Aula TREZE - Segurança hídrica

"O esgotamento do arsenal de truques, em plena recessão econômica, escancarou as dimensões de um gasto público insustentável - agravado, em 2015, pelo desembolso de R$ 56 bilhões para a regularização das ditas pedaladas. Menos mal que se disponha, agora, de um cálculo realista do fosso entre as ambições das políticas federais e os meios para sustentá-las. Os números não oferecem nenhuma outra boa notícia." Folha de São Paulo, Editorial, 29 de janeiro de 2016, p.A.2

Pod Irrigar - A área de agricultura irrigada se expande no noroeste paulista, mas precisamos ficar atentos em ações que ampliam a oferta hídrica
Na edição anterior do [Pod Irrigar] discutimos o valor estratégico de uma grande obra de interligação das bacias hidrográficas dos rios Tietê e Paraná, que é Canal de Pereira Barreto.
Entretanto, estudos feitos pela UNESP em 2000 apontavam que a região intra-lagos apresentava fragilidade hídrica com vazão específica média prurianual (Qesp) igual a 0,0878 litros/s/ha, enquanto que a necessidade média de irrigação em sistemas localizados seria de 0,6 litros/s/ha, o que na prática exigiria a escolha de locais mais adequados para se fazer a irrigação e indicava a necessidade de obras hídricas e de conservação do solo, dada a pouca disponibilidade dos recursos hídricos.
Com elevado déficit hídrico ao longo do ano, muitos agricultores perceberam a necessidade de investirem em sistemas de irrigação e desde o ano 2000 até o ano 2015, o número de equipamentos tipo pivô central cresceu 8% ao ano chegando a 283 no noroeste paulista o que representa uma área irrigada de 13.331 hectares, ante aos 6.800 em 2000, com crescimento de 96% ou 6,5% ao ano com expressiva implantação dos sistemas na área intra lagos (Bacias Hidrográficas do Rio São José dos Dourados e Turvo/Grande) e precisamos ampliar ainda mais a área irrigada se desejarmos nos beneficiar dos seus efeitos multiplicadores e para tanto, sim, devemos começar a pensar mais seriamente nas medidas para aumentar a oferta hídrica na região. Esse foi o tema que desenvolvemos esta semana no Pod Irrigar - o Pod Cast da Agricultura Irrigada. Ouça também os anteriores.


Aulas - Aspersão e seminários
Nas aulas da semana tivemos os seminários em Irrigação de pastagens (8,7), Gestão dos recursos hídricos em Sergipe (7,7) e Irrigação em citros (8,7). Seguimos com projeto de sistema de irrigação por aspersão convencional e iniciamos o projeto de irrigação localizada.
Foi solicitado para que os alunos se unam em grupo de até 5 pessoas e entreguem no dia da 3o. Prova um projeto completo de irrigação por aspersão convencional para irrigação de hortaliças. A partir da área definida como sendo a pertencente ao Campus II da UNESP Ilha Solteira e assumindo que não há restrição de água (captação do cruzamento entre a área de cota mais baixa do terreno e a Perimetral) nem de energia, a liberdade é total na escolha de equipamentos e emissores e assim, os alunos podem treinar a consulta aos manuais existente dos diferentes fabricantes, se familiarizando com as peças e fornecedores. Também recordaram dos ensinamentos de topografia. Admita que não há árvores no local que imporia ajustes no lay-out do sistema de irrigação.


Aulas Recursos Hídricos
O material didático sobre qualidade da água usado na disciplina Recursos Hídricos está disponível e também atentem que a bibliografia disponibilizada para a disciplina foi ampliada e como há um trabalho prático em condição real, estudos mais aprofundados podem ser feitos com o auxílio de outras publicações elencadas - existe até um estudo de caso no município de Atibaia e outros de Minas Gerais e Diretrizes do município de São Paulo.

Visitando a EMBRAPA Monitoramento por Satélite
Estivemos na EMBRAPA Monitoramento por Satélites onde cumprimos duas atividades principais: participar da elaboração de mais um projeto a ser submetido a agências de fomento, ampliando a parceria com os Pesquisadores Antonio Heriberto de Castro Teixeira e Janice Leivas, que já resultou em várias participações em eventos científicos e artigos publicados.


Também fizemos a palestra sobre o "Manejo da irrigação e a crise hídrica", onde abordamos diversos temas relacionados com o armazenamento e uso da água e o desenvolvimento sócio-econômico de regiões. Já na parte final da apresentação, discorremos sobre as pesquisas desenvolvidas em conjunto com a EMBRAPA que tem possibilitado o refinamento de coeficientes utilizados no manejo da irrigação, desde coeficientes de cultura e uso da modelagem para a avaliação do uso da água em escala regional e a produtividade da água, ou seja, a busca de indicadores agrometeorológicos e agronômicos que mensuram e qualificam o eficiente uso da água.



Em nossos trabalhos técnicos-científicos combinamos os uso de imagens de satélite com estações agrometeorológicas em terra e além de vários artigos, a implantação da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, com oferta de dados climáticos de forma livre e gratuita a todos os interessados, é fruto desta parceria iniciada em 2010 com o projeto FAPESP "Modelagem da Produtividade da Água em Bacias Hidrográficas com Mudanças de Uso da Terra".

Agricultura irrigada


Recursos hídricos - Software

UNESP 40 anos
A UNESP completa 40 anos e reafirmamos nosso orgulho de ser unespiano. Mas não estamos sós.  O colega Marco Aurélio em seu excelente artigo no Estadão mostra com argumentos porque somos uma universidade vencedora

Agricultura - Pecuária - Cana


Triste, mas onze unidades sucro-alcooleiras já tiveram falência decretada. Setor cada vez mais estratégico passao por dificuldades conjunturais e estruturais.

Economia - Política - Governo
Foi conhecido esta semana o tamanho do rombo do Governo Federal e como se formou. Em 2015, segundo o Tesouro Nacional, o Governo Dilma gastou R$ 552,5 bilhões em benefícios sociais, R$ 483,4 bi em pessoal e custeio, R$ 356,1 bi em juros, R$ 58,9 bi em subsídios e apenas R$ 55,5 bi em investimentos. E ao invés de cortas gastos, de planejar, olhar para frente, o Governo quer impor mais impostos, com a absurda volta da CPMF. Deviam fazer a lição de casa, e nestas condições sem estimular a economia fica difícil sair do atoleiro e sempre quem sofrerá mais será o pessoal de baixa renda. Lamentável!

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