E a chuva veio! Mas queremos muito mais...

Cintilômetro sendo testado no topo do prédio da Kipp & Zonen.

Pod Irrigar
Enfim, choveu 48 milímetros no noroeste paulista! Esperávamos e esperamos mais, afinal, em agosto não vimos, nem sentimos o cheiro de chuva e neste setembro recebemos em Ilha Solteira 61 mm, muito próximo da média histórica esperada de 67 milímetros, mas com a crise por água, desejávamos que se repetisse o ano de 2009 quando recebemos 183 mm. Afinal, estamos no acumulado anual com apenas 90% do esperado com 761 mm. No primeiro dia de outubro eis que dos 110 milímetros esperados, já temos 48 milímetros, mas não é tão simples assim. Para equacionarmos a crise de água que enfrentamos, de leste - com o Sistema Cantareira definhando e ameaçando o abastecimento de água para a população - à oeste com a geração de energia operando com restrições e irrigantes sem condições de operar seus equipamentos de irrigação, muita chuva tem que chegar, ou seja, rezamos diuturnamente para que venham em quantidades superiores às medias históricas.
Mas aí vem outra questão: com que intensidade estas chuvas chegarão? Não sabemos e não saberemos! Os registros históricos nos dão distribuição de frequência das ocorrências e que nos permite calcular probabilidades, mas certeza nunca!
Ontem foram 48 milímetros em pouco menos de uma hora e as consequências são estas: no campo ao invés de água infiltrar e iniciar a recomposição do lençol freático, escorrimento superficial que leva o solo e provoca erosões que leva ao assoreamento dos córregos e rios e assim a menor oferta de água na estação seca.
Nas cidades, ruas e casas alagadas (1) e nem o nosso Laboratório aqui na UNESP que cuida justamente do monitoramento climático da região suportou a intensidade das chuvas e teve seu forro rompido e interrupção de serviços.
Desenvolver a resiliência para enfrentar os extremos é uma questão estratégica e exige investimentos, além de uma maior capacidade técnica. Decidir qual o risco que queremos correr na falta ou no excesso, seja de chuva, seja de oferta de água ou outra variante climática exigirá primeiramente técnicos melhores preparados para trabalhar com os elementos envolvidos! Pensem nisso! Invistam na formação técnica contínua!



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