Chove em todo Noroeste Paulista

Após um longo período de seca, com estações registrando até 165 dias sem chuva (Ilha Solteira e Itapura), volta a chover em todo Noroeste Paulista.
A sexta-feira (15/09/2018) começou com temperaturas mais amenas e com previsão de chuva em toda região. O longo da semana ficou marcado por baixa umidade relativa do ar e algumas estações registraram o dia mais quente do ano.
Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira
Pois bem, todas as estações presentes no Noroeste Paulista monitoradas pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira  registraram volume de chuva superior a 10 mm. Os maiores volumes registrados foram nas estações Bonança (localizada no município de Pereira Barreto) e Itapura, ambas com precipitação de 23,6 mm, seguidas por Paranapuã e Santa Adélia Pioneiros (localizada em Sud Mennucci) com 18,8 mm e 17,5 mm, respectivamente.
A chuva caiu ao longo de todo o dia, sem grandes intensidades.
Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira
Neste sábado também tivemos precipitação e até o momento temos registrados 10,9 mm em Ilha Solteira, única estação com chuva superior à 10 mm.
Em relação a temperatura, todas as estações estão marcando neste momento temperaturas entre 22,6°C e 24°C.

SERVIÇO:
- Informações sobre agricultura irrigada e agroclimatologia no noroeste paulista são publicadas regularmente BLOG da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira em http://irrigacao.blogspot.com
- Números e gráficos das estações agrometeorológicas no noroeste paulista estão em http://clima.feis.unesp.br
- Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira: www.agr.feis.unesp.br/irrigacao.php
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ILHA SOLTEIRA SUPERA DIA MAIS QUENTE DE 2018

Hoje, dia 13 de setembro de 2018, algumas estações da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista monitorada pela Área de Hidráulica e Irrigação da Unesp Ilha Solteira registraram as maiores temperaturas do ano.

Abaixo está uma tabela comparando as temperaturas máximas de hoje, que superaram as maiores de 2018.


Com o período seco que já completa 164 dias se chuvas maiores que 10mm afetam a produção das culturas e pastagens, trazendo diversos prejuízos para diversos produtores, e ligado a essa falta de chuva temos valores baixos de umidade relativa e altos valores de temperatura que intensificam o processo de evapotranspiração, que deve ter a atenção redobrada do irrigante que possui uma cultura instalada com essas condições em campo.

É importante ressaltar que além de prejuízos a agricultura, essas condições climáticas podem trazer prejuízos para saúde da população e dos animais. Portanto algumas medidas devem ser adotadas para se manter confortável e saudável.


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BAIXA UMIDADE RELATIVA DO AR E ALTAS TAXAS DE EVAPOTRANSPIRAÇÃO NA REGIÃO NOROESTE PAULISTA

Na região Noroeste Paulista, alguns municípios chegaram a 162 dias sem chuvas, conforme registra a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira.
Nas cidades, a população sente também os efeitos da seca, com o registro de baixos valores da umidade relativa do ar durante o dia. Narinas, olhos e boca sentem mais o efeito da baixa umidade relativa do ar com valores abaixo dos 30%. 
A umidade relativa mínima do ar ontem (10) de acordo com as estações operadas pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, esteve entre 12,4 e 17,7%, o que representa grande risco a população, indicando estado de alerta aos moradores. Recomendam-se alguns cuidados a serem tomados como evitar exercícios físicos no período das 10 às 16h, beber bastante água, pelo menos 2 litros por dia, entre outros.


Umidade média do ar atualizada a cada 1 hora.


O município de Itapura ontem (10) registrou o menor valor de umidade do ar 12,4%, com temperatura média de 37,1 °C às 13:47h, direção média dos ventos 147,7°, sendo assim vindos do Sudeste (rosas dos ventos é representada no mapa abaixo), com velocidade máxima considerada forte de 22,1 km/h, informações como essas, sobre a velocidade e direção são importantes na produção agrícola, pois o vento pode causar alguns efeitos, como transporte da umidade do ar e de calor na atmosfera, que vai influenciar diretamente nas taxas de evapotranspiração.
Ontem também foram registradas altas taxas de evapotranspiração em toda Região Noroeste Paulista. O município de Pereira Barreto (Estação Santa Adélia) registrou evapotranspiração de 6,5 mm/dia, com temperatura máxima de 36,7°C, velocidade do vento máxima de 25,0 km/h e umidade mínima de 15,4%. Sabendo-se que, a umidade do ar influência diretamente na demanda evaporativa da atmosfera, pode-se dizer que quando muito baixa pode torna-se prejudicial para plantas aumentando a taxa de transpiração.

