Novembro se encerra com volume de chuvas abaixo do esperado


De acordo com os dados climáticos históricos no Noroeste Paulista, novembro é um mês chuvoso e a curva do volume das chuvas estaria em plena ascensão, com outubro recebendo em média 81 milímetros e novembro, 147 mm. Não foi o que foi observado pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira este ano e assim, de acordo com os dados da Rede Agrometeorológica operada pela UNESP foram registrados em média 98 e 81 mm de chuva, respectivamente em outubro e novembro e hoje ainda há alguns municípios com até 17 dias sem chuvas, como Ilha Solteira, Marinópolis e Paranapuã.


Em novembro o volume de chuvas ficou em 55% do esperado e no volume acumulados das chuvas no ano de 2016, na média para o Noroeste Paulista Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira registrou 1101 mm, que representa 2% em média a mais do total de chuvas esperada até novembro e ainda 88% do esperado no ano todo. Porém, no acumulados os municípios com maior volume de chuvas até o momento são Ilha Solteira e Sud Mennucci, com 1218 mm e 1275 mm, respectivamente. Já Marinópolis registrou apenas 873 mm este ano. 

Chuva acumulada em 2016 no Noroeste Paulista. Fonte: Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira

Chuva acumulada em novembro de 2016. Fonte: Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira

Agricultura 

De acordo com o Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez - Coordenador da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira "neste cenário de variabilidade das chuvas na quantidade e locais com uma frequência cada vez maior é a agricultura quem mais sofre". 
Muito agricultores se animaram com as chuvas registradas nos dias 12 e 13 de novembro, especialmente os  baseados nos municípios de Pereira Barreto, Paranapuã e Populina que receberam respectivamente 37, 51 e 45 mm de chuva e semearam principalmente milho. Ainda de acordo com a UNESP Ilha Solteira outros registraram muito menos chuva, como Ilha Solteira, Itapura, com apenas 25 e 17 mm.


Novembro também se apresentou como um mês de dias muito quentes e temperaturas elevadas, com média das temperaturas máximas em 32,4ºC e ainda, de acordos com o Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez "para a agricultura o importante é conhecer a evapotranspiração, que é a perda de água para a atmosfera por evaporação do solo e transpiração das plantas, na prática, representa o esgotamento do armazenamento da água no solo se não acontecer novas chuvas ou a irrigação. Enquanto as chuvas com frequência cada vez maior se apresentam com grande variabilidade no tempo e no espaço, não é o que ocorre com a evapotranspiração, e assim, em 60 municípios que representam a área de 16.130 km2 monitorada pela UNESP Ilha Solteira, a evapotranspiração de referência variou entre 123 e 146 mm em novembro, respectivamente em Populina e Itapura, com média na região Noroeste Paulista ficou em 4,5 mm/dia".



Agricultores do Noroeste Paulista que semearam milho após as chuvas do meio do mês de novembro e não contam com sistemas de irrigação estão correndo riscos de perder seus plantios, porque com taxas de evapotranspiração acima da chuva, o crescimento e sobrevivência das plantas fica comprometido e ainda de acordo com o Professor Fernando Tangerino "temos no campo atualmente em ambiente irrigado soja, milho e amendoim em fase de colheita e milho de sequeiro recém plantado e novembro ensina que o planejamento das atividades econômicas deve ser basear em dados históricos, daí a importância do investimentos em redes agrometeorológicas, mas devemos fazer também investimentos em segurança hídrica, tanto no armazenamento da água em reservatórios como em sistemas de irrigação para que tenhamos a sustentabilidade do negócio de produção de alimentos".


SERVIÇO - Canais de Comunicação operados pela UNESP Ilha Solteira
- Informações sobre agricultura irrigada e agroclimatologia no noroeste paulista são publicadas regularmente: BLOG da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira
- Informações também em (018) 3743-1959 

Visita dos alunos da agronomia da AEMS Três Lagoas ao Laboratório de Hidráulica e Irrigação

Neste sábado (26) a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira recebeu a visita dos alunos da Faculdades Integradas de Três Lagoas - AEMS, coordenados pelo ex-integrante Diego Gonçalves Feitosa. Por volta das 8h chegaram ao Laboratório de Hidráulica e Irrigação, onde foram recebidos pela equipe composta no dia sendo eles: Iuri, Julia e Mariele.

