Demonstração de perda de solo em diferentes tipos de cobertura

Durante os dias 24 e 25 de Outubro, a Faculdade de Engenharia de Ilha Solteira realizou a XI Exposição de Ciência e Tecnologia com diversos estandes com exposições das áreas dos cursos de Engenharia Agronômica, Biologia, Engenharia Mecânica e Engenharia Elétrica. 

Dentre os estandes o Laboratório de Pedologia expôs entre outros materiais uma unidade demonstrativa de perda de solo entre diferentes tipos de cobertura (Figura 1).

Figura 1. Unidade demonstrativa de perda de solo em diferentes tipos de cobertura.

A unidade é composta por três recipientes com solo e um coletor de água para cada um deles, sendo o primeiro com solo totalmente exposto, sem nenhum tipo de cobertura, o segundo com plantio de feijão, demonstrando um solo parcialmente coberto e o terceiro com o plantio de grama, simulando um solo totalente coberto, simulando uma área de mata por exemplo. 

Ao se simular uma chuva com o auxilio de um regador é possível observar 3 fatores, a cor da água coletada, a velocidade de escoamento e a quantidade de solo depositado no fundo do recipiente. Foi possível observar que onde o solo estava totalmente exposto foi o que apresentou a água mais escura, com maior deposito de solo no fundo do recipiente de coleta e maior velocidade de escoamento, enquanto todas essas características observadas foram amenizadas com o aumento da cobertura do solo.

O resultado observado se justifica pois quando não há nenhuma cobertura do solo, a água da chuva entra em contato diretamente com o solo e como não infiltra no solo, escoa diretamente para o coletor levando juntamente o solo provocando erosão, dessa forma a água no coletor se apresenta mais escura e com acúmulo de solo no fundo do recipiente de coleta. 

Já nos demais recipientes esse efeito é amenizado proporcionalmente com a cobertura do solo, onde a cobertura evita primeiramente o contato direto da água da chuva com o solo, onde as raízes das plantas de cobertura reforçam a estrutura do solo, dificultando que este seja levado pela água da chuva. Outro ponto importante é que o escoamento é mais lento, pois a água consegue infiltrar primeiramente no solo.

Embora essa unidade demonstrativa seja bem simples, ela consegue demonstrar um grande problema que influencia diretamente na grande crise hídrica que o Brasil vem enfrentando atualmente. Com a ausência de mata ciliar a água das chuvas escoem diretamente para os rios causando assoreamento, que diminui a profundidade dos rios e aumenta o espelho de água, o que aumenta a perda de água pela evapotranspiração.

Outro fator é o fato de que como a água da chuva escorreu diretamente para o rio, esta mesma água sairá mais rapidamente da microbacia e chegando posteriormente ao mar. Quando os leitos dos rios estão devidamente protegidos pela mata ciliar, além diminuir os problemas com assoreamento, a água da chuva consegue infiltrar no solo, abastecendo o lençol freático que posteriormente abastecerá os córregos e rios.

O vídeo com a demonstração feita pode ser observado neste link

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