Projeto FAPESP / FACEPE tem visita a parceiros
O projeto "MODELAGEM DA PRODUTIVIDADE DA ÁGUA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS COM MUDANÇAS DE USO DA TERRA", de Cooperação Institucional entre UNESP Ilha Solteira e EMBRAPA Semi-Árido financiado pela FAPESP e FACEPE e sob a Coordenação pelo Estado de São Paulo de Fernando Braz Tangerino Hernandez e pelo Estado de Pernambuco de Antônio Heriberto de Castro Teixeira teve continuidade com visitas aos futuros parceiros Destilaria Pioneiros em Sud Mennucci e Fazenda Bonança em pereira Barreto.
O projeto intrega a linha de pesquisa da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira chamada de PIIRA - PLANEJAMENTO INTEGRADO DA IRRIGAÇÃO E DOS RECURSOS AMBIENTAIS e prevê a instalação de novas 7 estações agrometeorológicas automáticas que juntas à outras duas estações já operadas pela UNESP colocará a região formada pelos rios Tietê, Paraná e Grande, como a de área com a maior densidade de informações agrometeorológica do Estado de São Paulo. Também há entendimentos com o CIIAGRO para que, tanto UNESP como IAC passem a operar sob compartilhamento de dados, aumentando ainda as possibilidades de pesquisas e uso geral das informações agrometeorológicas. A região onde serão instaladas as estações é área de influência das Bacias Hidrográficas dos Rios São José dos Dourados, Turvo/Grande e Baixo Tietê.
Enquanto que a UNESP opera estações Ilha Solteira e Marinópolis, o IAC - CIIAGRO opera estações nas cidades de Santa Fé do Sul, Fernandópolis, Votuporanga e Auriflama, além de outros municípios do Estado de São Paulo.
A implantação da rede agrometeorológica que disponibilizará as variáveis na Internet será a base científica de uma amplitude muito de pesquisas e trabalhos, atendendo não somente às sub-linhas de pesquisa da UNESP chamadas de PIMA - Planejamento Integrado e Monitoramento Ambiental e SIMAP - Sistemas de Irrigação, Manejo da Água e Produtividade das Culturas, mas a todos os pesquisadores e empresários da região.
Uma rede agrometeorológica de alta densidade de variáveis e dados também está sendo instalada na região de Petrolina, região Semi-Árida, onde a Caatinga predomina como bioma.
Após a aprovação do projeto e assinatura do Contrato de financiamento pela FAPESP/FACEPE, a Primeira Etapa do projeto envolveu o planejamento da rede agrometeorológica e escolha dos locais representativos levando-se em consideração a representatividade da microregião, estações já existentes e possibilidade de parceria e agregação dos dados, identificação dos parcerios disponíveis para a instalação da estação agrometeorológica e estudos sobre a melhor forma de transmissão das variáveis agroclimatológicas para que estes sejam disponilibilizados em tempo real na Internet. As opções ficaram entre a transmissão via rádio e modem celular, com vantagens e limitações para as duas opções.
Foram identificadas as altitudes e conduzidos estudos em relação às altitudes, visadas e dificuldades de transmissão via rádio, incluindo definição das alturas das torres onde seriam instaladas as antenas. Veja exemplo na Figura abaixo que exigiria uma torre de pelo menos 20 metros. Outros locais necessitariam de torres de 30 metros ou sistema conjugado de transmissão de dados.

