IrrigaShow 2016 está chegando, agosto com chuva acima da média, recursos hídricos e muito mais

"O desafio das lideranças renovadoras será o de criar, mais do que uma narrativa, propostas que desenhem caminhos para a nação. Teremos capacidade, coragem e iniciativa para rever posturas, caminhos e alianças? Temos desafios comuns. Ou bem seremos capazes de reinventar o rumo da política, ou novamente a insatisfação popular se manifestará nas ruas, sabe-se lá contra quem e a favor do quê." Triste fim, Fernando Henrique Cardoso, 04 de setembro de 2016.

[Pod Irrigar] - No agosto mais chuvoso da história, faço o plantio em setembro ou espero mais um pouco? O que levar em consideração para decidir?
De fato - quando se fala das chuvas - está cada fez mais difícil acreditar que as expectativas históricas vão se confirmar.
Mas há outra questão a ser considerada que a é dispersão ou a variabilidade dos volumes das chuvas mesmo dentro de uma mesma região. veja por exemplo neste mês de agosto. Enquanto o município de Ilha Solteira recebeu 140 mm e registra a maior chuva de toda a sua história no mês de agosto, Paranapuã registrou apenas 39 mm, mas também é o maior volume de chuvas para este mês, quando o volume mais próximo do registrado em 2016 foi de 21 mm, em 2011. Em Ilha Solteira, já teve registro de agosto bem chuvoso, 103 mm no ano de 2000.


E aí nos chega a pergunta: "com tanta chuva agora na região, posso plantar ou devo esperar?" Não é fácil a resposta, mesmo com o elevado armazenamento de água no solo devemos lembrar que estamos na região com as maiores taxas de evapotranspiração do Estado de São Paulo, com média de evapotranspiração prevista para setembro em torno dos 4.5-4,9 mm/dia e os nossos solos tem capacidade de armazenar apenas 1,0 mm/cm e assim, considerando uma profundidade de 30 cm, um plantio agora não resistiria à 10-15 dias sem chuvas em setembro. quando se espera em média 81 mm, mas, mais importante que o volume da chuva, para quem acaba de plantar, é quando virá esta chuva? Para decidir devemos verificar a previsão do tempo para a região, mas é sempre uma aposta de risco.



Mas quem muito se beneficiou deste volume atípico de chuva registrado em agosto foram os irrigantes, principalmente os que acabam de plantar milho e amendoim, que começam sua safra com alívio na conta de energia, pois ficarão alguns dias com os sistemas de irrigação desligados.
Próximas participações
Dia 06/09/2016 - terça-feira, às 15:00 horas estaremos fazendo no IRRIGASHOW em Campos de Holambra - Paranapanema a palestra "A Expansão da Agricultura irrigada e a importância da capacitação tecnológica para a sustentabilidade da produção de alimentos".

No IrrigaShow 2016 não estaremos só e haverá grandes oportunidades. Recomendamos ir! Se não for possível, ao menos assista via Internet o workshop sobre a Irrigação Inteligente que representa inovação à agricultura irrigada e a turma da Mariana Vasconcelos estará por lá. E também Roberto Rodrigues, Wulf Schmidt, Lineu Rodrigues, Maria José Brito Zakia, Bruno Cavina, Luis Carlos Hernani, Dirceu Gassen, Alfonso Sleutjes,  Miguel Daoud, além dos expositores e as principais empresas de irrigação que estarão presentes. Fica a dica!

Monitoramento climático do Noroeste Paulista e sua aplicação na agropecuária
Noventa e dois alunos e Professores do curso de Agronomia da FUNEC em Santa fé do Sul participaram da nossa palestra sobre o "Monitoramento climático do Noroeste Paulista e sua aplicação na agropecuária" nesta quinta-feira, dia 1 de setembro de 2016, que fez parte da programação da II Semana Acadêmica de Engenharia Agronômica que ocorreu ao longo da semana e abordamos a importância e as aplicações em diferentes áreas do conhecimento do monitoramento climático. Discutimos a importância da água e com  números e imagens abordamos as consequências da crise hídrica para o Noroeste Paulista e também como fazer para manter a água na bacia hidrográfica por mais tempo e ressaltamos que o objetivo de todo trabalho de planejamento em uma bacia hidrográfica consiste e manter pelo maior tempo possível a água na bacia, diminuindo as diferenças entre as vazões mínimas e máximas que ocorrem ao longo do ano e para isso devemos promover a infiltração da água no solo. O ideal é que a água corra a partir das nascentes e não pelo escorrimento superficial, que sempre causa erosão, depois assoreamento dos córregos e rios e por fim diminui a oferta de água especialmente nos períodos que mais se precisa dela. também lembramos da importância dos barramentos de terra, que à exemplo do que se faz em Goiás, especialmente em mananciais degradados, tomados pela espécie Typha - popularmente chamada de tabôa - devem ter a sua construção incentivada como forma de de aumentar a oferta hídrica em uma região ou bacia hidrográfica. Também destacamos o exemplo do município de Brumadinho, em Minas Gerais, que promoveu a intervenção em mananciais comprovadamente degradados e está desassoreando cerca de 800 represas com o objetivo de aumentar a oferta de água nos reservatórios em 4 bilhões de litros de água.