Evapotranspiração de referência do dia 10/09.

Na irrigação, quando utilizamos métodos por aspersão, altas temperaturas e baixa umidade relativa têm efeito direto sobre as perdas de água por evaporação. Estas perdas podem ser consideradas altas quando ultrapassam 15%. As perdas de água por evaporação em irrigação por gotejamento são pequenas e desprezíveis, já na irrigação por microaspersão podem ser significativas. Sendo assim, nessas condições climáticas, irrigações realizadas no período diurno terá menor eficiência devido ao efeito da evaporação, muitas vezes, antes mesmo da água chegar ao solo.
Hoje (11) a umidade do ar continua baixa, valores mínimos entre 14,8 e 23,0% e temperatura máxima entre 35,0 e 37,4°C, conforme se observa nos dados disponíveis no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira hospedado em http://clima.feis.unesp.br, com atualização a cada cinco minutos.


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Setembro inicia com temperaturas elevadas e 153 dias sem chuvas

Chegamos ao fim do mês de agosto, que teve baixo índice de pluviosidade, sendo 6 mm acima da média histórica do mês. Contudo, é importante enfatizar que em alguns municípios da Região Noroeste Paulista, o déficit hídrico continua, chegando a 153 dias sem chuvas segundo o "placar" disponibilizado pelo Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira, que explica que na agricultura é considerado dia de chuva quando chove 10 mm ou mais em um mesmo dia. Nesse cenário de tantos dias sem chuva, a agropecuária sofre e não produz, dessa forma a utilização de sistemas de irrigação fazem a diferença.


Gráfico comparando a chuva histórica e  em de agosto de 2018
As chuvas que chegaram a região Noroeste Paulista foram de forma desigual, alguns municípios reiniciaram a contagem do número de dias sem chuvas, sendo eles Pereira Barreto (Estações Bonança e Santa Adélia), Sud Mennucci, Populina e Paranapuã. 
Ainda de acordo com as medições climáticas feitas pela UNESP Ilha Solteira a partir da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, quando analisamos o mês de agosto em outros anos notamos que, em 2017 foram 93 dias sem chuvas em média e já em 2016 foram 76 dias, sendo os déficit hídricos iniciados em junho. Este ano, cana-de-açúcar esta sendo uma das culturas que mais sentiram a seca, segundo Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez “o setor canavieiro deve apresentar uma queda na produtividade e ainda sofrer consequências no próximo ano, devido a impossibilidade na renovação dos canaviais”.

Temperatura, evapotranspiração e vento.

Setembro iniciou com tudo, ontem (1) a temperatura média em toda região Noroeste Paulista chegou a 28 ºC, com o município de Ilha Solteira registrando a maior temperatura de 38,4 ºC as 14:07h, hoje (2) a temperatura máxima registrada pela Rede Agrometeorologia do Noroeste Paulista foi de 36 ºC em Populina às 12:59h. 
Conforme dados disponibilizados pelo Canal Clima da UNESP Ilha Solteira ontem foi registrado altas taxas de evaporotranspiração, com valores superiores a 5 mm/dia em toda região, com exceção dos municípios de Populina e Paranapuã. O Município de Pereira Barreto (Estação Santa Adélia) registrou a maior evapotranspiração de 7,0 mm/dia com a velocidade do vento atingindo 36,4 km/h e radiação de 18,6 MJ/m².dia. 

Evapotranspiração de referência de ontem (01/09)
Agora (17:20 horas - http://clima.feis.unesp.br/sobrepor/temp_umr.php) não há chuvas no Noroeste Paulista e a temperatura varia entre 22,5 ºC em Itapura em 24,4ºC em Sud Mennucci e a umidade relativa variando entre 68% e 72% e com tempo fechado.


