[PodIrrigar] continua com convidados compartilhando as expectativas para 2019 para a agricultura irrigada




15/01/2019 - Engenheiro Agrônomo Reimar Carlesso - fundador e Diretor do Sistema Irriga,

No Pod Irrigar - o podcast da agricultura irrigada - convidados falam sobre as expectativas para a agricultura Irrigada em 2019. Na edição de 15 de janeiro de 2019, o Engenheiro Agrônomo Reimar Carlesso - fundador e Diretor do Sistema Irriga -, expõe as atividades e expectativas da empresa sediada em Santa Maria - RS e hoje atuando em 15 países. O Sistema Irriga possui uma grande base científica e tecnológica, que oferece um conjunto de serviços de manejo e monitoramento da irrigação. Vamos conhecer os detalhes desta iniciativa de empreendedores ligados à UFSM? Pressione para saber mais detalhes sobre as perspectivas para 2019 da agricultura irrigada na visão do Sistema Irriga. Outras edições do PodIrrigar, pressione aqui!

17/01/2019 - Engenheiro Agrônomo João Laurino Neto, Diretor da Nelson Irrigação Brasil.

No Pod Irrigar – o podcast da agricultura irrigada - convidados falam sobre as expectativas para a agricultura Irrigada em 2019. Na edição de 17 de janeiro de 2019, o Gerente Geral da Nelson Irrigação Brasil - empresa fabricante de aspersores e válvula sediada em Mogi-Mirim -, Engenheiro Agrônomo João Laurino Neto, comenta sobre as perspectivas da empresa para este ano e a comercialização de equipamentos para irrigação e a importância do uso de emissores de alta performance na agricultura irrigada. Pressione para saber mais detalhes sobre as perspectivas para 2019 da agricultura irrigada na visão da Nelson Brasil. Outras edições do PodIrrigar, pressione aqui!

Verão sem chuvas e instabilidade climática
Ilha Solteira e parte do município de Pereira Barreto segue há 25 dias sem chuva, já na outra parte, chuva e vento intenso e transtornos para a população e claro, virou notícia na TV Tem em 18 de janeiro de 2019, em duas reportagens ("Chuva forte causa estragos em cidades do noroeste paulista"). Também no dia 17 de janeiro, transtornos climáticos foram registrados pela TV Tem. O Jornalista Eduardo Monteiro, está sempre ligado no Canal CLIMA da UNESP

[PODIRRIGAR] - o podcast da agricultura irrigada tem duas edições esta semana

PodIrrigar - 9 de janeiro de 2019 - Antonio Alfredo Teixeira Mendes - NaanDanJain

O convidado do primeiro PodIrrigar de 2019 é o Diretor da NaanDanJain Brasil, o Engenheiro Agrícola Antônio Alfredo Teixeira Mendes, que relata sobre a retomada do crescimento e perspectiva para setor da agricultura irrigada em 2019. Esse crescimento da irrigação em grandes culturas poderá ocorrer através de linhas de créditos oferecidas para os agricultores, além de projetos voltados para prestação de serviços e ferramentas para irrigação. Pressione para saber mais detalhes sobre as perspectivas para 2019 da agricultura irrigada na visão da NDJ. Pressione se preferir escutar direto em MP3. Quer conhecer as demais edições do PodIrrigar, pressione aqui!

PodIrrigar - 11 de janeiro de 2019 - Renato Silva - Valmont Brasil

No Pod Irrigar – o podcast da agricultura irrigada - convidados falam sobre as expectativas para a agricultura Irrigada em 2019. Na edição de 11 de janeiro de 2019, o Diretor Geral da Valmont Brasil, Engenheiro Mecânico Renato Silva, é bastante otimista devido ao indicativo de maior abertura para o desenvolvimento do agronegócio no País e destaca os avanços tecnológicos dos equipamentos e da gestão da água cada vez mais automatizada, que aliada ao forte relacionamento com os produtores, traz a qualidade necessária aos serviços prestados pela empresa. Pressione para saber mais detalhes sobre as perspectivas para 2019 da agricultura irrigada na visão da Valmont. Pressione se preferir escutar direto em MP3. Outras edições do PodIrrigar, pressione aqui!

Agricultura irrigada e agropecuária em ação - Água para todos
A Agência Nacional de Águas (ANA) lançou uma nova versão do “Atlas da Irrigação: Uso da Água na Agricultura Irrigada”, edição 2018.  O objetivo principal da publicação é contribuir para o uso eficiente da água no Brasil, por meio da integração do conhecimento disponível que configura a base técnica da agricultura irrigada na sua interface com os recursos hídricos, em escala nacional. A Superintendência de Planejamento de Recursos Hídricos (SPR) também coordenou a publicação, em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Conheça o Atlas Irrigação - Uso da água na agricultura irrigada (2017) em PDF. Sítio oficial do Atlas Irrigação


VideosReportagem sobre a área irrigada no Canal do Boi - TV NBR com Lineu Rodrigues em 01/054/2015 - Goiás com 3000 pivôs centrais ocupa a segunda maior área de agricultura irrigada no país
EntrevistaSecretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás fala sobre planos para a gestão
Você sabia que o Brasil bate recorde e é o principal exportador de carne bovina do mundo. Setor comemora superação de volumes de exportação de carne bovina. Cerca de 30% do que se produz no país vai para o mercado externo.
A GV Agro publicou o interessante "Estudo sobre eficiência do uso da água no brasil: análise do impacto da irrigação na agricultura brasileira e potencial de produção de alimentos face ao aquecimento global".
Os Anais da XI Jornada de Geografia da Universidade Federal de Goiás - Regional Jataí com o tema “Avaliação ambiental integrada de bacias hidrográficas e recursos hídricos” está disponível com interessantes artigos.

Dicas do agro - Pitaia

E o ano acabou... que venha 2019! Como sempre otimista para fazermos deste o melhor ano das nossas vidas!

