Aula TRÊS e parabéns IRRIGAZINE que completou 10 anos

Montagem com partes da edição especial da revista National Geographic Brasil "Água e Mudanças do Clima". Ótima oportunidade para compreender como as variações climáticas estão influenciando os ciclos hídricos no planeta. A edição viaja por vários cantos do planeta e o Jornalista Marcio Pimenta esteve em Ilha Solteira e região e questiona se seria "O fim da abundância?" Em sua matéria aborda a história da nossa Ilha Solteira, o lago, as oportunidades criadas no emprego, turismo e piscicultura em tanques-rede. Recebemos o Jornalista no Laboratório de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira onde conversamos sobre a instabilidade das chuvas, a crise hídrica e as consequências para a agropecuária no noroeste paulista, temas abordados em sua ótima reportagem. 

Pod Irrigar - Dez anos da Irrigazine
Há dez anos era lançada a revista IRRIGAZINE. O ano de 2.005 se notabilizou por momento de pouca euforia da agricultura irrigada, motivado por preços baixos dos principais produtos agrícolas, as empresas de irrigação não se falavam e as perspectivas para o setor não eram nada animadoras. Neste cenário, em uma ano em que área irrigada brasileira era de 3.703.490 hectares irrigados e fechou o ano com a incorporação de apenas 97.600 novos hectares irrigados, o Engenheiro Agrônomo Denizart Pirotello percebeu uma oportunidade e lançou a proposta de criar uma identidade para o setor e oferecer a possibilidade dos atores que compõem a cadeia de produção agropecuária baseada na irrigação andarem juntos. Nascia a revista IRRIGAZINE. Dez anos depois, com o ano de 2.014 fechando com 5.217.337 hectares irrigados no Brasil e incorporando novos 220.831 hectares, o crescimento da área irrigada no Brasil foi de 41% e com a taxa de crescimento tendo crescido 126% novos desafios se impõem à toda Equipe da IRRIGAZINE e certamente a inovação deve estar a frente desses desafios. Novos formatos são essenciais para atingir novos públicos e para compor o Pod Irrigar desta semana, convidamos o Editor da IRRIGAZINE Denizart Pirotello para contar uma pequena parte desta história de ousadia e sucesso. Parabéns IRRIGAZINE! Parabéns Denizart pela iniciativa! Contem conosco! Esse foi o tema que desenvolvemos esta semana no Pod Irrigar - o Pod Cast da Agricultura Irrigada desta semana. Ouça também os anteriores.

Conhecendo as empresas de irrigação

Aprendendo e tirando proveito da crise hídrica - palestras
No dia 29 de maio de 2015 fizemos o encerramento da Semana do Meio Ambiente do Instituto Federal do Mato Grosso do Sul em Três Lagoas - MS onde proferimos a palestra "Criando resiliência a partir da crise da água". Público diferente do agropecuário, participativo, gostei da oportunidade, conheci as instalações, Professores empolgados e interação com os presentes estendeu a palestra, o que também curti. Agradecemos o convite e a presença dos nossos Orientados e do público presente.

Ao final recebemos os agradecimentos e o Certificado entregue pelo Diretor do IFMS Márcio Teixeira Oliveira e estamos ladeados por alguns Professores do Instituto e parte dos nossos Orientados da UNESP Ilha Solteira.

Próxima palestra - Nossa próxima palestra será em Jales nesta quarta-feira, dia 3 de junho de 2015 as 19:00 horas para alunos da ETEC - FATEC com o tema "Transformando em oportunidades a crise hídrica". A palestra acontecerá na Câmara Municipal de Jales!

Aulas
Explicamos com uma seca afeta diferentes regiões e a diferença entre a seca do nordeste e a do Rio Grande do Sul e também ampliamos o debate sobre as consequências da falta de água. Várias matérias ilustram a situação. Compilamos notícias de 2014 sobre a falta da chuva e as suas consequências e o Jornal Nacional ilustra tudo na reportagem "Seca no Piauí provoca aumento no número de retirantes - Nos últimos cinco anos, mais de 140 mil pessoas deixaram o estado em busca de trabalho e melhores condições de vida." E também falamos sobre o tema no [Pod Irrigar] de 08/08/2013 e voltamos a tema seca em várias edições em 2014, incluindo as produtividades baixas obtidas na cultura da cana e ainda em relação à cana, a situação de produtividades decrescentes pode ser conhecida em nossa palestra no encontro sobre Clima e Irrigação em Cana realizado na UNESP Ilha Solteira. Combinação melhor não poderia existir para o aprendizado consistente! Mostramos que um dos grandes desafios é conviver com extremos, ou seja, seca e chuva excessiva, e muito ainda temos que fazer, tanto nas pesquisa, como na comunicação e ensino de como trabalhar sobre esta condições. Sobre o tema escrevemos o artigo "Tão quente, tão úmido, tão seco: construindo a resiliência dos agro-sistemas". Mas a agricultura irrigada muda vidas no nordeste com geração de emprego e renda, veja como! E sobre a divulgação de temas técnicos ligados ao meio rural, não deixe de conferir o artigo "A Comunicação adequada".

