Irrigar ou irrigar... o caminho para a segurança hídrica da produção de alimentos: Simples assim!

O logotipo da Área de Hidráulica e Irrigação, da UNESP Ilha Solteira utilizado no início de toda apresentação em eventos foi desenhado pensando no que fazemos e principalmente em qual é a nossa missão e ao mesmo tempo objetivo. Assim, o Estado de São Paulo, onde estamos, foi o primeiro elemento do logotipo. Em seguida a localização de Ilha Solteira está representada pelas setas sobrepostas. Os pontos verdes no interior do Estado de São Paulo significam as plantas e no lado externo, as gotas representam a irrigação, nossa área de trabalho. As linhas azul e verde representam nossas cores, são as cores da água e das plantas. UNESP significa Universidade Estadual Paulista e Hidráulica e Irrigação, o nome de nossa Área de trabalho. Juntando tudo, queremos dizer que a partir de Ilha Solteira, a UNESP, representada pela Área de Hidráulica e Irrigação, tem como meta e missão promover, incentivar, melhorar e divulgar a agricultura irrigada no Estado de São Paulo como forma de desenvolvimento sócio-econômico e ambiental. E assim, incentivamos toda a nossa Equipe à incansavelmente transformar todos os DADOS obtidos pela Área de Hidráulica e Irrigação em INFORMAÇÃO, disponibilizando-as e divulgando-as. Para tanto, o uso da Internet é fundamental como um dos meios de disseminar a informação e o conhecimento e sempre defendemos que é preciso inovar, não dá só para copiar e é preciso criar uma nova empresa e reinventar o nosso setor, para tanto é fundamental a democratização do conhecimento e da informação e a transparência das ações. Bem vindo ao Blog da Área de Hidráulica e Irrigação, da UNESP Ilha Solteira.

[Pod Irrigar] - Importância do agronegócio e dos sistemas de irrigação
Em postagens anteriores, a partir dos dados do IEA destacamos a importância do agronegócio paulista, nem sempre perceptível até mesmo pelos que labutam na área. Na FSP, o Jornalista Mauro Zafalon destacam que que a laranja e açúcar puxam alta de 7,2% do PIB do agronegócio paulista. Duas das principais culturas de São Paulo, açúcar e laranja, impulsionaram o PIB agrícola paulista de 2016. Usando as estimativas do Deagro (Departamento do Agronegócio) da Fiesp e do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), com base em dados de até outubro mostra que entre os elos da cadeia produtiva do agronegócio, o destaque ficou com o setor básico - as chamadas atividades dentro da porteira. A evolução no ano passado nesse segmento foi de 19% e puxado ela laranja e açúcar, tem alta prevista de 24% para 2016, enquanto a pecuária cresce 4,2%. Com isso, mesmo com peso menor na composição do PIB, o segmento primário contribuiu decisivamente para a evolução de 7,2% do PIB do agronegócio em 2016, que deverá atingir R$ 277 bilhões. O bom desempenho das atividades dentro da porteira se estendeu a vários outros produtos, como café, soja, milho, feijão, amendoim e uva. O bom momento da cana - São Paulo tem 57% da participação da produção nacional - ocorreu devido ao deficit global de açúcar. 
Já a laranja teve preço reajustado em 2016 devido aos baixos estoques mundiais de suco, que terminaram o ano em um dos menores patamares da história da indústria. Apesar de uma previsão de recuperação da safra de laranja neste ano, o preço da fruta vai continuar aquecido. A CitrusBR, associação das indústrias do setor, espera estoque de apenas 70 mil toneladas de suco ao fim de junho. É um volume muito baixo e jamais visto, suficiente para o consumo de apenas três semanas. São Paulo representa 73% de todo o volume de laranja produzido no Brasil. "As duas atividades foram beneficiadas por uma conjuntura global de retração da oferta, resultando em alta de preços ao produtor, em um cenário que também favoreceu o setor de insumos agropecuários", diz Antônio Carlos Costa, gerente do Deagro.
Enquanto isso, no café, o Brasil, maior produtor do mundo, importa café após quebra de safra. Será a primeira vez que o Brasil, maior produtor mundial de café, comprará quantidade significativa do produto "in natura" de concorrentes, uma medida para compensar a quebra de safra. Com a escassez, o preço do café solúvel subiu 14,9% em 12 meses até janeiro, segundo o IBGE (IPCA). O café em pó teve alta de 20%. A seca que atingiu principalmente o Espírito Santo fez a produção de robusta cair para 7,99 milhões de sacas em 2016, 30% menos que o registrado um ano antes. O Estado é o maior produtor do grão no país. Em nota oficial, a possibilidade de importação de café foi suspensa em 22/02/2017. E Pesquisadores da UNESP descobriram como aumentar a produção de café. Ao plantar a semente da macadâmia junto com a muda de café, ele fica protegido contra os raios solares e também encontra mais nutrientes no solo.
O Brasil é um país continental de vocação agrícola histórica e assim o será sempre, mas em comum entre o café, a laranja e os grãos a água, e a dependência do comportamento das chuvas leva à uma insegurança na missão de produzir alimentos que pode ser mitigada pelos investimentos em sistemas de irrigação. Depois de 17 anos perambulando no Congresso, a Lei 12.787 foi aprovado em 11 de janeiro de 2013 e instituiu a Política Nacional de Irrigação, ainda não implementada. Há tempos já deveríamos estar focando e entendendo melhor o papel da nossa agricultura irrigada.