Pod Irrigar - Ano difícil, com crise financeira e restrição de recursos, mas muito trabalho acreditando que o fundo do poço já chegou
O [PodIrrigar] é o podcast da agricultura irrigada, iniciativa do Jornalista Oscar D´Ambrosio, que há seis é produzido pelos Jornalistas Renato Coelho e Amanda Fernandes da ACI UNESP, e tem na coordenação técnica este que vos fala e, juntos semanalmente, utilizamos apenas três minutos para levar informações sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia, em mais uma das ações para democratizar o conhecimento e a informação.
Com frequência recebemos convidados para abrilhantar as edições. Parece fácil fazer o PodIrrigar, afinal, são apenas três minutos por semana. Não é! A edição passada sobre o desempenho da agricultura irrigada e ainda sem tempo para abordar o mercado de empresas de assessoramento aos Irrigantes, foi o resultado de de quase 2,5 horas de conversas telefônicas entre os players da agricultura irrigada. Esta é a 48a. edição de 2018, que contou com a participação de 12 convidados. Em 2017 foram 27. Não fechamos a estatística do ano, mas com base nas informações até agosto, nossos convidados abrilhantaram este espaço.
Em maio, direto de Morro Bay - na California, Rodrigo Franco Vieira com a edição sobre "Disciplina e reaproveitamento de recursos são destaques na agricultura irrigada da California" se posiciona até o momento como campeão de audiência, seguido por Marco Aurélio Sanchotene, que em março, direto de Dom Pedrito mostra que "Investimentos em agricultura irrigada minimizam impactos da irregularidade climática no Rio Grande do Sul", tema abordado em parte na edição anterior.
Na definição dos temas, para garantir audiência, procuramos equilibrar pautas bem técnicas - importantes, mas que historicamente não garantem muita audiência, com pautas mais gerais, com maior audiência e assim, qual foi a nossa surpresa que em julho, a edição bem técnica intitulada "Professor da Unesp informa sobre diferentes evapotranspirações e suas aplicações para otimização da produção", feita por este que voz fala, cravou a terceira melhor audiência.
E assim, com nossos Orientados de Graduação e Pós-Graduação, a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira utiliza além do [Pod Irrigar] - o único que tem produção fora de Ilha Solteira -, outros cinco canais de comunicação distintos para levar a informação sobre o uso dos recursos hídricos e agroclimatologia à todos os interessados e ainda garantir a transparência de ações, feita em sua maior parcela com recursos do contribuinte.
Publicamente, agradecemos à todos que conosco desenvolvem suas atividades, aos profissionais aqui citados, aos nossos convidados e à todos aquele que no dia a dia interagimos e que nos permite entender mais sobre o mundo da agricultura irrigada.
Estamos otimistas com as mudanças que estão por vir e da nossa parte continuaremos a ter fé e a realizar a nossa obra, como ensina a Carta de São Tiago, para que possamos sermos ainda mais felizes e nos sentirmos realizados! Muito obrigado e FELIZ ANO NOVO!
Este foi o tema da edição de 21 de dezembro de 2018 do [Pod Irrigar] - o Podcast da Agricultura Irrigada -, mas o Internauta também pode ouvir as outras dicas que estão disponíveis semanalmente a partir de http://podcast.unesp.br/podirrigar.

Chuvas, ou a falta dela e a safra 2018/19
Perdas na lavoura: 20% da safra de soja do Mato Grosso do Sul pode ter sido perdida com estiagem. De acordo com a Aprosoja do estado, o que foi plantado no cedo deve ter quebras ainda maiores, chegando a 40%. Em vídeo, o Canal Rural aponta que a seca destrói lavouras de soja pelo país e derruba expectativa de supersafra e os Estados do Sul, Sudeste, boa parte do Centro-Oeste e até em um trecho da região Norte foram afetados e em lavouras de São Paulo, por exemplo, perdas chegam a 70%. Por aqui no Noroeste Paulista, chegamos a ficar até 10 sem chuvas em média, como se confere no Canal CLIMA da UNESP.
Cenário positivo: “Para o próximo ano, as tendências são positivas para o mercado de grãos a nível interno”, segundo o analista chefe de grãos da DATAGRO Consultoria, Flávio Roberto de França Júnior, que apresentou informações sobre o andamento da safra atual (2018/19) de soja e milho no Brasil e as tendências do mercado interno para 2019. As áreas de cultivo e produção deverão crescer 3% e 1%, respectivamente, nas duas principais culturas brasileiras e fazendo o contraponto à notícia acima, França Júnior destacou que o plantio está adiantado, "com bom nível tecnológico, e que o padrão climático de La Niña está fraco, provocando um inverno e verão sem grandes anomalias". A soja possuía 35,2 milhões de hectares na safra 2017/18 e estima-se 36,1 milhões ha na safra atual. Já a produção saltará de 121,4 milhões de toneladas para 122,9 milhões de tons neste ano comercial. O milho possuía 17,3 milhões ha na safra anterior, passando a ter 16,8 milhões na safra 2018/19 e a produção aguardada é de 94,6 milhões de toneladas, frente as 81,1 milhões na safra anterior. "O mercado brasileiro está bastante entusiasmado com a montagem da nova equipe econômica do presidente Jair Bolsonaro e, que 2019 será um ano de boa fluidez para o agronegócio."

Para lembrar como terminou o ano na região de Ilha Solteira e Andradina - 27/12/2018
Laranja Pêra Cx 40.8Kg R$ 26,03 
Boi Gordo 15 Kg R$ 151,00 
Boi Magro 1 Cabeça R$ 2.100,00 
Feijão Carioca Sc 60 Kg R$ 174,47 
Vaca Gorda 15 Kg R$ 137,90 
Garrote 1 a 2 anos 1 Cabeça R$ 1.500,00 
Bezerro 1 Cabeça R$ 1.400,00 
Índice BOVESPA 85,136
Dólar R$ 3.92
Euro R$ 4.44                                                                Fonte: https://www.agrolink.com.br

Logística - Armazenamento

Com crise de credibilidade, instabilidade climática e divisões, até que a expansão da agricultura foi bem

Pólos de agricultura irrigada brasileira de acordo como o Atlas da Irrigação da ANA


Pod Irrigar - Com crise de credibilidade, instabilidade climática e discussões, até que a expansão da agricultura foi bem
Chegamos ao fim do ano e a pergunta é "como foi a expansão da agricultura irrigada em 2018 e o que esperar de 2019?"
Quando faço esta pergunta à um Diretor de fabricante de sistema de irrigação, ele nos devolve: "qual o seu sentimento, ou percepção?" Digo que se baseado na minha região, a percepção é de desalento, pois morando em uma região que enfrentou o maior déficit hídrico dos últimos anos, os investimentos em sistemas de irrigação foram modestos, menores que em 2017. A cana sofreu grande queda de produtividade, da ordem de 12-15%, e sem cana esteira, investimentos, que eram apostas, foram postergados. As áreas irrigadas, com até 165 dias sem chuvas, tiveram custo de produção altos, dada a total dependência da energia elétrica para acionamento dos motores.
E o Brasil? Como se comportou? Três movimentos tiveram impactos significativos no negócio de produzir alimentos sob irrigação: 3 anos de boas chuvas no RS, a greve dos caminhoneiros e a crise de confiança, ou a falta dela durante o ano, com a indefinição política.
Ninguém acorda com vontade de investir em sistemas de irrigação sendo esta uma decisão amadurecida e assim, no RS, produtores de sequeiro que tiveram boa rentabilidade apostam que na safra 2018/2019 manterão a sorte grande com chuvas regulares e seguraram os investimentos em um Estado que representa nos últimos anos cerca de 20% das vendas de pivô central. Na direção oposta, com chuvas regulares na safra 2017/18 no Oeste da Bahia, os Produtores que tem suas propriedades bem estruturadas, investiram em máquinas e irrigação.

