Notícias resumidas em 12 de janeiro de 2013

"O IRRIGANTE NÃO É BANDIDO, NA VERDADE O IRRIGANTE É O MOCINHO. A comunicação com diferentes linguagens deve ser priorizada como forma de democratização do setor. O conhecimento e as informações são fundamentais para que se possa ter a exata compreensão por todos os seguimentos da sociedade da importância da agricultura irrigada, seus efeitos multiplicadores, ao mesmo tempo em que possibilita o uso de novas técnicas e tecnologias.” (Fernando Braz Tangerino Hernandez, no encerramento do XXIII CONIRD e na Irrigazine, Edição 34, dezembro de 2013)

Entramos em 2014 com chuva em toda a região e assim, Pereira Barreto e Ilha Solteira lideram e registraram respectivamente 47 e 46 mm. E como foi o ano de 2013 em chuvas no noroeste paulista? Aparentemente bem, com vários locais registrando um total de chuvas maior que o esperado, como a região de Ilha Solteira, que contou com 119 dias de chuva, e registrou a maior precipitação total do noroeste paulista, 1.461 mm, acima dos históricos 1.277 mm ou dos 1.338 mm. considerando a média desde o ano 2.000. Em 2012 foram apenas 929 mm.


Mas a análise não é tão simples assim e devemos considerar dois outros fatores para saber se realmente tivemos uma oferta de água adequada em uma região, que é a distribuição das chuvas ao longo do ano e a evapotranspiração, que ficou em 1.511 mm, maior portanto que a chuvas.


Evapotranspiração é o nome do processo em que se transfere água para a atmosfera através da evaporação do solo e transpiração das plantas e que, para uma máxima produção, deve ser reposta pelas chuvas ou pelos sistemas de irrigação. Como uma conta corrente no banco, a evapotranspiração deve ser reposta para que não tenhamos prejuízo.
Neste sentido toda a região noroeste sofreu com o déficit hídrico, seja na região de Ilha Solteira com a maior quantidade de chuva, ou em Itapura, com apenas 1.033 mm anuais, mesmo com 125 dias de chuva, mas com evapotranspiração total de 1.524 mm, pois a irregularidade das chuvas ao longo do ano fez com que o cultivo de sequeiro não fosse favorecido. As chuvas tardias, também influenciaram a decisão de plantio e quem plantou nas primeiras chuvas, especialmente o milho e soja, não poderá contar com boas produtividades.
Por outro lado, agricultores que investiram em sistemas de irrigação, anteciparão suas colheitas e contarão com dois benefícios, as garantias de produtividades elevadas e de preços melhores na hora da venda da sua produção.  
Feliz cidade que conta com investimentos em irrigação e assim, desejamos um ótimo e produtivo ano a todos! Esse foi o tema que desenvolvemos esta semana no Pod Irrigar - o Pod Cast da Agricultura Irrigada. Ouça também as dicas anteriores


A semana foi marcada novamente por temperaturas elevadas em todo o noroeste paulista (sempre passando dos 35ºC) e também por chuva de advecção com prejuízos. No dia 7 de janeiro de 2014 tivemos a satisfação de desfrutar da companhia do Analista de Sistemas Jean Carlos Quaresma Mariano, que já fez parte da AHI, envolvido diretamente com o projeto "Modelagem da produtividade da água em bacias hidrográficas com mudanças de uso da terra" que viabilizou a montagem da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira e que dá acesso às variáveis climáticas em tempo real e também a sua base histórica no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira com acesso livre e gratuito aos internautas interessados.


Estivemos em campo para a realização de manutenção das estações agrometeorológicas e ao sairmos da Fazenda Costa Mello em Paranapuã, depois de 2 horas de sol forte "enfrentamos" vento forte (46,8 km/hora) e chuva intensa, durou apenas 45 minutos mas chegou a intensidade de 122 mm/h em alguns minutos) e causou prejuízos, transtornos à população e em empreendimentos. Chuva localizada, nas cidades vizinhas o sol manteve-se a pino e a temperatura elevada, revelando mais uma caso de variabilidade das chuvas.


Os registros feitos pela  Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista servem não somente para subsidiar o uso eficiente da água, uma vez que a evapotranspiração é divulgada, mas também para subsidiar ações de ressarcimento de seguradoras. Todas estas informações climáticas obtidas pela Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira estão disponíveis no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira a partir de http://clima.feis.unesp.br.


