Aula DEZ - Agricultura irrigada, legislação e sistemas de irrigação

"Acredito que, se você focar em resolver o problema de fundo e continuar focado em resolver esse problema, então é muito provável que tenha sucesso. Isso é muito importante. As startups de sucesso fazem uma coisa corretamente: resolvem o problema. Esse é um conselho que eu daria muito fortemente aos empreendedores. É de longe a coisa mais importante que eu posso dizer às pessoas". (Uri Levine, em entrevista à Folha de São Paulo, 4/01/2015, e que gosta de repetir frases como "The Main Thing is to Keep the Main Thing the Main Thing" ("A principal coisa é manter a principal coisa como a principal coisa") and "Fall in Love with the Problem, not the Solution" ("Apaixone-se pelo problema, não pela solução")).

Aula amanhã
Lembrando, amanhã temos aulas no Cinturão Verde sobre hidrometria e qualidade da água! Então, indicamos "roupa de ralo" como dizem os Escoteiros! E não esqueçam do filtro solar, da botina e da camisa de manga cumprida! Na aba "Atividades Acadêmicas" há o link para Aulas Práticas e assim se pode conhecer antecipadamente como aconteceram as aulas anteriores e os resultados de vazão e qualidade da água onde faremos a aula de amanhã! Algumas aulas práticas sobre o tema de amanhã estão disponíveis em video no Canal da AHI no YouTube. Uma ótima semana para todos!

Aula prática em 9 de janeiro de 2015 da UNESP Ilha Solteira sobre qualidade e disponibilidade (hidrometria) de água na microbacia do Cinturão Verde. Microbacia com erosão, manancial com macrófitas, assoreamento e água com concentração de ferro e as suas consequências para a instalação e uso de sistemas de irrigação foram discutidos com os alunos da Agronomia da UNESP Ilha Solteira. Mais registro fotográfico no Facebook, no Canal da Irrigação e aqui mesmo neste Blog.

Aulas da semana
Usamos como exemplo pela busca da água em outras regiões e com isso viabilizar o desenvolvimento de toda uma região - além de mostrar o grau de excelência da engenharia brasileira - o Projeto Olmos no Peru, que além da transposição do Rio Huancabamba, contemplará a irrigação de uma área de 43,5 mil hectares e a construção de duas centrais hidrelétricas destinadas à geração de energia para abastecimento das terras irrigadas. "O túnel que foi construído Olmos talvez seja o espaço mais competitivo do Peru para levar a cabo uma agricultura de excelência. Pode parecer exagerado, mas é um dos poucos lugares no planeta onde, literalmente, pode-se cultivar de tudo”, diz o Engenheiro Agrônomo Fernando Cillóniz. Naquele pedaço de terra, situado nas proximidades da Cordilheira dos Andes, mais precisamente na região de Lambayeque, a 900 km de Lima, o solo é fértil, há incidência solar ao longo de todo o ano e a baixa umidade relativa ajuda a manter a ameaça de pragas distante. A produção de alimentos tem todos os recursos para se tornar o principal motor do desenvolvimento de uma das regiões mais necessitadas do Peru. Na verdade, quase todos. Falta a água. Apesar das condições favoráveis para a agricultura, o Vale do Olmos está situado em uma região desértica, onde não chove mais que 215 mm por ano, em média. O rio mais próximo, o Huancabamba, esbarra na geografia dos Andes, limitando seu curso à vertente Atlântica da cadeia de montanhas, exatamente no lado oposto. O desafio da irrigação em Lambayeque passa pela construção de um túnel de 20 km de extensão e 5,3 m de diâmetro, através da instável geologia dos Andes, por onde se pretende transportar, de uma vertente à outra, mais de 400 milhões de m3 de água por ano. A construção do túnel é uma das mais complexas obras de engenharia em execução no mundo, dadas a sua profundidade, que chega a 2 mil metros abaixo da superfície da montanha, e as características geológicas da Cordilheira dos Andes. A execução desta complexa obra pela Odebrecht repercutiu positivamente na imprensa (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 - Banco Mundial) e abriu portas para a execução de outras obras pela empresa. Assista o video sobre o projeto Olmos e o que se espera desta terra no futuro.