Potencial de expansão da agricultura irrigada brasileira. Fonte: Atlas da Irrigação da ANA

Na irrigação localizada, o bom momento da citricultora garantiu investimentos, seguidos do café e cana em Usinas que já entenderam o papel estratégico da irrigação, notadamente em GO e MG e mantiveram seus investimentos.
Assim, pivô central perde um pouco de participação em relação à 2017 e a irrigação localizada deverá apresentar aumento de área seguindo a tendência de investimentos nos sistemas de gotejamento em sub-superfície e tudo somado, a expansão da área irrigada deve ficar entre 200-210 mil novos hectares, o mesmo número do ano passado, podendo dizer que foi uma ano bom, especialmente se considerarmos o número de amizades desfeitas em função do processo eleitoral.
Mas uma coisa todos com que conversamos concordam: o otimismo para o ano que entra é grande e é preciso investir em inteligência de mercado regional para entender as tendências dos produtores de alimentos e seguir promovendo a modernização da agropecuária irrigada e assim expandir seus efeitos multiplicadores na sócio-economia brasileira.
Que venha 2019! Fé e obra e vamos nos reinventar ainda mais e colher o sucesso que cada um almeja.
Este foi o tema da edição de 21 de dezembro de 2018 do [Pod Irrigar] - o Podcast da Agricultura Irrigada -, mas o Internauta também pode ouvir as outras dicas que estão disponíveis semanalmente a partir de http://podcast.unesp.br/podirrigar.

Cooperação com a Universidade do Nebraska
O projeto “Modelagem da Produtividade da Água em Bacias Hidrográficas com Mudanças de Uso da Terra”, financiado pela FAPESP (Processo 2.009/52.467-4) foi um grande marco para a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP e teve por objetivo introduzir estudos que combinam sensoriamento remoto e o conceito de rede de estações agrometeorológicas para estudos de evapotranspiração em escala regional, até então inexistente na região. Nesta conceito, ao rodar os modelos, as informações climáticas obtidas pelas estações não entrariam com valores estanques e sim, com mais um plano de informação obtido por interpolação, onde cada pixel teria um valor diferenciado. Para tanto, foi implantada a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, e seus dados e informações disponibilizados no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira.
A partir de 2010 iniciamos viagens por vários países mostrando os resultados produzidos na região Noroeste Paulista e ampliando a nossa rede de relacionamento. 
Contudo somente em dezembro pudemos concretizar o desejo de ver nossos Orientados tendo a experiência de interagir com profissionais de outros países e assim, a Doutoranda Regiane Carvalho já se encontra no frio de Lincoln - Nebraska onde ficará por seis meses.
Agradecemos a Otávio da ESALQ-USP e Carlos Antônio (UFCG) que prontamente se dispuseram à receber Regiane no aeroporto e dar as primeiras dicas e apresentar os locais de trabalho que  terá como Tutor o Prof. Christopher Neale e contará também com a colaboração do Dr. Babak Safa, ambos lotados no Water for Foof Institute. 


Os trabalhos a serem realizados serão sobre o balanço de energia e manejo da irrigação em cana de açúcar, tendo como base informações colhidas pelo sistema Eddy Covariance e imagens de satélite. Ótimo trabalho e muito aprendizado à todos.

Notas da disciplina de Irrigação e Drenagem e Agrometeorologia estão disponíveis

As notas e conceito final da disciplina de Irrigação e Drenagem já estão disponíveis.
Em relação ao trabalho de Hidrometria, a grande maioria dos grupos não fizeram a determinação da área da bacia hidrográfica e portanto, não foi possível calcular o Q7,10 para confronto com a vazão real, medida e tampouco foi feito o preenchimento do Formulário de Outorga para irrigação exigido pelo DAEE, fato que todos os grupos usaram um córrego estadual como base para o trabalho.
Em relação à nota da terceira prova, a boa notícia foi a elevação da nota média da turma, evidenciando uma maior dedicação em relação às provas anteriores e lamentamos, o aumento do desvio padrão, indicando que a dedicação da turma não se deu na mesma proporção e seriedade esperada.
Novamente se mostrou a correlação de 73% entre as listas feitas com a média final, bem como a correlação com significância elevada de 0,01%! Resumindo: se faz lista, a chance de ser aprovado é elevadíssima! Muito obrigado Daniela Araújo pela atuação durante o seu Estágio-Docência, que contribuiu para a melhor compreensão da matéria pelos alunos!
Aos que ainda não puderam demonstrar o desempenho mínimo, esperamos dedicação maior no próximo semestre, com atenção maior nas listas de exercícios e trabalhos práticos, que como demonstrado acima, contribui expressivamente no aprendizado e desempenho final.
À TODOS ÓTIMAS FÉRIAS!


AGROMETEOROLOGIA
As notas e média final da disciplina de Agrometeorologia para o curso de Zootecnia estão disponíveis. Muito obrigado à Regiane Carvalho Bispo e Ricardo Antonio Ferreira Rodrigues pelo participação no semestre!
À TODOS ÓTIMAS FÉRIAS! 

Análise do tempo em Novembro

O mês de novembro de 2018 foi marcado por chuvas em toda região Noroeste Paulista. Segundo dados da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, a média da região foi uma precipitação de 230 mm, 75 mm a mais que o esperado para novembro (média histórica = 155 mm) com destaque para a estação instalada em Populina onde foram registrados 302 mm no mês. O maior volume diário foi 87,1 mm ocorrido na estação Bonança, município de Pereira Barreto, no dia 23/11. Contudo o mês mais chuvoso desse ano continua sendo janeiro, com uma média de 260 mm de chuva na região.
Até o momento choveu 1011 mm em 2018 no Noroeste Paulista, esse volume representa 79% do esperado para o ano na região.
Canal CLIMA
A temperatura média de todas as estações ficou em 25,3°C, onde os maiores observados foram em Ilha Solteira, média de 26,1°C. A média de temperatura da região ficou um pouco abaixo da média histórica, que é de 25,9°C.
A  umidade relativa do ar no mês de novembro foi a maior registrada no ano, e as estações Ilha Solteira, Paranapuã e Populina chegaram a uma média mensal maior que 95%.

