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Aula Quatro e Cinco - Definindo irrigação e onde irrigar

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" Na definição clássica, irrigação é a técnica de aplicação artificial de água que se utiliza para repor a água consumida pelas plantas no processo de transpiração das folhas e evaporação do solo, a chamada evapotranspiração. Todavia, uma irrigação não pode e não deve ser entendida, única e exclusivamente, como um procedimento artificial para atender às condições de umidade de solo visando à melhoria da produção agrícola, tanto em quantidade como em qualidade ou oportunidade. Na realidade, ela constitui um conjunto de operações (compondo em si um sistema) necessário ao atendimento das necessidades de água das plantas, bem como eliminar seus excessos, que transcendem à relação solo-água-planta-atmosfera, pura e simplesmente. Agrega-se, aí, o clima, o homem, além de outros campos do conhecimento da humanidade com grande abrangência. A ciência e a arte da irrigação, são abrangentes e interdisciplinares, passando pelo campo das ciências agrárias, das exatas (engenharia hidráulica, ci...

Resumo da semana e muito mais...

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A semana foi bastante intensa e produtiva. Nas aulas na Graduação e Pós-Graduação discutimos a história da irrigação, sua importância no Brasil e no mundo , o porque do uso de sistemas de irrigação, sugerimos a bibliografia relativa aos temas e ainda falamos da disponibilidade hídrica. Aqui neste blog trouxemos também a sugestão de textos para leitura semanal . E como informado, amanhã teremos aula no Cerrado, pivô central e os acessórios que formam um sistema de irrigação é o objetivo da aula. Reforçamos a importância de estarmos adequadamente vestidos, incluindo o uso de protetor solar. Nosso Projeto de Extensão "Planejamento e gerenciamento hidroagrícola e ambiental" terá continuidade e esta semana saiu o resultado da sua renovação. Alunos de Graduação da UNESP Ilha Solteira poderão participar da seleção de Bolsista com o objetivo de interagir com a midias sociais e Internet divulgando as atividades desenvolvidas pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solt...

Publicar e ter acesso a artigos científicos custa caro

TYLER NEYLON É O ORGANIZADOR DE BOICOTE À MAIOR EDITORA DE REVISTAS CIENTÍFICAS E CRITICA MODELO DE PUBLICAÇÃO Um abaixo-assinado que critica as práticas de mercado da maior editora científica do mundo, a Elsevier, já tem mais de 6.200 signatários, a maioria pesquisadores de instituições públicas. O organizador do boicote contra a empresa, porém, está na iniciativa privada. Tyler Neylon, 32, diz que os altos custos de assinaturas de periódicos e o policiamento contra a livre circulação de artigos na internet prejudica as pequenas companhias que contribuem para a ciência e para a inovação. Em entrevista à Folha, Neylon explica o que o motivou a começar o movimento. Folha - O sr. está fora do meio acadêmico. O que o motivou a propor um boicote à Elsevier? Tyler Neylon - Sou cofundador de uma empresa pequena e gosto de fazer pesquisa, mas não tenho como arcar com esses preços. Se eu quiser escrever um artigo sério, com cem citações, e o preço médio de periódicos c...

FENICAFÉ e Boas notícias...

Em março de 2012 acontecerá o XIV SIMPÓSIO BRASILEIRO DE PESQUISA EM CAFEICULTURA IRRIGADA , que será realizado na cidade de Araguari - MG. O simpósio tem o apoio da Associação dos Cafeicultores de Araguari e do Núcleo de Cafeicultura Irrigada da Embrapa Café, e será realizado no dia 29/03/2012. O evento tem por objetivos a discussão e a divulgação de técnicas e pesquisas relacionadas à cafeicultura irrigada, e será realizado em conjunto com o XVII Encontro Nacional de Irrigação da Cafeicultura no Cerrado e a XV Feira de Irrigação em Café do Brasil, no período de 28 a 30 de março de 2012. Estes eventos são tradicionais e têm grande participação de técnicos, produtores, autoridades, fabricantes e revendedores de equipamentos e demais interessados no tema. Os artigos deverão ser inseridos na home-page do simpósio ( www.fenicafe.com.br ), a partir de 25 de janeiro de 2012, até o dia 20/02/2012 . As normas para envio dos trabalhos também estarão disponíveis neste site, além do envio ...

