[Pod Irrigar] Análise das chuvas em 2016 revela instabilidade acentuada no Noroeste Paulista


[Pod Irrigar] Balanço climático de 2016 revela instabilidade acentuada no Noroeste Paulista
Chegou a hora de fazer o balanço climático do difícil e instável ano de 2016 no Noroeste Paulista. Nestas análises é preciso ter muita cautela, sendo a questão de escala - no tempo e no espaço - muito importante.

Do ponto de vista global podemos de dizer que o volume de chuva anual seguiu dentro do esperado. Com um total médio de 1251 mm, registramos apenas 3% acima do esperado.
Contudo, quando adentramos na região, temos municípios como Paranapuã que receberam apenas 83% do esperado, enquanto que outros, como Sud Mennucci, registrou um volume de chuvas 12% maior que o esperado., que por sua vez já acumula 15 dias sem chuvas em 2017, enquanto que na mesma região, Populina já registrou 90 mm em janeiro deste ano.

Quando adentramos nos meses, o ano de 2016 foi muito atípico. Agosto, o mais chuvoso da história, registrou em média no Noroeste Paulista um volume 451% superior ao esperado, e maio 190% a mais de chuva, enquanto que em média foi registrado em setembro apenas 54% do esperado e novembro, 56% do esperado, com consequências pesadas para a agropecuária.

Assim, a irregularidade das chuvas no tempo e no espaço, cada vez mais acentuada exigem medidas mitigadoras ou que desenvolvam a resiliência necessária a conviver com extremos e garantir a sustentabilidade das atividades econômicas e neste caso, no campo ou nas cidades, a produtividade e o conforto visual e térmico pode e deve ser garantidos pelos sistemas de irrigação, que devem ser projetados e instalados levando em consideração as condições locais e após uma análise técnica adequada.



Balanço hídrico histórico de municípios do Noroeste Paulista. Fonte: Canal Clima da UNESP Ilha Solteira.

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