Aula TRÊS: conviver com os extremos é uma questão de sobrevivência



Pod Irrigar - Hoje começa o XXV CONIRD
Neste dia 8 de novembro, se inicia o XXV CONIRD - Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem, evento tradicional da área, que tem como tema a "Agricultura irrigada no semiárido brasileiro" e irá até o dia 13 de novembro e acontecerá em Aracajú e a ABID - Associação Brasileira de Irrigação e Drenagem lembra a todos que em 2015 a parceria é com o Estado de Sergipe. Nesse trabalho em favor do desenvolvimento da agricultura irrigada, que tanto pode impulsionar diversas cadeias de negócios em Sergipe, no Semiárido e no Brasil, os congressistas serão recebidos na Universidade Federal de Sergipe (UFS), que coordena também o Comitê Científico do XXV CONIRD. Mais uma vez será grande a oportunidade para reciclagem do conhecimento, estabelecimento de novos contatos e fortalecimento e estabelecimento de novas parceiras.
No XXV CONIRD serão abordados os mais diferentes temas em torno dos negócios da agricultura irrigada, como os da engenharia da irrigação, da drenagem, da gestão dos recursos hídricos, da logística para melhor impulsionar as cadeias produtivas e comerciais, com suas implicações socioeconômicas e ambientais, há muito a ser descortinado para que haja mais e mais prosperidade para todos. E assim, são inúmeras as motivações para nos encontrarmos em Aracaju.
Além das tradicionais Conferências e Seminários, serão dez as Oficinas que cobrem desde o planejamento da agricultura irrigada, a drenagem, a qualidade de água, irrigação em diferentes culturas e reúso da água na agricultura.
Nos dias 12 e 13/11/2015 serão realizados os dias de campo, com atrativos roteiros, que com visitas à empreendimentos em agricultura irrigada, à foz do rio São Francisco e também a represa de Xingó.
Vamos participar de mais esta iniciativa de discutir a agricultura irrigada como forma de desenvolvimento sócio-econômico?
Esse foi o tema que desenvolvemos esta semana no Pod Irrigar - o Pod Cast da Agricultura Irrigada desta semana. Ouça também os anteriores.

Mais sobre o XXV CONIRD
Conheça os detalhes da Programação do XXIV CONIRD, visite o sitio da ABID e saiba mais sobre este evento que terá também mini-cursos com os seguintes temas: 1. Planejamento da agricultura irrigada, com cooperações do local ao internacional, 2. Governança do solo e da água e o desenvolvimento da agricultura irrigada, 3. Agricultura irrigada de precisão e os sistemas informatizados de controle e manejo da agricultura irrigada, 4. Drenagem, qualidade de água, 5. Culturas perenes irrigadas, exemplos do café, dos citrus, da banana, do cacau e outras opções, 6. Pastagens e forrageiras para corte irrigadas, 7. Cana-de-açúcar irrigada, 8. A irrigação nos negócios do coco-anão, do dendê, da macaúba e do açaí, entre outras oportunidades, 9. Culturas temporárias irrigadas com exemplos práticos como do milho, em Nebraska, USA, oportunidades competitivas brasileiras com sequências e rotações de culturas ao longo do ano e ainda 10. Reúso de águas servidas na agricultura irrigada.
O XXV CONIRD - Congresso Nacional de Irrigação e Drenagem, será realizado de 8 a 13 de novembro de 2015 em Aracaju – SE. Em Aracaju, com a cooperação e parceria da Universidade Federal de Sergipe (UFS), sob a coordenação do professor Raimundo Rodrigues Gomes Filho rrgomesfilho@hotmail.com, 79-98160807, estão as oportunidades para muitos intercâmbios acadêmicos, incluindo-se facilidades de alojamento para estudantes. É chegado o momento em que discutiremos a agricultura irrigada de forma mais intensiva. A TopTur preparou opções de alojamento para o XXV CONIRD e a sede oficial do Congresso será na UFS - Fundação Universidade Federal de Sergipe Cidade Universitária - Prof. José Aloísio de Campos - Av. Marechal Rondon, s/n Jardim Rosa Elze - CEP 49100-000 - São Cristóvão/SE - Tel.: (79) 2105-6600.

