Agricultura irrigada com oportunidade

"Nossa missão é aumentar a produção do empreendedor de alto impacto, que é o que tem brilho no olho, que sonha grande, que tem resiliência. É o cara que faz com ética e integridade, que forma equipe." (RODRIGO TELES, Presidente da Endeavor, na FSP,19/08/2012).

Hoje iniciamos 73 dias sem chuva no noroeste paulista e umidade relativa baixa, ventos fortes e temperaturas altas foram as marcas de agosto, como resume Rafael Bizotto em sua postagem de ontem. Neste domingão, Ilha Solteira liderou o tempo quente com temperatura de 36,3ºC às 15:07h e umidade relativa crítica de 19,9% (às 14:57h). Na barranca do Rio Grande os municípios de Paranapuã e Populina registraram 36,0ºC  e umidade relativa também críticas de 19,2% e 17,7%, respectivamente. Temperaturas altas de dia contrastaram com os 13,2ºC às 06:13 h em Populina e esta também tem sido uma constante, dias quentes e noites amenas e manhãs amenas. Pereira Barreto (Estação Santa Adélia) registrou temperatura de 36,2ºC (15:00 h), a menor umidade da região com 16,2% (às 15:34h) e também ventos fortes vindos de Oeste que chegaram a 26,6 km/h às 14:52 h. Claro que é possível ter todas estas informações através do Portal CLIMA da UNESP Ilha Solteira a partir de http://clima.feis.unesp.br.

A Evapotranspiração de referência (Penman-Monteith) média (mm/dia) e acumulada (mm) na semana de 26/08/2012 a 01/09/2012 ficou assim: ILHA SOLTEIRA (4,5 e 31,6), Pereira Barreto - SANTA ADÉLIA (4,7 e 32,7), MARINÓPOLIS (4,0 e 28,2), Pereira Barreto - BONANÇA (3,8 e 26,4), ITAPURA (4,3 e 30), Sud Mennucci - SANTA ADÉLIA PIONEIROS (3,6 e 25,3), POPULINA (4,2 e 29,4) e PARANAPUÃ (4,2 e 29,5) e com o longo ciclo sem chuva é a irrigação que pode dar a resposta necessária a manutenção e elevação da produtividade na região, além da oportunidade de se escolher a cultura e a época de plantio. Mas isso não é novidade, todo ano acontece, conforme Rafael Bizotto mostrou em sua postagem, quando em 2011 ficamos 121 dias sem chuva e em 2010, foram 141 dias em Ilha Solteira. Claro que tudo isso pode ser checado também no Portal CLIMA da UNESP Ilha Solteira e o balanço hídrico histórico da região também já foi determinado.

Na aula da semana finalizamos qualidade da água, conversamos sobre sistemas de filtragem (filtros hidrociclônicos, de areia e de disco/malha/tela) e iniciamos os ensinamentos sobre os métodos de irrigação e agora nossos alunos alunos já sabem a diferença entre métodos e sistemas. Os livros de AYERS, BERNARDO, BISCARO, CRUCIANI, GHEYI, KELLER, MANTOVANI, NAKAYAMA e VERMEIREN cobrem bem estes temas e os artigos "Qualidade da água para uso em Irrigação na Microbacia do Córrego do Cinturão Verde, Município de Ilha Solteira" e "Análise dos Riscos à Sistemas de Irrigação causados pela qualidade da água do Córrego do Coqueiro" são importantes para conhecer como é variação da qualidade da água ao longo dos meses em função do uso e ocupação do solo.