Na Segunda Etapa deste trabalho preliminar consta o estabelecimento de contatos com os potenciais parceiros e a definição em campo das melhores locações para as estações agrometeorológicas, com o aferimento das Coordenadas geográficas e altitude, verificação de construções e da altura das estruturas disponíveis (caixa d´água, antenas de celulares e rádios) e distância efetiva da Estação-Base e das outras locações. Também fazemos a verificação se há energia elétrica no local e se há ponto de água e pressão disponível (para definição do sistema de irrigação) para a irrigação da grama que deverá permanecer sempre verde o ano todo.
Nesta visita explicamos os objetivos do projeto, os benefícios, as possibilidades e fechamos questão na parceria se o interesse for mútuo, onde precisamos da cessão de local, a manutenção do local, incluindo o corte da grama e manutenção e segurança do local para a preservação dos equipamentos e confiabilidade nos dados adquiridos. O Parceiro deverá também fornecer os dados do sistema de produção, incluindo produtividade, das áreas selecionadas como controle para aferição das equações e calibração das imagens de satélite.
Esta etapa teve início no dia 26 de março, quando visitamos a Usina Interlagos, responsável por por moer 30 mil hectares de cana, em área que vai da margem direita do Rio Tietê até as margens d Rio São José dos Dourados, já próximo da sua foz no Rio Paraná. Fomos recebidos pelo Gerente Agrícola Gilberto Cesarin e definimos o local da instalação da estação agroclimatológica. As fotos abaixo ilustram o início da formação da chuva, a chuva e o retorno à Ilha Solteira sob chuva.
Aos nossos Parceiros é explicado que à eles serão disponibilizados todas as variáveis agroclimatológicas levantadas e ainda terão apoio e treinamento na utilização destes dados para fins estratégicos de planejamento dos recursos hídricos e ambientais. Já a região se beneficiará do fato de ter uma rede agrometeorológica de alta densidade com dados disponibilizados na Internet em tempo real, na forma gráfica e numérica e a possibilidade da realização dos mais diversos estudos e planejamento hidroagrícola e ambiental.
Nova visita foi efetivada neste dia primeiro de abril de 2010, por Fernando Braz Tangerino Hernandez, Ronaldo Cintra Lima e Gilmar de Oliveira Santos, inicialmente no Escritório Central da Pioneiros Bioenergia em Sud Mennucci, onde fomos recebidos pelo Diretor José Angelo Stafuzza e pelo Engenheiro Agrônomo Marco Antônio de Souza Silva.
Na sequência fomos até a empresa Pioneiros Bioenergia que fica às margens do Rio Tietê e atualmente conta com 26.000 hectares de cana e foi a primeira a se instalar na região. Será aproveitado o local onde já funciona uma estação analógica. Mantivemos contato também com o Prefeito de Sud Mennucci e Acionista da Destilaria Celso Junqueira, onde a conversa versou sobre o projeto e a parceria que seria estabelecida, mas também sobre a proteção dos recursos hídricos e seus usos, incluindo os cálculos atuais da vazão regionalizada (Q7,10), cujos coeficientes precisam de revisão em função da alteração considerável do uso e ocupação do solo em todo o Estado. O Engenheiro Agrônomo Leandro Rebuá também participou das nossas conversas.
Visitamos também a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social, onde fomos recebeidos pelo Secretário e Engenheiro Agrônomo Marcos Izumi Okajima, onde tivemos a oportunidade de conhecer um pouco sobre o município de Sud Mennucci.
Seguimos depois para a Fazenda Bonança, que também localizada às margens do Rio Tietê conta com uma área irrigada representada por 20 sistemas de irrigação tipo pivô central, onde se irriga pastagem e grãos e ainda se opera um grande confinamento, além de manter uma fábrica de ração e sal mineral.
Fomos recebidos pelos Engenheiros Agrônomos Marcos Bertani e Eduardo Cassen e após as explicações sobre o projeto fomos a campo para a definição do local onde a estação agrometeorológica será instalada. O local será aterrado, cercado e receberá ponto de água.



A Fazenda Bonança pertence a Pecuária Damha, que é proprietária também da Fazenda Menina em Itapura, onde 16 pivôs centrais irrigam as terras às margens do Rio Tietê e Paraná e que também cederá espaço para a implantação de mais uma outra estação agrometeorológica. Estas Fazendas, distantes 45 e 28 kilômetros de Ilha Solteira contam com sistemas de controles para manejo da irrigação que têm como base as informações geradas pela estação agroclimatológica da UNESP Ilha Solteira.
Vista do Rio Tietê a partir da sede da Fazenda Bonança, tendo também um dos pivôs centrais ao fundo.
Eduardo Cassen, Fernando Tangerino, Marcos Bertani e Gilmar Santos na área que dará lugar à uma estação agrometeorológica automática.

Vista a partir da sede da Fazenda Bonança tendo um dos pivôs centrais ao fundo.

Ronaldo Cintra Lima confere as coordenadas do local onde serão instalados os equipamentos.
Na Fazenda Bonança também aproveitamos para conhecer a mais recente aquisição que é um sistema completo de injeção de fertilizantes e defensivos agrícolas através dos pivôs centrais, em técnica conhecida como quimigação.

Na próxima semana continuaremos os contatos com os prováveis parceiros e avançaremos para a Etapa 3 onde será feita a escolha dos equipamentos, sensores e acessórios a serem importados, incluindo a especificação do datalogger e sistema de transmissão de dados.
A implantação da rede agrometeorológica de alta densidade, para estudos microclimáticos e de produtividade de água com auxilio de imagens de satélite e modelo SEBAL já se constitui um grande desafio para este Pesquisador e para os nossos Orientados, tanto deb Graduação como de Pós-Graduação, que estão tendo a oportunidade de trabalhar com a mais alta tecnologia para estudos agroclimáticos e do uso racional dos nossos recursos hídricos.
A maior área de mata nativa remanescente na região também será monitorada através de uma estação agrometeorológica e permitirá comparações entre o microclima da região.
OPORTUNIDADE
O projeto "MODELAGEM DA PRODUTIVIDADE DA ÁGUA EM BACIAS HIDROGRÁFICAS COM MUDANÇAS DE USO DA TERRA" oferecerá a oportunidade de aperfeiçoamento e de integração à nossa equipe a profissionais de TI - Tecnologia de Informação, que deverão ser graduado, especialista em Tecnologia de Informação (TI), com dois anos de experiência ou título de Mestrado na área de TI, sem vínculo empregatício, com dedicação de 40 horas semanais. Do profissional será exigido conhecimento de programação (Java) e de banco de dados.
Este profissional será o responsável pelo recebimento dos dados das estações agrometeorológicos, construção do MER (Modelo Entidade Relacionamento) do banco de dados e interface para a Internet e escrever os programas associados a estes serviços.
O profissional de TI assinará um contrato com a FAPESP na modalidade TT-4 (1) e terá remuneração de R$ 2.117,70. Interessados podem enviar curriculum e manifestação de interesse para Fernando Braz Tangerino Hernandez.
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