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Política Nacional de Agricultura Irrigada sofre alteração para facilitar o crédito ao Produtor de Alimentos Irrigante


Pod Irrigar - Política Nacional de Agricultura Irrigada é alterada e pode facilitar a tomada de crético para a produção de alimentos sob irrigação
O Brasil é um país continental de vocação agrícola histórica e assim o será sempre, mas em comum entre as diferentes culturas, seja perene, como o café, a laranja, as pastagens, a cana, ou anuais, como os grãos está a água, e a dependência do comportamento das chuvas leva à uma insegurança na missão de produzir alimentos que pode e deve ser mitigada pelos investimentos em sistemas de irrigação. O Congresso Nacional precisou de 17 anos para decidir que o uso de sistemas de irrigação é uma questão de Estado, e assim, a Lei 12.787 foi aprovada em 11 de janeiro de 2013 e instituiu a Política Nacional de Irrigação, ainda não implementada pelo Governo, que perde tempo em não focar e entender melhor o papel da nossa agricultura irrigada. Isso em todos os níveis, seja federal, estadual e municipal.
"A nova Política Nacional de Irrigação sob o paradigma do Estado subsidiário" foi tema da análise de Lívia Maria Oliveira Maier, em que destaca o reconhecimento da primazia da iniciativa privada, e consequente limitação da intervenção estatal, além da ampliação dos instrumentos de parceria entre público e privado. Em 2014 o Governo comemorava a aprovação da "Política Nacional de Irrigação como fator impulsionador da emissão de outorgas, que assegura o controle da quantidade e da qualidade dos usos e o acesso às águas nas bacias hidrográficas" e no dia 7 de agosto foi sancionada a Lei 13.702/18, que visa facilitar a liberação de crédito para produtores participantes de projetos públicos de irrigação, excluindo a possibilidade de lotes nessa situação serem retomados pelo governo, dando mais segurança aos bancos para liberar o crédito, tendo o terreno como garantia real hipotecária. O texto é originário da Medida Provisória 824/18, aprovada na Câmara dos deputados no mês passado.
A legislação estabelece obrigações para os produtores que participam dos cerca de 100 projetos públicos de irrigação - operados por aproximadamente 26 mil irrigantes - como adotar práticas de conservação dos recursos ambientais e pagar as tarifas pelos serviços de irrigação, uma vez que ao ingressar em um lote de um PPl ele dispõe de praticamente toda a infraestrutura de irrigação de uso comum para praticar a irrigação, incluindo o sistema de irrigação "on farm". Se o produtor não cumprir essas obrigações, o poder público poderia retomar o lote. A nova lei proíbe essa retomada quando o terreno estiver hipotecado junto a banco oficial em razão de financiamento para plantação irrigada. 
O presidente da República vetou a parte que previa que toda obra de infraestrutura de irrigação fosse considerada como de utilidade pública para fins de licenciamento ambiental - o governo argumenta que essa alteração poderia causar a supressão dessas áreas sem a necessária avaliação de alternativa locacional ou tecnológica e com isso, poderia haver “graves impactos ambientais e comprometer a qualidade e disponibilidade de água nos corpos hídricos, justamente nos recursos naturais imprescindíveis para os projetos públicos de irrigação” e ainda ampliou os limites de atuação da CODEVASF (A, B).
Com menos restrição de acesso ao crédito por parte do Produtor de Alimentos, a expectativa é que os efeitos multiplicadores da agricultura irrigada sejam ainda mais pronunciados.
Este foi o tema da edição de 31 de agosto de 2018 do [Pod Irrigar] - o Podcast da Agricultura Irrigada -, mas o Internauta também pode ouvir as outras dicas que estão disponíveis semanalmente a partir de http://podcast.unesp.br/podirrigar.

FIIB 2018


Estaremos presentes na FIIB 2018. Confira a programação e faça a sua inscrição antecipada. 


Aulas - Pós-Graduação - Botucatu
Na disciplina de "Manejo e operação de sistemas de irrigação" no Programa de Pós-Graduação em Irrigação e Drenagem, esta semana tivemos vários seminários, desde os conceitos iniciais da evapotranspiração real em função do armazenamento de água no solo, que viraram clássicos e utilizados até hoje até os mais recentes artigos sobre o tema, cegando aos Serviços de Assessoramento ao Irrigante, como o Servicio Integral de Asesoramiento al Regante de Castilla-La Mancha.
 
 
 Na região Noroeste Paulista, temos como apoio ao Irrigante o Canal CLIMA da UNESP, a parte visível da Rede Agrometeorológica, que fornece o valor da evapotranspiração de referência atualizado a cada hora e compõe um dos canais de comunicação operados pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira.