Em relação aos sistemas de irrigação não há o melhor sistema e sim aquele que mais se adapta às condições locais de solo, clima, cultura, disponibilidade financeira e qualificação da mão de obra. Demos o exemplo do trabalho de Jack Keller (1), que depois de se aposentar na Utah State University, aos 83 anos ainda trabalha  na Keller-Bliesner Enginnering, onde desenvolve projetos de fabricação de emissores na India para uso em países da Africa, em pequenas propriedades, um projeto financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates e estivemos na empresa para conhecer este trabalho e outros em cooperação com a ONG WinRock Water também foram objetos de nossas conversas. Jack Keller nos convidou para visitar sua casa onde conhecemos os emissores desenvolvidos por ele, mas mesmo com um grande quintal, não pudemos conhecer o sistema de irrigação, porque já tínhamos 30 ou mais centímetros de neve acima do solo. Este trabalho de desenvolvimento e fabricação de emissores de baixo custo foi mostrado também no Inovagri Meeting em maio deste ano pelo próprio Keller (1, 2) na palestra "Holistic Pressurized Irrigation Development".

As aulas práticas e trabalhos solicitados para complementar as aulas teóricas e também os estágios extra-curriculares são ótimas oportunidades para acumular conhecimento tácito, cada vez mais valorizado em um processo de seleção de profissionais. Conhecimento tácito é aquele que o indivíduo adquiriu ao longo da vida, pela experiência. Geralmente é difícil de ser formalizado ou explicado a outra pessoa, pois é subjetivo e inerente às habilidades de uma pessoa. A palavra "tácito" vem do latim tacitus que significa "que cala, silencioso", aplicando-se a algo que não pode ou não precisa ser falado ou expresso por palavras. É subentendido ou implícito. Uma das referências teóricas para a noção de conhecimento tácito é Michael Polanyi, que ajudou a aprofundar a contribuição do saber tácito para a gênese de uma nova compreensão social e científica da pesquisa. Este autor também estudou sua relevância para os educadores. Para Polanyy (1966), o conhecimento tácito é: "espontâneo, intuitivo, experimental, conhecimento cotidiano, do tipo revelado pela criança que faz um bom jogo de basquetebol, (…) ou que toca ritmos complicados no tambor, apesar de não saber fazer operações aritméticas elementares. Tal como uma pessoa que sabe fazer trocos mas não sabe somar os números. Se o professor quiser familiarizar-se com este tipo de saber, tem de lhe prestar atenção, ser curioso, ouvi-lo, surpreender-se, e atuar como uma espécie de detetive que procura descobrir as razões que levam as crianças a dizer certas coisas. Esse tipo de professor se esforça por ir ao encontro do aluno e entender o seu próprio processo de conhecimento, ajudando-o a articular o seu conhecimento-na-ação com o saber escolar. Este tipo de ensino é uma forma de reflexão-na-ação que exige do professor uma capacidade de individualizar, isto é, de prestar atenção a um aluno, mesmo numa turma de trinta, tendo a noção do seu grau de compreensão e das suas dificuldades." Pense nisso e aproveitem as oportunidades!


Neste contexto, em 21 de abril de 2010 iniciamos o trabalho de campo na microbacia do córrego Parpinelli em Birigui, em que defendemos ao mesmo tempo a troca da espécie problema Typha sp (tabôa) por 7 hectares de matas ciliares e a retificação do córrego, totalmente degradado pela força (velocidade) e volume de água em função da impermeabilização da área à montante.


A oportunidade foi incrível para conjugar teoria e prática com a participação e aprendizado dos nossos Orientados que puderam aprender e desenvolver o conhecimento tácito, aquele que o indivíduo adquire pela experiência. Ou seja, colocando a "mão na massa"! Iniciamos pelo reconhecimento da área, depois a coleta da água (contaminada por Coliformes) em vários pontos, levantamento topográfico do leito e seu entorno, fragilidades.


Depois em escritório definimos a bacia hidrográfica, segmentando-a, depois fizemos os cálculos hidrológicos e uma equipe cuidou da retificação do leito e outra da drenagem do entorno para criar as condições da troca da tabôa pela vegetação ciliar (com número de espécies de acordo com a legislação). Também unirmos esforços e conhecimento de Engenheiros Agrônomos, Civis e Biólogos com forte interação para a decisão do projeto final.


