MESTRADO: ERVA SAL COMO FITOREMEDIADORA EM SOLOS SALINOS
Participamos no dia 10 de setembro de 2009 em Porto Alegre, da Banca Examinadora de Mestrado do colombiano Humberto Carlos Tavera Quiroz que defendeu a Dissertação “Potencial fitorremediador da Artiplex nummularia em solos salinizados e sodificados pelo reuso de efluentes de esgotos tratados na agricultura” junto ao Programa de Pós-Graduação em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental no IPH-UFRGS.
O Orientador foi o Professor José Antonio Saldanha Louzada e na Banca também estava a Professora Nilza Maria dos Reis Castro e o Professor Antônio Domingues Bentti.
A Atriplex nummularia, também conhecida como erva-sal é classificada como planta halófita por sua habilidade de não só suportar altos níveis de salinidade do complexo solo-água, mas também por acumular significativas quantidades de sais em seus tecidos. Erva-sal é o nome vulgar dado, no Brasil, às plantas do gênero Atriplex.
Esse gênero pertence à família Chenopodiacea, que conta com mais de 400 espécies distribuídas em diversas regiões áridas e semi-áridas do mundo. Dentre as espécies da família Chenopodiacea, aproximadamente 15% delas interessam à produção animal, sendo a Atriplex nummularia uma das mais importantes como forrageira. Na Austrália seu uso também se dá como quebra-vento e proteção de casas e estruturas.
Esse gênero pertence à família Chenopodiacea, que conta com mais de 400 espécies distribuídas em diversas regiões áridas e semi-áridas do mundo. Dentre as espécies da família Chenopodiacea, aproximadamente 15% delas interessam à produção animal, sendo a Atriplex nummularia uma das mais importantes como forrageira. Na Austrália seu uso também se dá como quebra-vento e proteção de casas e estruturas.
Esta espécie foi introduzida no nordeste brasileiro, através da Inspetoria Federal de Obras contra as Secas, na década de 30 e dsomente recentemente vem despertando o interesse de pesquisadores brasileiros. A sementes utilizadas na Dissertação vieram de Fortaleza e as mudas plantadas tiveram como objetivo avaliar o potencial de fitoremediação a partir de um solo que recebeu efluentes de estação de tratamento de esgoto em um sistema UASB e lagoa de polimento.
Trabalho inédito em uma região chuvosa, os resultados mostraram sob condições de ausência de chuvas, remoção de até 1870 kilos de sódio removido por hectare. Na presença de chuva, a remoção ficou em torno de 1500 kilos de sódio removido por hectare.
Agradecemos ao convite e a oportunidade de rever os amigos de Porto Alegre e ainda parabenizamos o amigo Louzada e o Engenheiro Ambiental Humberto pelo trabalho.
Fernando Tangerino e José Antônio Louzada no Aeroporto de Porto Alegre: frio e chuva nos esperava, mas o café expresso não pode faltar.Artiplex nummularia em plantio no nordeste.




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