Artigo de Rogério Cezar de Cerqueira Leite: O risco de exportar pós-graduandos

O risco de exportar pós-graduandos Por Rogério Cezar de Cerqueira Leite Atualmente, é consenso no mundo acadêmico que o mais eficiente instrumento de desenvolvimento científico, tecnológico e cultural é a escola de pós-graduação. Todavia, esse é um mecanismo recente, exceto nos EUA, onde começou a se instalar já na primeira metade do século 20. Na França, o "doctorat de troisième cycle", que imitava o sistema de pós-graduação americano, só teve início em meados da década de 1950. O mesmo aconteceu com o Japão e com a maioria das nações europeias. Não é, portanto, de se estranhar que também no Brasil os cursos de pós-graduação tenham tomado tanto tempo para serem instalados. O primeiro mestrado brasileiro foi na área de eletrônica, no ITA, em 1964. A primeira escola de doutoramento só veio a ser iniciada em 1970, na Unicamp, em física. Por outro lado, a primeira bolsa para estudos no exterior foi concedida a Carlos Gomes por dom Pedro 2º. No final da ...

NOVOS IMPACTOS

A nova edição do Journal Citation Reports (JCR), divulgado pela Thomson Reuters, lista 10.196 publicações científicas de 84 países, das quais 103 são do Brasil. O relatório mostra que, das 1.075 publicações que receberam fator de impacto pela primeira vez, 35 são brasileiras. O JCR divulga anualmente, desde 1972, o fator de impacto de periódicos científicos internacionais. O relatório funciona como ferramenta de avaliação das revistas e reúne dados do Institute for Scientific Information - ISI Web of Knowledge com o objetivo de acumular e tabular a contagem de artigos e citações de diversas especialidades de ciências, tecnologia e ciências sociais. O fator de impacto foi calculado pelo número de citações no ISI em 2010 - referentes a artigos publicados em 2009 e em 2008 -, dividido pelo número total de artigos publicados pela revista nos dois anos. Segundo Abel Packer, coordenador operacional do SciELO (Bireme/FAPESP), o bom desempenho dos periódicos brasileiros pode ser observad...

Empresas deixam de fazer pesquisa por falta de doutores

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Especialistas em inovação mostram em livro recém-lançado que falta de qualificação ainda é problema - Juros altos e economia muito instável também expulsam pesquisa e desenvolvimento do setor produtivo do país A pesquisa aplicada feita pelas empresas no Brasil, voltada para inovação tecnológica, ainda esbarra em obstáculos estruturais, como falta de mão de obra qualificada. Mas, diferentemente do que se costumava dizer, o problema não é a pequena proporção de doutores em exatas em relação a humanas. Essa distribuição no Brasil - 53% de doutores em ciências e em engenharias e 47% em outras áreas - é semelhante à de países como os EUA. Para os especialistas, o Brasil tem de aumentar a quantidade total de doutores formados em todas as áreas. "O número de doutores formados no Brasil é expressivo [cerca de 10 mil por ano]. Mas a quantidade de doutores por mil habitantes continua pequena", diz o economista da Unicamp Sérgio Queiroz. O Brasil tem menos de dois doutores por mil habi...

Salário igual "expulsa" cientistas brasileiros

Falta de competitividade faz com que pesquisadores não voltem ao país - Bolsas temporárias para brasileiros passarem uns meses no Brasil é aposta de governo para atrair cérebros de volta A repatriação de cientistas brasileiros que atuam no exterior, proposta pelo ministro de Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, no início da sua gestão, pode não ser uma matemática simples. De acordo com quem está fazendo ciência fora do Brasil, mesmo que exista vontade de voltar, a burocracia para se fazer pesquisa e a falta de competitividade nas universidades nacionais, diferentemente do que acontece nos EUA e na Europa, ainda são fatores de repulsa. "No Brasil, os salários acadêmicos são iguais. Nos EUA, eu não ganho o mesmo salário que meus colegas. Há competitividade", diz o físico José Nelson Onuchic, professor da UCSD (Universidade de San Diego). Ele está há 21 anos nos EUA, país que, estima-se, tenha 3.000 professores brasileiros (leia o depoimento). A opinião de Onuchic é compart...

Editorial FSP: Interesse pela ciência

Se dependesse só de resultados de sondagens de opinião, Aloizio Mercadante poderia assumir o Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) sem muita preocupação. A imagem do setor nunca foi tão positiva, revela pesquisa realizada pela pasta. Nada menos que 65% dos 2.016 brasileiros entrevistados declararam interessar-se por temas de ciência e tecnologia (C&T). Trata-se de um honroso quinto lugar, atrás só de questões ambientais (83%), medicina e saúde (81%), religião (74%) e economia (71%). Houve aumento generalizado do interesse, é verdade, com avanços em todas as categorias, mas com destaque para C&T. Não só a pesquisa científica aparece pela primeira vez à frente dos esportes (62%) como foi o assunto que mais progrediu no interesse da população desde a última edição da sondagem, de 2006. Além disso, reduziu-se de 33% para 26,7%, em quatro anos, a parcela dos que consideram a ciência nacional "atrasada". Algumas estatísticas corroboram a percepção, como o crescimento do ...