Depois de muita burocracia, a argumentação técnica começa a se tornar realidade e a microbacia do córrego Parpinelli poderá receber finalmente 7 hectares de mata ciliar bem no centro de Birigui, ocupando o lugar da espécie-problema Typha sp (tabôa) e ainda terá estruturas para contenção do volume excessivo de água, que aumentou significativamente com o aumento da área impermeabilizada a montante. A foto a seguir mostra o início dos trabalhos. Bom para o meio ambiente e ótimo para a população de Birigui.



E o nosso aluno da UNESP e Engenheiro Agrônomo Guilherme Pontin assume a Supervisor de Irrigação da Fazenda Graúna em Sud Mennucci. A Fazenda Graúna é de propriedade da LDC e terá 427 hectares de citros irrigados por gotejamento em linha simples. O projeto está sendo implantado pela NaanDanJain.

A UNESP ocupa o 4º lugar no ranking das melhores universidades latino-americanas segundo o site Web of the World Universities, mais conhecido como Webometric. A Universidade subiu três posições em relação ao ranking anterior e é considerada a 3ª melhor do país. No ranking internacional, a UNESP ocupa o 120º lugar, subindo 116 posições em relação ao ano anterior. No topo do ranking estão três universidades americanas: Harvard, Massachusettes Institute of Technology (MIT) e Stanford.

Safra
Valor da Produção é de R$ 221,2 bilhões em julho e milho é destaque, registrando excepcional aumento de produção na segunda safra. O Valor Bruto da Produção (VBP) das principais lavouras do País está estimado em R$ 221,2 bilhões, 0,8% abaixo do valor de 2011. Os dados - divulgados em 20 de agosto - são calculados a partir dos levantamentos de safra realizados no mês de julho. Segundo o coordenador da Assessoria de Planejamento Estratégico (AGE) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Garcia Gasques, no decorrer dos meses o valor de 2012 vem diminuindo a diferença em relação ao obtido em 2011, que foi recorde desde o início desta série em 1997. “Como tem sido apontado em relatórios anteriores, este ano tem sido marcado por secas no Sul do país e no Nordeste que afetaram consideravelmente a produção de grãos dessas regiões em vários estados”, salienta Gasques. Dos 18 produtos pesquisados, apenas cinco apresentaram aumento do VBP: algodão (37,9%), cebola (5,2%), feijão (9,3%), milho (22,4%) e soja (10%). O maior destaque nesse grupo é o milho, que registrou excepcional aumento de produção na segunda safra e alcançou um valor da produção de R$ 31,7 bilhões, o maior obtido desde que se calcula esta série. Outro destaque é a soja, que apesar da perda de cerca de 11 milhões de toneladas no Sul do país devido à seca, a recuperação de preços do produto tem levado a um resultado favorável em 2012. Entre os produtos que vêm apresentando resultados desfavoráveis no faturamento neste ano, os que têm mostrado pior desempenho são a laranja (-50,4%), a batata inglesa (-43,9%), o tomate (-40,2%), a mandioca (-15,4%), o arroz (-15,2%), o cacau (-14,9%) e o trigo (-12,6%). Outros com quedas menores são o fumo, a cana de açúcar, a uva, a maçã e o café. O valor da produção regional mostra-se com aumentos em relação a 2011, na região Norte (4,9%), Nordeste (18,9%) e Centro Oeste (23,5%), enquanto nas demais regiões o resultado é pior que o do ano de 2011. De acordo com Gasques, os resultados favoráveis nas regiões indicadas devem-se ao bom desempenho de diversos produtos como soja, milho, feijão, algodão, cana de açúcar e banana.