Visita dos alunos de agronomia da Faculdades Integradas de Três Lagoas - AEMS
A programação foi desde a apresentação das atividades da Área de Hidráulica e Irrigação até a resolução da avaliação de sistema de irrigação, sendo esse ultimo do tipo semi fixo. Partiram as 9h para as boas vindas dadas pelo Professor Dr. Fernando Braz Tangerino Hernandez que deu o "start" na programação, inserindo o contexto de agricultura irrigada e democratização de informações aos visitantes.

Boas vindas do Professor Fernando Tangerino
Após as boas vindas, a orientada Julia Trindade esteve com a palavra para apresentar as estruturas, orientados e o projeto de extensão que completa 11 anos de atividades. A partir daí seguiram para a parte prática preparada pela equipe presente, onde sob a coordenação de Diego montaram 2 linhas laterais no gramado ao lado do LHI e depois fizeram a estruturação do CUC em forma de "X" entre as duas linhas.

Apresentação da Área de Hidráulica e Irrigação feita por Julia Trindade
Ligaram a irrigação com as linhas laterais montadas e esperaram por cerca de 50 minutos. Durante o processo de avaliação de sistema de irrigação, partiram para a apresentação da orientada Mariele Squizato sobre a filtragem e a qualidade de água com o auxilio dos equipamentos disponibilizados pela AHI com a água captada da chuva e armazenada nos reservatórios do laboratório.

Diego Feitosa dando as instruções aos alunos sobre a montagem do CUC

Alunos fazendo a leitura da água captada pelos coletores para avaliação do sistema de irrigação

Mariele Squizato apresentando o sistema de filtragem e retrolavagem do filtro
Depois da filtragem apresentada, os visitantes fizeram as leituras dos coletores posicionados em "X" da avaliação e partiram para os cálculos. Ao final, o orientado Iuri mostrou os modelos de aspersores que estão disponibilizados no Laboratório de Hidráulica e Irrigação e encerram a visita la pelas 12h30 com uma "selfie" no Núcleo de Apoio Computacional à Irrigação (NACI).

Apresentação dos modelos de aspersores aos alunos visitantes feita por Iuri

Equipe AHI presente e a turma de visitantes da AEMS
SERVIÇO:
- Informações sobre agricultura irrigada e agroclimatologia no noroeste paulista são publicadas regularmente BLOG da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira em http://irrigacao.blogspot.com
- Números e gráficos das estações agrometeorológicas no noroeste paulista estão emhttp://clima.feis.unesp.br
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- Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira: http://clima.feis.unesp.br
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Uma semana de muito calor na região Noroeste Paulista e de ventos fortes

A segunda semana de novembro foi baseada em altas temperaturas para a região Noroeste Paulista. Segundo dados coletados pela Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista e monitorados pela  Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, a média da região ficou em 27,5ºC, trazendo grande desconforto térmico para a população. Confira o gráfico com as médias da região:





Na tarde de hoje (11), após as 14:00 horas, ventos fortes atingiram a região Noroeste Paulista e algumas estações registraram fracas chuvas. Ilha Solteira foi a estação que registrou a máxima velocidade dos ventos, às 14:55 horas marcou valores de 52,6 Km/h. Confira na tabela ao lado as máximas de velocidade dos ventos registradas em cada estação nesta tarde.

Para o alívio da população os ventos e as fracas precipitações desta tarde ocasionaram baixa na temperatura, trazendo melhor conforto para todos. Confira no gráfico:


Você também pode conferir o momento da chuva em Ilha Solteira, através do vídeo:

video
Local: Laboratório de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira - Campus II.