Nas aulas, algumas palavras e frases foram frequentes: Comitês das Bacias Hidrográficas, Outorga, Reservação, Barragens de terra, Intervenção, Recuperação, Licença Ambiental... todas visando o planejamento e uso da água. É importante entendermos bem o processo de Outorga do uso da água e a diferença entre a concessão Federal e a Estadual. Outros seminários virão e é importante se preparem bem. No semestre anterior, os primeiros seminários versaram sobre a agricultura irrigada e ainda o desenvolvimento do Cinturão Verde baseado na irrigação e conhecemos um pouco da agricultura irrigada nos Estados Unidos e da Itália, além da Argentina. Os alunos mostraram as diferenças entre países e regiões, suas características próprias e os desafios, enquanto que de um lado há muito o que avançar em área irrigada, em outros o desafio é manter a área irrigadas, devido a limitações de água em quantidade e qualidade. Em relação à prova, esta foi bem conceitual, mas remetendo a pontos básicos da legislação brasileira, que tem na Lei das Águas (Política Nacional de Recursos Hídricos de 1997) e na Lei 12.787/2013 que instituiu a Política Nacional de Irrigação seus fundamentos. As questões teóricas exploraram a multidisciplinariedade exigida para o sucesso da agricultura irrigada, exaustivamente defendida em aulas e no Pod Irrigar. De maneira geral podemos dizer que o bom entendimento da agricultura irrigada ilustrada em aulas exige uma leitura frequente dos alunos sobre os temas desenvolvidos, e não somente na véspera da prova, e assim, muitos dos alunos não conseguiram perceber a relação que envolve o solo, a atmosfera e a legislação em vigor. "A irrigação no Brasil - Situação e Diretrizes" é uma publicação importante para ser lida e disponibilizamos fotos e videos (1 e 2) sobre a irrigação na região Puglia - Itália e também nos Estados americanos do Arizona e California, que foram objeto de nossas visitas. Veja outras vídeos no canal da AHI no YouTube. Fechamos também a parte de disponibilidade e qualidade da água e um trabalho prático será realizado, já foi explicado em aula e também há detalhes neste blog. Destacamos alguns dos trabalhos de monitoramento da qualidade e disponibilidade da água em bacias hidrográficas realizados no noroeste paulista pela AHI que podem ser conhecidos a partir da aba Textos Técnicos do canal de Conteúdo. Juliana Caldas em seu artigo "Águas do Cerrado: questão estratégica para o País" afirma que o manejo racional dos recursos hídricos é preocupação da pesquisa agropecuária uma vez que Cerrado é origem de grandes bacias hidrográficas.

Mas nas aulas reforçamos as condições ideais para se ter ou usar um sistema de irrigação, mas quais são os métodos e sistemas de irrigação existentes, como eles funcionam e quais os sistemas mais usados e em quais culturas? Os métodos de irrigação se classificam de acordo com a maneira com que a água chega até as raízes e assim, os principais métodos de irrigação são: superfície, aspersão e localizada. Entre os métodos há as variações, que chamamos de sistemas de irrigação. No noroeste paulista, por exemplo, os sistemas mais utilizados pelos nossos irrigantes são os de aspersão convencional e aspersão em faixa para irrigar pastagem e hortaliças, o pivô central é o preferido para irrigação de feijão, milho e soja em grandes áreas e o carretel enrolador é também utilizado em cereais e oleaginosas, mas principalmente para aplicação de efluentes agroindustriais em áreas cultivadas com cana ou citros. Os sistemas de irrigação por microaspersão são muito utilizados em citros, videiras e demais fruteiras perenes e os sistemas por gotejamento irrigam seringueira, citros, abacaxi, hortaliças de frutos e fruteiras em geral. Algumas regiões brasileiras em função de cultivos predominantes se destacam pelo maior uso de um ou outro sistema, assim, na região de Paranapanema em São Paulo se destaca o pivô central, que também se sobressai em Cristalina - GO. No Triângulo Mineiro, na região de Colatina - ES, com cafezais, bem como o Polo de Petrolina - PE / Juazeiro BA com produção de hortaliças e frutas, é a irrigação localizada que predomina, enquanto que a produção de arroz no Rio Grande do Sul faz com que a irrigação por inundação seja destaque naquele Estado.