Renda agrícola de MG deve crescer 11% em 2012 e bateu recorde, é melhor do que o nacional, que terá queda de 0,8% este ano. A renda agrícola de Minas Gerais deve atingir R$ 25,6 bilhões. Será o maior valor já registrado no Estado. Os números fazem parte do relatório do Valor Bruto da Produção (VBP) divulgado  pelo Ministério da Agricultura. O VBP se refere à renda dentro da propriedade e considera os preços recebidos pelos produtores das principais culturas agrícolas do país. De acordo com o relatório, o crescimento de Minas Gerais difere do comportamento do Brasil. O VBP nacional terá um queda de 0,8% e ficará em R$ 221,2 bilhões. A estimativa para o ano de 2012 foi calculada com base no levantamento de safra de julho e nos preços pagos nos sete primeiros meses do ano. A boa safra de grãos e de cana-de-açúcar explica o bom momento da renda agrícola de Minas Gerais. “Tivemos uma safra de grãos recorde. Além disso, os preços de algumas commodities, como o do milho e o da soja, estão em crescimento no mercado interno e no exterior”, explica o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais, Elmiro Nascimento. O VBP da soja em grão no Estado irá crescer 29,8% na comparação com o ano passado. O valor deve chegar a R$ 2,9 bilhões. O milho também terá um desempenho positivo. O valor recebido pelos produtores deve atingir R$ 3,3 bilhões, um crescimento de 15,8% em relação a 2011. A renda obtida com o valor pago aos produtores de feijão de Minas Gerais será um dos principais destaques do ano. O crescimento esperado é de 47,5%, com um VBP de R$ 1,5 bilhão. A cana-de-açúcar também foi determinante para o bom desepenho da renda agrícola, com um VBP de R$ 4,3 bilhões. O aumento em relação a 2011 deve ser de 10,8%. Já o café - que tem a maior peso entre todos os produtos agrícolas de Minas Gerais - deve ter um desempenho negativo, com queda de 6,9% em relação ao ano passado. A renda da cafeicultura esperada para este ano é de R$ 10,8 bilhões.

Credores internacionais preveem alta no preço dos alimentos. Organizações internacionais de crédito estão aconselhando os países a se preparar para a possibilidade de alta no preço dos alimentos nos próximos meses, mas, para o momento, o Fundo Monetário Internacional e o Banco Mundial veem poucos sinais para a ocorrência de uma ampla crise dos alimentos, como a de 2007/2008. A pior seca em meio século nos Estados Unidos e uma safra fraca de cereais na região do Mar Negro provocaram a elevação dos preços do milho, do trigo e da soja. O preço do arroz - produto da cesta básica na Ásia e em partes da África -  até agora permanece inalterado. Dados do Banco Mundial mostram que os custos gerais com comida estão mais altos, mas ainda não chegaram aos níveis recordes de 2007/2008 - que deixaram milhões de pessoas na pobreza, uma vez que o preço dos alimentos subiu ao mesmo tempo em que o petróleo. Os efeitos da dupla crise em 2008 se dissiparam enquanto a crise financeira global se intensificou, reduzindo a demanda.

Ambiente global mais difícil: A mais recente alta no preço dos grãos ocorre no momento em que a economia mundial está desacelerando, a zona do euro enfrenta um turbilhão e o desemprego é alto em quase todos os lugares. O perigo dos países pobres é que o poder de fogo fiscal deles foi diminuído pela crise financeira global. Com isso, a capacidade deles para lidar com mais importações de alimentos será limitada. O índice de alimentos da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) saltou 6 por cento em julho, mais alto que o de 2008, e a FAO fez um alerta contra o tipo de proibição a exportações e tarifas que agravaram a alta dos preços há quatro anos.

Apesar de estímulos do governo, PIB completa 2 anos de ritmo lento e o resultado do segundo trimestre, divulgado no dia 31/08/2012 mostra piora da indústria e dos investimentos e o Produto Interno Bruto teve alta de apenas 0,4% entre abril e junho, no oitavo trimestre consecutivo de expansão modesta, se acendo a luz vermelhado governo federal com a AGROPECUÁRIA novamente salvando a nossa economia com crescimento de 4,9%, seguido dos gastos públicos (+1,1%) e do consumo das famílias (+0,6%). Os investimentos registraram -0,7% e a atividade da indústria ficou em -2,5%. A priorização da agropecuária pelos nossos governantes deveria se dar em todos os níveis, municipal, estadual e federal, e neste cenário de seca atual e o do que tivemos especialmente no RS e no nordeste, com a agricultura irrigada produziríamos ainda mais.

