Aula Quinze - Drenagem


Esta semana tivemos um projeto de irrigação por aspersão tomou conta das aulas. O "Manual de Irrigação" é o livro texto mais utilizado para os estudos, mas "Sistemas de Irrigação por Aspersão" de autoria do Engenheiro Agrícola Guilherme Augusto Biscaro é um livro destinado principalmente aos profissionais e interessados na área de ciências agrárias, abordando as principais características técnicas dos sistemas de irrigação por aspersão de maneira clara, prática e objetiva, propondo e resolvendo exercícios. Também são apresentados alguns métodos simples de determinação de parâmetros de campo, além de características específicas de componentes essenciais do sistema de irrigação. As perdas de carga em sistemas por aspersão são calculadas por Hazen-Williams, mas conveniente lembrar das suas limitações, a equação foi desenvolvida para cálculos com água e devemos evitar dimensionamento com a equação para diâmetros inferiores à 50 mm, quando a preferência deve recair sobre a Fórmula Universal. De autoria do nosso colega Edmar Scaloppi em Botucatu temos "Sistemas de irrigação alternativos de baixo custo", onde apresenta de forma didática e ilustrada os passos para a implantação de três sistemas de irrigação de baixo custo: por sulcos, por aspersão convencional e por gotejamento e "Elaboração de Projetos de Irrigação" da Fundação Centro Tecnológico de Hidráulica é um livro conceitual ótimo. Irrigação localizada e aspersão, Sistemas de irrigação para todos os fins, Qualidade da água e os riscos ao sistema de irrigação e Balanço hídrico como instrumento de gestão no noroeste paulista são textos também recomendados e temos, além das aulas e da bibliografia da disciplina - nada deve substituir os livros textos recomendados - várias mídias de apoio que complementam os livros e são baseadas na Internet.

Nas aulas da semana foram feitos questionamentos sobre a altura manométrica total (altura manométrica de sução + altura manométrica de recalque), mais especificamente a pressão na entrada da linha lateral, que deve ser a pressão de serviço somada com 3/4 da perda de carga total (na linha lateral + no tubo de subida = haste) e ainda somada a altura da haste, considerando uma uma linha lateral em nível. A perda de carga na haste de subida deve ser computada apenas uma vez sempre. Alguns alunos insistem na ideia equivocada que ela deve ser multiplicada pelo número de hastes de subida.

Ainda sobre aspersão recomendamos assistir alguns videos que tratam dos emissores e manutenção de sistemas por aspersão: Spray sprinklers to MP Rotator retrofit: Convert your standard sprinklers to efficient MP Rotators, Pressure Regulating Spray Head Demonstration e Hunter's MP Rotator Product Guide, este último muito legal para entender como a água é distribuída e se infiltra ao solo. Para fazer o cálculo da evapotranspiração, deve-se levar em consideração fatores como temperatura, vento, umidade relativa, radiação solar e velocidade do vento. Desta forma, consegue definir como os aspersores devem se comportar, fazendo com que entreguem a quantidade de água certa para cada ponto do campo.
Também vimos drenagem em suas várias modalidades e objetivos (agrícola para fins de evitar a salinidade e rebaixamento de lençol freático, campos esportivos e sistemas de alerta de vazamento de reservatórios com finalidades ambientais). Nestas situações, a escolha da equação para o dimensionamento do espaçamento entre drenos vai depender do regime de fluxo, permanente (HOOGHOUDT) ou não - variável (GLOVER-DUMM) e os livros de Décio Cruciani, de Manoel de Jesus Batista indicados na bibliografia da disciplina, além do FAO 29 (AYERS, R.S.; WESTCOT, D.W. Qualidade de água na agricultura. Estudos FAO: Irrigação e Drenagem, 29) são os mais indicados pelo conteúdo teórico e prático. A drenagem de campos esportivos e como estrutura de proteção - alerta - ambiental foram destacadas como uma exigência de usuários mais qualificados é importante se preparar para este mercado, assim como o da drenagem para fins ambientais, como o caso do tanque de vinhaça abaixo, onde se pode ver claramente o esquema "espinha de peixe" de drenos a serem implantados.


Diferença entre grama natural e sintética, ilustrada na aula da semana.

Neste Blog (marcador "aula" principalmente) o estudante encontrará não somente informações sobre a agricultura irrigada e irrigação, mas também desde dicas de leitura/livros, de música (entretenimento) à como crescer na carreira. O canal de conteúdo da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira traz também listas de exercícios sobre o tema e os artigos publicados pela nossa equipe, fotos, ilustrações utilizadas em aulas e acesso a todos os demais canais de mídia e o Pod Irrigar - o Pod Cast da Agricultura Irrigada, além do canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira são sempre ótimas opções de aperfeiçoamento nos estudos, além do conteúdo em video no nosso canal no YouTube. Resumindo, são muitas as opções oferecidas pela UNESP Ilha Solteira para o aprendizado em agricultura irrigada. Na Fan Page da Área de Hidráulica e Irrigação no Facebook as novas notícias e realizações da equipe são divulgadas também. Fique de olho nas novidades! A FAO também tem ótimas publicações disponíveis on line, confira! E as notas da primeira prova e dos seminários estão disponíveis!

