Chuva em excesso exige cada vez procedimentos técnicos em várias áreas do conhecimento para minimizar prejuízos



[Pod Irrigar] - Chuva em excesso exige cada vez procedimentos técnicos em várias áreas do conhecimento para minimizar prejuízos
As chuvas em janeiro e neste primeiro dia de fevereiro tem dividido as atenções dos diferentes canais de comunicação ao lado da política e operações policiais relevantes. Mostram-se situações principalmente nas áreas áreas urbanas com as matérias versando sempre sobre situações de risco ou perdas, como por exemplo árvores caindo ou inundações e como como envolvem pessoas, o impacto junto à população é grande. 

Quando falamos de chuva devemos diferenciar como ela se apresenta e os seus efeitos. Volume e intensidade produzem impactos diferentes. Nem sempre chuvas intensas apresentam grandes volumes, mas quando a intensidade é alta, via de regra é associada à altas velocidades do vento, mudança de direção e esta combinação, tem um potencial de produzir grandes danos e por isso o monitoramento climático é fundamental para antecipar providências à eventos extremos cada vez mais frequentes.


Nas cidades, árvores, veículos, galerias pluviais e córregos canalizados transbordando e no campo, o que se passa?

Em edições anteriores do [Pod Irrigar] falamos da desuniformidade dos cultivos no Noroeste Paulista em função da irregularidade das chuvas e agora findado janeiro, a situação é completamente outra, com mais ou menos chuva, com média de 326 mm, as chuvas no mês de janeiro superam em 61% o esperado, de acordo com a Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira que opera a Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista, composta por estações agrometeorológicas automáticas padronizadas e que tem seus dados disponibilizados de forma livre e gratuita no Canal CLIMA da UNESP Ilha Solteira e que pode ser assim visualizado por todos os interessados. Em todos os municípios monitorados, choveu mais que o esperado.



Os municípios posicionados na barranca do rio Grande, como por exemplo, Paranapuã e Populina foram os recordistas em chuva. Em Populina, em janeiro choveu 508 milímetros, superando em 116% a média histórica de 235 mm, representando 42% de toda a chuva histórica esperada para o ano (1.210 mm) e ainda o maior volume de chuva da história das medições da UNESP para o mês de janeiro, que aconteceu em 2012, quando choveu 378 mm. Sud Mennucci (Estação Santa Adélia Pioneiros) registrou 71% a mais que o esperado, o mesmo acontecendo com Marinópolis, com 51% a mais que o esperado para o mês.

Chuva em 26 de janeiro de 2017 e amendoim germinando em Sud Mennucci. Fotos e videos cedidos por Carlos Missiaglia. 

Paranapuã também teve volume de chuva superior ao histórico, com 416 mm este mês, supera em 65% o esperado de 251 mm e ainda, o maior volume registrado de 363 mm ocorrido em janeiro de 2016. Mas com 107 mm em apenas um dia, a intensidade das chuvas neste dia chegou à 119 mm/hora e aí, no campo, o que se vê é erosão, queda de árvores, infra estrutura de moradia e armazenamento sofrendo as consequências.

Já o janeiro com a maior parte dos dias com chuva colocou muitos Produtores de Alimentos em estado de alerta e desilusão, pois o amendoim ainda no solo, começa a brotar, as sementes no interior das vagens da parte debaixo da soja começam também a germinar, dependendo da época em que foi plantado. Tudo isso representa prejuízo.

À direita, amendoim colhido em dezembro de 2015, e à esquerda, em 26 de janeiro de 2017.


Segurar São Pedro e as suas chuvas não é possível, mas é necessário construir estruturas de conservação do solo e da água para que possam minimizar o impacto dos altos volumes e intensidades, ao mesmo tempo em que, deve-se usar o conhecimento agrometeorológico e fitotécnico para desenvolver a resiliência às intempéries climáticas.


Volumes recordes
Em todos os municípios monitorados pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira o volume de cuva de 107 mm em apenas um dia foi superado em apenas algumas vezes. Em Paranapuã, apenas em 04 de março de 2011 choveu mais que o registrado no dia 25 de janeiro, chegando a 132 mm, o volume de chuva para um mesmo dia. Na vizinha Populina, 61 mm foi o maior volume de chuva para um único dia. Marinópolis registrou 123 mm em 7 de março de 2014, no mesmo dia em que Itapura registrou 110 mm. Pereira Barreto, em sua parte noroeste registrou 108 mm em 28 de dezembro de 2012 e 130 mm em 14 de abril de 2014 e ainda Sud Mennucci registrou 111 mm em 02 de novembro de 2015.