De maneira introdutória falamos de como medir a evapotranspiração atual e abordamos rapidamente os diferentes métodos baseados em micrometeorologia e sensoriamento remoto, em que o SSEBop, adotado pelo USGS, e aqui no Brasil, pela ANA, é um deles. Em postagem anterior, falamos de outros métodos.
A satisfação de encontrar também o Professor Carlos Alexandre Costa Crusciol, hoje uma referência em pesquisa e aplicação prática em várias culturas, entre elas cana. Crusciol, atualmente Professor da UNESP Botucatu é formado em Engenharia Agronômica na UNESP Ilha Solteira, assim como sua Orientada de Doutorado Miriam Büchler Tarumoto, que teve recentemente a pesquisa intitulada "Use of basalt rock dust as mineral fertilizer to sustain sugarcane production" premiada durante conferência científica realizada por uma universidade da Inglaterra.


Mais água para o Ceará, mas com custo maior
Nova tarifa de água pode ser estipulada após transposição. O projeto Malha D'água prevê a construção de mais de 4.300 quilômetros de adutoras no Estado. Abrir a torneira para encher um balde com água pode parecer um ato simples. Barragens, adutoras e canais são construídos para abastecer residências e as indústrias. O custo para criar esse ciclo é alto e pode aumentar até o próximo ano. Em entrevista ao Diário do Nordeste, o titular da Secretaria dos Recursos Hídricos (SRH), Francisco Teixeira, revelou que a Pasta estuda com a Companhia de Água e Esgoto do Estado do Ceará (Cagece), um outro tipo tarifário de cobrança. Inicialmente, os órgãos aguardam a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco para analisar um modelo que afete com menor custo possível o bolso do consumidor. Veja mais com mapas ilustrativos...

Brasil que queremos no futuro passa pelo negócio de produzir alimentos

População de Ilha Solteira

VOLTA A CHOVER NO NOROESTE PAULISTA

Após o longo período de seca voltou a chover no Noroeste Paulista. Na sexta-feira (24/08/2018) as estações da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista monitoradas pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira registraram até 24,1 mm e 20,1 mm em Santa Adélia e Bonança respectivamente, ambas localizadas no município de Pereira Barreto. Populina teve uma precipitação de 21,6 mm, Paranapuã 10,9 mm e a estação Santa Adélia Pioneira (município de Sud Mennucci) 16 mm, zerando seus placares de dias sem chuva.
Canal CLIMA
Mesmo com chuvas de 9,7 mm, 7,6 mm e 5,1 mm os municípios de Ilha Solteira, Itapura e Marinópolis continuam na contagem dos dias sem chuva, isso ocorre porque valores inferiores a 10 mm não são significativos para a agricultura, pois visando que a água fique disponível para as culturas é necessário ter um abastecimento mínimo do solo.
Canal CLIMA 
Ontem a chuva chegou de forma expressiva apenas em Populina, onde foi registrado 11,4 mm. Zerando novamente o "placar".

Durante esta semana nossos termômetros registraram uma máxima temperatura de 37,2°C em Ilha Solteira no dia 24/08/2018 às 13h 34min. Mas com a chegada da chuva a temperatura diminuiu no Noroeste Paulista. Com destaque nesta manhã de domingo para Marinópolis (11,5°C), Ilha Solteira (11,3°C), Itapura (10,9°C) e Santa Adélia (10,2°C), todas registradas entre 6h e 7h.
Neste momento a temperatura encontra-se em ascensão em quase todas as estações da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista e ainda não temos chuva.
Canal CLIMA
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[Pod Irrigar] - Medindo o armazenamento de água de solo