Uma oportunidade conhecer as novas técnicas e tecnologias e também os aspectos políticos da agricultura irrigada é participar do XXII Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem que acontecerá em Cascavel - PR de 4 a 9 de novembro de 2012, promovido pela ABID, a Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem, com apoio de diversas entidades de âmbitos local, estadual e nacional, entre os quais o CREA-PR, com a presença de renomados especialistas da área do País. O tema do XXII CONIRD é a Cooperação e inovação para o desenvolvimento da agricultura irrigada. A intenção é debater o tema como forma de tabular questões inerentes ao Plano Diretor da agricultura irrigada no Paraná. Para o presidente da ABID, Helvecio Mattana Saturnino, a busca pela integração tecnológica, científica, ambiental, mercantil e de logística visa reiterar esforços no sentido de ter o engajamento das cooperativas e demais organizações de produtores em favor do desenvolvimento da agricultura irrigada. “A escolha por Cascavel não foi aleatória. Teve fundamento ao analisar  aspectos e indicadores que consolidam a cidade e essa região entre os maiores polos do agronegócio no Brasil e celeiro de novas oportunidades”, salientou Saturnino. Ele entende a agricultura irrigada como um caminho sem volta no sentido de evitar situações indesejáveis durante as safras e perdas no campo. A UNESP Ilha Solteira estará presente com 9 artigos técnicos.

O Governo de Pernambuco está realizando um estudo para implantação de um sistema de irrigação comunitária na Ilha do Massangano, no meio do Rio São Francisco, em Petrolina, onde habitam cerca de 120 famílias de agricultores familiares. E o Deputado Sérgio Souza (PMDB-PR) voltou a defender a proposta que institui uma nova política nacional de irrigação. O texto (PLS 229/95), relatado por ele na Comissão de Infraestrutura, visa estimular o aumento da área irrigada e da produtividade agrícola. Como exemplo da importância da matéria, citou as quebras nas safras no Rio Grande do Sul e no Paraná. "Estamos em um país que tem 12% de toda a água de superfície do planeta, mas vemos uma plantação morrendo de sede. Isso é inaceitável!", declarou. Família Zappe, de Horizontina - RS, investe em irrigação para aumentar produção. Ademar Zappe trabalha há 50 anos em sua propriedade e lembra que a falta de água tem sido um problema crônico, que causou a frustração de muitas safras e afirma que “A safra 2004/2005 foi uma das piores, com uma forte estiagem em uma situação de preços baixos e neste ano a falta de chuvas também afetou toda a região, com perdas significativas” e resolveu enfrentar o problema  investindo em irrigação, em 28 hectares dos 65 hectares da propriedade. No próximo ano, deve instalar o sistema no restante da área.

E no RN, é assinada a Ordem de Serviço para irrigação da Chapada do Apodi, com previsão de que a obra seja concluída em 30 meses e vai custar R$ 215 milhões na primeira etapa (4.024 hectares), para o projeto total de 13 mil hectares, sendo nove mil irrigáveis. O projeto, em sua primeira etapa, será dividido em 324 lotes de 8 hectares destinados aos pequenos irrigantes. Todos eles vão receber um kit com os equipamentos básicos de irrigação. Técnicos agrícolas serão contemplados com 48 lotes de 16 hectares. Os engenheiros agrônomos vão receber 25 lotes de 24 hectares. Médios empresários vão ficar com 5 lotes de 48 hectares.

Sustentabilidade
Conheça como Barcelona se "livra" do lixo urbano.