SERVIÇO:

- Informações sobre agricultura irrigada e agroclimatologia no noroeste paulista são publicadas regularmente BLOG da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira em http://irrigacao.blogspot.com
- Números e gráficos das estações agrometeorológicas no noroeste paulista estão em http://clima.feis.unesp.br
- Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira: http://www.feis.unesp.br/irrigacao 
- Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira: http://clima.feis.unesp.br
- Pod IRRIGAR - O Pod Cast da Agricultura Irrigada: http://podcast.unesp.br/podirrigar
- Informações também em (018) 3743-1959


Expansão da agricultura irrigada, discutindo a universidade pública, o papel das redes sociais e do corporativismo no setor público


[Pod Irrigar] - A irrigação em números no Estado de São Paulo e a necessidade de expansão
Na última edição do PodIrrigar falamos que mesmo com as crises econômicas e hídricas, a agricultura irrigada tem crescido à taxas superiores que a economia brasileira e assim, cresceu nos últimos 10 anos à média de 192.675 hectares por ano (8,6% anuais) ou se usarmos uma série mais longo, nos últimos 18 anos, a taxa de crescimento foi de 4,8% anuais, com média de 159.938 hectares anuais. O resumo é que os Produtores de Alimentos acordaram para os efeitos multiplicadores proporcionados pelos sistemas de irrigação.
Nestes números da CSEI/ABIMAQ incrementos em 2017, mais 209.500 hectares, sendo 40% da área em sistemas pivô central e 38% pela irrigação localizada e ainda o IBGE, no Censo Agropecuário de 2017, mostrou em em 11 anos, o número de estabelecimentos com irrigação cresceu 52%, enquanto que a área irrigada cresceu 51%, chegando a 6,9 milhões de hectares irrigados
No Estado de São Paulo, que tem a área potencial para agricultura irrigada de mais de 4 milhões de hectares, de acordo com a ANA, concentra 49% da área irrigada por pivô central na região Sudoeste, que um dia já foi chamada de "Corredor da Fome", onde se encontram 45% do número de equipamentos instalados no Estado. A região Noroeste Paulista, onde a UNESP Ilha Solteira está sediada apresenta 5% área irrigada por pivô central e 4% equipamentos, enquanto que a região Oeste tem 6% área irrigada e 3% do número de equipamentos.
Vamos nos concentrar no Noroeste Paulista, também chamado de Região dos Grandes Lagos, que apresenta 8 meses de déficit hídrico - o maior de todo o Estado de São Paulo - e que em 2017 vivenciou um período de déficit intenso como resultado de até 165 dias sem chuvas.
Esta região é limitada pelos rios Tietê, Paraná e Grande e abrange 17.797.22 hectares, com 1.349 Microbacias Hidrográficas inseridas em 113 municípios, que formam 3 UGRHIs, o Baixo-Tietê, o São José dos Dourados e o Turvo-Grande e registrou 6,6% de crescimento médio anual da área irrigada nos últimos 17 anos, apresentando em 2016, segundo estudo conduzido pela UNESP, 16.501 hectares irrigados, proporcionados por 344 equipamentos, 67% deles na Bacia do Turvo Grande, que tem 45% da área irrigada, menor que a bacia do Baixo Tietê, que com apenas 28% dos equipamentos de irrigação, concentram 47% da área irrigada, em apenas 44 municípios, ou seja, 60% dos municípios do Noroeste Paulista não acordaram e deveriam acordar para os investimentos em sistemas de irrigação.
Sabemos que a expansão da agricultura irrigada depende de decisão do Irrigante, da disponibilidade de financiamento, rapidez na análise do pedido de Outorga e disponibilidade de água na microbacia hidrográfica, condição essencial para a realização do investimento. 
Sobre a oferta de água para irrigação, que por questões de limitação de tempo, trataremos na próxima edição do PodIrrigar.
Este foi o tema da edição de 21 de novembro de 2018 do [Pod Irrigar] - o Podcast da Agricultura Irrigada -, mas o Internauta também pode ouvir as outras dicas que estão disponíveis semanalmente a partir de http://podcast.unesp.br/podirrigar.

UNESP - Discute seu futuro
O papel da universidade pública foi tema de encontro promovido pela UNESP, quando diferentes profissionais, com diferentes expertises se revezaram no evento intitulado "Diálogos sobre Universidade Pública" e puderam apresentar desde diagnósticos até conquistas, mas todas a partir de uma determinação ou um objetivo bem definido e a ser conquistado. Não há dúvida de que vivemos em um mundo em transformação, isso exige diagnósticos e ações em várias direções, o que inclui pensar e agir segundo o que desejamos para a UNESP - instituição pública presente em 24 municípios paulistas com orçamento de R$ 2,6 bilhões anuais e comunidade formada por 51.995 alunos, 5.986 servidores técnicos-administrativos e 3.389 professores - e que sofre como a maioria das empresas e instituições as consequências do desaquecimento da economia brasileira e, não soube perceber ou antever ou ainda se moldar para uma crise se apresentaria, e consumiu toda a reserva financeira feita em gestões anteriores.
Em nossas palestras e na primeira aula de cada semestre, como forma de incentivar nossa platéia, dissemos que "vivemos numa sociedade espantosamente dinâmica, instável e evolutiva, que correrá sérios riscos quem ficar esperando para ver o que acontece e a adaptação a essa realidade será, cada vez mais, uma questão de sobrevivência". E nem precisamos chegar no limite da transformação, como alguns visionários nos apresentam, como por exemplo, Gil Giardeli em suas palestras, como por exemplo a "O futuro chegou no Campo", e que vale ser conferida, onde faz o alerta de que experimentamos um trabalho mais inteligente, um novo "Renascimento", onde "não dá para usar velhos mapas para descobrir novas terras".

Para saber mais sobre os números da UNESP, consulte o Anuário Estatístico 2018 e 2017.  

"Falta de dinheiro não é o mais relevante no processo de mudança", foi a visão defendida por Conrado Schlochauer no Diálogos sobre Universidade Pública, enquanto em “Universidade Pública: a urgência de se reinventar”, Simon Schwartzman, ao mostrar os números da pós-graduação com 150 cursos e o desempenho deles faz a pergunta, "se desejamos número ou qualidade", para decidir a alocação dos recursos financeiros.