Numa abordagem mais ampla, discutimos se “O clima define o rumo de um país?” ou ainda a posição de FEMIA e WERRELL (The Center for Climate e Security) em que “Tensões sobre terra, água e alimentos provam que levantes democráticos não têm só raiz política, mas também ambiental” e ainda as questões e previsões divulgadas pelo IPCC. O problema de compatibilizar seca e chuva, muitas vezes na mesma região encabeça a argumentação do "Por que Irrigar?" que tem sequência com a discussão de dados de evapotranspiração e chuva no noroeste paulista, onde vivemos, sugestões de leitura são reforçadas: Importância da irrigação no desenvolvimento do Agronegócio e Agricultura irrigada. Detalhamos estas questões sobre os efeitos de um clima adverso na postagem relativa à Aula Dois, com os atuais trabalhos publicados sobre condições extremas. O tema é amplo e controverso, mas sobre mudanças climáticas alguns autores de destaque são Richards (1993), Karl et al. (1999), Manton et al. (2001), Alexander et al. (2006), Vincent et al. (2005), Dufek and Ambrizzi (2006), Wang et al. (2004), Kharin and Zwiers (2005), Hayes et al. (2011), IPCC (2007) e mais recentemente indícios de alteração do clima global foram descritos por DURACK (2012) para quem “mudança climática acelera ciclo da chuva e velocidade da evaporação e precipitação pode ficar até 24% maior até o fim deste século”. Baseado na alteração da salinidade dos mares nesses últimos 50 anos (processo se acentuou a partir de 2000) afirma que “os ricos ficam mais ricos”. Ou seja, terras secas receberão menos chuvas, enquanto que regiões úmidas ganham tempestades cada vez mais intensas. No Brasil DUFEK e AMBRIZZI (2007) detectaram aumento no número de dias secos consecutivos e utilizando séries do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE, 1950-1999) dizem que essa alteração nos padrões climáticos começou a partir de 1985. BLAIN (2011, 2012) descreve um atraso na retomada da estação chuvosa em diferentes localidades do Estado de São Paulo e o início desse atraso ocorreu a partir de 1983/84. A AHI fez análises superficiais com os dados que dispomos e não chegamos a conclusão se se trata de fenômeno cíclico ou uma real alteração no regime de chuvas, mas como compatibilizar seca e chuva intensas é um dos grandes desafios atuais. Mas é fato que o monitoramento climático é necessário e deve ser ampliado para todas as regiões. Especificamente para a agropecuária a melhor forma de conviver com a falta das chuvas é investir em sistemas de irrigação que farão a oferta da água no momento certo e quantidade adequada para garantir as elevadas e necessárias produtividades e que farão com que o lucro seja a força motriz do desenvolvimento sócio-econômico de toda uma região, através dos efeitos multiplicadores da agricultura irrigada. Mas o importante não é somente adquirir equipamentos de irrigação e sim planejar esta aquisição levando em consideração todos os aspectos locais de solo, clima, disponibilidade e qualidade da água e ainda das culturas que se pretende cultivar. A consulta à um profissional experiente também é fundamental para que o investimento seja efetivo.




Usamos intensamente nossos canais de comunicação baseados na Internet, mas de forma complementar, pois os livros textos são essenciais. O Manual de Irrigação é o mais tradicional e servirá ao longo de todo o curso, fiquem atentos apenas nas representações que utilizamos, que muitas diferem dos autores acima, mas tem o mesmo significado. Uma lista com artigos interessantes para ser lidos foi disponibilizada na postagem da semana passada. Leiam sem moderação! No canal TEXTOS TÉCNICOS do Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira estão disponíveis a maior parte dos artigos técnicos e os assinados sobre estes temas desenvolvidos pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira

Água Disponível no Solo brasileiro
Na imagem temos três conceitos inseridos e que todos os profissionais da agricultura devem conhecer: Por que Irrigar, Onde Irrigar e Armazenamento de Água no Solo, ou o balanço hídrico. Comecemos pelo terceiro conceito. No mapa, em vermelho representa o déficit de água no solo. Em um perfil de solo, a quantidade de água ideal de armazenamento é aquela representada pela diferença entre a umidade na capacidade de campo e a no ponto de murchamento permanente, multiplicada pela profundidade efetiva do sistema radicular. À isso chamamos de CAD - Capacidade de Água Disponível. A AD - Água Disponível no Solo (capacidade hídrica do solo, como na figura) é a diferença entre a umidade atual e a umidade no ponto de murchamento permanente, multiplicada pela profundidade efetiva do sistema radicular. Podemos exprimir esta relação em milímetros, mas também em porcentagem e para tanto a AD (%) = (AD/CAD) x 100. É o que se visualiza no gráfico abaixo, com grande parte do solo brasileiro "pedindo" água da chuva ou da irrigação. Os valores da umidade na capacidade de campo e ponto de murchamento permanente são obtidos na curva de retenção de água no solo e variam de acordo com a textura (granulometria) e compactação do solo (densidade aparente). 



Água e alimentos para todos - Sustentabilidade - Segurança e recursos hídricos




Cana - Bioenergia


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