Aula SEIS - Irrigação é feita em diferentes culturas e situações


Próxima aula
Para a aula prática de Irrigação e Drenagem amanhã - 22 de junho de 2015 - sairemos às 10 horas e acontecerá no Cinturão Verde. O tema será qualidade e disponibilidade de água. Os alunos devem usar a vestimenta adequada para aula em campo e o uso de botinas, camisa de manga comprida e protetor solar é desejável. Esta aula é feita sempre nos mesmos locais permitindo que os alunos através da comparação visual percebam as mudanças feitas pela água. O registro fotográfico e alguns filmes podem ser visualizados na aba "Aulas Práticas" do Canal da Irrigação da UNESP Ilha Solteira e também no canal no YouTube da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira.

Pod Irrigar
Convidamos esta semana o Professor Dr. Edmar José Scaloppi da UNESP Botucatu para comentar alguns pontos abordados em seu artigo intitulado “A necessidade de atualizar conceitos na agricultura irrigada”. Esse foi o tema que desenvolvemos esta semana no Pod Irrigar - o Pod Cast da Agricultura Irrigada desta semana. Ouça também os anteriores.

O que irrigar?
O outro tema desenvolvido em aula foi o "O Que Irrigar?" onde destacamos algumas culturas, mas lembramos que a vocação natural do produtor deve ser respeitada quando elaboramos planejamento de uma região. Outra questão é a logística de transporte e de consumo dos produtos a serem produzidos, portanto, a análise do mercado é essencial na decisão sobre quais cultivos irrigar. O fato é que com irrigação é possível ousar e quebrar alguns paradigmas. Veja o exemplo que vem de Viradouro, citros com mogno irrigado por gotejamento. Ou ainda a integração lavoura-pecuária ou a produção de novilho precoce baseada na pastagem irrigada associada ao confinamento, com o milho silagem produzido sob pivô central, sem esquecer as possibilidades associadas à irrigação de parquesjardins campos esportivos! A pastagem irrigada é adequadamente ilustrada em video pelo Médico Veterinário José Ricardo Solfa no sítio Sr. Francisco Ferreira em Sud Mennuci.  E conheça a experiência de um projeto irrigado que garante criação de caprinos e ovinos no Sertão de PE. O Projeto Pontal tem pulmão verde, área de 12 hectares irrigada, os animais estão saudáveis, graças à forragemPastejo rotacionado, adubação e irrigação foi tema da reportagem na TV Tem - Programa Nosso Campo de 16 de março de 2013. Veja o video! A Fenicafé é o principal evento da cafeicultura, com ênfase à irrigada - veja em video como foi a edição 2014 e muito mais.

Contraste entre a pastagem irrigada e a de sequeiro no noroeste paulista. Tanto o gado de corte como o leiteiro podem e devem se beneficiar da irrigação para se obter elevadas produtividades e rendimentos.

Consórcio de citros com mogno africano, sob irrigação em sistema de gotejamento, aos 20 meses de idade. Na Fazenda São Paulo, em Viradouro-SP. (Fonte: José Gibran)

Outro desafio é a irrigação da cana, que ainda enfrenta muita resistência do setor. Algumas iniciativas como o Projeto Cana Pede Água e o GIFC - Grupo de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açucar visam provar que a irrigação é vantajosa e estimular o uso da técnica.

O Professor Dr. Luiz Malcolm Mano de Mello, Chefe do Departamento de Fitossanidade, Engenharia Rural e Solos da UNESP Ilha Solteira falou sobre a importância da irrigação em cana e faz um breve histórico do desenvolvimento da cultura na região noroeste paulista.na abertura do do 19° Encontro do Grupo de Irrigação e Fertirrigação em Cana-de-açúcar que aconteceu em Ilha Solteira. Neste Encontro fizemos a palestra "Balanço hídrico, apoio ao irrigante, necessidade de irrigação, uso da água e resultado econômico: como estabelecer sinergia?"