“Financiamento da Universidade Pública” com moderação de Marcos Macari - Reitor da UNESP entre 2005-2009 - contou com a participação de Carlos Antonio Luque e de Paula Maria de Jancso Fabiani foi de uma realismo fantástico. Seria interessante que ouvíssemos com atenção, refletíssemos e colocássemos em prática uma mudança no modo de agir e pensar, se de fato desejamos um bom futuro para a nossa UNESP. Parabéns e obrigado Carlos Luque por nos brindar com este choque de realidade, Paula Maria por mostrar que as iniciativas de financiamento por doação é possível e os desafios à serem vencidos e Macari pelas suas "máximas". Esperamos que o planejamento e as decisões que impliquem nas mudanças necessárias sejam amadurecidas e baseadas em questões técnicas e de bom senso.
O Diálogos sobre Universidade Pública foi amplamente divulgado e transmitidos, podendo ser assistido no Facebook e outras fontes.

Agricultura irrigada
Elmar Wagner é um experiente Engenheiro Agrônomo que já trabalhou em várias partes do mundo e conhece como poucos a agricultura irrigada. Colocou em prática o blog Agricultura Irrigada com informações relevantes, que depois migrou para outro endereço, com o objetivo de compartilhar experiências e conhecimentos, falar sobre um tema que gosta, entre outros. Se você se interessa por agricultura irrigada, é uma boa fonte de consulta e assim, recomendamos a visitação ao blog.
Conheci Elmar em 1987 quando Coordenamos o curso "Irrigação: momento atual e perspectivas", quando levamos à Jaboticabal importantes profissionais no tempo que até o Ministério da Irrigação existia, e o lamento é de que, em muito do que foi publicado naquele ano, se aplica ainda aos dias de hoje, mostrando que há muito o que fazer na e pela agricultura irrigada e que a mudança é sempre difícil.

Redes sociais e informações induzidas

Economia - O Corporativismo que atrasa o Brasil?
William Waack e convidados discutem este tema tão importante para o desenvolvimento de instituições e do país.

Entretenimento - Blues com Nuno Mindelis
Nuno Mindelis, em entrevista a Fernando Faro no Programa Ensaio, angolano de nascimento e filho de pais europeus fala de seu primeiro violão de brinquedo e lembra de quando ganhou sua primeira guitarra. Conta sobre a Revolução angolana e de sua saída do país. Fala da importância do Texas Band, dos países em que tocou, da influência de Steve Cropper e da música negra no blues, além de registrar sua admiração por Zé Ramalho, Walter Franco e Alceu Valença. Para quem curte blues, confira também Nuno Mindelis se apresentando ao vivo no Estúdio Trama, o álbum completo "Texas Bound" e a entrevista para o "Por Trás do Som". Nuno Mindelis, foi reconhecido pela revista Guitar Player americana como melhor guitarrista independente de blues do mundo em 94! Agora, é só apreciar sem moderação!

AGENDA DE EVENTOS

Confira na nossa agenda semanal os principais eventos relacionados a Água e Agricultura Irrigada no Brasil e no mundo confirmados para este ano.

27 de novembro de 2018

JI-Paraná - Rondônia, no Centro de Treinamento da EMATER

04 a 07 de dezembro de 2018 - 10º IPWE - 10TH International Perspective on Water Resources and the Enviroment
Local: Cartagena, Colômbia.



 de março de

- SEMINÁRIOS SEMANAIS DA ÁREA DE HIDRÁULICA E IRRIGAÇÃO
Foram realizados seminários pelos integrantes da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, das 18 às 19 horas na Sala de Reuniões do LHI e aberto aos interessados em geral. Conheça a programação!

- A Seção VIDEOS da fan page da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira no FACEBOOK exibe vários eventos em que a AHI UNESP foi protagonista. Confira!  Aqui, também neste Blog há vários videos interessantes, assim, como no Canal da AHI UNESP no YouTube. Visite-nos!

OUTROS EVENTOS
O sítio do The Consortium of Universities for the Advancement of Hydrologic Science, Incorporated (CUAHSI) apresenta uma agenda de eventos. Confira: http://www.cuahsi.org

No [PodIrrigar]: Expansão, capacitação técnica e ações da UNESP em apoio aos Irrigantes, mas tem carreira e desastre ambiental


[PodIrrigar] - Expansão, capacitação técnica e ações da UNESP em apoio aos Irrigantes
Produtores de Alimentos sob irrigação das regiões Noroeste e Oeste Paulista se reuniram para um treinamento sobre manutenção e operação dos sistemas pivô central. A ideia foi capacitá-los para melhor utilização dos seus equipamentos, tanto na gestão da irrigação, como ao conhecerem à fundo o funcionamento e sua estrutura eletro-mecânica, poderem realizar reparos emergenciais, evitando abrir um chamado à revenda por problemas de pequena monta. Também, puderam conhecer os dispositivos de acionamento remoto dos equipamentos, bem como o funcionamento destes aplicativos.
Tivemos a satisfação de abrir este treinamento mostrando a evolução das áreas irrigadas entre os rios Grande e Paranapanema, estimulando-os à aumentar suas áreas irrigadas, aproveitando os recursos hídricos disponíveis nesta parte Oeste e Noroeste do Estado de São Paulo, regiões que irrigam por pivô central apenas 0,2% e 0,5% das terras, conforme estudo conduzido pela UNESP que tem como meta promover a expansão das áreas irrigadas e bem como produzir conhecimento que leve ao uso mais eficiente da água na agropecuária. De fato, irrigamos muito pouco, desperdiçando oportunidades de desenvolvimento sócio-econômicos e são dezenas de municípios que não contam com irrigação em seus domínios.
Também mostramos as consequências da maior crise hídrica já presenciada e na sequência, a maior crise por chuvas dos últimos 30 anos registrada este ano na região, com inclusive morte de animais, ao mesmo tempo em retomamos a expansão da área irrigada no Brasil, que sempre cresceu - mesmo com a crise hídrica - à taxas superiores ás registradas na nossa economia.
A expansão das vendas de estações agrometeorológicas e sensores de solo também é uma realidade, porém, investimento já feito, muitos usuários ainda tem dificuldades na manipulação dos dados gerados e assim, o manejo da irrigação e capacitação técnica se constituem no maio desafio da agricultura irrigada, mesmo com o avanço das novas tecnologias e o barateamento da eletrônica e da IoT.
Neste sentido a UNESP coloca à disposição dos Irrigantes um conjunto de ferramentas e informações livres e gratuitas que possibilitam a gestão e uso da água em diferentes seguimentos econômicos, o que inclui a irrigação. Pergunte ao Google pela palavras “irrigação” + UNESP e aproveite as oportunidades oferecidas pelos diferentes canais de comunicação.
Este foi o tema da edição de 14 de novembro de 2018 do [Pod Irrigar] - o Podcast da Agricultura Irrigada -, mas o Internauta também pode ouvir as outras dicas que estão disponíveis semanalmente a partir de http://podcast.unesp.br/podirrigar.

