Primeira postagem de 2014 - Agricultura e economia em movimento

"Se os teus princípios morais te deixam triste, podes estar certo de que estão errados. Não há dever que subestimemos mais do que o dever de ser feliz." (Robert Stevenson Robert Louis Balfour Stevenson,  nasceu em 13 de novembro de 1850 em Edinburgh, Escócia e faleceu em 3 de dezembro de 1894, foi um novelista, poeta e escritor de roteiros de viagem.

Começamos o ano de 2014 com temperaturas elevadas e chuvas. Na sexta-feira, Ilha Solteira registrou 36,6ºC e Marinópolis 37,6ºC. Ontem, Sud Mennucci teve 37,1ºC e Marinópolis 37,0ºC. Mas sensação térmica foi muito maior do que o registrado nos termômetros. Três variáveis determinam a sensação térmica: umidade do ar, velocidade do vento e temperatura real. Há diversas fórmulas e tabelas padronizadas que facilitam a medição. A sensação de desconforto tem feito com que mais pessoas se interessam pelo tema, afinal, vale mais no nosso cotidiano do que aquilo que o termômetro marca. Mas não se tem a sensação térmica, sem antes contar com uma estação meteorológica, que passa ser entendida como fundamental para o planejamento de nossas atividades pessoais e profissionais. A Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira é um bom exemplo deste trabalho de expansão da medição precisa das variáveis climáticas. Com leituras a cada 10 segundos, chamada de tempo de varredura, a partir destas informações é possível aos administradores, empreendedores e projetistas alicerçarem seus trabalhos com uma base sólida de dados e assim, construir estruturas e equipamentos capazes de suportar ou ao menos mitigar os extremos.

Entramos em 2014 com chuva em toda a região e assim, Pereira Barreto e Ilha Solteira lideraram e registraram respectivamente 38,4 e 27,7 mm.

E chegamos ao fim do ano com Ilha Solteira tendo 119 dias de chuva e um total de 1.461 mm, liderando em água na região noroeste paulista, enquanto que a evapotranspiração ficou em 1.511 mm. De 1991 a 2011, a precipitação média anual em Ilha Solteira foi de 1305,9 milímetros. De 1968 a 2011, Ilha Solteira registrou precipitação média anual de 1232 mm. Em 2011 foram 1.445 mm no total. Em 2012 foram apenas 929 mm no total.

Na região o total de chuva e de evapotranspiração até hoje foi respectivamente de 1.524 e 1.033 mm em Itapura (com 125 dias de chuva), de 1.362 e 1.101 mm em Sud Menucci, 1.418 e 1.114 mm em Paranapuã, 1.363 e 1.215 mm em Populina, 1.456 e 1.116 mm em Marinópolis em Pereira Barreto foi registrado 1.566 e 1.124 mm na Estação Santa Adélia e 1.371 e 1.066 mm na Estação Bonança (com 110 dias de chuva). Todas estas informações estão disponíveis no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira a partir de http://clima.feis.unesp.br. Em evapotranspiração, a Estação Santa Adélia liderou novamente, com média de 4,3 mm/dia, seguida de Itapura com 4,2 mm/dia e Ilha Solteira  e Marinópolis com 4,1 mm/dia.

Agricultura irrigada
Miragem no sertão: sob sol escaldante e pouca água, agricultores nordestinos produzem frutas de alta qualidade com o gotejamento e confira as fotos de Deusimar Oliveira do Projeto Pingo d´Água onde a agricultura familiar mostra ser possível se firmar economicamente com a experiência no Vale do Forquilha em Quixeramobim - Ceará.

O perímetro irrigado de Formoso, em Bom Jesus da Lapa (BA), é o maior produtor de bananas do Nordeste. O valor bruto de comercialização da fruta até o final de novembro foi de mais de R$ 125 milhões, dos quais 75% referem-se à banana prata e o restante de nanica. Estima-se que hoje sejam gerados oito mil empregos diretos e 17 mil indiretos. A área irrigável de Formoso é de 12.028 hectares com cerca de 900 famílias residentes no perímetro. Apesar da cultura da banana ser o carro chefe do Perímetro Formoso, vem crescendo o interesse em áreas cultivadas com citrus, com destaque para a laranja, a tangerina e o limão. Culturas temporárias, como feijão, milho e melancia, também são exploradas, atingindo a produção de mais de 10 mil toneladas durante o ano de 2012. Já a produção de banana comercializada este ano, poderá atingir 171 mil toneladas.