Agricultura irrigada
No RS a irrigação evita perdas nas lavouras de milho. Dos 2,3 mil projetos registrados no Estado, apenas 600 já operam. Entrega de pivôs pela indústria e energia são gargalo. A irrigação mecanizada está fazendo toda a diferença no desempenho das lavouras de milho da safra 2013/2014. Foi o equipamento e a disponibilidade de água, claro, que amenizaram o impacto da curta estiagem que abateu localidades como São Luiz Gonzaga, nas Missões, no fim de ano, e onde estão os 51 hectares de milho do agricultor Abel Costa Beber. O pequeno produtor de grãos acionou o equipamento pelo menos 20 dias entre novembro e dezembro, evitando que a escassez de chuva e as altas temperaturas prejudicassem o desenvolvimento da cultura plantada mais cedo. As perdas, consideradas pela Emater-RS como certas e que serão divulgadas nesta semana, atingiram lavouras situadas principalmente nas Missões, no Planalto e no Alto Uruguai e cujos produtores não conseguiram neutralizar a insuficiência hídrica. Beber está entre os quase 600 projetos de irrigação que foram instalados desde o fim de 2012 dentro do programa Mais Água, Mais Renda, um dos carros-chefe do governo Tarso Genro para afugentar o fantasma dos prejuízos de estiagens. A última grande, em 2012, provocou queda de 1,8% do PIB gaúcho, graças à quebra das safras de milho e soja, acossadas pela falta de chuvas. “Perdi quase tudo na temporada de verão de 2011/2012, quando colhi 20 sacos por hectare. Agora, com água no momento que não podia faltar, além de boa adubação, serão 180 sacos por hectare”, contrasta o agricultor, que já adquiriu um segundo conjunto de pivôs para reforçar a artilharia e este mês plantará soja. “Vai ter mais sol e menos chuva até fevereiro, mas nem vou esquentar a cabeça.” Leia mais...

Paisagismo e irrigação



Economia - PIB - Ilha Solteira
Ilha Solteira, onde moramos e trabalhamos, com 26.138 habitantes, tem o 30º maior PIB per capita do Estado de São Paulo, o mais rico do país. Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), referentes a 2011 e divulgados em dezembro de 2013. No município, cada morador receberia uma fatia de R$ 52.301,03 do PIB total por ano, o equivalente a aproximadamente R$ 4.358,42 por mês. O maior PIB per capita do Estado é do município de Lorena, que tem população de 86.337 habitantes e PIB per capita de R$ 208.646,17. O pior PIB per capita de São Paulo é o de Francisco Morato, com 164.718 habitantes e PIB per capita de R$ 7.131,54. A capital paulista aparece na 44ª posição no ranking estadual, com 11.821.873 habitantes e PIB per capita de R$ 42.152,76. Na região, Ilha Solteira supera todas as demais cidades. Araçatuba, sede administrativa da região, ficou com o 219º lugar, com 190.536 habitantes e PIB per capita de apenas R$ 21.374,88.
Um planejamento adequado e consistente de políticas públicas aproveitando a base de conhecimento tecnológico oferecida pela UNESP com seus mais de 600 professores e funcionários e ainda seus 3.000 alunos e a mão de obra qualificada do município de Ilha Solteira poderia aumentar ainda mais esta condição econômica avaliada pelo PIB, com reflexo e todos os demais indicadores, tais como IDH e indicadores ambientais.

Educação - mapas - geoprocessamento



Finanças - carreira


Saiba como estabelecer metas e até empresa para trabalhar em 2014. Para Elvira Berni, sócia-diretora da People on Time, 2014 promete ser um ano atípico para os profissionais. "É um ano mais curto, com um Carnaval tardio e a Copa do Mundo. É preciso correr atrás do que se quer logo no primeiro semestre." Ela afirma que, neste ano, os profissionais terão que crescer por conta própria, já que as empresas estarão mais cautelosas por causa das incertezas da economia. Olhar para o mercado é importante, mas, para Marcelo Braga, o ideal é buscar oportunidades que estejam próximas da realidade do profissional. "Quanto mais tempo de carreira, mais difícil é dar uma virada total", diz. Para Sergio Sabino, diretor de marketing da agência de recrutamento Michael Page, práticas empresariais que estimulem o desenvolvimento de funcionários e uma comunicação clara entre gestor e funcionário são requisitos fundamentais para um plano de carreira deslanchar. "Ter medo de divulgar quais são os caminhos para uma promoção e as metas individuais necessárias é um erro. É melhor ser transparente, mostrar as possibilidades reais de cada promoção. Isso estimula os profissionais a se planejarem e se comprometerem", defende.