Ilha Solteira tem o recorde de maior volume de chuvas para um único dia com 132 mm em 12 de janeiro de 2013, quando foram registrados muitos prejuízos.

Video - vento e chuva


Mais sobre as chuvas e seca
"Águas de janeiro" é tema do Editorial da Folha de São Paulo. E em fevereiro como serão as chuvas em todo o Brasil? Em fevereiro, segundo Celso Oliveira, a chuva vai enfraquecer na região Sul e no estado de São Paulo e ganhar força nas áreas mais secas do Nordeste, norte de Minas e Espírito Santo. Será?

Chuva de um lado, falta dela de outro e assim, a crise hídrica no DF exige sistemas eficientes e manejo correto de irrigação contribuem para o uso racional da água que podem e devem contribuir com o enfrentamento da crise e o produtor rural deve optar por sistemas de irrigação mais eficientes. Confira como colocar a irrigação na hora e na medida certa.

Agronegócio - Exportações no agronegócio paulista cresceram 12,8% em 2016, aponta IEA
No ano de 2016, o agronegócio no Estado de São Paulo registrou um superávit de US$ 13,40 bilhões, representando um aumento de 23,4% em relação ao resultado da Balança Comercial de 2015, quando houve um superávit de R$ US$ 10,86 bilhões, informou a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do seu Instituto de Economia Agrícola (IEA).
No ano passado, as exportações do agronegócio paulista tiveram um crescimento de 12,8%, atingindo US$ 17,92 bilhões, enquanto as importações setoriais caíram 10%, somando US$ 4,52 bilhões. Em 2015, as exportações e importações setoriais chegaram a US$ 15,88 bilhões e US$ 5,02 bilhões, respectivamente.
Os grupos de produtos agropecuários que tiveram maior destaque, representando 80,7% das vendas externas do segmento, foram: o complexo sucroalcooleiro (US$ 7,78 bilhões, com as exportações de álcool representando 11,0% desse total); carnes (US$ 2,01 bilhões, em que a carne bovina respondeu por 79,4%); sucos (US$ 1,81 bilhão, dos quais 98,1% referentes a suco de laranja); produtos florestais (US$ 1,52 bilhão); e complexo soja (US$ 1,34 bilhão). Apesar da classificação de grupos se manter a mesma do ano anterior, eles passaram a ser 3,6% mais representativos no total do comércio externo do agronegócio paulista  do que em 2015.
No cenário brasileiro, o agronegócio registrou um superávit de US$ 71,30 bilhões, com exportação de US$ 84,93 bilhões e importações de US$ 13,63 bilhões. O resultado foi 5,1% inferior ao do ano passado, quando o saldo da Balança Comercial foi de US$ 75,15 bilhões.
“O comércio exterior brasileiro só não foi deficitário devido ao desempenho do agronegócio, uma vez que os demais setores, com exportações de US$ 100,31 bilhões e importações de US$ 123,92 bilhões, produziram no período um déficit de US$ 23,61 bilhões”, afirmou o pesquisador da Secretaria, que atua no IEA, José Roberto Vicente.
Dentre os produtos do agronegócio brasileiro, os que tiveram maior representatividade foram: o complexo soja (US$ 25,42 bilhões); as carnes (US$ 14,21 bilhões); o complexo sucroalcooleiro (US$ 11,34 bilhões); os produtos florestais (US$ 10,24 bilhões); e o café (US$ 5,47 bilhões). Equivalendo a 78,5% das vendas externas do agronegócio nacional. Em 2015, esses mesmos grupos de produtos representavam 76,7% do total dos produtos exportados pelo setor.
Conheça o resultado completo da Balança Comercial de 2016 feito por José Roberto Vicente.

UNESP no Comitê da Bacia Hidrográfica e em destaque
Atuante desde da fundação do Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio São José dos Dourados, quando ajudamos neste processo, a UNESP Ilha Solteira se manteve todo este tempo com assento como um dos treze representantes da Sociedade Civil, ficamos felizes com a eleição do Professor Dr. Jefferson Nascimento de Oliveira como Vice-Presidente do Comitê. Bom trabalho a todos!

O colega Jorge de Lucas Junior da UNESP Jaboticabal é homenageado pelo CNPq como reconhecimento pela sua contribuição para as Ciências Agrárias. Parabéns Jorge!

Já o exemplo de sustentabilidade no campo, com tecnologia utilizada de baixo custo patenteada, vem da UNESP Botucatu através do colega Rodrigo Sánchez Román que também recebe os nossos parabéns e reconhecimento.

Inovagri Meeting 2017
Vai perder mais esta oportunidade em se capacitar e se encontrar com os maiores especialistas em agricultura irrigada?


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