Aulas
Explicamos com uma seca afeta diferentes regiões e a diferença entre a seca do nordeste e a do Rio Grande do Sul e também ampliamos o debate sobre as consequências da falta de água. Várias matérias ilustram a situação. Compilamos notícias de 2014 sobre a falta da chuva e as suas consequências e o Jornal Nacional ilustra tudo na reportagem "Seca no Piauí provoca aumento no número de retirantes - Nos últimos cinco anos, mais de 140 mil pessoas deixaram o estado em busca de trabalho e melhores condições de vida." E também falamos sobre o tema no [Pod Irrigar] de 08/08/2013 e voltamos a tema seca em várias edições em 2014, incluindo as produtividades baixas obtidas na cultura da cana e ainda em relação à cana, a situação de produtividades decrescentes pode ser conhecida em nossa palestra no encontro sobre Clima e Irrigação em Cana realizado na UNESP Ilha Solteira. Combinação melhor não poderia existir para o aprendizado consistente! Mostramos que um dos grandes desafios é conviver com extremos, ou seja, seca e chuva excessiva, e muito ainda temos que fazer, tanto nas pesquisa, como na comunicação e ensino de como trabalhar sobre esta condições. Sobre o tema escrevemos o artigo "Tão quente, tão úmido, tão seco: construindo a resiliência dos agro-sistemas". Mas a agricultura irrigada muda vidas no nordeste com geração de emprego e renda, veja como! E sobre a divulgação de temas técnicos ligados ao meio rural, não deixe de conferir o artigo "A Comunicação adequada".

Numa abordagem mais ampla, discutimos se “O clima define o rumo de um país?” ou ainda a posição de FEMIA e WERRELL (The Center for Climate e Security) em que “Tensões sobre terra, água e alimentos provam que levantes democráticos não têm só raiz política, mas também ambiental” e ainda as questões e previsões divulgadas pelo IPCC. O problema de compatibilizar seca e chuva, muitas vezes na mesma região encabeça a argumentação do "Por que Irrigar?" que tem sequência com a discussão de dados de evapotranspiração e chuva no noroeste paulista, onde vivemos, sugestões de leitura são reforçadas: Importância da irrigação no desenvolvimento do Agronegócio e Agricultura irrigada. Detalhamos estas questões sobre os efeitos de um clima adverso na postagem relativa à Aula Dois, com os atuais trabalhos publicados sobre condições extremas. O tema é amplo e controverso, mas sobre mudanças climáticas alguns autores de destaque são Richards (1993), Karl et al. (1999), Manton et al. (2001), Alexander et al. (2006), Vincent et al. (2005), Dufek and Ambrizzi (2006), Wang et al. (2004), Kharin and Zwiers (2005), Hayes et al. (2011), IPCC (2007) e mais recentemente indícios de alteração do clima global foram descritos por DURACK (2012) para quem “mudança climática acelera ciclo da chuva e velocidade da evaporação e precipitação pode ficar até 24% maior até o fim deste século”. Baseado na alteração da salinidade dos mares nesses últimos 50 anos (processo se acentuou a partir de 2000) afirma que “os ricos ficam mais ricos”. Ou seja, terras secas receberão menos chuvas, enquanto que regiões úmidas ganham tempestades cada vez mais intensas. No Brasil DUFEK e AMBRIZZI (2007) detectaram aumento no número de dias secos consecutivos e utilizando séries do Departamento de Água e Energia Elétrica (DAEE, 1950-1999) dizem que essa alteração nos padrões climáticos começou a partir de 1985. BLAIN (2011, 2012) descreve um atraso na retomada da estação chuvosa em diferentes localidades do Estado de São Paulo e o início desse atraso ocorreu a partir de 1983/84. A AHI fez análises superficiais com os dados que dispomos e não chegamos a conclusão se se trata de fenômeno cíclico ou uma real alteração no regime de chuvas, mas como compatibilizar seca e chuva intensas é um dos grandes desafios atuais. Mas é fato que o monitoramento climático é necessário e deve ser ampliado para todas as regiões. Especificamente para a agropecuária a melhor forma de conviver com a falta das chuvas é investir em sistemas de irrigação que farão a oferta da água no momento certo e quantidade adequada para garantir as elevadas e necessárias produtividades e que farão com que o lucro seja a força motriz do desenvolvimento sócio-econômico de toda uma região, através dos efeitos multiplicadores da agricultura irrigada. Mas o importante não é somente adquirir equipamentos de irrigação e sim planejar esta aquisição levando em consideração todos os aspectos locais de solo, clima, disponibilidade e qualidade da água e ainda das culturas que se pretende cultivar. A consulta à um profissional experiente também é fundamental para que o investimento seja efetivo.