[Pod Irrigar] - Medindo o armazenamento de água de solo
Já dissemos, escrevemos e o faremos por muitas e muitas vezes que o principal desafio da agricultura irrigada, ou a maior dificuldade, é promover o uso racional da água e assim aumentar a produtividade da água, que é uma medida de eficiência que nos informa o quanto de alimento conseguimos produzir com cada m3 de água aplicada ao solo. 
A análise combinada da produtividade física com a produtividade da água é uma poderosa ferramenta de análise que permite identificar qual a limitação do produtor de alimentos, se agronômica ou da gestão da água na propriedade. 
Mas nesta edição vamos nos concentrar no manejo via solo! 
Quando fazemos esta optação vamos medir a umidade do solo diretamente e a partir dela vamos fazer a comparação com o limite mínimo de umidade - que é dado pelo ponto de murchamento permanente - e teremos então, para uma profundidade de interesse - aquela que representa a profundidade efetiva do sistema radicular, ou seja, 75% das raízes daquele cultivo - o armazenamento de água atual do solo.
Este armazenamento atual quando dividido pela CAD - Capacidade de Água de Disponível - temos então o armazenamento de água em porcentagem e cada cultura em determinada região tem uma reserva crítica. "Tanque cheio", água na Capacidade de Campo, temos então, o ideal para a máxima produtividade e este deve ser o objetivo de toda irrigação, ou seja, elevar o armazenamento de água no solo para 100% da CAD. 
Para tanto, com base na  umidade atual do solo, devemos subtraí-la da umidade na Capacidade de Campo e multiplicarmos pela profundidade de interesse, segundo a distribuição de raízes. Esta será a lâmina líquida de irrigação e que deve ser dividida pela eficiência do método de irrigação, para que se tenha o total de água a ser aplicado ao solo.
Só está faltando o sensor que irá nos informar a umidade do solo. Tradicionalmente usamos os tensiômetros para isso, que podem ser de leitura manual, ou analógicos, ou digital, podendo então ser transmitida a leitura por modem celular ou rádio. Outra opção, com investimentos cada vez mais convidativo são os TDRs!


Mas o fundamental é a escolha do local de instalação, pois buscamos representatividade e assim, o sensor deve representar a região de máxima extração de água no solo, por isso são desejáveis que sejam instalados ao menos em duas profundidades, e, por apresentar leituras pontuais, cada bateria de sensores deve estar localizada na lâmina média de irrigação e para isso, a avaliação do sistema de irrigação é fundamental, assim como a curva caraterística de retenção de água no solo.
Este foi o tema da edição de 24 de agosto de 2018 do [Pod Irrigar] - o Podcast da Agricultura Irrigada -, mas o Internauta também pode ouvir as outras dicas que estão disponíveis semanalmente a partir de http://podcast.unesp.br/podirrigar.

05 e 06 de setembro de 2018 - Irrigashow 2018
Aproveite esta oportunidade de participar gratuitamente deste tradicional e importante evento promovido pela ASPIPP em em Campos de Holambra, Paranapanema - SP. Inscrições abertas!



ASPIPP em ação, conheça o trabalho desta importante Associação de Irrigantes. Edição 20Edição 21, Edição 22 e Edição 23!

Evapotranspiração atual
Em um das edições do [Pod Irrigar] - o podcast da agricultura irrigada - explicamos as diferentes evapotranspirações que podem estar ocorrendo. O USGS utiliza operacionalmente o modelo "Simplified Surface Energy Balance (SSEBop)" de Senay et al. (2011) para a determinação da  evapotranspiração atual, a partir de ajustes/parametrização do modelo "Simplified Surface Energy Balance (SSEB)" de Senay et al. (2011, 2013).
Outras opções para a determinação da evapotranspiração atual baseada em sensoriamento remoto são os modelos SEBAL (Bastiaanssen et al., 1998) e METRIC (Allen et al., 2007).
A Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira nos últimos anos vem trabalhando com o modelo SAFER - Simple Algorithm for Evapotranspiration Retrieving (Teixeira, 2010) nos trabalhos de determinação da evapotranspiração atual e produtividade da água.

Sistema Brasileiro de Classificação de Solos ganha versão eletrônica gratuita
Sistema Brasileiro de Classificação de Solos (SiBCS) ganha versão eletrônica gratuita, lançada durante o XXI Congresso Mundial de Ciência do Solo, no RJ. A 5ª edição revisada e ampliada do SiBCS, livro que é referência para pesquisadores, estudantes e produtores agrícolas desde 1997, está disponível gratuitamente pela primeira vez, no formato e-book. Para mais informações e link para download, acesse: http://bit.ly/2w5e8hG Para ler essa publicação, que está em formato ePub, é necessário ter, no celular ou no computador, um desses softwares gratuitos: Google Play Livros (para Sistemas Android); iBooks (para IOS); software Calibre (para Windows e Linux). Acesse a página temática Solos Brasileiros no Portal da Embrapa e do PronaSolos.

