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Saída “made in USA”, é o bom artigo de José Paulo Kupfer, onde destaca sinais interessantes que têm chegado da economia americana. Números da criação líquida de postos de trabalho, nos Estados Unidos, registram taxas positivas, mês após mês, sobretudo desde o último trimestre de 2011, sempre acima das expectativas dos analistas. As estatísticas de janeiro, divulgadas na sexta-feira, surpreenderam ainda mais. LEIA...

Mapa dos ventos no noroeste paulista: Espaço Ecológico e EcoDesenvolvimento destacam o Portal CLIMA da UNESP Ilha Solteira e o Mapa dos Ventos.

Plano Nacional de Irrigação está pronto, mas deve beneficiar o nordeste e aguarda lançamento pela Presidente. Veja também no Iguatu.Net.

Cenário é positivo para a agricultura irrigada em 2012: Com um amplo potencial de crescimento em todo o território nacional, a agricultura irrigada conta com boas perspectivas para a safra 2011/2012. A avaliação é feita por Marcelo Borges Lopes, diretor presidente da Valmont, empresa líder no mercado de irrigação no Brasil - responsável pela fabricação de pivots e outras tecnologias da marca Valley. “Os preços agrícolas devem ficar em bons patamares garantindo a remuneração dos produtores, assim como nos anos recentes - isso permitiu a capitalização dos agricultores - e deve levar a novos investimentos para aumentar a produção. Em 2010/11 a safra de grãos foi recorde e existe a expectativa que isso se repita na safra que está em curso”, reflete Marcelo. Leia MAIS...

Agricultura irrigada tem futuro favorável: de acordo com Marcelo Borges Lopes, diretor presidente da Valmont, empresa líder no mercado de irrigação no país, safra 2011/2012 tem ampla perspectiva de crescimento por ter grande potencial em todo território brasileiro. MAIS...

Benefícios do Projeto de Irrigação Olmos: no Jornal do Brasil, Humberto Viana Guimarães avalia que o maior indicativo da importância do Projeto de Irrigação e Hidroenergético Olmos, no estado de Lambayeque, Peru, foi o resultado do primeiro leilão das terras a serem irrigadas com parte das águas do Rio Huancabamba (a outra parte – a vazão ecológica – corre em seu leito normal), realizado no dia 9 de dezembro de 2011, quando 10 empresas arremataram 19.900 hectares por um valor total de US$ 102 milhões. Tal fato é um marco histórico, pois representa uma média de US$ 5.125,63 por hectare, 20% acima do preço base, o que permitiu leiloar 65% dos 51 lotes e 53% das 38 mil hectares (fonte: www.h2olmos.com). Leia MAIS...

Orçamento para gestão: Apenas 2% do faturamento das empresas é destinado ao aperfeiçoamento da gestão, segundo pesquisa da Fundação Nacional da Qualidade, entidade privada que reúne empresas como Braskem, Bradesco e Gerdau, entre outras.
O percentual, porém, é considerado suficiente pelo superintendente-geral da fundação, Jairo Martins. "Entre 2% e 5% é razoável. As empresas já sabem que investir em gestão reduz custos." 41% das empresas pesquisadas investem até 2% do seu faturamento em gestão.
Das 309 empresas ouvidas, 46% acreditam que o setor automobilístico é o que mais se preocupa com gestão. Na FSP, em 07/02/2012, p.B2.

Meio ambiente: o DEFERS foi retratado em foto como um dos exemplos de redução do lixo na matéria da Agência Visão com o título de "Unesp de Ilha Solteira dá exemplo para redução do lixo".

Artigo Hélio Schwartsman - O prazer da contradição

Há algo de pedagógico na alternância do poder: percebemos com que facilidade situação e oposição trocam de papéis - e de princípios. A greve da PM baiana é uma oportunidade sem igual de ver a natureza humana em ação.

Em 2001, membros da corporação deflagraram uma paralisação, que também degenerou em violência. Na ocasião, o PT, por intermédio de Lula, defendeu a legitimidade da greve e responsabilizou o governo baiano, que era do PFL, pela barbárie. Hoje, o governador petista Jaques Wagner chama alguns dos grevistas de bandidos e se recusa a negociar. Denuncia a utilização política do movimento.

Ainda mais instrutivo é ver como os blogs de simpatizantes e antipatizantes do PT tratam a disputa, que ainda ganha pitadas do caso Pinheirinho.

A pergunta que fica é: as pessoas não se dão conta de suas contradições? E a resposta é "muito pouco".

O psicólogo Drew Westen mostrou que, na política, emoções falam mais alto que a lógica. Ele monitorou os cérebros de militantes partidários enquanto viam seus candidatos favoritos caindo em contradição. Como previsto, eles não tiveram dificuldade para perceber a incongruência do "inimigo", mas foram bem menos críticos em relação ao "aliado".

Segundo Westen, quando confrontados com informações ameaçadoras às nossas convicções políticas, redes de neurônios associadas ao estresse são ativadas. O cérebro percebe o conflito e tenta desligar a emoção negativa. Circuitos encarregados de regular emoções recrutam, então, crenças capazes de eliminar o estresse. A contradição é apenas fracamente percebida.

A surpresa foi constatar que esse processo de relativização não se limita a desligar as emoções negativas. Ele também dispara sensações positivas, acionando circuitos do sistema de recompensa, que coincidem com as áreas ativadas quando viciados em drogas tomam uma dose. Em suma, políticos e simpatizantes sentem prazer ao ignorar suas contradições.


Artigo Eliane Cantanhêde: Quem te viu, quem te vê

Na Bahia, o governador Jaques Wagner (PT) partiu para o confronto com policiais em greve, chamou o Exército e bateu o pé mesmo diante dos cadáveres que se amontoam por falta de segurança.

Em Brasília, o governo federal comemora alegremente o sucesso dos leilões de privatização dos aeroportos da própria capital, de Guarulhos e de Campinas, com resultado de R$ 24,5 bilhões, bem acima das expectativas.

Indaga-se: por que o PT condenou tão acidamente a repressão do governo do PFL-DEM a um movimento semelhante na Bahia em 2001? E por que não só criticou ferrenhamente as privatizações do governo FHC como as usou contra os adversários nas campanhas de 2002, 2006 e 2010?

Ou as greves dos policiais na era DEM eram legítimas e na era PT passaram a ser ilegítimas, ou o PT tem um discurso na oposição e uma prática na situação. Ou... o PT mudou.

Ou as privatizações eram ruins e agora são boas para o país, ou o PT de Lula e agora de Dilma aderiu ao vale-tudo eleitoral e mentiu, ironizou e foi sarcástico contra uma política que não apenas aprovava como agora aplica, feliz da vida.

Durante três campanhas seguidas, o partido recorreu ao mesmo discurso, atribuindo aos adversários tucanos a intenção até de privatizar o BB, a CEF, a Petrobras e a mãe de todos os eleitores. Era o PT antiprivatização versus o PSDB privatizante, o PT patriótico versus o PSDB impatriótico.

E agora, qual o discurso? Dilma e Lula deveriam pedir desculpas: ou mentiram aos eleitores ou estavam errados e agora reconhecem que greve de policiais era e é inadmissível e que a política de privatizações do governo adversário era e é correta. Suspeita-se que não vão fazer nem uma coisa nem outra. Vão deixar pra lá, como se nada tivesse acontecido.

Moral da história: greve no governo dos outros é bom, mas no nosso não pode; privatização no governo dos outros é impatriótica, mas no nosso é um sucesso do patriotismo.

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