Usamos intensamente nossos canais de comunicação baseados na Internet, mas de forma complementar, pois os livros textos são essenciais. O Manual de Irrigação é o mais tradicional e servirá ao longo de todo o curso, fiquem atentos apenas nas representações que utilizamos, que muitas diferem dos autores acima, mas tem o mesmo significado. Uma lista com artigos interessantes para ser lidos foi disponibilizada na postagem da semana passada. Leiam sem moderação! No canal TEXTOS TÉCNICOS do Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira estão disponíveis a maior parte dos artigos técnicos e os assinados sobre estes temas desenvolvidos pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira

Água Disponível no Solo brasileiro
Na imagem temos três conceitos inseridos e que todos os profissionais da agricultura devem conhecer: Por que Irrigar, Onde Irrigar e Armazenamento de Água no Solo, ou o balanço hídrico. Comecemos pelo terceiro conceito. No mapa, em vermelho representa o déficit de água no solo. Em um perfil de solo, a quantidade de água ideal de armazenamento é aquela representada pela diferença entre a umidade na capacidade de campo e a no ponto de murchamento permanente, multiplicada pela profundidade efetiva do sistema radicular. À isso chamamos de CAD - Capacidade de Água Disponível. A AD - Água Disponível no Solo (capacidade hídrica do solo, como na figura) é a diferença entre a umidade atual e a umidade no ponto de murchamento permanente, multiplicada pela profundidade efetiva do sistema radicular. Podemos exprimir esta relação em milímetros, mas também em porcentagem e para tanto a AD (%) = (AD/CAD) x 100. É o que se visualiza no gráfico abaixo, com grande parte do solo brasileiro "pedindo" água da chuva ou da irrigação. Os valores da umidade na capacidade de campo e ponto de murchamento permanente são obtidos na curva de retenção de água no solo e variam de acordo com a textura (granulometria) e compactação do solo (densidade aparente). 



Água e alimentos para todos - Sustentabilidade - Segurança e recursos hídricos

Recursos hídricos - Bacia hidrográfica - Gestão
Aos alunos de Recursos Hídricos sugerimos a leitura do artigo "O conceito de bacia hidrográfica e a importância da caracterização morfométrica para o entendimento da dinâmica ambiental local", interessante para conhecer em detalhes os elementos que compõe uma bacia hidrográfica. Sobre a gestão dos recursos hídricos, outro artigo interessante é "O processo de criação e consolidação dos comitês de bacias hidrográficas para gestão dos recursos hídricos" e a Dissertação "A trajetória do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio Mogi Guaçu e suas contribuições para a gestão dos recursos hídricos". Um pouco mais perto de nós, dos trabalhos executados pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira destacamos "Ocorrência de macrófitas  aquáticas no córrego do Boi" e "Avaliação química da água do córrego do Boi para fins de irrigação".
Na aula desta semana aprenderemos a delimitar uma bacia hidrográfica e determinar os elementos que a caracterizam. Faremos isso com o software Ilwis, gratuito, sugerimos que venham para aula com notebook e com o software instalado. Ele está disponível para download a partir da aba Downloads do Canal da Irrigação da UNESP Ilha Solteira. Também há tutorial do ILWIS na aba Atividades Acadêmicas.



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