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Empreendedorismo
Você que pretende empreender, sabe a diferença entre franquia e licenciamento? Licenciamento é alternativa à franquia (Lei de Franching 8.955/94) e o negócio pode ser vantajoso para aqueles que querem maior autonomia na gestão, mas oferece menos segurança. Modelos se diferenciam pela transferência ou não de gestão; escolha depende do perfil do empreendedor, e tema da esclarecedora matéria de Marianna Aragão (FSP, 19/08/2012). Com mais de 2.000 opções de negócios no Brasil, as franquias se tornaram, nos últimos anos, um dos modelos mais procurados por brasileiros que querem abrir um empreendimento. Mas, especialmente para quem já tem alguma experiência em administrar um negócio, o licenciamento de marca também tem se tornado uma alternativa. Nesse sistema, o empreendedor pode usar e distribuir uma marca, seja ela produto ou serviço. Diferentemente da franquia, porém, não recebe um modelo de negócio formatado nem tem o acompanhamento para operar e gerir o negócio. Exemplos de Franquia (O Boticário, Spoleto, Casa do Pão de Queijo, Wizard) e de Licenciamento (DPaschoal, Le Postiche, Achieve Idiomas). SAIBA MAIS...

Leia a entrevista de RODRIGO TELES presidente da Endeavor que para ele empreendedor é o cara que vê os problemas da sociedade e, em vez de reclamar, cria soluções. A Endeavor foi criada em 1997, por dois ex-estudantes de Harvard que buscavam empreendedores em países em crescimento e chegou ao Brasil (a empresa não atua nos EUA) no ano 2000 buscando fomentar o empreendedorismo antes mesmo de a palavra "empreendedor" ter sido incluída no dicionário. Já passaram pela organização casos de sucesso como a rede Spoleto, que hoje tem 400 lojas no Brasil, e a Poit Energia [de aluguel de geradores], que acaba de ser vendida por R$ 450 milhões. Rodrigo Teles, 32, preside a ONG desde 2009, depois de já ter passado pela organização uma vez e de empreender. Ele fala sobre a Endeavor e afirma que empreendedorismo é o que falta para o Brasil e boa parte do mundo neste momento.

"Minha história" com Marcelo Prado é um exemplo de superação. Cego, o Agrônomo chegou a vice-presidente de empresa, foi demitido, deu a volta por cima e hoje tem clientes até no exterior e prega a felicidade no trabalho contra a crise e o desânimo de executivos. Aos oito anos, Marcelo Prado descobriu ter retinose pigmentar, degeneração da retina que tirou 70% de sua visão. Mas sua disposição de superar esse e os demais desafios nunca foram afetados, mesmo após a perda quase completa da visão numa cirurgia malsucedida em Cuba. Agrônomo formado pela UNESP Jaboticabal, construiu uma carreira de sucesso no setor de agronegócios, no qual sua consultoria, a MPrado, tem clientes em 25 Estados brasileiros, nos países do Mercosul, em Portugal e na Inglaterra. Aos 56 anos, dá palestras e lançou livro para inspirar os desanimados.

Acompanhe também o Guia Especial da FSP destinado à micro, pequena e média empresa.

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Desigualdade

O estudo também destaca o crescimento do PIB brasileiro, de 1970 a 2009, deixando para trás o México e os países que formam o Cone Sul – Argentina, Chile, Uruguai e Paraguai. Mas, quando se analisa o PIB per capita, o Brasil ocupa o 13ª lugar, abaixo da média latino-americana e dos países mais desenvolvidos da região, como México, Chile, Argentina e Uruguai, e até mesmo da Venezuela.

A pesquisa mostra também que o número de pobres e indigentes no Brasil caiu pela metade em duas décadas: de 41%, em 1990, para 22% da população em 2009. Argentina e Uruguai também reduziram pela metade o número de pobres, que hoje são 9% da população, em ambos os países. Mas foi o Chile o grande campeão no combate à pobreza, conseguindo uma redução de 70%: de 39%, em 1990, para 12%, em 2009, quando se fala em percentual da população pobre no país. Conheça o Relatório completo.

