Maio atípico, mais chuvoso da história no Noroeste Paulista e até granizo

"Sem paixão, o homem é mera força e possibilidade latentes, como a rocha que espera o choque do ferro antes que ela possa mostrar sua faísca" Henri Frederic Amiel

Granizo em Dracena no dia 19 de maio de 2017. (Fotos recebidas pela Internet).

[Pod Irrigar] - Maio atípico, mais chuvoso da história no Noroeste Paulista e até granizo
Realmente o tempo está cada vez mais difícil de entender. Sabemos que o outono é a estação de transição, mas daí ter o mês de maio mais chuvoso da história, impressiona. Foi assim que o Noroeste Paulista registrou em agosto do ano passado seu recorde de chuvas para o mês, com até 140 mm, quando o esperado era 18 mm.
Agora, neste mês de maio a média de chuva esperada na região Noroeste Paulista é de 74 milímetros e a Rede agrometeorológica do Noroeste Paulista que é operada pela Área de Hidráulica e Irrigação da UNESP Ilha Solteira registrou volume de chuva médio na região de 125 mm, 69% superior ao esperado. Mas Marinópolis e Ilha Solteira surpreenderam com 157 e 161 mm, volumes 150% superior ao esperado para o mês.


Maio também surpreendeu não somente pelo volume de chuvas na região, mas pela intensidade com que caíram. Em Dracena foi tão forte que ganhou projeção nacional. Chuva intensa com até 143 mm/hora seguida de granizo e vento de até 140 km/hora em uma mesma tarde de sexta - dia 19 - puderam ser registrados e informados à população devido à incorporação da Estação Dracena à rede de monitoramento da UNESP, que também registrou o vento de 100 km/hora no dia 21 de maio, que associado às chuvas levou asfalto, a cobertura de posto de gasolina, interrompeu estradas e novamente as imagens e videos viralizaram nas redes sociais, assim como, aumentaram substancialmente o acesso ao Canal Clima da UNESP.


Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, entre Tupi Paulista e Santa Mercedes em 21 de maio de 2017. (Fotos recebidas pela Internet).

Notícias boas nem sempre alcançam a mesma audiência que fatalidades, mas o volume de chuva recorde para o mês de maio fez com que os reservatórios e represas se enchessem completamente, usina hidrelétricas na região abrissem seus vertedores e o completo armazenamento de água no solo deu fôlego e otimismo aos produtores de alimentos que apostaram na mudança do tempo e arriscaram plantios de feijão nesta época quando o predomínio é dos cultivos irrigados e assim, com o preço do saco de feijão em alta - passando dos R$ 330,00 - ambos, produtores de sequeiro e irrigado estão prestes a comemorarem, os primeiros que ganharam fôlego em relação ao stress hídrico e os segundos que farão safras com menor custo operacional pelo menor uso dos seus equipamentos de irrigação.



 Feijão com 54 dias em 27/05/2017 plantado em condições de sequeiro. Fonte: Carlos Missiaglia.

Aos irrigantes resta a dúvida sobre como será o esgotamento da água no solo e quando deverão voltar a irrigar e a assim, ao visitarem o Canal CLIMA da UNESP saberão o valor diário da evapotranspiração e assim, identificarão o armazenamento crítico que indicará a necessidade de novas irrigações. Isso, se não chover novamente ainda em maio! 



 Granizo em Dracena no dia 19 de maio de 2017. (Fotos recebidas pela Internet).


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Granizo em Dracena no dia 19 de maio de 2017. (Video recebido pela Internet).

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