Projetos de irrigação beneficiam produção agrícola no Semiárido alagoano.

Bolívia investirá US$ 57 milhões em irrigação de cultivos com financiamento do programa "Minha irrigação", pelo qual o governo boliviano financiará 50% do dinheiro necessário para projetos de irrigação agrícola com o objetivo de aumentar a produção de alimentos. Metade do investimento virá do governo federal e outra metade dos governos regionais ou prefeituras. É assim que se faz, parceria com aqueles que dão importância para a atividade e seus efeitos multiplicadores.


Ilha Solteira perde posição econômica
Ilha Solteira perdeu o lugar de cidade mais rica da microrregião de Andradina. Com crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de apenas 1%, o município, que possui a maior usina hidrelétrica do Estado de São Paulo, foi ultrapassado por Andradina. Os dados são do Instituto Brasileira de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados em dezembro. Por muitos anos, Ilha Solteira ocupou o terceiro lugar da região, ficando atrás apenas de Araçatuba e Birigui. Ilha Solteira que caiu para a quarta posição na região e para a segunda na microrregião somou PIB de R$ 1.315.162.000,00 e ainda se posiciona como 112º mais rica do Estado e a 390º no ranking nacional. Os diferentes governantes de Ilha Solteira e suas respectivas equipes não souberam ainda aproveitar as potencialidades oferecidas pelo recursos financeiros elevados obtidos a partir da Usina Hidrelétrica e da base tecnológica oferecida pela UNESP para gerar empregos a partir da criação de novas empresas e o estímulo à novos empreendedores. No artigo "UNESP: tecnologia regionalizada" publicado em março de 1994 já chamávamos a atenção para a necessidade de aproveitar o potencial técnico existente na UNESP. O que lamentamos é que o artigo, em sua quase totalidade, permanece atual.

Logística - infraestrutura - transporte - safra - economia
No último leilão de infraestrutura do ano - em 27/12/2013 -, a Invepar arrematou a rodovia BR-040, que liga Brasília a Juiz de Fora (MG), com um desconto de 61,13% no preço máximo de pedágio estabelecido pelo governo, de R$ 8,30. Foi o maior deságio entre as cinco estradas federais concedidas neste ano à iniciativa privada. A Invepar, que tem como sócios a OAS e os fundos de pensão Previ, Funcef e Petros, poderá cobrar R$ 3,20 de pedágio para cada um dos 11 trechos de 100 km da rodovia. A empresa será responsável pela recuperação, pela manutenção e pela ampliação da BR-040 pelos próximos 30 anos. São 936,8 km, dos quais 714 km terão de passar por duplicações em até cinco anos. A previsão de investimentos, segundo o Ministério dos Transportes, é de R$ 7,9 bilhões em 30 anos, sendo que mais da metade deve ser realizada até 2019.



Duas ferrovias devem ser licitadas no 1º semestre de 2014, segundo a ministra Gleisi Hoffmann (Casa Civil). Uma delas é a Ferrovia de Integração Centro-Oeste, entre Mato Grosso e Goiás. A ministra disse ser possível ainda leiloar outro trecho, mas não quis nomeá-lo. É no primeiro semestre em que há chances maiores de que ocorram leilões, já que em outubro há eleições. O projeto de privatização de ferrovias foi lançado em agosto de 2012 pela presidente Dilma Rousseff. A ideia era conceder 10 mil quilômetros de vias até setembro de 2013, com investimentos de R$ 91 bilhões ainda neste ano. Até agora nenhuma ferrovia foi concedida. O modelo foi considerado complexo, faltaram estudos detalhados e houve questionamentos tanto do setor privado quanto do TCU (Tribunal de Contas da União) em relação aos investimentos projetados para os trechos.


Empresas chinesas tentaram repetir no Brasil a experiência que tiveram na África, de explorar as riquezas naturais, mas esbarraram nos limites para compras de terras e agora se especializam em financiar a produção, processar e vender soja para o exterior. Graves deficiências de infraestrutura e abundância de recursos naturais: a China se deparou no Brasil com a combinação que havia servido de base para a sua bem-sucedida inserção na África. Com sua exuberância de capital, experiência em logística e mão de obra treinada e barata, os chineses organizaram a produção e escoamento de minérios e alimentos na África na década passada de maneira a sustentar seu crescimento econômico, que já exauriu seus recursos naturais. Agora, estão tentando aplicar esse modelo no Brasil.