Cristalina em Goiás certamente pode ser exemplo tanto para a questão de ONDE IRRIGAR, pois seu balanço hídrico se mostra negativo em alguns meses do ano, como em O QUE IRRIGAR, pois se orgulha de vários índices, inclusive da sua diversidade de cultivos. O município tem o maior rendimento de alho por hectare (um quarto do alho nacional é produzido em Cristalina e com melhor qualidade que os importados). Cristalina também é o maior produtor de milho doce do país, maior produtor de alho nobre do país, tem a maior área irrigada de trigo do país (produz a melhor qualidade de grão com maior produtividade), é o maior produtor de cebola do Centro-Oeste, o maior produtor de feijão da região, o maior produtor de batata do Centro-Oeste, o maior produtor de café do Estado de Goiás e na produção de sequeiros destacam-se soja, milho, feijão, algodão, sorgo e arroz, numa área total cultivada de 210.000 hectares, sendo que produz as melhores qualidades de sementes de soja e milho. Durante muitos anos, a economia de Cristalina se baseou na exploração de cristais. Na década de 70, com a chegada de produtores rurais do sul do país, o cenário extrativista deu lugar ao plantio de diferentes culturas. A altitude do município, as temperaturas amenas e a excelente qualidade do solo permitiram que o município empregasse uma nova forma de cultivo: a irrigação. Beneficiado por mais de 240 nascentes e rios, foi possível a instalação de 560 pivôs que captam a água e distribuem de maneira uniforme e constante a quantidade necessária para a realização de colheitas mesmo em épocas que não há chuvas, e também é detentora do título do município que mais utiliza a irrigação na América Latina. O resultado é a alta produtividade, em especial, de alho, batata e cebola. Somente nestas três culturas, são 8.000 empregos em uma das etapas de produção. Depois de anos apenas plantando, Cristalina passa a partir de 2010 a industrializar sua produção e incorpora plenamente os efeitos multiplicadores da agricultura irrigada e as indústrias Incotril, Fugini e Bonduelle estão presentes processando alimentos vindos dos diferentes cultivos no município. Além de empregar mão-de-obra manual nas colheitas, Cristalina abre inúmeras oportunidades de trabalho em nível superior como agronomia, zootecnia, administração e engenharia civil. Com a mudança de muitas famílias para a cidade, houve um grande crescimento no setor da construção civil. Diversos prédios residenciais estão sendo edificados e há constante necessidade de mestre-de-obras, pedreiros e serventes. E tudo isso leva Cristalina a ser a detentora do 1º PIB (Produto Interno Bruto) agropecuário do país, sendo destaque nacional na produção de grãos e a economia fortalecida coloca o município como um dos maiores geradores de emprego do Brasil. Trinta e cinco culturas fazem a economia crescer e o desenvolvimento sócio-econômico do município e a irrigação - com seus 560 pivôs - sendo a força motriz para produtividades elevadas. Parabéns Cristalina!

As cidades paulistas que não tem na citricultura ou a cana-de-açúcar como base principal de produção aumentaram a participação no valor da produção agrícola no Estado de São Paulo, segundo o IEA (Instituto de Economia Agrícola). Itapeva é um ótimo exemplo. A produção agropecuária do município subiu de R$ 2 bilhões, em 2012, para R$ 2,4 bilhões neste ano. A cidade, que ocupava o sétimo lugar em produção no Estado, subiu para terceiro. O pilar de produção da cidade é o tomate, cujas receitas somam R$ 709 milhões neste ano. O produtor da cidade foi beneficiado pela forte aceleração de preços do produto no início do ano. Mas não é só isso! Soja e milho também fizeram a diferença com o valor da produção da soja em R$ 400 milhões em Itapeva, enquanto o do milho esteve em R$ 336 milhões.  Cristalina - GO e São Desidério - BA se tornaram recordistas nacionais de PIB agropecuário e em comum, tem a diversificação agrícola e suas lavouras contam com o uso expressivo de sistemas de irrigação, e no Estado de São Paulo, Itapeva se junta à estes municípios, uma vez que seus agricultores diversificaram seus plantios e ainda investiram em sistemas de irrigação. Dados do LUPA / CATI mostram quem na safra 1995/96 apenas 85 propriedades rurais contavam com sistemas de irrigação e na safra 2007/2008 o número de propriedades com irrigação subiu para 818. Abortamos o exemplo destes municípios aqui neste Blog e também em uma das edições do [Pod Irrigar] - Pod Cast da Agricultura Irrigada.

Destacamos também algumas culturas que recentemente tem recebido investimentos em irrigação e a situação atual de alguns importantes setores, como pastagem (1), cana (12 e ainda o artigo dos Pesquisadores da EMBRAPA sobre a safra 2011/2012), citros e ainda a irrigação de parques, jardins e campos esportivos (12). O projeto Cana Pede Água é um ótimo exemplo de marketing concorrencial, vale conferi-lo! As estatísticas mundiais de área irrigada podem ser encontradas no AQUASTAT da FAO

Esperamos que nossos alunos já estejam ampliando seus conhecimentos em agricultura irrigada relembrando conceitos anteriormente ensinados através da resolução das listas de exercícios, que foram preparadas para uma melhor capacitação e despertar o interesse pela agricultura irrigada. Está lá na aba "Atividades Acadêmicas".