Fique ligado na informação:

Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira disponibiliza as variáveis climáticas coletadas pela Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista através do Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira (http://clima.feis.unesp.br) de forma livre e gratuita e além de dar suporte ao irrigante para que ele pratique o adequado manejo da irrigação através da estimativa da evapotranspiração, oferece o acesso de dados para qualquer pessoa que deseja saber mais sobre o clima no Noroeste Paulista. A atualização de dados é feita a cada cinco minutos, com gráficos, figuras, tabelas, mapas e ainda o banco de dados histórico das oito estações automáticas.
Já a Imprensa, Internautas e demais interessados podem receber informações climáticas e os resultados das pesquisas e demais atividades desenvolvidas através do press-releases preparados pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira. O cadastro deve ser feito em http://www.agr.feis.unesp.br/faleconosco.php

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Trabalho prático: HIDROMETRIA, VAZÃO REGIONALIZADA E OUTORGA DO USO DA ÁGUA

Temos nosso primeiro trabalho prático a ser concluídos, além dos Seminário e Monografias com os temas já definidos. Os Grupos serão de no máximo 5 participantes e o trabalho Hidrometria e Outorga do Uso da Água será escrito em linguagem técnica, envolvendo a revisão da literatura em consonância com a atividade prática, que pode ser um dos serviços a serem prestados pelo Engenheiro Agrônomo.


Hidrometria
Já divulgamos informações e imagens da nossa aula prática no Cinturão Verde. Os resultados anteriores podem ser vistos em AULAS PRÁTICAS no nosso canal GALERIA e também em http://www.agr.feis.unesp.br/aulas_praticas.php.

Todos os Grupos, com cinco elementos no máximo, deverão escolher um manancial para medir a vazão, deverão preparar a lista de equipamentos e materiais necessários ao trabalho, agendar com o Monitor a data para a retirada do material no Laboratório de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira e partirem para o campo. Assumir na medição de vazão que estaríamos numa estação seca.

Os Grupos deverão estimar/medir a vazão e calcular os parâmetros hidrológicos (Q7,10 e outros parâmetros) de uma microbacia de interesse. Esta parte chamamos de regionalização de vazão e a literatura base está toda relacionada na Bibliografia da disciplina no Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira.

O desafio é confrontar os valores medidos e calculados e depois definir a área máxima possível de ser irrigada tendo como referência a retirada de 4,5 mm/dia (LÂMINA BRUTA de projeto) e a legislação em vigente. Assumam a retirada de 50% da Q7,10. A ideia é interpretar o resultado e fazer a recomendação de como devemos agir, ou seja, aprender a solicitar a Outorga do Uso da Água.

Outorga do Uso da Água
A Outorga de Direito de Uso de recursos hídricos é um dos seis instrumentos da Política Nacional de Recursos Hídricos, estabelecidos no Inciso III, do Art. 5º da Lei Federal nº 9.433, de 08 de janeiro de 1997. Esse instrumento tem como objetivo assegurar o controle quantitativo e qualitativo dos usos da água e o efetivo exercício dos direitos de acesso aos recursos hídricos.

De acordo com o Inciso IV, do Art. 4º da Lei Federal nº 9.984, de 17 de junho de 2000, compete à Agência Nacional de Águas (ANA) outorgar, por intermédio de autorização, o direito de uso de recursos hídricos em corpos de água de domínio da União, bem como emitir outorga preventiva. Também é competência da ANA a emissão da reserva de disponibilidade hídrica para fins de aproveitamentos hidrelétricos e sua conseqüente conversão em outorga de direito de uso de recursos hídricos.

A Outorga do Uso da Água deverá ser preenchida e anexada em formulários próprios e padronizados pela Agência de controle. No caso do Estado de São Paulo, o DAEE e no âmbito federal, a ANA (FAQs, Pedidos, Manual de Procedimentos). Caso queiram avançar nos estudos e acreditarem que a área possível de ser irrigada seja muito pequena em relação ao desejado, o Grupo pode avançar em medidas que levem à maior oferta de água, e, neste caso, a Legislação deve ser atendida por completo.
Quanto ao texto da Monografia não há limitação de páginas, fiquem a vontade para aproveitar o trabalho para estudar o tema a fundo. Use os recursos computacionais e gráficos disponíveis da melhor forma possível e criatividade.


