secretária de Meio Ambiente do Estado de São Paulo divulgou o resultado do Projeto Estratégico Município Verde e Azul, que envolvem ações e gestão dos recursos ambientais de cada município paulista, assim estimulando ações de gerenciamento do meio ambiente e o envolvimento da sociedade para as questões ambientais.

Para fazer parte deste projeto o município tem que assinar um "Protocolo de Intenção "que tem que atender 10 Diretivas Ambientais que abordam os seguintes critérios:

-Esgoto Tratado;
-Lixo Mínimo;
-Recuperação da Mata Ciliar;
-Arborização Urbana;
-Educação Ambiental;
-Habitação Sustentável;
-Uso da Água;
-Poluição do Ar;
-Estrutura Ambiental;
-Conselho de Meio Ambiente, onde os municípios concentram os seus esforços na construção de uma agenda ambiental efetiva.

A cidade que ficou em primeiro lugar no ranking foi Santa Fé do Sul e Ilha Solteira ficou em 188º posição, com 76,14 pontos .

Ilha Solteira tem muito que fazer em relação as questões ambientais e não pode ficar para trás, pois é uma cidade que apresenta recursos ambientais favoráveis e que podem gerar divisas ao município.

O que falta é planejamento e gerenciamento ambiental e atitude por parte dos tomadores de decisões. Alguns com boas intenções, entretanto nas últimas administrações, a cidade ficou no vermelho em relação as questões ambientais.

Apesar do avanço no ranking em relação ao ano de 2008 que a cidade ficou com 35,95 pontos , o município tem muito o que fazer em relação ao ambiente.

O município possui um passivo ambiental, ocasinado pela ocupação da agropecuária na região e principalmente pela construção da Usina Hidrelétrica. De acordo com os dados do Plano Direto (2007) o município de Ilha Solteira apresenta uma área de 649 km2, apenas 1% (7 km2) ainda conserva suas características originais e considerando que 20% do total da áreas deveriam ter sua cobertura vegetal recomposta. Sendo assim, a Prefeitura Municipal de Ilha Solteira tem uma grande missão, recompor uma área total de 124 km2 de áreas de recomposição florestal de espécies nativas.

Para a melhoria dos mananciais de Ilha Solteira e fragmentos florestais remanescentes e também da qualidade de vida dos seus moradores é importante a recomposição florestal com essências nativas ao longo dos córregos existente no município.

Para se ter uma idéia, as matas ciliares têm a vocação de servirem de corredores naturais de ligação de fragmentos e reservas florestais; exercem papel fundamental na manutenção da qualidade da água, na conservação da biodiversidade e do patrimônio genético da flora e fauna.

Uma idéia interessante é a criação de um parque municipal entre as praias Marina e Catarina e a formação de corredores ecológicos para a ligação entre os fragmentos florestais remanecentes existentes no Cinturão Verde.

As preocupações em relação ao meio ambiente deve ser de todos e uma outra dica é que não se restrinjam a plantar árvores e distribuir mudas com logomarcas de grandes empresas, mas sim, que essas mesmas instituições públicas e privadas (Usinas, UNESP, CESP,Prefeitura Municipal e ONGs) juntamente com organizações populares possam chegar a um consenso das reais necessidades da população ilhense e que projetos e políticas públicas com incentivos de empresas locais possam trabalhar em prol de um desenvolvimento local que traga saúde, qualidade de vida , educação, cultura, geração de prosperidade e acima de tudo sustentabilidade.

Só assim sairemos desta classificação!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

FOTOS: AS 10 MAIS DO RENATO FRANCO

Abaixo estão as fotos do acerco fotográfico do Laboratório de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira escolhida por Renato A. M. Franco em 15/12/2009.

Foto aérea de Ilha Solteira e o encontro do Rio São José dos Dourados com o Rio Paraná, lado direito da foto.

A Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira, localizada no Rio Paraná e a ilha que deu o nome a cidade.


Esse é o Rio São José dos Dourados, trecho entre os municípios de Palmeiras d'Oeste e Dalas, no noroeste paulista. Com presença de mata ciliar, entretanto uma pequena faixa de mata nas duas margens.

Açude construido próximo ao córrego do Coqueiro, com a finalidade de uso para a irrigação.

Espécie de Ipê (Tabebuia sp.) encontrada no campus II da UNESP de Ilha Solteira, espécie típica da região noroeste paulista.

Ave encontrada no campus II da UNESP Ilha Solteira, determinado período do ano a Maria-Faceira (Syrigma sibilatrix) frequenta os gramados a procura de alimento.

Erosão em um afluente do córrego do Coqueiro, acima a cultura de cana-de-açucar e ausência de mata ciliar, será que existe sustentabilidade?

Essa voçoroca esta localizada no município de Dirce Reis, na proximidade do córrego do Coqueiro no noroeste paulista.


Trecho do córrego do Boi ocupado por macrófita aquática, com predomínio da espécie Tipha sp., conhecida por taboa.


Pôr do sol no Reservatório da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira. momentos de contemplação.


PRIMEIRA QUINZENA DE DEZEMBRO ENCERRA COM 159 mm DE CHUVA

Em Ilha Solteira, no noroeste paulista, a primeira quinzena de dezembro encerrou com 159,3 mm de chuva. Embora o volume de chuvas em dezembro não tenha atingido o valor médio esperado, que é de 187 mm, no ano o volume de chuvas já está 25% acima do esperado para o período, segundo dados históricos da Área de hidráulica e Irrigação.

Devido aos consecutivos dias de chuva a temperatura caiu. A média no final de semana foi de 24°C, e a máxima foi de 30,4°C, no sábado. Nos últimos quinze dias a temperatura média foi de 25°C.

No sábado os ventos chegaram a 38,2 Km/h, maior velocidade registrada no mês. A velocidade média diária dos ventos está em 1 Km/h.

Mais informações sobre o clima no noroeste paulista aqui.