Brasil do futuro
No Editorial da Folha de São Paulo de 13 de novembro de 2018, "Ensaio de otimismo - Agenda liberal e formação da equipe encorajam previsões mais favoráveis para a economia" até que enfim um "ensaio" deste jornal de que temos chance de ter um país melhor do que vivenciamos hoje. Estamos na torcida para que isto acontece. Bolsonaro e sua Equipe terão a sua chance. Já vimos Governantes em diferentes níveis desprezaram a oportunidade! Que o Presidente eleito não a despreze! Destacamos: "...Contribuem para o ensaio de otimismo a agenda liberal do presidente eleito e a equipe gabaritada que vai se formando em torno do futuro ministro da Economia, Paulo Guedes. Nesta segunda (12), por exemplo, confirmou-se a ida do ortodoxo Joaquim Levy, ex-titular da Fazenda, para o BNDES... Há pela frente ainda ajustes do sistema de impostos e de problemas regulatórios que hoje travam a atuação do setor privado em rodovias, ferrovias, telecomunicações e energia elétrica. Afinal, a capacidade estatal de expandir a infraestrutura tende a ser mínima ao longo do próximo quadriênio. Não haverá retomada sólida sem aumento expressivo da taxa de investimento - que, durante os anos de recessão, despencou de 20,9% para 15,5% do PIB, a menor cifra em mais de duas décadas..."
Ainda segundo a Folha de São Paulo, confira os principais desafios do governo Bolsonaro nas áreas de educação, ciência e meio ambiente.

Incêndio na California
Estivemos em Portugal e Espanha em setembro último e presenciamos a ação de 5 helicópteros e três aviões combatendo um incêndio de 20 hectares na pequena Carnota - Espanha.
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 Carnota em 6 de setembro de 2018.


E nas rádios escutamos que Portugal teve este ano mais de 8.000 focos de incêndio. Agora, a tragédia na California. Clima seco, mudança climática e atividade humanas estão entre as principais causas de tantos incêndios. Conheça detalhes relacionados à California.

Carreira
Precisa de emprego? Sabe fazer um curriculum atraente? Confira as boas dicas na matéria da Jornalista Fernanda Reis

Planejando a agricultura irrigada e a UNESP na liderança do ensino e pesquisa


[Pod Irrigar] - Com planejamento da expansão da agricultura irrigada, o sucesso é garantido
Estivemos com nossos alunos do Programa de Pós-Graduação em Irrigação e Drenagem da UNESP na Fazenda Olhos d´Água, em Itaí, região Sudoeste do Estado de São Paulo, quando fomos muito bem recebido pelo Engenheiro Agrônomo Abel Simões, Gerente da propriedade há 20 anos.
O objetivo principal da visita seria desenvolver na prática o tema avaliação dos sistemas de irrigação por pivô central e localizada. Escolhemos a Olhos d´água pois teríamos a oportunidade de avaliar um pivô central equipado com os principais emissores dos três principais fabricantes de emissores de alta performance que utiliza uma água com elevada concentração de ferro. Também, a fazenda utiliza o gotejamento em sub-superfície para a irrigação de três variedades citrícolas, além de ser gerenciada por um reconhecido Técnico que sempre estabeleceu parceria com as universidades.
Contudo choveu, e para nossa surpresa, isso em momento algum diminuiu a qualidade e quantidade de temas abordados durante a visita.
Pela manhã pudemos ainda no Escritório conhecer todo o planejamento desde o primeiro pivô central até completar os 660 hectares irrigados, ocupando toda a área de produção da fazenda.
Não dispondo de água suficiente para irrigar toda a área e com o córrego apresentando uma grande variação de vazão entre a estação seca e chuvosa, a solução encontrada foi construir um grande reservatório no ponto mais alto da fazenda, abastecido no verão, de onde se faz o bombeamento morro abaixo para os 500 hectares irrigados por pivô central para produção de grãos e algodão e outros 160 hectares de citros.
Aprendemos sobre gestão administrativa da fazenda utilizando BI - Business Inteligence, sobre gestão dos dados climáticos e do uso da água na propriedade registrado em um grande e longo banco de dados, sobre manejo da irrigação sob restrição hídrica, solos, captação de água, bombeamento, segurança das instalações, filtragem, fertirrigação (tipos de adubos e parcelamento), uso de chaves de partida e inversores de frequência, investimentos e manutenção dos sistemas de irrigação e ainda o planejamento da produção e da comercialização. Claro, como passamos a tarde no campo, além de muito barro, também nos molhamos e até um pouco de frio sentimos. Mas foi muito esclarecedor, muito aprendizado mesmo.
Mas ao final, a principal lição, foi a de que o grande sucesso da fazenda é terem ocupado todo o espaço produtivo com sistemas de irrigação em etapas, a partir de um estruturado planejamento dos recursos hídricos, de solo, clima e financeiros.
Muito obrigado Abel e Gal pela receptividade e altruísmo em relação ao conhecimento compartilhado!
Este foi o tema da edição de 31 de outubro de 2018 do [Pod Irrigar] - o Podcast da Agricultura Irrigada -, mas o Internauta também pode ouvir as outras dicas que estão disponíveis semanalmente a partir de http://podcast.unesp.br/podirrigar.

UNESP entre as melhores

Trabalho prático: HIDROMETRIA, VAZÃO REGIONALIZADA E OUTORGA DO USO DA ÁGUA

Os Seminários e Monografias já estão acontecendo e agora a preocupação se volta para o trabalho de Hidrometria e uso da água. Recentemente a disputa pela água ganhou projeção nacional com um grande ato de vandalismo. É preciso entender sobre os recursos hídricos para atuar com conhecimento de causa e coerência, espacialmente considerando a real necessidade de se produzir alimentos.
Os Grupos serão de no máximo 5 participantes e o trabalho Hidrometria e Outorga do Uso da Água será escrito em linguagem técnica, envolvendo a revisão da literatura em consonância com a atividade prática, que pode ser um dos serviços a serem prestados pelo Engenheiro Agrônomo. Portanto, atenção para esta observação, sejam efetivamente práticos. Em grupo, o roteiro abaixo é bem legal para a delimitação de atividades!


Hidrometria
Já divulgamos informações e imagens da nossa aula prática no Cinturão Verde. Os resultados anteriores podem ser vistos em AULAS PRÁTICAS no nosso canal GALERIA e também em http://www.agr.feis.unesp.br/aulas_praticas.php.

