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No Valor Econômico temos:
. Um ano novo "menos positivo" para o campo: Após atingir resultados recordes em alguns de seus principais indicadores em 2011, o agronegócio brasileiro prepara-se para um ano "menos positivo". As rachaduras na economia do mundo desenvolvido e seus reflexos em países emergentes, na demanda global por alimentos e nos preços das commodities tendem a provocar a desaceleração do ritmo de crescimento do setor no país. Mas, de acordo com analistas, produtores, agroindústrias e governo, nada capaz, no cenário atual, de impedir novos avanços em 2012, ainda que em menor velocidade.
E os números que poderão ser superados são expressivos. A colheita de grãos da safra 2010/11, por exemplo, somou 163 milhões de toneladas, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), quase 10% mais que em 2011/12. Isso apesar de a área plantada ter aumentado "apenas" 5%, para 50 milhões de hectares. O valor bruto da produção (VBP) agropecuária, conforme estimativa da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), ultrapassou R$ 318 bilhões no ano passado, 8% acima de 2010.
. Informática - Inovação vira sinônimo de conveniência: O mundo da tecnologia da informação é repleto de siglas misteriosas - muitas delas acrônimos de expressões em inglês, igualmente obscuras - o que costuma manter à distância qualquer um que não trabalhe diretamente na área. Quem, afinal, quer se chatear com coisas como ERP, BI ou CRM?
É bom se preparar porque em 2012 essa sopa indigesta vai ganhar novos elementos. Termos como HTML 5 - um padrão que facilita o acesso a aplicativos por meio de dispositivos móveis - podem não virar assunto para a conversa de bar, mas você vai ouvir falar cada vez mais sobre eles.
Da lista das 10 tecnologias que prometem dominar o cenário este ano, metade delas é identificada por siglas: além do HTML 5, estão na relação NFC, Wi-Fi, 4G e NUI.
. Artigo de Pedro Luiz Barreiros Passos: O financiamento de longo prazo e o BNDES. Não há dúvida de que em algum momento do futuro o amplo leque de taxas de juros existente no crédito no Brasil deverá passar a refletir bem mais as taxas de mercado, a exemplo do que ocorre em outros países. Esse será um indicativo da evolução de nossa economia e, por isso, devemos mobilizar as forças de que dispomos para alcançarmos essa etapa o quanto antes. Temos assistido a manifestações que propõem o imediato fim do crédito direcionado mantido pelo Brasil nas áreas do investimento, habitação e setor rural. Alternativamente, alguns participantes do debate defendem que os financiamentos nessas áreas desde já passem a ter a taxa Selic como referência, o que os encareceria sobremaneira. O argumento é que com ações dessa ordem, a taxa básica de juros da economia poderia cair mais rapidamente.
E o Portal Dia de Campo coloca a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira como parceiro. Obrigado!
Durante boa parte do século 20, o governo federal parecia determinado a represar praticamente todos os principais rios do país, para usar sua força na geração de energia elétrica, na irrigação, na navegação, no fornecimento de água e no controle de enchentes. O excesso das represas foi agudo principalmente no oeste árido, onde até o Grand Canyon foi listado para ser inundado. A Corporação de Engenheiros do Exército avaliou cinco locais possíveis para represas só no Middle Fork. O rio poderia ter se transformado em uma corrente de lagos artificiais se dois irmãos não tivessem ajudado a deter a maré de concreto.
John Craighead, hoje com 95 anos, é lendário no campo da biologia selvagem, famoso com seu irmão gêmeo, o já falecido Frank Craighead, por estudos pioneiros com ursos pardos no parque nacional Yellowstone e por numerosos artigos e documentários publicados pela National Geographic. O trabalho inovador deles inspirou iniciativas para salvar a espécie da extinção nos 48 estados contíguos dos EUA. No entanto, a conquista que mais orgulha John Craighead em sua vida, longa e produtiva, segundo ele, é a aprovação de Wild and Scenic Rivers Act (Lei dos Rios Selvagens e Belos).
Custou uma década de relatórios, palestras e convencimento político, mas quando o presidente Lyndon Johnson assinou o Wild and Scenic Rivers Act, em 1968, boa parte de seu texto veio dos irmãos Craighead. A lei inicial poupava oito rios e uma zona de proteção estreita ao redor deles onde não poderia haver represas nem construções. Hoje, a lista creceu para mais de 200 rios em 39 estados e Porto Rico.
Fonte: Instituto Cidade Jardim, em 11/12/2011. Veja a reportagem completa em National Geográphic Brasil.
. Artigo de Pedro Luiz Barreiros Passos: O financiamento de longo prazo e o BNDES. Não há dúvida de que em algum momento do futuro o amplo leque de taxas de juros existente no crédito no Brasil deverá passar a refletir bem mais as taxas de mercado, a exemplo do que ocorre em outros países. Esse será um indicativo da evolução de nossa economia e, por isso, devemos mobilizar as forças de que dispomos para alcançarmos essa etapa o quanto antes. Temos assistido a manifestações que propõem o imediato fim do crédito direcionado mantido pelo Brasil nas áreas do investimento, habitação e setor rural. Alternativamente, alguns participantes do debate defendem que os financiamentos nessas áreas desde já passem a ter a taxa Selic como referência, o que os encareceria sobremaneira. O argumento é que com ações dessa ordem, a taxa básica de juros da economia poderia cair mais rapidamente.
E o Portal Dia de Campo coloca a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira como parceiro. Obrigado!
Para onde caminham os rios - um exemplo norte americano
Há 40 anos, o Wild and Scenic Rivers Act (Lei dos Rios Selvagens e de ‘Belos Cenários’) garantiu a proteção dos principais cursos d’água dos Estados Unidos. Seu mentor, John Craighead, de 95 anos, é um célebre ambientalista. Hoje, 200 rios são legalmente protegidos, com águas que não podem ser destinadas à irrigação, geração de energia ou navegação.
Por Joel K. Bourne, Jr. (NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL)
Durante boa parte do século 20, o governo federal parecia determinado a represar praticamente todos os principais rios do país, para usar sua força na geração de energia elétrica, na irrigação, na navegação, no fornecimento de água e no controle de enchentes. O excesso das represas foi agudo principalmente no oeste árido, onde até o Grand Canyon foi listado para ser inundado. A Corporação de Engenheiros do Exército avaliou cinco locais possíveis para represas só no Middle Fork. O rio poderia ter se transformado em uma corrente de lagos artificiais se dois irmãos não tivessem ajudado a deter a maré de concreto.
John Craighead, hoje com 95 anos, é lendário no campo da biologia selvagem, famoso com seu irmão gêmeo, o já falecido Frank Craighead, por estudos pioneiros com ursos pardos no parque nacional Yellowstone e por numerosos artigos e documentários publicados pela National Geographic. O trabalho inovador deles inspirou iniciativas para salvar a espécie da extinção nos 48 estados contíguos dos EUA. No entanto, a conquista que mais orgulha John Craighead em sua vida, longa e produtiva, segundo ele, é a aprovação de Wild and Scenic Rivers Act (Lei dos Rios Selvagens e Belos).
Custou uma década de relatórios, palestras e convencimento político, mas quando o presidente Lyndon Johnson assinou o Wild and Scenic Rivers Act, em 1968, boa parte de seu texto veio dos irmãos Craighead. A lei inicial poupava oito rios e uma zona de proteção estreita ao redor deles onde não poderia haver represas nem construções. Hoje, a lista creceu para mais de 200 rios em 39 estados e Porto Rico.
Fonte: Instituto Cidade Jardim, em 11/12/2011. Veja a reportagem completa em National Geográphic Brasil.
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