Disponibilidade de água
Já passamos pelos temas "Onde?" e "O que irrigar?" e nas últimas aulas discutimos recursos hídricos, ou "Com que água irrigar?", especialmente os ligados à bacia hidrográfica como unidade de gestão, conhecemos a Lei das Águas e os seus Instrumentos, os limites legais de um corpo d´água Estadual e Federal, o papel dos Comitês de Bacia e chegamos a discutir disponibilidade e qualidade da água. Temos as opções de uso de água de superfície e da água subterrânea, que ao meu ver, seu uso deve ser somente em último caso, deixando-a reservada para as gerações futuras.

Em geologia considera-se água subterrânea toda aquela água que ocupa todos os espaços vazios de uma formação geológica, os chamados aquíferos. Nem toda água que está embaixo da terra é considerada como água subterrânea por haver uma distinção daquela que ocupa o lençol freático, que é chamada de água de solo e tem maior interesse para a agronomia e botânica. Um maciço rochoso ou um solo argiloso, pode servir de leito para as águas subterrâneas, pois permitem que ela se acumule e elimine todos os espaços vazios do solo. Em geral, as águas subterrâneas são armazenadas ou em rochas sedimentares porosas e permeáveis, ou em rochas não-porosas, mas fraturadas. Neste último caso, as fraturas geram um efeito físico similar ao da permeabilidade. Um caso menos frequente é o das rochas calcáreas, nas quais até mesmo a baixa acidez das águas da chuva é capaz de abrir verdadeiros túneis, por onde flui a água subterrânea. A maior reserva de água doce do mundo se encontra nas geleiras (quase 70 %) seguida pela existente no subsolo (quase 30%), representando esta última cerca de 90% do total de água doce disponível para consumo humano (1). Uma das maiores reservas de águas subterrâneas do mundo é o famoso Aquífero Guarani, que ocupa o subsolo do nordeste da Argentina, centro-sudoeste do Brasil, noroeste do Uruguai e sudeste do Paraguai. Conheça os elementos de um aquífero, textos (1, 2) e a ilustração do ciclo hidrológico global!

As aulas também versaram sobre a legislação dos recursos hídricos (Lei 9.433 de 8/01/1997 - Lei das Águas e a Lei 12.787 de 11 de janeiro de 2013 - Política Nacional de Irrigação que destacamos em artigos publicados na imprensa e também no Pod Irrigar), com seus princípios, objetivos e instrumentos. Introduzimos os conceitos de bacia hidrográfica delimitada pelo divisor de águas e tendo o talvegue como canal de escoamento ladeado pela APP e a importância da reserva legal e de ações que promovam a infiltração da água e o escoamento de base em detrimento do escoamento superficial, que vai causar erosão e assoreamento e ainda afetar a qualidade e a disponibilidade de água, especialmente elevando a concentração de ferro, principal problema para a irrigação localizada. A questão ambiental às vezes se torna um entrave e os Ministérios reuniram-se para viabilizar a regularização ambiental