Clóvis Rossi assina o artigo "Desigualdade, o fracasso da esquerda" na FSP (26/08/2012, p.A.22) onde analisa o fato de que no Brasil, os mais ricos recebem do governo 13 vezes mais que a turma do Bolsa Família. Traz a análise de Reinaldo Gonçalves, professor titular de economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro: "Com raras exceções, essas políticas (as do governo Lula) limitam-se a alterar a distribuição da renda na classe trabalhadora (salários, aposentadorias e benefícios) sem alterações substantivas na distribuição funcional da renda, que inclui, além do salário e das transferências, as rendas do capital (lucro, juro e aluguel)." Rossi escreve "Há pelo menos um dado que faz suspeitar seriamente de que a tal distribuição funcional da renda piorou: no ano passado, o governo federal dedicou 5,72% do PIB ao pagamento de juros de sua dívida. Já o Bolsa Família, o programa de ajuda aos mais pobres, consumiu magro 0,4% do PIB. Resumo da história: para 13.330.714 famílias cadastradas no Bolsa Família, vai 0,4% do PIB. Para um número infinitamente menor, mas cujo tamanho exato se desconhece, a doação, digamos assim, é 13 vezes maior. Como é possível, nesse cenário, que se repete ano após ano, reduzir-se a desigualdade na renda? O que, sim, diminuiu foi a pobreza, no Brasil como na América Latina. Em 20 anos (até 2009), a taxa de pobres caiu de 48% para 33%, informa a ONU. Mesmo nesse capítulo, o Brasil continua mal na foto: Argentina, Chile e Uruguai têm 12% de pobres, enquanto, no Brasil, a taxa quase duplica (22%). Essa queda ajuda a explicar a popularidade de Lula/Dilma, Hugo Chávez, Rafael Correa, Michelle Bachelet (mais popular que seu sucessor, o conservador Sebastián Piñera), Evo Morales (em queda, mas ainda popular), José Mujica. Para o pobre, que mal podia comprar arroz, adquirir geladeira importa mais do que saber se o rico, que já podia comprar um arrozal inteiro, compra agora helicópteros ou aviões, em vez de geladeiras, que sempre teve." E conclui "Os governos supostamente de esquerda e suas políticas pró-pobres não foram capazes de tirar a América Latina do papel de campeã mundial da desigualdade. Ou ela é inoxidável ou eles precisam reinventar-se." Leia o artigo completo!

Entretenimento
O Arquiteto Elomar Figueira Mello nasceu em Vitória da Conquista e já foi Diretor de Urbanismo, mas boa parte de seus textos musicais e obras são escritos em linguagem dialetal sertaneza (sic) - título de linguagem atribuída por ele - e tem um estilo típico de tocar violão, muitas vezes alterando a afinação do instrumento. Vinícius de Moraes assim o definiu "A mim me parece um disparate que exista mar em seu nome, porque um nada tem a ver com o outro, No dia em que "o sertão virar mar", como na cantiga, minha impressão é que Elomar vai juntar seus bodes, de que tem uma grande criação em sua fazenda "Duas Passagens", entre as serras da Sussuarana e da Prata, em plena caatinga baiana, e os irá tangendo até encontrar novas terras áridas, onde sobrevivam apenas os bichos e as plantas que, como ele, não precisam de umidade para viver; e ali fincar novos marcos e ficar em paz entre suas amigas as cascavéis e as tarântulas, compondo ao violão suas lindas baladas e mirando sua plantação particular de estrelas que, no ar enxuto e rigoroso, vão se desdobrando à medida que o olhar se acomoda ao céu, até penetrar novas fazendas celestes além, sempre além, no infinito latifúndio...". Abaixo, Cantiga de Amigo é apenas uma amostra da sua música e estilo e outras 14 de suas músicas podem ser ouvidas na Rádio UOL. e as suas magníficas letras que encantam podem ser conhecidas AQUI. Com estilo próprio, seu sítio se chama "Porteira" e lá fica-se sabendo que até o momento sua obra, em termos de composição e escrita (partituração) conta com 11 óperas, 11 antífonas, 4 galopes estradeiros, 1 concerto de violão e orquestra, 1 concerto para piano e orquestra, 1 pequeno concerto para sax alto e piano, 1 sinfonia e 12 peças para violão-solo. Arrumação é uma preciosidade, a TV Cultura fez um documentário sobre o músico que para ele só três coisas lhe interessam "amor, viola e forria, nunca dinheiro", em "Mosaicos - A Arte de Elomar", em 48 minutos mostra a poesia e musicalidade impressionante.

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