BOLETIM DO TEMPO: 21 DE OUTUBRO DE 2011
Bom dia!
Neste momento (07:50 hs) a Estação Meteorológica operada pela Área de Hidráulica e Irrigação UNESP Ilha Solteira, registra temperatura de 18,8°C e umidade relativa do ar de 66,5%.
Ontem, a temperatura média do dia foi de 24,6°C, sendo a mínima de 18,3°C (05:47 hs) e máxima de 30,7°C (14:58 hs).
A umidade relativa média do ar foi de 58,3%, sendo a mínima de 39,0% (16:38 hs). Ontem, na região de Marinópolis a umidade relativa do ar atingiu estado crítico, sendo de 29,9% (15:49 hs).
A evapotranspiração de referência ontem foi de 5,5 mm/dia. As chuvas que cairam amenizaram, porém, aos agricultores, já é hora de retornar as atividades de manejo da irrigação, pois já estamos em média a dias sem chover na região noroeste paulista.
Ontem, na Estação Santa Adélia, a velocidade do vento máxima foi de 38 Km/h sentido sudeste (00:58 hs).
Visita técnica da disciplina de Sistema e Manejo de Irrigação UNESP Ilha Solteira
Professor responsável: Fernando Braz Tangerino Hernandez
Confira o trabalho: Análise agroclimática da área de influência do reservatório da usina hidrelétrica de Ilha Solteira, região noroeste do Estado de São Paulo, em que é feita a caracterização agroclimatológica da região de abrangência do Reservatório da Usina Hidrelétrica de Ilha Solteira.
Depois de 121 dias de seca, entramos na fase das chuvas. Momento em que recarregaremos o lençol freático para garantir a água para nossos córregos e rios para o próximo ano. Quanto mais conservado o solo, maior a infiltração, mais água fica na bacia hidrográfica, maior disponibilidade de água (vazão) no ano seguinte, menos falta de água e problemas de abastecimento.
Por outro lado, nas cidades, é grande o número delas que sofre problemas com inundação. As causas são várias! Problemas técnicos representam 62,4% dos problemas e o desmatamento é causa de 21,3% dos problemas! Técnicos competentes e políticos bem intensionados fariam toda a diferença e trariam menos transtorno à população!

O Atlas de Saneamento 2011, divulgado em 19/10/2011 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revela que 2.274 municípios brasileiros sofreram inundações em área urbana nos cinco anos anteriores à pesquisa, realizada em 2008. O número representa 40,8% do total do país.
Também, 50,8% dos municípios brasileiros têm lixão a céu aberto e falta de esgoto atinge quase metade dos municípios.
Os dados mostram ainda que, em 698 deles, as enchentes ocorreram em áreas que não são usualmente inundáveis. Entre os fatores agravantes das inundações, os mais citados foram a obstrução de bueiros e bocas de lobo, a ocupação intensa e desordenada do solo, obras inadequadas, lançamento inadequado de resíduos sólidos e o dimensionamento inadequado de projeto de drenagem.
Como consequência das inundações e dos demais problemas de saneamento, o número de internações por doenças como diarreia, leptospirose e hepatites virais foi alto, chegando a 309 para cada 100 mil habitantes em 2008.
Esgoto
As diferenças regionais, porém, são grandes: enquanto no Estado de São Paulo apenas Itapura estava nessa situação, na região Norte as cidades sem o serviço chegavam a 96,5% do total.
Os dados consideram apenas a existência ou não da rede coletora, e não a abrangência de cobertura dentro de cada município - ou seja, mesmo que vários bairros de uma cidade não sejam atendidos pelo serviço, ela pode figurar na lista se a coleta for feita em parte de seu território.
Além disso, a pesquisa mostra que a coleta não é acompanhada na mesma proporção pelo tratamento do esgoto. Do total coletado, apenas 68,8% passa por estações de tratamento antes de ser descartado.
Nesse quesito, mais uma vez, é possível notar grandes diferenças regionais. Em São Paulo, 78,4% dos municípios processam ao menos parte do esgoto gerado. No Maranhão, esse percentual cai para apenas 1,4%. Em parte dos municípios do país que não têm rede de esgoto, porém, é possível encontrar soluções alternativas, como a fossa séptica (dispositivo do tipo câmara que é isolado do solo e faz a filtragem do dejeto). É o caso, por exemplo, de vários municípios gaúchos.
Além disso, os dados mostram uma melhora em relação à pesquisa anterior, de 2000. Naquele ano, a parcela de municípios sem rede coletora de esgoto era de 47,8%.
Resumindo:
92,9% da água distribuída no Brasil recebe tratamento (em 2000 eram 92,8%
68,8% do esgoto coletado é tratado (35,26% em 2000)
55,1% das cidades têm rede de esgoto (52,2% em 2000)
50,8% destinam o lixo para lixões (70,1% em 2000)
93,6% tem coleta de lixo domiciliar
17,9% tem coleta seletiva de lixo (8,2% em 2000)
Fonte: Folha de São Paulo, 20 de outubro de 2011, p.C.9.
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