PRODUÇÃO DE FRUTAS RESGATA ATENÇÃO DE POLÍTICOS

O Congresso Nacional reinstalou nesta terça-feira (09/08) a Frente Parlamentar Mista da Fruticultura. Liderada pelos deputados federais Afonso Hamm (PP/RS) e Antonio Balhamann (PSB/CE), o grupo foi criado em 2006 para promover o desenvolvimento econômico do setor e criar ações para estimular a produção de frutas no Brasil, e nesta nova legislatura, o grupo conta com a atenção de mais políticos do que quando foi criado. Ao todo, 311 deputados e 17 senadores se engajaram na causa, contra os 250 participantes do passado.
No Congresso, a reinstalação da Frente Parlamentar Mista da Fruticultura foi comemorada pela bancada ruralista. O objetivo do grupo é buscar alternativas e respaldos do Congresso Nacional para o segmento e fomentar o crescimento da produção, exportação e geração de renda e emprego. Hamm diz que a adesão de mais parlamentares é para defender as ações voltadas para o setor, contribuir na elaboração de emendas e articular, junto ao governo federal, a liberação de recursos.
"O caminho da fruticultura no Brasil passa por processos produtivos sustentáveis em sintonia com o meio-ambiente. De outra parte, consumidores, cada vez mais exigentes buscam nas frutas e sucos uma alimentação mais saudável", disse Afonso Hamm, ao ressaltar que a fruticultura é uma excelente ferramenta de desenvolvimento horizontal de norte a sul e de leste a oeste.
Balhmann defende que a fruticultura ainda possui uma participação tímida no mercado global, daí a necessidade de estímulos por parte do Poder Público. "As exportações brasileiras de frutas são prejudicadas por diversos fatores: os exigentes requisitos de qualidade, as restrições fitossanitárias, as barreiras protecionistas, as assimetrias de informações; pouco incentivo em divulgação e em pesquisas, entre outros problemas", aponta.
O Brasil é o terceiro maior produtor mundial de frutas, perdendo apenas para China e Índia. No que diz respeito às frutas de clima tropical, o país ocupa o primeiro lugar. O consumo per capita brasileiro é de 57 Kg/pessoa/ano, equivalendo a um terço do consumo do europeu e do norte americano que é de 140 e 150 kg/pessoa/ano respectivamente.
Fonte: Globo Rural On-line

Segundo estudo do CEPEA, laranja e banana ainda são os destaques nos lares do país
O brasileiro está reduzindo o consumo de hortaliças como tomate, batata e cebola em casa. Na média geral, a queda foi de 1,93 quilo por pessoa entre os anos de 2002 e 2008, quando foram realizadas as edições mais recentes da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com base nesses dados, analistas do CEPEA (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, avaliaram também a evolução do consumo de frutas nos lares brasileiros. Neste caso, o resultado é positivo. Houve aumento de 4,38 quilos por pessoa, com a laranja e a banana se mantendo como as mais consumidas. Os estudo foi realizado por Juliana Silveira, Helena Galeskas, Rafael Tapetti e Isabella Lourencini com a coordenação da doutora Margarete Boteon.
O consumo de hortaliças por pessoa ao ano em casa era de 29 quilos em 2002, mas em 2008 passou a ser de 27,08 quilos. No caso das frutas, em 2002, a média consumida em casa era de 24,49 quilos por pessoa e, em 2008, passou para 28,86 quilos. Todas as regiões brasileiras tiveram aumento significativo no consumo per capita de frutas, com grande destaque novamente para a região Centro-Oeste, que apresentou elevação de 8,61 quilos por pessoa ao ano em seis anos. O Nordeste ficou em segundo lugar em termos de crescimento. Na região Sul, que já era e continuou sendo a maior consumidora per capita de frutas, o aumento foi de 5,53 quilos por pessoa ao ano. O Sudeste é o segundo maior consumidor de frutas no Brasil, porém o avanço no consumo per capita foi menor que nas demais regiões brasileiras, de apenas 2,15 quilos por pessoa entre 2002 e 2008.
Analisando o consumo total por faixa de renda, pesquisadores do CEPEA constataram que o principal mercado para frutas e hortaliças é a classe média. Em 2008, esse segmento da representava 49% do consumo de hortaliças no Brasil e 48% do consumo de frutas. “Se levarmos em conta que essa classe segue em ampliação, é provável que em 2011 já seja responsável por mais da metade do consumo de frutas e hortaliças”, avalia Margarete Boteon.
Relação com a renda
Há uma correlação positiva entre renda e consumo de fruta. As frutas são consideradas caras dentro do grupo dos alimentos, sendo menos consumidas pelas classes mais baixas. Muitas vezes, um quilo de fruta é comparado com outros produtos mais calóricos e que “sustentam mais”, como um quilo de frango, por exemplo.
Na classe baixa, além da menor ingestão de frutas nos lares, o consumo se concentra em apenas três: banana, laranja e maçã. Na classe média, destacam-se também esses três produtos, mas ganham representatividade ainda o mamão e a tangerina, cujo consumo é muito pequeno na classe baixa.
Na classe alta, frutas como melão, limão, uva e também mamão passam a ter consumo mais significativo. O consumo per capita do mamão na classe alta em 2008, por exemplo, era de 3 quilos por pessoa, superior ao da classe média e 4,5 quilos acima do observado para a classe baixa. “O acesso à informação, a preocupação com a saúde, o marketing da fruta segura e com qualidade de origem são fatores que vêm colaborando para o aumento do consumo de frutas nas classes de maior poder aquisitivo”, comenta Margarete.
Fonte: Globo Rural On-line
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