Preços dos alimentos caem pela 1ª vez em 8 meses, constata FAO

O índice teve uma média de 230 pontos em março de 2011, o que representa uma baixa de 2,9% em relação ao nível máximo de fevereiro
O índice da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) para os preços dos alimentos caiu pela primeira vez após oito meses seguidos de altas, anunciou a entidade em comunicado divulgado nesta quinta-feira (07/04).
O índice teve uma média de 230 pontos em março de 2011, o que representa uma baixa de 2,9% em relação ao nível máximo de fevereiro, mas ainda 37% acima de março do ano passado.
"A queda no índice geral deste mês representa uma trégua após as contínuas altas que presenciamos nos oito últimos meses", assinalou David Hallam, diretor da Divisão de Comércio e Mercados da FAO. "Mas seria prematuro concluir que se trata de um investimento na tendência de alta", acrescentou.
"Precisamos ver as informações das novas safras nas próximas semanas para termos uma ideia dos futuros níveis de produção", destacou Hallam.
Mas, segundo ele, os baixos níveis das reservas, a implicação para "os preços do petróleo dos eventos no Oriente Médio e no Norte da África e as consequências da destruição no Japão são fatores que contribuem para que persistam as incertezas e a volatilidade dos preços nos próximos meses".
Fonte: Agência Effe
A redução das Emissões de carbono na agricultura brasileira é um grande desafio que, para ser enfrentado, precisa de uma liberação de recursos mais rápida, na opinião do secretário de Mudanças Climáticas e qualidade ambiental do Ministério do Meio Ambiente, Eduardo Assad. Na IV Conferência Regional sobre Mudanças Globais, em São Paulo, ontem, Assad admitiu que o governo precisa diminuir a burocracia para dar mais agilidade às ações sobre o tema.
Pesquisador dac que conduziu um dos maiores estudos sobre Aquecimento Global e produção agrícola do país, Assad assumiu o cargo no ministério há 15 dias. Segundo ele, uma agricultura mais eficiente, com menos emissão de carbono, significará a possibilidade de haver uma maior oferta de alimentos por uma menor unidade de área.
- Temos que ter uma agricultura que ande paralela à economia verde e isso implica em menos emissão - disse Assad. - Se as Emissões continuarem aumentando do jeito que estão, não só no Brasil, mas no mundo todo, a ameaça continua.
Segundo ele, o governo tem agido para reduzir as Emissões, mas este é um desafio grande.
- Estamos atacando prioritariamente a redução de Emissões, com uma série de planos que o governo tem para reduzir estas Emissões na agricultura, na indústria, no transporte - disse. - Planos existem e já estão em andamento. Mas a gente tem que agilizar um pouco mais a liberação dos recursos.
O programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), do Ministério da Agricultura, foi lançado em junho de 2010 e prevê R$2 bilhões para incentivar a redução de Emissões de CO2 na agricultura.
Fonte: O Globo
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