Lembramos que o trabalho relativo à esta aula prática deverá ser finalizados com o relatório que deverá ser escrito na forma de redação científica, ou seja, deve conter os seguintes itens:
INTRODUÇÃO (Contextuação do problema), REVISÃO BIBLIOGRÁFICA (o que já foi feito sobre o tema e a sua relevância), MATERIAL E MÉTODOS (como, onde e quando foram feitas as atividades), RESULTADOS E DISCUSSÃO (os resultados observados, calculados e o que eles significam, ou seja, a discussão propriamente dita), CONCLUSÃO, BIBLIOGRAFIA consultada e os Anexos (Formulários de Outorga).

Reforçamos que deverá haver a preocupação com o planejamento e a consulta à bibliografia existente e os trabalhos são uma excelente oportunidade para consolidar conhecimento e se preparar para as avaliações.

A entrega da Monografia deverá ser no dia da Terceira Prova, momentos antes dela começar.

Alguns dos assuntos abordados foram:
OUTORGA DO USO DA ÁGUA E REGULARIZAÇÃO DE VAZÃO: Você têm o site do DAEE (http://www.daee.sp.gov.br) como referência, consulta e uso, mas também na Biblioteca há disponível os CDs, SIGRH - Plano Estadual de Recursos Hídricos 2000-2003 e Banco de Dados e Regionalização Hidrológica do Estado de São Paulo (DAEE).


No canal DOWNLOADS no Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira pode ser encontrado também os softwares Hidro (Sistema de Informações Hidrológicas)  e Glossário de Termos Hidrológicos. É uma boa dica também os sites: www.ana.gov.br (Agência Nacional de Águas. Legislação, softwares, etc) e www.sigrh.sp.gov.br (Sistema de Informações para Gerenciamento de Recursos Hídricos do Estado de São Paulo). Três reportagens do Globo Rural sobre como a cidade de Nova York faz para ter água de qualidade para abastecer sua população é uma ótima ideia a ser seguida. Podem ser assistidas a partir da Aba Downloads - Videos do Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira. Recomendamos que assistam!

Dicas de leitura
Sugerimos a leitura do artigo "O conceito de bacia hidrográfica e a importância da caracterização morfométrica para o entendimento da dinâmica ambiental local", interessante para conhecer em detalhes os elementos que compõe uma bacia hidrográfica. Sobre a gestão dos recursos hídricos, outro artigo interessante é "O processo de criação e consolidação dos comitês de bacias hidrográficas para gestão dos recursos hídricos" e a Dissertação "A trajetória do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mogi Guaçu e suas contribuições para a gestão dos recursos hídricos". Um pouco mais perto de nós, dos trabalhos executados pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira destacamos "Ocorrência de macrófitas  aquáticas no córrego do Boi" e "Avaliação química da água do córrego do Boi para fins de irrigação". Como exemplo comparativo, em Pernambuco as instruções para a Outorga estão disponíveis no sítio da Secretaria de Infraestrutura

A revista ITEM - Irrigação e Tecnologia Moderna, disponível na Biblioteca, é fonte obrigatória de consulta para este tema de agora e também quando eu entrar em armazenamento de água com represas e mananciais.

Bom trabalho!

