Aula OITO - Seminário e prova

"Naquela redação da Folha marcadamente urbana, Gabriel era um dos raros jornalistas que valorizavam a agropecuária, principalmente a cafeicultura. "Poucos produtos marcaram tanto a história do Brasil quanto o café", dizia Gabriel, citando a crise de 1929, quando a quebra da Bolsa de Nova York pegou os fazendeiros brasileiros de calças curtas, com os armazéns lotados de grãos. Resultado: o preço da saca despencou 80% numa época em que o café era responsável por 60% da receita das exportações brasileiras. O golpe de 30 pôs fim a velha política do "café com leite", derrubando a oligarquia rural. Getúlio Vargas, vitorioso, mandou queimar 65 milhões de sacas de café para revolver o problema da superprodução. De lá para cá, o café perdeu o poder político e econômico, com os preços oscilando ao sabor do mercado, dos humores do clima, da política agrícola e das flutuações do câmbio. O Brasil continua a ser o maior produtor e exportador mundial de café, mas vende principalmente café verde, que abastece as torrefatoras da Itália e da Alemanha, onde os grãos, depois de torrados e moídos, são reexportados para vários países do mundo. Veja o exemplo da Alemanha, o segundo maior importador do café brasileiro. As empresas conseguem até 70% a mais do que pagam pelas importações do café verde. Algumas ganham até o dobro, sem precisar nem sequer processar a matéria-prima. Reexportam o café verde que compram do Brasil. Iniciativas como a dos jovens cafeicultores do Cerrado mineiro podem mudar este jogo, levando o Brasil a agregar mais valor ao excelente café que produz. Depois de receber o certificado de Denominação de Origem, o Café dos Cerrados, já reconhecido pela sua alta qualidade, resgata sua origem e identidade para conquistar a preferência de uma clientela exigente e sofisticada." (Bruno Blecher, Globo Rural, Ano 30, Número 356, junho de 2015, p.8)

Seminários e Prova
Nesta semana tivemos os seminários e a primeira prova de Irrigação. No seminário "Perímetros ou Distritos de Irrigação: o que são, onde estão e qual a sua importância?" (nota 6,0) o foco prevaleceu nos perímetros situados no chamado "Polígono da Seca" brasileiro e também em algumas curiosidades ligadas ao Distrito de Irrigação Coachella Valley (1) que é abastecido pelo All American Canal que foi concebido para viabilizar o Imperial Irrigation District (2) no sul da California, que sofre com seca pelo quarto ano consecutivo. Uma reportagem interessante mostra a disparidade no consumo de água ao longo do deserto californiano. Em "Desenvolvendo com a agricultura irrigada: o caso de Minas Gerais" (nota 6,3), o foco dos apresentadores continuou nos Perímetros de Irrigação com ênfase no Jaíba, Gorutuba e Janaúba, perdendo-se a oportunidade de destacar a importância da irrigação privada mineira, onde os pivôs centrais para a produção de grãos e cafezais se impõem de forma virtuosa, assim como o gotejamento nas lavouras de café, garantindo a qualidade do famoso "Café do Cerrado", café com denominação de origem. Em "Desenvolvendo com a agricultura irrigada: o caso de Goiás" (nota 7,0) teve o início enfocando como o Estado saiu de uma condição marginal até chegar a um importante "player" da agricultura irrigada. Desburocratização no licenciamento ambiental e Outorga do uso da água e investimentos em barragens de terra resultaram na expansão dos sistemas de irrigação no Estado e ainda, contribuiu também a policultura com 32 espécies diferentes presentes nas áreas irrigadas. Fechando o período da manhã o seminário "Desenvolvendo com a agricultura irrigada: o caso de São Paulo" mereceu nota máxima pela ampla e diversificada abordagem da agricultura no Estado, mostrando as diferentes regiões e os cultivos predominantes, inclusive diferenciando os cultivos protegidos de Holambra. Mostraram ainda que o Estado brasileiro mais industrializado é alicerçado na produção agropecuária e investimentos em irrigação podem ampliar ainda mais esta participação financeira.

Recursos hídricos - (In)segurança hídrica
Noroeste Rural mostra a comparação da oferta de água no Córrego Água Fria em Mirandópolis, revelando que o nível das águas do reservatório de Três Irmãos estão bem abaixo do normal.