Entrevista
Fomos entrevistados pelo Jornalista Luciano Ennes em 12 de junho de 2014 na Rádio Ilha FM 104,9 sobre a situação crítica em que se encontram nossos mananciais de água. A situação é realmente crítica. Segundo a ONS o reservatório de Ilha Solteira/Três Irmãos está com 2,9% da sua capacidade útil. Fizemos O alerta da necessidade de políticas bem definidas para segurar a água na bacia usando todas as práticas viáveis no Pod Irrigar - O Pod Cast da Agricultura Irrigada - e também em artigo disponível em Portal UNESP. Agradecemos o convite!


Pod Irrigar - O legado da Copa em campos esportivos e formação profissional
E a Copa começou! Cheia de críticas, principalmente por exagerar nos investimentos, com 11 das 12 Arenas estourando o orçamento inicialmente previsto e tantas outras críticas. Mas, e o que falar dos gramados "padrão FIFA"? Gostei da edição de junho da revista Irrigazine que tem como Editor Denizart Vidigal Pirotello que aborda os aspectos ligados a construção dos campos de futebol e que no Editorial faz a pergunta de "Como a Copa do Mundo poderia afetar o mercado de irrigação no Brasil?"
Sem dúvidas a Copa do Mundo deixará um legado importante aos profissionais que dedicam ou que se dedicarão à construir sistemas de drenagem, de irrigação e gramados "padrão FIFA", pois muitos se aperfeiçoaram para manter o padrão exigido, mas principalmente por despertar o interesse e ensinar aos nossos alunos que este também é uma ramo que exige profissionais competentes e popularizar uma área extremamente técnica e assim, palavras como "top soil", drenagem, "pop-up", sobreposição, BobCat, manutenção de gramados e tantas outras começam a fazer parte do vocabulário dos Engenheiros Agrônomos.
Denizart aposta que "no futuro falemos deste assunto como o antes e o depois da Copa" e lembra que "as exigências que a FIFA impôs na construção dos novos estádios, agora chamados de arenas, deram destaque especial para os gramados e os sistemas de irrigação e drenagem, afinal ali serão os palcos dos espetáculos". Para a nossa satisfação e orgulho, a Green Care que tem como Diretor o Engenheiro Agrônomo Fabrício Garcia Spolon, egresso da UNESP Ilha Solteira e natural de Monte Aprazível, bem aqui pertinho, esteve entre as empresas que fizeram estas obras em vários campos no Estado de São Paulo e Minas Gerais. Fabrício e Denizart recebam nosso abraço e os parabéns pelo trabalho. Recomendamos a leitura da edição de junho da revista Irrigazine. Esse foi o tema que desenvolvemos esta semana no Pod Irrigar - o Pod Cast da Agricultura Irrigada desta semana. Ouça também os anteriores. No Facebook criamos o álbum "Landscape Irrigation" que ilustra a irrigação de parques, jardins e campos esportivos.

Cana - Arroz - Agricultura irrigada
O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil totalizou 37,98 milhões de toneladas na segunda quinzena de maio. Este volume é 6,85% superior ao registrado na mesma quinzena da safra 2013/2014 (35,54 milhões de toneladas), mas 2,44% menor em relação à primeira metade de maio de 2014 (38,93 milhões de toneladas). No acumulado desde o início da atual safra até 1º de junho, a moagem alcançou 117,50 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, praticamente o mesmo valor observado em igual período de 2013 (117,68 milhões de toneladas). Segundo o diretor técnico da UNICA, Antonio de Padua Rodrigues, “este recuo do processamento de cana decorre essencialmente do menor número de usinas em operação quando comparado à safra anterior, aliado às chuvas ocorridas ao final de maio”. Até o final daquele mês 260 unidades produtoras estavam em operação na região Centro-Sul - das quais oito iniciaram safra na segunda quinzena de maio - contra 280 registradas na mesma data do ano anterior.

Foi divulgado o video do 14º Encontro do GIFC, realizado na Usina Bevap em Brasilândia de Minas - MG. O agricultor José Maria da COPLANOR faz um depoimento em favor da irrigação em cana de açúcar, várias notícias sobre o setor sucro-alcooleiro são divulgada no Newsletter GIFC de junho de 2014 e ainda a Unica divulga que os inúmeros impactos positivos para a saúde da população e a economia do País produzidos pelo uso em larga escala do etanol de cana-de-açúcar como combustível vão estar em campo durante a Copa do Mundo da FIFA™ 2014. Os veículos da frota de apoio da entidade máxima do futebol já são abastecidos com etanol. Os carros flex da Hyundai, modelo HB20 Edição Copa do Mundo da FIFA™, estão rodando pelas ruas e estradas do Brasil movidos com o combustível de cana-de-açúcar. A adoção do etanol é uma das medidas para evitar, reduzir e neutralizar as emissões de dióxido de carbono (CO2) lançado na atmosfera, do ‘Football for the Planet,’ programa ambiental oficial da FIFA que tem por objetivo atenuar o impacto negativo de suas atividades sobre o meio ambiente. No Brasil, a FIFA e o Comitê Organizador Local (COL) do Mundial de 2014 estão colocando em prática projetos que abordam áreas fundamentais, como resíduos, água, energia, transporte, logística e mudança climática. Saiba mais...