[Pod Irrigar] Desafios da agricultura irrigada

"Existe uma diferença entre sistemas complexos e complicados. A Complexidade se manifesta a partir da maior capacidade de interagir com o ambiente na qual está situada. São sistemas adaptativos e assim lidam bem melhor com a diversidade, a incerteza e as mudanças: produzem diferença. Pelo contrário, as complicações só produzem repetição, dada a sua pouca flexibilidade." Texto-Base de Júlio Torres. citado pro Rosely Cubo em Trabalho e Ócio em 09/11/2016
[Pod Irrigar] Desafios da agricultura irrigada
O Brasil acordou para os efeitos multiplicadores da agricultura irrigada e tem expandido a presença dos equipamentos de irrigação no campo, gerando e distribuindo oportunidades e riquezas, parte delas possibilitadas pelo investimento crescente em sistemas de irrigação, especialmente a partir de 2009. Nossa agricultura irrigada cresceu entre 2000-2009 na média de 122.963 hectares, enquanto que na última década (2006 a 2015) a expansão da agricultura irrigada média foi de 170.085 hectares um salto de 38%, de acordo com a Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação - CSEI - ABIMAQ, que apontou o ano de 2013 como o melhor ano da história da indústria da irrigação, com a incorporação de 271.786 novos hectares irrigados. Já os anos de 2014 e 2015, a crise hídrica pegou o setor em cheio o crescimento da área irrigada anualmente experimentou um declínio se considerado o desempenho dos anos anteriores e 2016 está se encerrando com restrição de crédito, dificuldades regionais em relação à obtenção da Outorga e baixa disponibilidade de água especialmente na bacia hidrográfica do rio São Francisco e no Espírito Santo.

Durante a crise hídrica verificou-se que os fabricantes de sistemas de irrigação localizados, como a microaspersão e o gotejamento souberam divulgar as vantagens relativas destes sistemas, caracterizada pela alta frequência de irrigação, a baixa vazão e a baixa pressão em um movimento muito semelhante ao verificado na California.

Neste período de crise outro fato a destacar foi o estudo encomendado pela SENIR - Secretaria Nacional de Irrigação, em que eleva o nosso potencial de área irrigada de 30 para 61 milhões de hectares, identificando as áreas potenciais. Também, o estudo da ANA/EMBRAPA identificou os principais polos de irrigação por pivô central no Brasil e neste contexto há de se alertar para os desafios a serem enfrentados pelos stakeholders da agricultura irrigada, ou seja, os - Técnicos que trabalham dependente da água para garantir a funções econômica e social de produzir alimentos.

Enquanto que em regiões como por exemplo, a Bacia do Rio São Marcos em Goiás, ou a região Sudoeste do Estado de São Paulo, o desafio é usar cada vez melhor a água disponível, aumentando indicadores como a produtividade da água, que permite diferenciar problemas de gestão agronômica das ligadas à gestão da água, incluindo a compatibilização do uso múltiplo, outros regiões como o oeste do Estado de São Paulo, ou mesmo o Mato Grosso do Sul, o desafio é convencer os produtores de alimentos a investirem em sistemas de irrigação, sem o prejuízo da necessidade de usar de forma eficiente os recursos hídricos.

Assim, nos dois casos, uma expansão sustentável da área irrigada se dará alicerçada em Técnicos competentes que conheçam e integram conhecimentos em solos, agrometeorologia, engenharia de irrigação, recursos hídricos, economia e naturalmente, fitotecnia, sendo este um dos grandes desafios atuais, formar Técnicos com visão holística da produção de alimentos e da preservação e uso dos nossos recursos naturais.

Quando se trata do manejo de pragas e doenças, trabalhar com a agricultura irrigada é uma vantagem?


Desde os primórdios da agricultura, o homem luta contra os danos causados as lavouras pela ocorrência de inúmeras pragas e doenças. O modo de se produzir alimento evoluiu, a produção aumentou, novas tecnologias surgiram, mas a luta dos produtores contra insetos, fungos e doenças continuou. Muitos são os investimentos em defensivos agrícolas, tecnologias de aplicação e formas de manejo para evitar as grandes perdas nas lavouras. 

 

Atualmente, o principal meio de controle de pragas e doenças em uma lavoura se dá pelo uso de defensivos agrícolas. Porém, os métodos de aplicação desses defensivos podem necessitar de grandes investimentos, sendo que existem os métodos manuais e os métodos mecanizados. Quando usado o método manual, o investimento necessário é em mão de obra e quando usado o método mecanizado, o investimento é em máquinas e implementos agrícolas que possibilite a aplicação.

Mas, o que a prática de irrigação tem a ver com isso?