Todos os Grupos, com cinco elementos no máximo, deverão escolher um manancial diferente do que fizemos a aula prática da disciplina para medir a vazão, deverão preparar a lista de equipamentos e materiais necessários ao trabalho, agendar com a Orientada a data para a retirada do material no Laboratório de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira e partirem para o campo. Assumir na medição de vazão que estaríamos numa estação seca.


Os Grupos deverão estimar/medir a vazão e calcular os parâmetros hidrológicos (Q7,10 e outros parâmetros) de uma microbacia de interesse. Esta parte chamamos de regionalização de vazão e a literatura base está toda relacionada na Bibliografia da disciplina no Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira.

O desafio é confrontar os valores medidos e calculados e depois definir a área máxima possível de ser irrigada tendo como referência a retirada de 5,0 mm/dia (LÂMINA BRUTA de projeto) e a legislação em vigente. Assumam a retirada de 50% da Q7,10. A ideia é interpretar o resultado e fazer a recomendação de como devemos agir, ou seja, aprender a solicitar a Outorga do Uso da Água.

Outorga do Uso da Água
A Outorga de Direito de Uso de recursos hídricos é um dos seis instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, estabelecidos no Inciso III, do Art. 5º da Lei Federal nº 9.433, de 08 de janeiro de 1997. Esse instrumento tem como objetivo assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso aos recursos hídricos.

De acordo com o Inciso IV, do Art. 4º da Lei Federal nº 9.984, de 17 de junho de 2000, compete à Agência Nacional de Águas (ANA) outorgar, por intermédio de autorização, o direito de uso de recursos hídricos em corpos de água de domínio da União, bem como emitir outorga preventiva. Também é competência da ANA a emissão da reserva de disponibilidade hídrica para fins de aproveitamentos hidrelétricos e sua conseqüente conversão em outorga de direito de uso de recursos hídricos.

Outorga do Uso da Água deverá ser preenchida e anexada em formulários próprios e padronizados pela Agência de controle. No caso do Estado de São Paulo, o DAEE e no âmbito federal, a ANA (FAQsPedidosManual de Procedimentos). Caso queiram avançar nos estudos e acreditarem que a área possível de ser irrigada seja muito pequena em relação ao desejado, o Grupo pode avançar em medidas que levem à maior oferta de água, e, neste caso, a Legislação deve ser atendida por completo.
Quanto ao texto da Monografia não há limitação de páginas, fiquem a vontade para aproveitar o trabalho para estudar o tema a fundo. Use os recursos computacionais e gráficos disponíveis da melhor forma possível e criatividade.


Lembramos que o trabalho relativo à esta aula prática deverá ser finalizados com o relatório que deverá ser escrito contendo os seguintes itens:
INTRODUÇÃO (Contextuação do problema), REVISÃO BIBLIOGRÁFICA (o que já foi feito sobre o tema e a sua relevância), MATERIAL E MÉTODOS (como, onde e quando foram feitas as atividades), RESULTADOS E DISCUSSÃO (os resultados observados, calculados e o que eles significam, ou seja, a discussão propriamente dita), CONCLUSÃO, BIBLIOGRAFIA consultada e os Anexos (Formulários de Outorga) do DAEE, que é agência oficial do Estado de São Paulo para esta finalidade.

Reforçamos que deverá haver a preocupação com o planejamento e a consulta à bibliografia existente e os trabalhos são uma excelente oportunidade para consolidar conhecimento e se preparar para as avaliações.

A entrega da Monografia deverá ser no dia da Terceira Prova, momentos antes dela começar.

Alguns dos assuntos abordados foram:
OUTORGA DO USO DA ÁGUA E REGULARIZAÇÃO DE VAZÃO: Você têm o site do DAEE (http://www.daee.sp.gov.br) como referência, consulta e uso, mas também na Biblioteca há disponível os CDs, SIGRH - Plano Estadual de Recursos Hídricos 2000-2003 e Banco de Dados e Regionalização Hidrológica do Estado de São Paulo (DAEE).


No canal DOWNLOADS no Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira pode ser encontrado também os softwares Hidro (Sistema de Informações Hidrológicas)  e Glossário de Termos Hidrológicos. É uma boa dica também os sites: www.ana.gov.br (Agência Nacional de Águas. Legislação, softwares, etc) e www.sigrh.sp.gov.br (Sistema de Informações para Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo). Três reportagens do Globo Rural sobre como a cidade de Nova York faz para ter água de qualidade para abastecer sua população é uma ótima ideia a ser seguida. Podem ser assistidas a partir da Aba Downloads - Videos do Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira. Recomendamos que assistam!

Dicas de leitura
Sugerimos a leitura do artigo "O conceito de bacia hidrográfica e a importância da caracterização morfométrica para o entendimento da dinâmica ambiental local", interessante para conhecer em detalhes os elementos que compõe uma bacia hidrográfica. Sobre a gestão dos recursos hídricos, outro artigo interessante é "O processo de criação e consolidação dos comitês de bacias hidrográficas para gestão dos recursos hídricos" e a Dissertação "A trajetória do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mogi Guaçu e suas contribuições para a gestão dos recursos hídricos". Um pouco mais perto de nós, dos trabalhos executados pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira destacamos "Ocorrência de macrófitas  aquáticas no córrego do Boi" e "Avaliação química da água do córrego do Boi para fins de irrigação". Como exemplo comparativo, em Pernambuco as instruções para a Outorga estão disponíveis no sítio da Secretaria de Infraestrutura

A revista ITEM - Irrigação e Tecnologia Moderna, disponível na Biblioteca, é fonte obrigatória de consulta para este tema de agora e também quando eu entrar em armazenamento de água com represas e mananciais. Também a revista IRRIGAZINE é uma ótima fonte de consulta.

Bom trabalho!

Seminários em Irrigação e Drenagem - 2o Semestre 2018

Como divulgado em sala de aula - Irrigação e Drenagem -, teremos os temas e líderes para os Seminários do semestre. Os Grupos de trabalho para estes Seminários devem ser formados com até 5 elementos, tendo como Coordenadores os alunos identificados abaixo. Se eventualmente o Líder já estiver em algum grupo, a troca de liderança é permitida desde que comunicada ao Professor antecipadamente. Cabe ao Coordenador organizar e dar as diretrizes para que o grupo faça um excelente seminário. 

Todos os seminários devem ser acompanhados de monografias que devem ser entregues no momento da apresentação, não havendo limitação no número de páginas, ficando todos à vontade para aproveitar o trabalho para estudar o tema a fundo. Os quatro primeiros seminários acontecerão na manhã do dia da 2a. Prova, os quatro subsequentes na 3a. Prova. As apresentações devem sempre durar aproximadamente 15 minutos (10-20 minutos). Os seminários devem enfocar temas não abordados nas aulas.