Em São Paulo a crise pela água vai além e ganhou a primeira página da FSP com a manchete "Alckmin rebate Cabral e diz que água em disputa é dos paulistas. Tucano sobe tom contra governador fluminense e diz que o rio Jaguari pertence ao Vale do Paraíba. Projeto de Alckmin para transpor água de represa do Paraíba do Sul ao sistema Cantareira foi criticado." E em 25/03/2014 o Editorial da FSP "Represar as palavras" destaca que "Abastecimento de água, um bem escasso, é problema nacional que requer solução técnica e planejamento; disputa retórica é inútil" e Vladimir Safatle assina o artigo "Sem água" em que começa lembrando que "há várias maneiras de você dar a impressão de resolver um problema. Uma delas é deixando de nomeá-lo." Conheça o Sistema Cantareira em video feito pelo Google Earth e em texto descrito. Por outro lado, cresce o senso de que devemos aumentar a área ocupada com a agricultura irrigada como forma de garantir a produção de alimentos e se adaptar às mudanças climáticas. Enquanto isso, Órgãos federais tentam evitar que disputas cheguem à Justiça, ao mesmo tempo em que São Paulo e Rio de Janeiro elevam o tom na maior disputa por água de que se tem notícia no país, órgãos federais tentam apaziguar os ânimos e evitar que o conflito chegue aos tribunais. O temor é que uma radicalização do embate encoraja outros Estados a também recorrer à Justiça para resolver disputas hídricas com vizinhos. "Nosso papel é estimular um debate técnico e evitar a politização", diz à BBC Brasil Rodrigo Flecha, superintendente de regulação da Agência Nacional de Águas (ANA) (no Terra). Mas é fato também que esta maior crise hídrica de São Paulo expõe lentidão do governo e a fragilidade do sistema de abastecimento de água das grandes cidades. A crise por água afetou em 2014 os irrigantes posicionados em grandes reservatórios que tiveram que mudar suas captações de água devido à problemas de NPSH disponível nas instalações que passaram que ser menores que o exigido levando a cavitação de bombas ou no limite, à inoperância. A geração de energia foi seriamente afetada e a oferta teve que ser feita pelas termoelétricas e pelo mercado livre levando à um aumento do preço da energia para o consumidor. O artigo "Oferta de água deixa irrigantes em situação crítica no noroeste paulista" e a reportagem - com video - "Seca traz reflexos para agricultura irrigada e piscicultura no interior de SP" de julho de 2014 já traziam a análise da situação que se agravou ao longo dos meses.

E a "Seca histórica agrava disputa por água no oeste dos EUA". Pois é: seca aqui e lá, a falta de água é um problema que afeta a todos! Saiba como é e disputa pela água nos Estados americanos! A boa notícia, que deve ser relativizada é que os reservatórios de Ilha Solteira e Três Irmãos ganharam um metro no nível e o Sistema Cantareira teve três dias de elevação de nível e se manteve estável por uma semana. Nível do Cantareira continua em 7,1% mesmo com chuva. Ontem choveu em grande parte do Estado de São Paulo, mais ainda de forma muito desuniforme - na ocorrência e na intensidade -, como se pode perceber nas chuvas registradas pela Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista e os artigos "Irrigar ou continuar a sofrer pela irregularidade das chuvas" e "As chuvas em 2013 foram adequadas?" são alertas sobre a dispersão das chuvas no noroeste paulista.

Consumo de água nas atividades diárias: no início da década de 90 a ONU definiu o dia 22 de março como o Dia Mundial da Água no intuito de alertar a sociedade a respeito da importância deste valioso recurso natural. Embora o uso intensivo de água nos estabelecimentos comerciais seja em segmentos específicos, é importante que se entenda que o consumo deste bem se deve ser analisado ao longo de todos os processos produtivos como, por exemplo, na agricultura (irrigação, lavagem, resfriamento, vapor etc.), na indústria alimentícia para a fabricação de alimentos e bebidas, além do uso para limpeza, higiene pessoal, dentre outras finalidades. Chamamos isso de "Pegada hídrica" (Sabesp, Exame, WWF) - veja o video. Há instituições que trabalham exclusivamente na mensuração do uso da água nas cadeias produtivas, como, por exemplo, a Water Footprint. Quanto maior o emprego da água, mais intensivo é seu uso. Vejam alguns exemplos e conheça a publicação "O Uso Racional da Água no Comércio". Calcule a sua pegada hídrica! Conheça também a obra de referência no tema, "The water footprint assessment manual: Setting the global standard", disponível também em português. Conheça algumas imagens sobre o tema (1,). 

A pesquisa Saneamento Básico - Regulação 2013 reflete uma realidade brasileira insustentável, com o sistema de saneamento básico apresentando precariedade absoluta, onde apenas 50,4% das residências brasileiras tem coleta de esgoto, o que leva à uma porcentagem maior de residência sem tratamento do esgoto, contribuindo para a perda da qualidade da água dos mananciais, muitos deles utilizados para a irrigação das lavouras.


Recursos hídricos - Água para todos - Automação - Manejo da irrigação
Nossa palestra "Criando resiliência a partir da crise da água" no IFMS em Três Lagoas - MS está disponível.

O senador Elmano Férrer (PTB-PI) comemorou em Plenário, no dia 19 de junho de 2015, o avanço na tramitação de proposta de emenda constitucional (PEC 78/2013) que amplia por 15 anos o período de aplicação obrigatória pela União de percentuais fixos dos recursos federais destinados à irrigação nas Regiões Centro-Oeste e Nordeste.