Para o produtor irrigante há uma grande vantagem com relação a como realizar a aplicação de defensivos agrícolas na lavoura, que é a redução de gastos, uma vez que é possível realizar a prática intitulada de quimigação.

A quimigação é a aplicação de defensivos agrícolas, como herbicidas, fungicidas, inseticidas e nematicidas na água de rega. Então, aproveita-se do equipamento de irrigação, economizando-se em formas de aplicação e consequentemente promove-se a redução dos gastos que envolvem todo o manejo da cultura.

Na realização de tal prática os métodos de irrigação pressurizados – aspersão e localizada – se adaptam melhor ao processo, sendo que os sistemas pivô central (aspersão) e gotejamento (localizada) são os mais utilizados. 


                        
O sucesso da quimigação não dependerá somente do sistema de irrigação utilizado, a solubilidade do defensivo agrícola também deve ser levada em conta, pois caso contrário pode ocasionar danos ao sistema, como entupimentos. As doses dos defensivos, a lâmina de água aplicada e a qualidade da água também pode afetar o sucesso da aplicação, desta forma recomenda-se que durante todo o processo haja o acompanhamento por profissionais do ramo agrícola, como Engenheiros Agrônomos ou Técnicos Agrícolas.

As práticas de irrigação, quando bem manejadas, podem ser muito vantajosas, é um grande investimento em uma lavoura e pode simplificar muito a vida do produtor, além de potencializar a produtividade e promover o racionamento dos gastos. É uma grande vantagem no manejo de pragas e doenças, uma tecnologia que traz grandes evoluções para os modos de realização da agricultura. 

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Equipe da Área de Hidráulica e Irrigação em trabalho externo

Nesta quinta-feira (03/10/2016), foi realizada a troca do net radiômetro de Ilha Solteira pela Equipe da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP.
Dentre as atividades, os orientados estudaram e conheceram bem o sensor, através da análise de seu modelo e número de série e definiram as portas e as ligações no Datalogger.
Através dos resultados, foi possível uma orientação no Núcleo de Apoio à Computação Irrigada, com ajustes aos coeficientes do programa e o acompanhamento do desempenho do sensor.
Na Área de Hidráulica e Irrigação da Unesp de Ilha Solteira, os alunos orientados pelo Professor Dr. Fernando Tangerino, estão sempre em contato com a prática do curso, proporcionando momentos de conhecimento e desenvolvimento técnico importantes para a graduação.

Confira as fotos do trabalho realizado.






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Análise do Tempo no mês de Outubro

Chuva:

     Para o mês de Outubro observa-se uma média de 98,1 mm de chuva na região, onde as máximas precipitações foram em Bonança e Santa Adélia (localizadas no município de Pereira Barreto) com 118,1 mm e 117,3 mm, respectivamente. Em Bonança também tivemos o dia de maior chuva da região, com 38,6 mm precipitados no dia 25 de outubro.
      O gráfico a seguir mostra o total de chuva acumulada para mês de outubro nas diversas estações monitoradas pela Área de Hidráulica e Irrigação.

Fonte: Canal Clima.

Ventos:

     No mês de Outubro foram medidas grandes velocidades do vento na região, a maior delas foi de 52,6 km/h em Paranapuã no dia 31/10 aproximadamente às 18:00 horas. A velocidade média dos ventos para o mês foi  de 5 Km/h, as demais velocidades médias para a região podem ser conferidas na tabela abaixo.

Média das velocidades do vento em outubro. Fonte: Canal Clima. 

Temperatura:

     A temperatura média em outubro foi de aproximadamente 25°C, as maiores temperaturas do mês foram registradas em em Marinópolis e Ilha Solteira com 39,9°C e 39,6°C respectivamente no dia 19/10 , enquanto a menor temperatura  foi de aproximadamente 10 °C em Marinópolis no dia 8/10 às 06:00 horas.

Temperatura Média no Noroeste Paulista. Fonte: Canal Clima

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Chuva na região noroeste paulista

Altas temperatura e chuvas convectivas vem caracterizando as últimas semanas no Noroeste Paulista. Segundo a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira que monitora o clima da cidade e  na região, a estação das flores chegou a registrar as maiores temperaturas do ano de 2016 em alguns municípios nesse mês.

