Artigo: Qualidade da água para irrigação na microbacia do Coqueiro, Estado de São Paulo
Divulgamos a publicação na Revista Brasileira de Engenharia Agrícola e Ambiental, Volume 13, número, p.772-780, 2009, do artigo "Qualidade da água para irrigação na microbacia do Coqueiro, Estado de São Paulo", de autoria de Renato A.M. Franco & Fernando B.T. Hernandez, da UNESP Ilha Solteira, onde confirma a nossa preocupação com a falta de conservação do solo e ausência de matas ciliares, levando à uma elevação da concentração média de ferro na água do manancial, podendo afetar com o desempenho de sistemas de irrigação localizada.
Monitoramos em 5 pontos de controle ao longo do córrego do Coqueiro a qualidade da água, desde próximo da nascente até a o seu deságue no Rio São José dos Dourados.
A bacia hidrográfica do córrego do Coqueiro tem sua importância porque abastece com sua água dois municípios e ainda abriga produtores de uvas finas de mesa, totalmente dependente da irrigação, com predominância para sistemas de irrigação localizada.
Destacamos que o a realidade encontrada na água do córrego do Coqueiro não é excessão e sim, regra, na maioria das microbacias hidrográficas do noroeste paulista: ausência de vegetação ciliar e índice muito baixo de vegetação nativa, ausência de técnicas de conservação do solo e da água.
Esforços gigantes e em diferentes direções devem ser envidados para reverter este quadro, que na prática se apresenta com córregos assoreados e com grande variação entre vazão mínima e máxima, como se verá nas fotos. A reversão deste quadro de piora na qualidade da água e baixa oferta de água na estação seca se justifica especialmente porque sendo uma região com até 8 meses de déficit hidrico, é na agricultura irrigada que os agricultores deverão se alicerçar, se desejarem ter sucesso econômico em suas atividades.
E na agricultura irrigada precisamos de água em quantidade e em qualidade!
No trabalho também foram avaliadas as concentrações de sólidos que traz problemas de abrasão e desgaste de equipamentos, turbidez, cálcio, magnésio, dureza total, condutividade elétrica, pH e ferro.
Consideramos a elevada concentração de ferro o principal problemas de qualidade da água para sistemas de irrigação localizada atualmente, sendo que no período avaliado em 78% das amostras se classificou como risco médio e em 22% das amostras como risco elevado para o sistema, em termos de entupimento dos emissores.
O período de monitoramento constante neste artigo teve financiamento do FEHIDRO - Fundo Estadual de Recursos Hídricos (CBH-SJD, Contrato 161/2006 - Empreendimento SJD-133).
O trabalho completo pode ser visto em:
Mais informações sobre o trabalho de monitoramento da qualidade da água e da vazão em microbacias no noroeste paulsita, acesse:
http://www.agr.feis.unesp.br/rel_fehidro09.php ou acesse diretamente o último Relatório Técnico em:
http://www.agr.feis.unesp.br/rel_fehidro09/relatorio-fehidro-2009.pdf
http://www.agr.feis.unesp.br/rel_fehidro09.php ou acesse diretamente o último Relatório Técnico em:
http://www.agr.feis.unesp.br/rel_fehidro09/relatorio-fehidro-2009.pdf
Outros trabalhos técnicos da Área de Hidráulica e Irrigação, acesse:
http://www.agr.feis.unesp.br/papers.php
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Aproveitando a oportunidade, informamos que lançamos na semana passada mais um canal, com as 10 melhores fotos constantes de nossos arquivos e sugeridas por um membro da nossa equipe. As 10 MAIS da Renata Moura está disponível em:
Veja algumas fotos que ilustram a situação do córrego do Coqueiro!

Situação encontrada na microbacia do córrego do Coqueiro, em Palmeira d´Oeste.
Em um mesmo ponto de monitoramento alternância gritante em vazão máxima e mínima e assoreamento visível.
A cor da água já ilustra a ausência de conservação do solo e o assoreamento subsequente.
Resultados mais recentes do monitaramento constante realizado, ilustrados em médias gerais por ano e por por ponto de amostragem.

Parabéns Renato, por mais esta conquista, fruto de trabalho e dedicação! Muitas publicações e citações virão!
ResponderExcluirAbraços
Parabéns Renato! Você merece todo este sucesso! Bjs!
ResponderExcluirPublicamente, Renato, parabéns... Publicar parece fácil, mas além de difícil é demorado... Enviado em 04 de janeiro de 2008, chega a sociedade somente em setembro de 2009. Fazer ciência é isso: revisão, verificação do estado da arte, tempo para avaliações e no nosso caso, avaliações de campo, aprendizado, rigor científico nas amostragens e análises laboratoriais, sistematização dos dados, tratamento estatítistico, revisão de literatura de novo, confronto dos dados, sistematização dos textos nas normas da revista, adequação de forma e conteúdo atendendo as sugestões dos relatores e finalmente a publicação. Que a expertise adquirida nestas atividades sirva de estímulo para novos artigos. Vamos em frente! Um "salve" também a todos da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira que contribuíram em campanhas de campo e análises laboratoriais.
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