Também mostramos a importância sócio-econômica da agricultura irrigada baseada em exemplos de municípios que investiram fortemente em sistemas de irrigação e hoje colhem resultados pelos efeitos multiplicadores desta tecnologia disse que sem água, como matéria prima para os equipamentos não há produção sustentável e com os mapas acima abordamos a irregularidade das chuvas em julho e agosto deste ano para discutir aspectos ligados a evapotranspiração - que é perda de água pela evaporação do solo e transpiração das plantas - e a decisão de quando plantar sob condições de sequeiro e como realizar o manejo da irrigação. O trabalho feito pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira através da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista vai muito além de oferecer aos Produtores de Alimentos Irrigantes a possibilidade de realizar o manejo correto da irrigação, pois podem contar com a estimativa e divulgação da evapotranspiração e interagindo com os presentes discutimos exemplos, situações e oportunidades do uso das variáveis climáticas para pesquisadores, estudantes, empreendedores, obras de infra estrutura, moradores do Noroeste Paulista, usinas de açúcar e álcool, agricultores em geral, Defesa civil, Engenheiros e Eventos, como com muita descontração mostramos que a decisão de qual mês escolher para casar sem que tenha o risco de chuva pode ser também alicerçada nos produtos e serviços oferecidos no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira. Depois de quase duas horas de uma interessante interação com os presentes mostrou os diferentes canais de comunicação operados pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira e distribuímos adesivos da última campanha sobre o uso racional da água em todos os setores da sociedade. A palestra completa está disponível no Canal da Irrigação da UNESP.

Recursos naturais: hídricos e solar
Empreendedorismo - Dica de leitura - Entrevista

Gestão pública
A Folha de São Paulo divulgou no domingo, 27 de agosto de 2016, o Ranking de Eficiência dos Municípios (REM), criado pelo jornal em parceria com o Datafolha para mostrar quais as prefeituras que mais entregam bons serviços à população gastando menos. Da região, a cidade mais eficiente apontada pelo REM em todas as faixas de população nos municípios do Estado de São Paulo e do Brasil é Urânia. Conforme explicam Alessandro Janoni e Renata Nunes, respectivamente Diretor de Pesquisas e Gerente de Operações do Datafolha, “mais do que avaliar a atuação deste ou daquele gestor, a ideia é medir o grau de eficiência das ferramentas oficiais de planejamento ao alcance dos
municípios”.
O Ranking de Eficiência dos Municípios - Folha (REM-F) leva em consideração o atendimento das prefeituras nas áreas básicas de saúde, educação e saneamento, tendo como determinante para o cálculo de eficácia na gestão a receita per capita disponível de cada cidade.
Na educação, o ranking contabiliza os percentuais de crianças atendidas por creches e escolas municipais.
Na saúde, a cobertura da população por equipes de atenção básica e o total de médicos por habitante. No saneamento, os percentuais de domicílios atendidos por redes de água e esgoto e por sistemas de coleta de lixo.
Esses componentes são somados e depois divididos pela receita per capita de cada cidade, produzindo um ranking de eficiência no gasto.
O levantamento cobre 5.281 municípios (95% do total) e se utiliza dos dados mais recentes disponíveis para uma base dessa dimensão.
Além de separar esse conjunto de municípios em quatro categorias ("Eficiente", "Alguma eficiência", "Pouca eficiência" e "Ineficiente"), o trabalho traz outros indicadores de gestão - como o grau de dependência dos recursos da União e dos Estados, o aumento do funcionalismo na última década e em quais áreas a cidade se sai melhor ou pior.


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