Depois de aproximadamente 4 dias sem chover no noroeste do estado de São Paulo, outubro termina com chuvas de alta intensidade na região.

Até o momento, apenas a estação Santa Adélia Pioneiros (no município de Sud Mennucci) não registrou uma pluviosidade acima dos 10 milímetros. As cidades onde registrou-se chuvas maiores que 25 mm foram Paranapuã (31,5 mm), Ilha Solteira (27,4 mm) e Pereira Barreto (29 mm), até o fechamento desta edição.

Paranapuã se destacou também com a maior intensidade de chuva com 94,8 milímetros por hora, seguido de Ilha Solteira com 82,8 milímetros, o que pode acarretar perdas nas lavouras da região.


As chuvas convectivas ocorrem normalmente no final de tardes quentes, quando a massa de ar quente é deslocada pela fria devido as mudanças de temperatura do solo (pois neste momento o sol já se pôs), sendo suas principais características alta intensidade e pouca duração. Como se observa no gráfico abaixo em que as temperaturas no dia de hoje chegaram marcar aproximadamente 35º C em toda região. 


Ventos Fortes
O vento também se destacou nesta segunda-feira na nossa região pois entre as 15:30 e as 17 horas registramos ventos classificados como muito fortes, sendo 52,6 Km/h em Paranapuã e 42,8 Km/h na estação Santa Adélia, localizado no município de Pereira Barreto, os maiores índices.


É importante salientar aos nossos leitores que no Canal Clima nós NÃO ADOTAMOS HORÁRIO DE VERÃO.

Conheça mais sobre a AHI da UNESP Ilha Solteira e interaja conosco a partir de:
Acompanhe todo o trabalho da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP de Ilha solteira a partir de:
Skype: equipe-lhi
Email: irriga@agr.feis.unesp.br

Você já conhece o PodIrrigar?

O Podcast Unesp, em parceria com a Área de Hidráulica e Irrigação do Câmpus de Ilha Solteira da Unesp, publica semanalmente noticiário sobre a agricultura irrigada e agroclimatologia. O objetivo é orientar as formas de manejo racional da água e energia.




Mas o que é um Podcast?

Assim como a TV, o rádio e o jornal, o podcast é uma mídia de transmissão de informações.
Um Podcast é uma forma de transmissão de arquivos multimídia na Internet criados pelos próprios usuários. Nestes arquivos, as pessoas disponibilizam listas e seleções de músicas ou simplesmente falam e expõem suas opiniões sobre os mais diversos assuntos.
Podendo ser ouvidos a qualquer hora, os Podcasts criam uma espécie de rádio virtual direcionada para assuntos específicos, ou seja, de acordo com as características de cada ouvinte.
No PodIrrigar os assuntos estão relacionados ao trabalho realizado pela equipe da Área de Hidráulica e Irrigação da Unesp de Ilha Solteira, abordando eventos, fenômenos meteorológicos, irrigação, entre outros assuntos muito importantes.
Para estar sempre muito bem informado, acesse o PodIrrigar que traz toda quinta-feira notícias imperdíveis!

PodIrrigar: http://podcast.unesp.br/podirrigar


SERVIÇO:

- Canais de Comunicação operados pela UNESP Ilha Solteira:- Informações sobre agricultura irrigada e agroclimatologia no noroeste paulista são publicadas regularmente BLOG da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira emhttp://irrigacao.blogspot.com- Números e gráficos das estações agrometeorológicas no noroeste paulista estão emhttp://clima.feis.unesp.br- Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira: www.agr.feis.unesp.br/irrigacao.php- Canal no YouTube: http://www.youtube.com/fernando092- Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira: http://clima.feis.unesp.br- Pod IRRIGAR - O Pod Cast da Agricultura Irrigada: http://podcast.unesp.br/podirrigar- Fan Page no FaceBook: https://www.facebook.com/ahiunespilhasolteira- Informações também em (018) 3743-1959