Cebola sendo irrigada por gotejamento, mas a irrigação por sulco garante a água para a limpeza das mãos no transplantio

Canal abastece os sifões que transportam a água até os sulcos de irrigação.

Também discutimos os sistemas de irrigação por aspersão tipo convencional (incluindo em malha e em faixa utilizados principalmente para pastagem e cafezais e ainda sobre a irrigação de parques, jardins e campos esportivos), carretel enrolador, pivô central e deslocamento linear, com sua vantagens e limitações. Destacamos recalque, adutora, linha principal, linha secundária, linha lateral, aspersores, "bengala", difusores, "sprays", reguladores de pressão, torre, vão livre, altura do pivô, LEPA, velocidade de infiltração, TIB, precipitação x vazão em aspersão convencional e em pivô central, velocidade de deslocamento x precipitação, CAD e a influência e importância das características físico-hídricas do solo sobre os métodos de superfície e aspersão. Confiram os emissores da Nelson e da Senninger que equipam a maioria dos pivôs centrais no Brasil. Assista também "Irrigação localizada em diferentes culturas e solos" com pontos importantes na definição de projetos e "Sistema de irrigação usado em goiaba inadequadamente", com exemplo também de um sistema que poderia ter sido melhor instalado.

 
Na aspersão sempre haverá a necessidade de sobreposição dos jatos como ilustrado em um sistema convencional, nas fotos acima e abaixo.


Em relação aos sistemas de irrigação, reforçamos novamente a ideia de que não há o melhor sistema e sim aquele que mais se adapta às condições locais de solo, clima, cultura, disponibilidade financeira e qualificação da mão de obra. Citamos o exemplo do trabalho de Jack Keller (1), que depois de se aposentar na Utah State University, aos 84 anos ainda trabalhava na Keller-Bliesner Enginnering, onde desenvolveu projetos de fabricação de emissores na Índia para uso em países da Africa, em pequenas propriedades, um projeto financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates e estivemos na empresa para conhecer este trabalho e outros em cooperação com a ONG WinRock Water também foram objetos de nossas conversas. Jack Keller nos convidou para visitar sua casa onde conhecemos os emissores desenvolvidos por ele, mas mesmo com um grande quintal, não pudemos conhecer o sistema de irrigação, porque já tínhamos 30 ou mais centímetros de neve acima do solo. Este trabalho de desenvolvimento e fabricação de emissores de baixo custo foi mostrado também no Inovagri Meeting 2012 pelo próprio Keller (12) na palestra "Holistic Pressurized Irrigation Development". Jack Keller faleceu em outubro de 2013 quando voltava de mais um trabalho na América Central. Richard Allen durante o II Inovagri Internation Meeting rendeu homenagens e escreveu sobre Jack: "We miss you… We learned much from you… We now know how to think more clearly about problems and solutions and decompose difficult problems and systems into more simple components for solving... We now know how to enjoy our profession" (slide 4).

O livro "Goiaba: do plantio à comercialização" (ISSN 2236-028X) com o capítulo "Sistemas e Manejo de Irrigação na cultura da goiaba" de nossa autoria e do Engenheiro Agrônomo Aloísio Costa Sampaio, também da UNESP está disponível e serve de exemplo de seleção de sistemas para um cultura e condições específicas. É ilustrados com detalhadas imagens. José Maria Pinto escreve o artigo "Cultivo da Cebola no Nordeste" onde mostra como usar os diferentes sistemas de irrigação.

Pivô central que incorpora grande tecnologia embarcada podendo ser controlado remotamente.


Pivô central que além de incorporar grande tecnologia embarcada pode trabalhar em topografia acentuada.

Risco minimizado

Agricultura - Cana

Capacitação - Carreira

Recursos hídricos e clima
Reservatórios de Ilha Solteira e Três Irmãos são os mais secos do Brasil e mesmo com aumento no volume de chuvas, reservatórios continuam com volume útil de 0 por cento, é a notícia que vimos esta semana. De fato, o lago de Ilha Solteira nos rios Paraná, Grande e Paranaíba tem vazão afluente em 3.735 m3/s e defluente em 2.882 m3/s e cota 322,02 metros, enquanto que no rio Tietê, o reservatório de Três Irmãos tem cota 323,51 metros com 9,28% de volume útil e a vazão afluente é de 1.950 m3/s e a defluente de 1.001 m3/s. No relatório da ONS, o lago de Jupiá que recebe a água destes dois outros lagos tem chuva prevista para janeiro em 164 mm e já registrou 70 mm. A Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista registro no rio Tietê em janeiro chuvas totais que variaram entre 30 mm (Estação Bonança - Pereira Barreto) e 90 mm (Estação Santa Adélia Pioneiros - Sud Mennucci). Já Ilha Solteira teve até o momento 69 mm.