Agronegócio bateu recordes, mas há previsão de queda de preços para 2014. Crescendo desde o início dos anos 2000, a safra de grãos brasileira voltou a ser recorde em 2013. A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é que ela fechará o ano em 186,8 milhões de toneladas. A supercolheita teve reflexos nas exportações, especialmente de milho e soja. O milho se beneficiou novamente da quebra de safra nos Estados Unidos e deve encerrar o ano com venda de 25 milhões de toneladas. No caso da soja, as exportações devem ficar em 43 de milhões de toneladas contra a previsão inicial de 38 milhões. Os dois produtos ajudaram a absorver os danos causados à balança comercial pela queda na produção e vendas externas de petróleo este ano. “O agronegócio foi nossa sorte. Era uma receita que não estava prevista”, comenta José Augusto de Castro, presidente da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB). Castro destaca, no entanto, que a entidade estima que haverá queda no preço para algumas commodities em 2014, entre elas a soja e o milho. Para a soja em grão, a projeção é que o preço recue dos atuais US$ 540 por tonelada para US$ 490. Para o milho, a previsão de recuo é de US$ 197 para US$ 180 por tonelada.

Agronegócio vitorioso em 2013 e foi marcado pelo bom desempenho de praticamente todas as áreas da agricultura catarinense. Na prática, não tivemos nenhuma crise setorial; nenhum produto teve situação de escassez ou superoferta. As grandes cadeias produtivas - carnes, grãos, leite e hortifrutigranjeiros - apresentaram resultados compensadores. Agrolink informa, ao contrário da opinião acima, que as projeções para 2014 são otimistas com os preços dos grãos permanecendo estáveis, pois a safra atingirá 196 milhões de toneladas, garantindo suficiente oferta de milho e soja para o suprimento da imensa cadeia produtiva de aves e suínos. Essa condição evitará surpresas, como o superencarecimento dos insumos que ocorreu em 2012. Com a retomada do crescimento mundial, os mercados para produtos alimentícios se expandem em todos os continentes. Vem aí mais um ano bom para a agricultura, o agronegócio e o Brasil.

Produção de cana melhora, mas chega ao limite: Após patinar nos últimos anos, o setor sucroenergético reagiu nesta safra 2013/14. As estimativas mais recentes indicam moagem de cana de 590 milhões de toneladas, 60 milhões mais do que em 2012. Apesar da recuperação, o cenário não é bom. Vai demorar para o setor repetir uma boa evolução como a deste ano, tanto na moagem como na produção de etanol, segundo avaliação de Antonio de Padua Rodrigues, diretor da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar). A oferta de cana e a capacidade de moagem das usinas ficam estáveis na próxima safra. Além disso, nove usinas poderão deixar de funcionar em 2014 e apenas uma entrará em operação. Crise econômica e uma certa perda de entusiasmo com o etanol como energia limpa trazem novas discussões em mercados como o da Europa e o dos Estados Unidos.


Entretenimento
Vai viajar? "Roteiro sem Dinheiro" é um blog com boas dicas de vários locais por onde passaram seus organizadores. Confiram! E para quem viaja e aprecia vinhos, WINEFIT tem uma coleção interessante de malas para acondicionar e despachar os vinhos adquiridos na viagem. 

"Com a Corda Toda" é a celebração de uma amizade musical e pessoal de vários anos. Pedro Braga e Luiz Chaffin reúnem no seu primeiro CD, "Com a Corda Toda", músicas de autoria própria e de outros compositores. O duo traz uma versatilidade de instrumentos de corda, utilizando-se do violão de nylon, violão de aço, violão de 12 cordas, viola de 10, guitarra, cavaquinho, bandolim e bouzouki para dar vida à sua música. Pedro Braga e Luiz Chaffin se apresentaram no projeto Instrumental Sesc Brasil, que é um programa onde mostra ao telespectador o melhor da música instrumental e shows exclusivos, traz também entrevistas onde os músicos revelam suas características e curiosidades pessoais e de seus instrumentos. O Instrumental Sesc Brasil, projeto pioneiro de música Instrumental do SESC, foi criado em 1990. Os shows acontecem semanalmente na unidade SESC Avenida Paulista. É um espaço de encontro entre músicos novos e consagrados de diversas vertentes.

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