A boa notícia é que a rizicultura em perímetros sergipanos cresce em mais de 70%, segundo a Codevasf, que sendo a produção de alimentos predominantemente de perfil familiar - deu um salto. O crescimento no volume de produção foi de aproximadamente 52,3%, o que implicou aumento de mais de 60% no valor bruto da produção. Na rizicultura, o resultado chamou ainda mais atenção: a produção foi nada menos que 71,5% maior. A agricultura familiar desenvolvida em 24 perímetros de irrigação implantados e geridos pela Codevasf - em Alagoas, Bahia, Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe - alcançou R$ 729 milhões em valor bruto de produção (VBP) em 2013. O valor é 20% superior ao alcançado em 2012 - R$ 605 milhões. A atividade - considerada pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) a forma predominante de agricultura no setor de produção de alimentos - garante o sustento da família do produtor Arnóbio Gonçalves Cesário, que vive há 35 anos no perímetro de irrigação Jaíba, em Minas Gerais.

Seca - Escassez de água - Resiliência


Situação hídrica também em Goiás mesmo tendo incentivado a reservação de água através de barragens. Estudo mapeou demanda dos mais de 3.100 pivôs centrais em Goiás e no Distrito Federal. Resultados apontaram que a Bacia do Rio São Marcos, situada no município de Cristalina, é a mais crítica no Estado. A escassez de água é uma realidade para grande parte da população mundial, e as perspectivas a este respeito não são animadoras. A estimativa é de que cinco em cada oito pessoas no mundo serão atingidas pela falta de água, até o ano de 2025. Este panorama evidencia a necessidade de ações urgentes, sobretudo no que tange à gestão deste recurso tão precioso para toda a humanidade. Neste contexto, o monitoramento continuado das atividades que, de alguma forma, causem impactos aos recursos hídricos, deve ser constante. Dando continuidade ao mapeamento dos pivôs centrais do Estado de Goiás, resultado da parceria entre o Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan) e a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), foi realizado o cálculo do comprometimento causado por estes equipamentos no território goiano. O estudo mapeou a demanda dos mais de 3.100 pivôs centrais em Goiás e no Distrito Federal, o que possibilitou a definição das áreas críticas no que se refere à quantidade de água para irrigação por este tipo de equipamento. Cerca de 78% dos equipamentos instalados em Goiás e no Distrito Federal encontram-se em situação preocupante, quanto à quantidade de água disponível para o perfeito manejo das culturas.


Reservatório de Ilha Solteira em Santa Fé do Sul. (A)


Para a irrigação esta situação preocupa muito, pois a captação de água sendo feita em locais diferentes do previsto inicialmente em projeto pode trazer problemas no desempenho dos sistema de bombeamento, afetando a distribuição de água na área irrigada. Nem sempre os projetos comportam folga na altura manométrica total, e buscar água com uma maior diferença de nível entre o eixo da bomba e o nível afeta diretamente o ponto de funcionamento da bomba e pode comprometer o desempenho do sistema de bombeamento for falta de potência, por problemas na carga dos cabos utilizados em bombas submersas e no limite, por diminuir o valor do NPSH disponível que a partir da pressão atmosférica local sofre redução do seu valor pelo aumento da diferença de nível e pela perda de carga na sucção. Um hidrômetro servirá para aferir de forma instantânea os efeitos da mudança do ponto de captação de água através da válvula de pé com o crivo. 

Hidrômetro garante o acompanhamento da água consumida.


Universidade Pública

Carreira

Cinco piores perfis de profissionais. Seja na hora de contratar ou de oferecer uma promoção, os perfis dos profissionais fazem toda a diferença. Alguns, inclusive, chegam a jogar contra qualquer uma das duas oportunidades. E foi isso que o Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) tentou mapear para alertar quem está entrando no mercado de trabalho ou quem quer se dar bem dentro da empresa - ou seja, todo mundo. Depois de ouvir 6.945 pessoas, com idade entre 15 e 26 anos, a conclusão foi que os “fofoqueiros” são os mais mal vistos pela equipe, segundo 27,43% dos entrevistados. Nada mais tóxico no escritório do que aquela pessoa que sempre tem um comentário negativo a fazer sobre quem quer que seja. Na sequência - quase empatados -, aparecem os “enroladores”, com 27,30%. Fingir estar sempre atarefado, mas nunca produzir nada e não ter nenhuma iniciativa também incomoda muito.

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