A situação continua crítica na bacia do Rio São Francisco e a Usina de Sobradinho registra vazão afluente de 910 m3/s e defluente 870 m3/s e 2,06% de volume útil.


Fenômenos climáticos adversos
Neste dia 10 de janeiro de 2016, a velocidade do vento chegou a 55,5 km/hora vindos de Norte e às 15:39 h (horário de verão) na Estação Santa Adélia (Pereira Barreto) e deixou apenas 2 mm de chuva. Já em Ilha Solteira, os ventos chegaram a 48,2 km/h, vindos de Nordeste às 15:30 h.


Crime lesa-pátria
Em 28 de junho de 2014 o rio Tietê sob influência do Lago da usina Hidrelétrica de Três Irmãos atinge o volume morto, rompendo a barreira inferior a cota 323 metros. Sairia desta situação 554 dias depois, em 3 de janeiro de 2016. A cota 323 metros é a que garante o retorno a funcionalidade da Hidrovia Tietê-Paraná, a maior do país. Todavia ainda não sabemos quando veremos as barcaças passando por ela. Todo a navegação foi desmobilizada e necessitará de algum tempo para retomar as atividades normais. Também, desconhecemos a situação de manutenção das eclusas no rio Tietê.
O fato concreto é que consideramos um grande erro, em prol de um projeto político, inviabilizar um projeto de décadas e ainda não totalmente consolidado. Em relatórios Furnas e Eletrobrás reconhecem que as térmicas deveriam ser acionadas antes do que foram, impondo custos maiores a todos os brasileiros e antecipando a paralisação da Hidrovia, que foi preservada na crise hídrica anterior, a de 2001, já detalhada aqui mesmo e em palestras.


Preocupa também a diferença de nível de 1,09 metros entre os rios Tietê e Paraná, que nesta situação eleva a velocidade da água no Canal de Pereira Barreto que pode estar com as margens sentindo os efeitos de uma velocidade alta no canal.

Já passou da hora dos Governos Federal e Estadual sentarem na mesma mesa e retomar o planejamento estratégico da logística de transporte. Especialmente o hidroviário, o mais barato de todos os modais disponível. Outra providência seria a instalação de comporta no Canal de Pereira Barreto. Tal prática permitiria - em uma nova situação crítica de água - a independência entre os dois rios e com isso o funcionamento parcial da Hidrovia e não a paralisação total. 

Da mesma forma, o projeto do porto intermodal em Rubinéia, ao lado da Ponte Rodo-Ferroviária deve ser retomado com brevidade. Se em funcionamento, não teríamos todo o transporte de grãos e insumos feito apenas por caminhões neste período de quase 600 dias.

Já tínhamos um exemplo na região de desperdício de dinheiro público com o abandono do Aeroporto de Jupiá. Pista adequada - longa -, com toda segurança, novos investimentos foram feitos para transformar o Aeroclube de Três Lagoas em aeroporto. Esta conta do fechamento da Hidrovia, não se enganem, será muito cara e paga por todos os brasileiros.

Economia - Política - Desenvolvimento


Jaques Wagner - Ministro da Casa Civil - admite que o comportamento do PT é o tradicional "Quem nunca comeu melado, quando come, se lambuza" e Valdo Cruz em "Melado azedo" analisa a situação.

Triste notícia: mesmo com ICMS, Ilha Solteira e Castilho têm pior desenvolvimento desde 2005. O Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal (IFDM) divulgado neste mês revelou que os dois municípios da região não tem praticado políticas públicas adequadas à manutenção ou melhorias nas áreas da Educação, Saúde ou Emprego e Renda. Ilha Solteira deixou o 1º lugar na região e está em 7º lugar entre 10 municípios comparados pelo Jornal da Ilha e saiu do 161º para 1.124º no ranking nacional. Castilho saiu do 1.224º lugar para 2.077º. Já Suzanápolis saiu do 1.569º lugar para o 268º e Santa Fé do Sul saiu do 391º para o 74º lugar. Em Ilha Solteira, historicamente, as administrações que se sucederam não tem sido capazes de aproveitar o potencial técnico e empreendedor que poderia ser proporcionado pela presença da UNESP no município. Em março de 1994 publicamos o artigo "UNESP: tecnologia regionalizada" e o triste é perceber que o artigo em quase sua totalidade é ainda atual ou uma realidade.