AGENDA DE EVENTOS

Confira na nossa agenda semanal os principais eventos relacionados a Água e Agricultura Irrigada no Brasil e no mundo confirmados para este ano.

05 e 06 de setembro de 2018 - Irrigashow 2018
Local: Campos de Holambra, Paranapanema - SP. Inscrições abertas!


19 a 21 de setembro de 2018 - FIIB - Feira Internacional da Irrigação Brasil 2018
Local: Expo Dom Pedro, Campinas - SP.

25 a 28 de setembro de 2018 - Congresso Nacional de Meio Ambiente
Local: Poços de Caldas - MG.

8 a 11 de outubro de 2018 - ESALQSHOW - Fórum de Inovação para o Agronegócio Sustentável
O ESALQSHOW é um fórum dedicado a estimular inovações e empreendedorismo na agricultura, frente a produtos, serviços, últimas tendências do mercado, futuros desafios e novas ideias. Os eventos são realizados pela USP ESALQ e contam com a colaboração e presença de profissionais de diferentes setores, de acadêmicos e pesquisadores consagrados, líderes de empresas renomadas e de startups, e estudantes, vindos de diferentes partes do Brasil e do exterior.

Local: Campinas - SP.

Local: Ilha Solteira


04 a 07 de dezembro de 2018 - 10º IPWE - 10TH International Perspective on Water Resources and the Enviroment
Local: Cartagena, Colômbia.



 de março de

- SEMINÁRIOS SEMANAIS DA ÁREA DE HIDRÁULICA E IRRIGAÇÃO
Foram realizados seminários pelos integrantes da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, das 18 às 19 horas na Sala de Reuniões do LHI e aberto aos interessados em geral. Conheça a programação!

- A Seção VIDEOS da fan page da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira no FACEBOOK exibe vários eventos em que a AHI UNESP foi protagonista. Confira!  Aqui, também neste Blog há vários videos interessantes, assim, como no Canal da AHI UNESP no YouTube. Visite-nos!

OUTROS EVENTOS
O sítio do The Consortium of Universities for the Advancement of Hydrologic Science, Incorporated (CUAHSI) apresenta uma agenda de eventos. Confira: http://www.cuahsi.org

Quase 5 meses sem chuva e a extensão do déficit hídrico


Pod Irrigar - Quase 5 meses sem chuva e a extensão do déficit hídrico
O período de 137 dias sem chuva impressiona, especialmente quando se trata de uma região, como o Noroeste Paulista, que tem volume médio anual de chuvas de 1250 mm. Esta é a situação vivenciada por 75% dos municípios monitorados pela Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira.
Deveríamos não nos impressionarmos tanto com esta situação, afinal, é previsível! Em 2010, o município de Ilha Solteira registrou impressionantes 177 dias sem chuva e estamos em média com 91 dias sem chuvas na região, pois 25% dos municípios registram menos que cem dias sem chuva e em número de dias uma situação que poderia ser confundida e acreditarmos que a situação é menos desfavorável que em 2017, quando em média, foram 93 dias sem chuvas e apenas Populina, registrou 132 dias sem chuvas, mas a maioria dos municípios ficou entre 83 e 88 dias sem chuvas. Isso é matemática!
Mas, realmente a situação é mais crítica este ano e as consequências da falta de chuva pode ser medida por dois outros elementos, quando teve início a seca e a extensão do déficit hídrico. Este ano até o momento, são 159 mm à mais de déficit hídrico no solo de um período que começou ainda em março (243 mm), enquanto que no ano passado, o período seco começou em junho (184 mm), é o que mostra o balanço hídrico médio para a região Noroeste Paulista.
Na contabilidade chuva, evapotranspiração potencial e real. Na média, a evapotranspiração potencial em 2017 ficou em 3,4 mm/dia e este ano, está em 3,3 mm/dia, portanto a demanda da atmosfera em condições de adequado armazenamento de água é muito semelhante, e estas condições são utilizadas pelos Irrigantes para garantir a produtividade elevada das suas lavouras.
Porém, sem chuvas, e sem água no solo, a evapotranspiração real nestas condições até o momento deixam a média de 2017 em 2,6 mm/dia, contra os 1,9 mm/dia deste ano, exatamente porque as chuvas cessaram dois ou três meses antes do que normalmente se registra, trazendo consequências econômicas ao campo, desde frustração de resultados até o aumento dos custos de produção pelo maior uso dos sistemas de irrigação que trabalham em plena carga.
Cana e pastagens estão sendo as culturas que mais sentiram este déficit hídrico antecipado. Tomate, feijão, soja e milho são irrigados nesta época e citricultores que contam com sistemas de irrigação, estão com os seus sistemas em plena operação e a produção à caminho de bons resultados, pois a florada é antecipadamente induzida.
O balanço hídrico é uma poderosa ferramenta para o planejamento agropecuário e nas condições de frequentes e prolongados déficits hídricos, investimentos em sistemas de irrigação são absolutamente necessários para a sustentabilidade do negócio de produzir alimentos.


