ESTAÇÃO AGROMETEOROLÓGICA DE MARINÓPOLIS RECEBE MELHORIAS

Ontem, a Equipe da Área de Hidráulica e Irrigação UNESP Ilha Solteira, realizou mais uma saída de campo para atividades de manutenção e melhorias na Estação Agrometeorológica localizada na cidade de Marinópolis e que opera desde agosto de 1998, tendo sido adquirida com recursos financeiros da FAPESP e seus dados fornecidos gratuitamente são importante fonte de consulta para irrigantes e outros segmentos da comunidade, sendo essencial para atividades de planejamento e desenvolvimento da região.
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As atividades e melhorias tem sido possíveis no âmbito do projeto “MODELAGEM DA PRODUTIVIDADE DA ÁGUA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS COM MUDAAS DE USO DA TERRA”, de Cooperação Institucional entre UNESP Ilha Solteira e EMBRAPA Semi-Árido financiado pela FAPESP e FACEPE e sob a Coordenação pelo Estado de São Paulo de Fernando Braz Tangerino Hernandez e pelo Estado de Pernambuco de Antônio Heriberto de Castro Teixeira. O projeto segue a linha de pesquisa intitulada PIIRA - PLANEJAMENTO DA IRRIGAÇÃO E DOS RECURSOS AMBIENTAIS, que propõe a formação de uma rede de nove estações agrometeorológicas automáticas. As estações serão distribuídas pela região noroeste paulista, a fim de determinar os diferentes microclimas que compõem a região, a evapotranspiração em escala regional e o apoio ao usuário da água, com ênfase ao irrigante.

Por meio da parceria entre a Casa da Agricultura de Marinópolis e a Área de Hidráulica e Irrigação UNESP Ilha Solteira, ontem (06/07), a Estação Agrometeorológica recebeu a implantação de sistema de irrigação por gotejamento em sub-superfície, o que irá facilitar o manejo no local e assegurar o estágio vegetativo do gramado nos períodos de ausência de chuva como ocorreu na região que ficou com mais de 180 dias sem registrar chuva significativa. Em estações agrometeorológicas a manutenção do gramados sempre verde é necessária para a obtenção de um padrão de aquisição de dados.


Abertura de valeta para instalação da adutora para o sistema de gotejamento.


Os equipamentos de uma estação meteorológica padrão devem estar sobre uma superfície bem formada por grama-batatais (Paspalum notatum) que tem folhas longas, firmes e pouco pilosas, de coloração verde-clara. É rizomatosa, isto é, o caule fica abaixo do solo e emite as folhas para cima. Com a proliferação de invasoras, optou-se pelo novo plantio de grama associado aos sistema de irrigação por gotejamento. Um novo sistema de abastecimento de água com maior diâmetro foi implantado, proporcionando menor perda de carga e maior pressão de serviço aos gotejadores.

A equipe que trabalhou incansavelmente para que o ser

viço saísse da melhor forma possível estava composta pelo lado da UNESP por Ronaldo Cintra, Gilmar Oliveira Santos e Diego Feitosa e da Casa da Agricultura de Marinópolis por Sérgio Ribeiro e mais dois funcionários da Prefeitura Municipal.



A estação agrometeorológica de Marinópolis está em atividade desde agosto de 1998 e gera dados que são disponibilizados livremente. Recentemente o artigo Balanço Hídrico como Ferramenta ao Planejamento Agropecuário da Região de Marinópolis, Noroeste do Estado de São Paulo, que foi gerado com dados exclusivos desta estação, foi publicado na Revista Brasileira de Agricultura Irrigada - RBAI.


Sistema de irrigação por gotejamento em sub-superfície sendo implantado.

Na visita, o Sérgio Ribeiro relatou ainda a chuva de granizo que ocorreu no dia 28/09 na região de Marinópolis.


As imagens a seguir, demonstram os estragos que foram causados na propriedade do Senhor Hermínio Adão, no Sítio Santa Júlia, localizado na cabeceira do Córrego do Boi, região de Marinópolis.

Devastação ocorrida no município de Marinópolis que acarretou em prejuízos aos produtores da região. Região tem na produção de uvas e laranja importante parcela da economia.

Saiba mais sobre os demais projetos da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira em execução.


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