Em junho de 2014, a ponte da estrada velha já estava aparecendo. mas ainda havia muita água. Já em junho de 2015, a ponte se encontra totalmente descoberta. A solução para a segurança hídrica está no campo: conservação do solo, proteção das nascentes e das APPs e barragens, tudo para segurar por mais tempo a água na microbacia hidrográfica.


O Relatório Final da Análise Territorial para o Desenvolvimento da Agricultura Irrigada está disponível no site do Ministério da Integração. Trata do estudo de modelagem espacial de cobertura nacional considera a área agrícola irrigada e a adicionalmente irrigável do Brasil no contexto de sua governança pública e privada, contemplando a dimensão física do processo em combinação com temas ambientais, sociais e econômicos. Este estudo sobre análise territorial mostra potencial de crescimento da irrigação no Brasil podendo a área irrigada expandir em até 10 vezes com sustentabilidade, chegando a 61 milhões de hectares. Essa é uma das conclusões do estudo "Análise Territorial para o Desenvolvimento da Agricultura Irrigada", elaborado em parceria pelo Ministério da Integração Nacional (MI), a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ/USP) e o Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA). Lei nº 12.787/2013 de 11 de janeiro de 2013 que dispõe sobre a Política Nacional de Irrigação e altera o Art. 25 da Lei no 10.438, de 26 de abril de 2002, revoga as Leis nos 6.662, de 25 de junho de 1979, 8.657, de 21 de maio de 1993, e os Decretos-Lei nos 2.032, de 9 de junho de 1983, e 2.369, de 11 de novembro de 1987 e dá outras providências.


Sensoriamento remoto
Um guia sobre os procedimentos necessários para garantir a qualidade e a acurácia das informações fornecidas por satélites acaba de ser lançado por uma equipe de pesquisadores brasileiros. Trata-se de Calibração de sensores orbitais, produzido por Flávio Jorge Ponzoni (do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais - Inpe), Cibele Teixeira Pinto (Inpe e Instituto de Estudos Avançados - IEAv), Rubens Augusto Camargo Lamparelli (Universidade Estadual de Campinas - Unicamp), Jurandir Zullo Junior (Unicamp) e Mauro Antonio Homem Antunes (Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro - UFRRJ). Resultado de anos de estudo, o livro chega ao público no momento em que crescem as demandas por sensoriamento remoto: para investigação de fenômenos climáticos, monitoramento de florestas, estimativas de produtividade de culturas agrícolas e muitas outras aplicações.

Artigo - Agronegócio

E o plano de exportações é elogiado pelo agronegócio. Entre os pontos bem vistos estão a reforma do PIS/Cofins e a busca por novos mercados. Enquanto isso, cinco Estados (São Paulo, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais) puxaram as exportações do agronegócio brasileiro em maio deste ano. As vendas externas dos cinco estados somaram US$ 5,82 bilhões, representando cerca de 67% do total exportado (US$ 8,64 bilhões) no mês passado. Entre os principais produtos embarcados por essas unidades da Federação estão soja em grãos, farelo de soja, açúcar, carne de frango, café, carne bovina e suco de laranja. No ranking, São Paulo ficou em primeiro colocado, com exportações de US$ 1,52 bilhão. O complexo sucroalcooleiro liderou os embarques do Estado, com US$ 419,48 milhões: US$ 378,03 milhões de açúcar de cana ou beterraba e US$ 41,03 milhões de álcool. O complexo soja, com US$ 340,72 milhões, ficou em segundo lugar nas exportações de São Paulo no mês passado. Desse valor, US$ 307,53 milhões são de soja em grãos, US$ 28,15 milhões de farelo de soja e US$ 5,04 milhões de óleo de soja. As carnes ocuparam a terceira posição nos embarques do Estado de São Paulo em maio, com US$ 173,34 milhões: US$ 128,75 milhões de carne bovina, US$ 39,48 milhões de carne de frango e US$ 3,35 milhões de carne suína.

Recursos naturais
O programa Capital Natural com Marina Machado tem feito ótimas entrevistas na Band News. Sobre Os convidados Carlos Rittl , secretário executivo do Observatório do Clima, e o pesquisador da Embrapa Eduardo Assad continuarão a discussão sobre os apontamentos que envolvem a economia de baixo carbono Parte I e Parte II



Dicas

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