Boletim do Clima: 21 de setembro de 2010

Pivô central garantindo a produtividade na região

E segue a seca, até o presente dia já são 136 dias sem chuva na região de Ilha Solteira e impressionantes 170 dias sem chuva na região de Marinópolis.

Neste momento, 9 horas da manhã em ponto, os sensores da estação agrometeorológica automática operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira registram 28,3ºC de temperatura e 41% de umidade relativa do ar e caindo.

Ontem a temperatura média ficou em 29ºC, a umidade relativa do ar média ficou em 38,8%, no entanto a umidade do ar chegou a 17,8% durante o dia, níveis que exigem certo cuidado para evitar problemas respiratórios e desidratação.

A evapotranspiração ontem, que é a soma da evaporação do solo juntamente com a transpiração realizada pelas plantas, foi de 6,2 mm/dia. Em setembro estamos com a evapotranspiração média de 5,1 mm/dia, muito superior aos 3,6 mm/dia que foi a média de setembro do ano passado, quando no mês já havia chovido 183 mm.

Para o nosso Orientador, Professor Fernando Tangerino “o noroeste paulista reúne as melhores condições para se fazer uma agricultura de alto nível, em função do inverno ameno, solos adequados e a infraestrutura de energia e transporte garante o escoamento da produção. Contudo, são 8 meses de déficit hídrico anual, variando apenas a sua intensidade a cada ano. Assim, se desejarmos garantia da produtividade e plantio o ano todo, o uso da irrigação é obrigatório”.

O déficit hídrico de 8 meses anuais na região pode ser comprovado com o artigo recentemente publicado pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira "Balanço Hídrico como Ferramenta de Planejamento Agropecuário da Região de Marinópolis, Noroeste do Estado de São Paulo".

Um pouco mais de agricultura irrigada e irrigação para o desenvolvimento sócio-econômico:
(1) Empreiteira brasileira supera obstáculos da cordilheira dos Andes e avança em uma obra de irrigação que pode representar um marco na engenharia mundial. Ao longo dos anos, ingleses, italianos e russos, além dos próprios peruanos, tentaram sem sucesso uma forma de viabilizar a empreitada. Entre os motivos para o fracasso estavam questões tecnológicas e, principalmente, falta de recursos financeiros.
Se tudo der certo, no início de 2012, a região de Lambayeque deixará de ser a mais seca do Peru. Cerca de 1,1 milhão de habitantes voltarão a ter esperança de um futuro mais promissor e, quem sabe, ver sua renda per capita sair de US$ 2,7 mil para US$ 8,5 mi, mais próximo da média do país. Os Andes, por sua vez, não serão mais impenetráveis. Quer saber mais? Pressione e veja a matéria completa da revista Isto É Dinheiro , incluisve com fotos e esquemas ilustrativos!
(2) Alécia Pontes conta no DCI como o La Niña deve impulsionar o setor de irrigação no Brasil e como as indústrias do segmento apostam no sistema como mecanismo para driblar as previsões de estiagem para 2011. Segundo Marcelo Borges, presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação (CSEI), da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), apesar do alto investimento necessário de em média R$ 5 mil por hectare, o retorno com o ganho na produtividade é rápido. "O valor varia de acordo com a distância da água, desnível vertical e cultura", diz.
No entanto, para Borges, a decisão do agricultor de utilizar sistemas de irrigação na lavoura não deve ocorrer apenas quando fenômenos climáticos sinalizam comprometimento da safra. "O produtor deve olhar para a irrigação não só por necessidades pontuais, mas pelos benefícios que o sistema oferece", afirma.
De acordo com o presidente, os sistemas de irrigação possuem um prazo de maturação longo. Além da elaboração de um projeto para cada propriedade, ainda é necessário licenciamento ambiental. "Quem sente a seca agora e começa a irrigar, vai perceber o efeito apenas no próximo ano."
A produção de grãos na Região Centro-Oeste, segundo Borges, com irrigação pode atingir cinco safras em dois anos. Normalmente, e com risco de sofrer alterações climáticas, a região chega ao máximo de quatro safras no período. As regiões brasileiras cuja utilização de irrigação é mais intensa, de acordo com o diretor da Víqua, são o Sertão, os locais semi-áridos, como Petrolina e Juazeiro, e na Bahia, especialmente às culturas voltadas para exportação, como de frutas, incluindo uvas para vinho, além de café. No nordeste são irrigados abacaxi, manga e banana. "Em São Paulo, as lavouras de café e hortaliças também são bem irrigadas", diz. MAIS...

Tenham todos uma excelente terça-feira!

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