Agricultura irrigada
O 23rd ICID Congress & 68th International Executive Council Meeting que acontecerá de 8 a 14 de outubro de 2017 na Cidade do México e promovido pela International Commission on Irrigation and Drainage (ICID) tem o tema "Modernizing Irrigation and Drainage for a New Green Revolution" e lança algumas questões importantes, um delas a de número 60 -  Water Productivity: Revisiting the concepts in light of water, energy and food nexus (Produtividade da água: Revisitando os conceitos à luz do nexo ou a ligação entre água, energia e alimentos. Este é um dos temas que mais atenção recebe nas pesquisas realizadas pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira, que une o conhecimento às informações provenientes da Rede Agrometeorológica do Noroeste Paulista com as vindas dos satélites para encontrar coeficientes e estabelecer as relações entre demandas das culturas, água aplicada e a produtividade da água no Noroeste Paulista. Este questionamento proposto pelo ICID é ainda subdividido em outros três, a saber: 60.1 Emerging issues and challenges of water saving, including impact of transferring water out of agriculture; 60.2 Understanding water productivity, water and energy use efficiency and water footprint of crops e ainda 60.3 Water security for growth and development. Conheça os trabalhos já publicados pela nossa Equipe a partir da aba Textos Técnicos no Canal da Irrigação.

João Manetti Filho defenderá tese de Doutorado
No dia 2 de março de 2017, João Manetti Filho defenderá a sua Tese de Doutorado intitulada "Tolerância a baixas temperaturas e zoneamento climático de espécies forrageiras para o Estado do Paraná". Um trabalho extenso, cobrindo desde a sensibilidade das sementes de diferentes espécies até o Zoneamento das forrageiras para o Estado do Paraná. Recebe antecipadamente os parabéns pelo trabalho que será defendido à partir das 14 horas no Anfiteatro do DEFERS - UNESP, localizado no Campus II.


"Condutividade elétrica e fluorescência para identificar danos por frio em espécies de forrageiras" foi o tema do seu Exame de Qualificação em 8 de dezembro de 2016 em que mostrou o quanto está preparado para esta Defesa.

Grãos e café
E Santa Catarina, região quer aumentar a sua produção de grãos e promove encontro para apresentar novas tecnologias para potencializar a produção e manejo das culturas.

Produção de grãos para safra 2016/17 deve bater recordes.

E a FENICAFÉ, tradicional evento que apresenta anualmente o estado da arte da cafeicultura está chegando. Será entre 21 e 23 de março de 2017 em Araguari - MG. "Sistemas de irrigação para o cafeeiro: inovações tecnológicas" terá como palestrante o Prof. Dr. André Luís Teixeira Fernandes - Pró-Reitor de Pesquisa, Pós Graduação e Extensão da UNIUBE, caberá ao Engenheiro Agrônomo e Mestre em Produção Vegetal Guilherme Oliveira Silva - Diretor da FORBB conduzir as discussões sobre o "Manejo racional da água e energia na cultura do café irrigado por gotejamento", enquanto que o Enegenheiro Agrônomo e Mestre em Irrigação Carlos Barth compartilhará sua experiência internacional na "Operação e manutenção de sistemas de irrigação por gotejamento em café". Fechando os temas relativos à irrigação, os "Aspectos práticos da fertirrigação do cafeeiro" serão abordados pelo Engenheiro Agrônomo e Doutor Humberto Vinícius Vescove, da Vescove Consultoria.



Saneamento

Curiosidade

Um comentário:

  1. Fantástica postagem: rica, completa, elucidativa e de fácil leitura!!!
    Logomarca totalmente acertiva!!!
    Parabéns Prof. Fernando!!!

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