A nota da apresentação é feita em função da média de três critérios: APRESENTAÇÃO, MÍDIA e CONTEÚDO, já a Monografia tem como critérios a APRESENTAÇÃO (forma), o CONTEÚDO e os RECURSOS utilizados para preparar o documento.

TODOS os alunos até o final do curso deverão apresentar ao menos um seminário e a monografia irá compor outra Nota e as apresentações seguirão esta sequência:
1. Aspersores, fabricantes e suas aplicações para sistemas convencionais e mecanizados. Jairo Cândido de Matos Junior
2. Gotejadores e microaspersores disponíveis no mercado brasileiro: características e aplicações. Joana Aparecida Ribeiro
3. Apoio ao irrigante: Laboratório Móvel de Irrigação (MIL), o que é, como atuam, onde e sua importância. João Carlos de Melo Alves
4. Fabricantes de pivô central no Brasil: quem são e como atuam? João Marcos Giamattei Secches
5. Fabricantes de sistemas de irrigação localizada no Brasil: quem são e como atuam? João Paulo Paiva do Amaral
6. Revendas de projetos de irrigação no Estado de São Paulo: quem são, onde e como atuam? João Pedro Milan
7. Outorga do direito do uso da água e as diferenças nas concessões no âmbito Federal e Estadual. João Vitor Maestrello Leal
8. O desenvolvimento com agricultura irrigada nos Estados Unidos e a sua importância. José Luís Arakaki Júnior

* Os Grupos devem estar preparados para a apresentação e também devem se encarregar de fazer os ajustes nos equipamentos multimídia e arquivos antes da chegada do Professor.
** As datas detalhadas e demais informações estão disponíveis no arquivo "Introdução à agricultura irrigada" que é a base das nossas aulas e pode ser acessado a partir da aba Atividades Acadêmicas no Canal da Irrigação da UNESP Ilha Solteira.
*** Exemplos do exterior são também bem vindos

Algumas dicas para uma apresentação em público...
- Apresentação ideal: 20% do tempo para a introdução, 70% para o desenvolvimento e 10% para a conclusão
- Powerpoint com efeitos MUITOS especiais? Melhor não, a não ser que seja absolutamente necessário
- Escreva frases-chave no Powerpoint (ou outro software de apresentação utilizado). E por favor, ao falar, não repita o que está escrito. A platéia agradece!
- Para conter um ataque de riso (ou de choro) por causa do nervosismo, contraia os dedos dos pés como se estivesse agarrando o chão.
- Não comece a apresentação se desculpando ou dizendo que vai dar uma "pincelada" no assunto.
- Em geral, recuar um pouco acalma, pois faz você ver as coisas mais de longe.
- Quando parar alguns instantes de andar, evite ficar com os pés paralelos. É melhor manter um pé um pouquinho à frente do outro. Deixe sua postura mais descontraída que facilita quando você for andar novamente.
- Ande pelo palco/sala, pois a movimentação mostra segurança e disposição de comunicar. Só tome cuidado para não parecer um pêndulo e fazer todo mundo cair no sono.
- Divida a platéia mentalmente em quatro partes e passeie o olhar nelas à medida que for falando.
- Se der branco, pergunte o que o pessoal entendeu até o momento.
- Imagine as perguntas que podem ser feitas e estude além disso. Prepare também slides extras com as respostas para mostrar no final. Sua eficiência vai causar uma ótima impressão.

NECESSIDADE HÍDRICA DA CANA-DE-AÇÚCAR NO NOROESTE PAULISTA

Na região do Noroeste Paulista uma das principais culturas é a Cana-de-açúcar. Esta cultura possui alto valor econômico e seus principais derivados são o açúcar (alimento) e o álcool (hidratado e anidro), imprescindíveis para o mercado mundial.

Para o uso corretamente da água  pela cana-de-açúcar, é fundamental identificar a necessidade hídrica durante todo o ciclo produtivo da cultura, desta forma, pode-se obter máximas produtividades. Diante disto, a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira realizou um trabalho na região no qual determinou-se a evapotranspiração máxima da cultura da cana-de-açúcar, por meio da estimativa da evapotranspiração de referência e de coeficientes de cultivo, a fim de obter-se a necessidade hídrica total por safra, no Noroeste Paulista.

Figura 1. Localização das áreas de estudo
Neste trabalho foi estimada a necessidade hídrica da cana-de-açúcar em duas fazendas comerciais – uma no município de Rubineia e a outra no município de Andradina, conforme observa-se na figura acima.

Os valores médios de ETo e ETc obtidos para as duas fazendas comerciais são apresentados na Figura 1 e 2. No município de Andradina, as safras apresentaram valores médios de ETc que variaram entre 3,8 e 4,3 mm dia-1; já no município de Rubineia, os valores variaram entre 3,3 e 3,6 mm dia-1. Em função dessa variação, obtiveram-se valores médios entre áreas – 3,5 mm dia-1 para o município de Rubineia e 4,1 mm dia-1 para o município de Andradina. 


Figura 2. Valores médios de ETo e ETc nas fazendas comerciais em Andradina 


Figura 3. Valores médios de ETo e ETc nas fazendas comerciais em Rubineia
A necessidade hídrica da cana de açúcar, por safra, apresentou valores um pouco distintos entre os municípios analisados - 1095 mm/safra para Rubineia e 1595 mm/safra Andradina. 
Tal variação ocorreu devido, principalmente, à duração do ciclo da cultura, aos dias necessários para atingir a data de corte e aos valores de ETo.

Este trabalho è de grande importancia e relevante para a região, uma vez que apartir destes destes valores médios, torna-se possível realizar bons manejos de irrigação e o correto dimensionamento de sistemas de irrigação na região. Dessa forma, pode-se utilizar os recursos hídricos na agricultura irrigada de maneira sustentável. Acesse ao trabalho completo através do link: http://www.feis.unesp.br/irrigacao/pdf/necessidade_hidrica_cana_np.pdf


SERVIÇO:

- Informações sobre agricultura irrigada e agroclimatologia no noroeste paulista são publicadas regularmente BLOG da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira em http://irrigacao.blogspot.com
- Números e gráficos das estações agrometeorológicas no noroeste paulista estão em http://clima.feis.unesp.br
- Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira: http://www.feis.unesp.br/irrigacao 
- Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira: http://clima.feis.unesp.br
- Pod IRRIGAR - O Pod Cast da Agricultura Irrigada: http://podcast.unesp.br/podirrigar
- Informações também em (018) 3743-1959