Ranking Universitário Folha

Entrevista - Empreendedorismo
"As pessoas não pensam mais por onde estão indo", diz o criador do Waze - o economista israelense Uri Levine que hoje trabalha como investidor e/ou executivo em 8 empresas - e quando perguntado sobre por que não produzimos um Waze brasileiro? a resposta é: "Eu acredito que a combinação entre medo do fracasso, a questão do heroísmo e a falta de apoio do governo são fatores decisivos. O que acontece se você abrir uma empresa no Brasil e quebrar? Você fracassou, certo? Há duas consequências disso. A primeira é: qual sua capacidade para de fato começar um novo negócio no Brasil? Isso tem a ver com questões de regulação. E a outra é quão aceitável isso seria na sociedade. Essas duas coisas são muito menos assustadoras em Israel do que são no Brasil. Em Israel você provavelmente teria muito mais reconhecimento por ter tentado do que pelo fato de ter falhado. Se você falha, não fica com uma culpa. Assim reduzimos a barreira para start-ups começarem". O israelense Uri Levine é um personagem heterodoxo até para o padrão pouco ortodoxo do mundo dos milionários da tecnologia. Não faltam narrativas sobre seu estilo de vida. Mora em um flat alugado, mantém uma garagem relativamente modesta (com um Alfa Romeo Giulietta e um Renault Clio, segundo relatou o "Financial Times") e não consegue esquiar tanto quanto gostaria por causa do trabalho.

Desmatamento
Destruição de florestas não é sinônimo de desenvolvimento. O governo resiste a liquidar de vez a devastação, o que daria novo impulso à luta contra mudança do clima. A Folha vasculhou a Amazônia para mostrar em quatro capítulos, com 65 fotos, 26 infográficos e 8 vídeos, que zerar a devastação pode ser bom negócio para todos. Confira!

Água
"Água" foi um poema escrito pelo médico e poeta paraibano Marcos Ayres que por muito tempo residiu aqui na nossa querida Ilha Solteira, onde formatamos uma grande amizade. Um dia, apareceu sem avisar - não precisava - no Laboratório de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira e me entrou um folha e nos disse algumas frases. Na folha, o poema abaixo, que já foi publicado aqui mesmo neste blog. Nos confiou outros poemas, também publicados aqui mesmo!

ÁGUA
por Marcos A. Ayres

Água para banhar e beber,
Para fazer a semente nascer,
Para ajudar a planta a crescer
E a gente ter o que comer.

Água que nunca sobra,
Que o Nordeste cobra,
Que depende de uma obra
Para salvar quem não se dobra.

Água que irriga a riqueza,
Cuja falta causa pobreza,
Tens a imensa beleza

De ser vital à natureza,
De viajar na correnteza,
De afogar qualquer tristeza.

Sempre desejei que o poema virasse música. Seria uma justa homenagem a quem partiu sabendo de todos os riscos que se submeteria e o quanto maior seriam os riscos sem a cirurgia. Quem colocou a melodia foi o multi-artista Hugo BrasaRock! Fez isso esta semana, me enviando o vídeo na madrugada, que compartilhamos aqui! Agora, "Água" tem dupla autoria, Marcos Antonio Ayres e Hugo BrasaRock, que Marcos carinhosamente o chamava de Huginho e assim o definiu "Músico, compositor e cantor, Excelente cartunista, Esse nosso novo escritor, É muito mais que um artista". PARABÉNS e MUITO OBRIGADO Hugo!


Além de mantermos no NACI - LHI a obra de arte - "Força da natureza" - feita pelo Zootecnista e Artista Plástico José Américo e poema de Marcos Ayres, o amigo nos presenteou com mais três poemas: Tanja, Preço e Valor e A Mesa da Padaria, também publicados aqui

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