Em citros, cana, ou qualquer outra cultura, a irrigação necessária, mas deve contar com projetos e manejo adequado

Determinar os coeficientes de cultura, a evapotranspiração de referência e da cultura e ainda a atual são fundamentais para o uso eficiente da água e cada vez mais a produtividade da água se consolida como importante ferramenta de gestão da agricultura e dos recursos hídricos. 

[Pod Irrigar] - Em citros, a irrigação também é necessária, mas deve contar com projetos e manejo adequado
A citricultura brasileira, grande parte dela concentrada no Estado de São Paulo, tem passado por grandes mudanças nos últimos 10-15 anos de modo a enfrentar os desafios impostos pelas doenças, pragas e mercado, sem que tenha perdido a sua importância sócio-econômica. Em 2016, o setor citrícola paulista com seus 430 mil hectares representou o terceiro item na pauta de exportações com US$ 1,8 milhões em receitas.
Em todos os seguimentos produtivos a busca pela produtividade crescente é imprescindível, especialmente porque desde sempre o que vendemos está sujeito à lei da oferta e procura de forma muito rígida, enquanto que os insumos tem certa flexibilidade e sobem mais que o que produzimos e assim, o aumento da produtividade representa a via realista para se manter no setor.
Em pouco mais de uma década se consolidou o uso da irrigação, e hoje a citricultura irrigada já representa cerca de 27% da área cultivada em São Paulo.
Mas a incorporação desta nova área irrigada não se deu de forma simples e também passou por mudanças. Inicialmente os sistemas de irrigação por canhão, os antigos autopropelidos, hoje substituídos pelo carretel enrolador eram acionados após as primeiras chuvas e davam a segurança hídrica até a colheita, mas não eram os indutores de floradas.
A entrada dos sistemas de irrigação localizada exigiu mais conhecimento técnico e a definição de qual momento iniciar a irrigação. Do ponto de vista de projeto, a definição da lâmina ideal deve ser analisada economicamente e atender a demanda ou o déficit hídrico. Esse é o ponto-chave e deve ser decidido à luz das informações agrometeorológicas e das demandas das diferentes variedades e o manejo da irrigação, o que inclui um adequado programa de fertirrigação se seguem necessários para o sucesso do investimento.
O movimento mais recente da irrigação em citros é representado pelos pivôs centrais e as premissas elencadas acima se mantem necessárias, ou seja, a definição da lâmina de projeto e do manejo da irrigação, para que se obtenha o máximo rendimento do investimento, mas com os registros de temperaturas máximas cada vez mais frequentes e o abordamento das flores, alguns Técnicos advogam que por imitar as chuvas e ter alta frequência de irrigação, este sistema teria o efeito de refrigerar temporariamente o ambiente e assim baixar a temperatura e mitigar o efeito de queda de flores. É fato a tendência de aumento da área irrigada na citricultura pelos resultados colhidos e a UNESP Ilha Solteira está atenta a este movimento iniciando estudos que envolvem a irrigação na cultura feita por diferentes sistemas. Em breve teremos novidades! Fiquem ligados nos nossos Canais de Comunicação!

Próxima palestra - Ribeirão Preto - 16 de fevereiro de 2017 - Manejo da irrigação em cana
Estaremos no 29º Encontro do GIFC - Grupo de Irrigação e Fertirrigação em Cana que acontecerá em Ribeirão Preto no dia 16 de fevereiro de 2017. O tema deste encontro que ocupará o dia inteiro será a "Agrometeorologia aplicada à cana-de-açúcar" e nossa participação versará sobre o "Manejo da irrigação: solo ou atmosfera e como fazer?", onde tentaremos passar um visão bastante prática de como usar a água de forma eficiente na agricultura. Abordaremos cada passo do processo de manejo da irrigação, desde a busca pelos dados de entrada para a estimativa do consumo de água pelas plantas, até a escolha da lâmina a ser aplicada em função da fisiologia da cultura, cobertura e armazenamento de água no solo no momento da irrigação. Começamos nossa apresentação as 14 horas, mas, antes, às 10 horas, nosso colega da UNESP Dracena, Prof. Dr. Paulo Alexandre Monteiro de Figueiredo, também estará presente e desenvolverá o tema "Agrometeorologia aplicada no planejamento da safra". É a UNESP contribuindo com a modernização do setor sucro-alcooleiro. Conheça em video um pouco mais das atividades do GIFC.

[Pod Irrigar] Interativo - Citricultura deve priorizar bons projetos e o manejo da irrigação
Nossas Orientadas Emanoele C. Amendola e Mariele Squizato fizeram um excelente trabalho de edição do [Pod Irrigar Interativo] - quando a partir da edição semanal do Podcast da Agricultura Irrigada é ilustrado com imagens e vira um vídeo - com a análise da importância da citricultura paulista e aspectos relevantes ligados aos projetos e manejo da irrigação na cultura. Outras edições do [Pod Irrigar] Interativo e outros vídeos podem ser acessadas Canal da Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira no YouTube a partir de http://www.youtube.com/fernando092



Safra recorde e irrigação
Agricultores colhem safra de grãos nas principais regiões produtoras, segundo previsão da Conab, Brasil deve colher uma safra recorde de mais de 219 milhões de toneladas de grãos.

Enquanto isso, fábrica pronta em GO espera energia há mais de 1 ano para começar a operar. A mesma energia que faz falta atualmente para a expansão da nossa agricultura irrigada, que poderia brindar os brasileiros com os seus efeitos multiplicadores na sócio-economia. Irrigação? Sim, vamos colocar um pouco de Hidráulica em nossos ensinamentos. Rogério Souza, em video-aula sobre "Proteção de tubulações em PVC com o  uso de ventosas ou válvulas de ar". E no Nosso Campo, a aposta na irrigação para diminuir a dependência das condições climáticas, com os agricultores de São Paulo entre os que mais utilizam irrigação no Brasil.

Chuva e Barragem é coisa séria
O tema segurança de barragem nem sempre é tratado com a adequada importância. Antes com a seca,  a California sofre agora as consequências das chuvas intensas e nem sempre se consegue armazenar toda a água que escoa e o risco de transbordamento de represa força retirada em massa na região norte. A reserva da represa de Oroville com dique de 235 metros e à 75 km ao norte de Sacramento, a capital da Estado, se encontra muito cheia depois de várias semanas de fortes chuvas e cerca de 180 mil pessoas foram ordenadas a deixar suas casas ante o perigo de transbordamento. A represa de Oroville e liberando 2.830 metros cúbicos de água por segundo (veja as imagens) e para que o leitor tenha a ordem de grandeza, na maior crise hídrica que o Brasil presenciou, a Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira teve a vazão mínima de 1.074 metros cúbicos por segundo e ontem estava com vazão de 4512 metros cúbicos por segundo.

Enquanto isso, aqui em Campo Novo do Parecis (MT), o improvável acontece, e  é decretada situação de emergência após alagamento causado pela intensas e volumosas chuvas.

Produtividade
Você sabe quais são os principais ladrões do tempo? Tathiane Deândhela dá a dica sobre o que pode matar a sua produtividade e carreira.

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