Este foi o tema da edição de 17 de agosto de 2018 do [Pod Irrigar] - o Podcast da Agricultura Irrigada -, mas o Internauta também pode ouvir as outras dicas que estão disponíveis semanalmente a partir de http://podcast.unesp.br/podirrigar.

Sistema de irrigação
Pivô central para a produção de grãos

Recursos hídricos
A natureza dá a solução - O novo Relatório Mundial da ONU sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos defende a adoção de métodos naturais para melhorar o gerenciamento do uso da água. Algumas dessas soluções já mostram economia de recursos e aumento de produtividade. Vamos saber mais...
Um copo com água no resgate do Rio São Francisco - O envolvimento de um agrônomo com a natureza que ajudou a recompor o Velho Chico. Que tal conhecer esta história?

Manhã de frio no Noroeste Paulista

Apesar da falta de chuva na região, a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, monitorada pela Área de Hidráulica e Irrigação da Unesp Ilha Solteira, registrou baixas temperaturas em toda a região.
Diversas estações registraram e superaram a menor temperatura do ano até o momento.
Ilha Solteira registrou 7.7°C as 06:33, superando a temperatura mínima do ano que até então era de 8.1°C. A menor temperatura foi registra pela estação localizada em Populina, chegando a 3.9°C as 06:46, seguida pela estação de Paranapuã, com 4.6°C as 06:22 e pela estação de Marinópolis, com 4.9°C as 06:07.
A tabela abaixo mostra as menores temperaturas de 2018 que foram superadas (em vermelho) pelas menores de hoje. 


Manhã de frio em Ilha Solteira

Manhã de frio em Ilha Solteira

Manhã de frio em Ilha Solteira

No momento a temperatura está em ascenção em todo o Noroeste Paulista.


SERVIÇO:
- Informações sobre agricultura irrigada e agroclimatologia no noroeste paulista são publicadas regularmente BLOG da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira em http://irrigacao.blogspot.com
- Números e gráficos das estações agrometeorológicas no noroeste paulista estão em http://clima.feis.unesp.br
- Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira: http://www.feis.unesp.br/irrigacao 
- Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira: http://clima.feis.unesp.br
- Pod IRRIGAR - O Pod Cast da Agricultura Irrigada: http://podcast.unesp.br/podirrigar
- Informações também em (018) 3743-1959





Mês de julho mais quente dos últimos anos em Ilha Solteira

Temperatura
A Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, monitorada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, registrou um mês de julho com temperatura média de 23,3ºC tornando-se o julho mais quente dos últimos ano. Até então, a temperatura média mais alta observada foi em 1995, com 23,8ºC.
Destaque também para a estação Santa Adélia Pioneiros, localizada em Sud Mennucci, e Santa Adélia, localiza em Pereira Barreto, que registraram uma temperatura média de 21,9ºC e 23,4ºC respectivamente, a mais alta dos últimos 6 anos.
Para as outras estações monitoradas pela AHI UNESP, Itapura e Bonança (Pereira Barreto) registraram a maior temperatura média no mês de julho desde 2012 quando se iniciou o monitoramento climático dessa região, com 22ºC e 21,9ºC respectivamente.


Falta de chuva
Já se completa 126 dias sem chuva maior que 10mm em grande parte da região Noroeste Paulista, o que pode trazer diversos prejuízos para produção de alimentos na região. 



Nos primeiros dias de agosto a chuva chegou, mas com baixa intensidade, o que não é suficiente para o armazenamento de água no solo. A expectativa é que a chuva chegue com maior intensidade para completar este reservatório.
Até o momento a estação que registrou o maior volume de chuva foi a de Santa Adélia (Pereira Barreto), com 8,6mm. A temperatura se encontra amena em todo Noroeste Paulista.




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