Tome as rédeas - Faça o diagnóstico do seu trabalho: 1. Escreva as realizações e os fracassos profissionais que teve em 2013; 2. Faça uma crítica dos motivos dos erros e acertos e discuta-os; 3. Verifique como poderia corrigir cada erro e manter os seus acertos; 4. Estabeleça metas com três Cs: Começar, Cessar e Continuar a fazer; 5. Pense nos objetivos profissionais de curto, médio e longo prazo; 6. Escreva ações necessárias para eles (cursos, viagens, etc); 7. Planeje tarefas diárias ou semanais para atingir objetivos; 8. A cada dois meses avalie a sua evolução e mude a rota se preciso. (Folha de São Paulo, 5/01/2014, p.D.2).

Oportunidade de trabalho
O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação (MCTI), divulgou recentemente os editais de abertura dos concursos públicos que visam o preenchimento de 75 vagas de nível superior, em São José dos Campos (SP) ou Cachoeira Paulista (SP). Os salários variam de  R$ 9.490,33 a R$ 10.716,04. Para mais informações acesse: http://www.cemaden.gov.br/concurso2013.php

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) divulgou o edital de um novo concurso público para 238 vagas de professores de nível superior em diversas áreas. Dentre elas estão duas vagas para Meteorologia, para professor adjunto A. Estas vagas são para atuação para 40 horas em dedicação exclusiva. O candidato deve acessar o site http://concursos.pr4.ufrj.br para efetuar o cadastro. A seleção terá etapas de provas escrita, didática, além da apreciação de títulos e trabalhos referidos no currículo e de uma arguição oral.

Entretenimento

Luiz Tatit é Luiz Augusto de Moraes Tatit, professor Titular do Departamento de Lingüística da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Possui graduação em Lingüística pela FFLCH - USP (1978) e em Música pela Escola de Comunicações e Artes - USP (1979). É autor dos livros A Canção: Eficácia e Encanto (Ed. Atual, 1986), Semiótica da canção: melodia e letra (Ed. Escuta, 1994), O Cancionista: Composição de Canções no Brasil (Edusp, 1996), Musicando a Semiótica: Ensaios (Ed. AnnaBlume, 1997), Análise Semiótica Através das Letras (Ateliê Editorial, 2001), O Século da Canção (Ateliê Editorial, 2004), Todos Entoam: Ensaios, Conversas e Canções (Publifolha, 2007) e Elos de Melodia e Letra, em colaboração com Ivã Carlos Lopes (Ateliê Editorial, 2008). Obteve seu doutorado em 1986 na FFLCH da USP, com a tese Elementos semióticos para uma tipologia da canção popular brasileira.
Luiz Tatit é também compositor e, em sua atividade com o grupo RUMO, gravou 6 CDs (relançados em 2004). Em sua carreira-solo, lançou, pelo selo Dabliú, os álbuns Felicidade (1998), O Meio (2000), Ouvidos Uni-vos (2005) e Rodopio - CD e DVD (2007). Tem interesse nas áreas de Lingüística, Semiótica e Análise da Canção Brasileira.
Em 1974 dá início às atividades do Grupo Rumo, juntamente com Hélio Ziskind, Geraldo Leite, Paulo Tatit, Gal Oppido, Zécarlos Ribeiro e Akira Ueno (nos anos seguintes, ainda ingressariam no grupo Pedro Mourão (1976), Ná Ozzetti (1978) e Ciça Tuccori (1980), com o propósito de ampliar as perspectivas de composição, interpretação e arranjo instrumental da canção popular brasileira. Iniciam-se as apresentações ao público. Em 1977, ao lado do trabalho de criação de novas canções, Luiz Tatit inicia, com o Grupo Rumo, o projeto "Rumo aos antigos", no qual reelabora canções das décadas de 1920 e 1930 para reapresentá-las ao público. Noel Rosa, Lamartine Babo e Sinhô foram os primeiros autores visitados. Conheça no video da Globo News a trajetória artística e obra de Luiz Tatit. Assista também Felicidade com Luis Tatit e Zélia Duncan, CapituDeu Pane em São Paulo e ainda Luiz Tatit no programa Ensaio de 15/06/2013.


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