Um sistema de monitoramento da umidade e que pode ser usado no manejo da irrigação na agricultura e pode ser aplicado em produções agrícolas de todos os portes foi desenvolvido pelo Centro de Desenvolvimento de Materiais Funcionais (CDMF), em parceria com a empresa de tecnologia Sencer. O sistema de monitoramento, segundo o CDMF, é de baixo custo, dispensa manutenção e é compatível com várias plataformas. O sistema é composto por sondas instaladas na plantação e uma plataforma online. As sondas monitoram a temperatura e a umidade do solo em até três níveis de profundidade simultaneamente, coleta os dados e envia para uma plataforma online, que permite ao produtor acessar e tomar decisões relacionadas ao manejo da irrigação da cultura. Além de coletar dados e os disponibilizar para o produtor, o sistema pode ser integrado com dados climáticos disponíveis, como previsão do tempo, índices pluviométricos, temperatura e umidade do ar, velocidade e direção do vento. Por meio da utilização de inteligência artificial, é possível fazer análises avançadas do solo e do plantio com base em históricos de dados, tendências e estatísticas, fornecendo ao produtor uma segurança e otimização no manejo da irrigação.

A Universidade Federal de Alagoas (UFAL) apresentaram um projeto de implantação de energias alternativas para o atendimento de ações específicas ao longo do Canal do Sertão, em Alagoas. Para o presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de Alagoas (Fapeal), Fábio Guedes, "o projeto é importante, pois visa aumentar a capacidade produtiva do estado em alguns setores industriais. Isso porque com a vinda do Canal é preciso incentivar a atividade agrícola de forma sustentável, o que é um desafio hoje em dia."

Edmar José Scaloppi em artigo “A necessidade de atualizar conceitos na agricultura irrigada” defende que por desconhecimento ou conveniência, a agricultura irrigada brasileira ainda parece estar orientada por critérios supostamente técnicos, ignorando os apelos recentes da sociedade a favor da incorporação de objetivos econômico-sócio-ambientais em suas ações. Apesar de reconhecidas e incontestáveis vantagens, a prática da irrigação não consegue ser incorporada ao processo produtivo da maioria dos agricultores, claramente demonstrando haver sérios obstáculos que limitam sua utilização, tornando inexpressiva a área irrigada brasileira, correspondente a 2% da área irrigada mundial, 15% da área potencialmente irrigável e 7% da área agrícola cultivada no país.

Criatividade e técnica são necessárias para vencer desafios. O de obter água no Chile, em Huasco assina pelo nome de "Coastal fog-harvesting tower". Huasco é uma região árida e sua agricultura depende de irrigação. Com seu rios esgotados, a torre de nevoeiro-colheita propõe uma solução engenhosa utilizando apenas energia eólica e da gravidade. A torre de 200 metros é construída como uma espiral que coleta partículas de água da névoa litoral, filtra o sal por osmose inversa e distribui água doce para uma outra forma declínio área agrícola.

Economia
Brasil atinge maior número de desemprego desde 1992. Foram mais de 115 mil vagas fechadas em maio de 2015. O único setor que conseguiu apresentar saldo positivo, mais uma vez, foi o agronegócio como mostra Miguel Daoud. Segundo Caged, foram fechadas 243.948 vagas de trabalho entre janeiro e maio de 2015. É o pior resultado para este período da série histórica.O maior impacto é na indústria de transformação, e também pesaram os fechamentos de vagas na construção civil, serviços e comércio. Dos oito segmentos levantados, apenas agricultura apresentou saldo positivo. A Folha de São Paulo também destaca que "...trata-se do quarto mês de queda no emprego neste ano por causa da retração da atividade de vários setores da economia, como indústria, comércio e construção civil. Em 2015, o saldo negativo acumulado já é de quase 244 mil empregos formais. Segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgado pelo Ministério do Trabalho, nos últimos 12 meses, houve redução de 452,8 mil postos de trabalho no país."

Educação
USP regulamento a oferta de disciplinas ministradas em inglês. A Folha de São Paulo em Editorial reconhece como adequada a decisão. Em "University of São Paulo" publicado em 18 de junho de 2015 escreve: "A USP deu um pequeno passo que poderá revelar-se precedente de consequências gigantescas para o relativo isolamento do meio universitário brasileiro: autorizou suas primeiras disciplinas de graduação em língua estrangeira. A licença vale só para matérias optativas, mas já é um começo..."

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